Opinião: mesmo dia, duas funções e uma versão que não fecha colocam presidente da Câmara de Arcoverde no centro de uma crise
A denúncia de acúmulo ilegal do exercício da advocacia e da presidência da Câmara por Luciano Pacheco têm gerado uma disputa de versões. Mas governistas em contato com o blog afirmam que os fatos não são complexos. São diretos. “E é justamente por isso que a explicação não aparece”.
No dia 28 de abril de 2025, o presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Rodrigues Pacheco, surgiu em registros oficiais atuando como advogado em processo na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A certidão aponta presença em cartório, solicitação de acesso a mídias e contato com material do processo. “É documento. É registro. Não é interpretação”.
No mesmo dia, ele também participou de sessão da Câmara de Arcoverde. “Ainda que de forma remota, estava no exercício do cargo público. Dois papéis no mesmo dia. Sem explicação clara”.
A tentativa de reduzir o caso a um episódio isolado não se sustenta quando se olha a sequência, segundo que o acusa. No dia 29, há novo registro de acesso a provas. No dia 30, ele aparece atuando em plenário do Tribunal do Júri na defesa de um acusado .
“Não é um ato. É uma sequência. E quando a pressão local aumentou, com cobrança interna e ameaça de desdobramentos políticos mais graves, veio uma carta. Nela, Luciano nega ter exercido a advocacia naquele contexto, desafiando os fatos e a inteligência e a memória dos pares”.
É aí que o problema explode, de acordo com os denunciantes. Porque a carta diz uma coisa. Os documentos mostram outra. “Não há zona cinzenta quando existe registro formal de presença, de solicitação e de atuação. Não há espaço para narrativa quando os próprios autos descrevem o que aconteceu. A versão tenta apagar o fato. O fato continua registrado”.
Para a acusação, a crise deixa de ser jurídica e vira uma questão de credibilidade. Porque quando um agente público apresenta uma explicação que não acompanha os documentos, o que entra em jogo não é só a legalidade. É a confiança.
E o ponto mais sensível continua sem resposta. Como, no mesmo dia, ele conseguiu atuar como advogado em outro estado e exercer o comando do Legislativo municipal.
“Não é detalhe. É o centro de tudo. Ignorar isso não resolve. Negar não apaga. E repetir uma versão que não se sustenta diante dos registros só amplia o desgaste. Os documentos estão postos. Os fatos também. A explicação, não!” Veja documentos apresentados ao blog:




Os eleitores que não votaram no primeiro turno das eleições de 2022, em 2 de outubro, têm até a próxima quinta-feira (1º) para justificar a ausência à Justiça Eleitoral. No caso das abstenções no segundo turno, a justificativa poderá ser feita até 9 de janeiro de 2023.
Com o intuito de fomentar o diálogo entre as instituições e alinhar as estratégias de enfrentamento ao crime organizado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recebeu, na manhã da sexta-feira (6), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE).
A segunda parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste mês ocorrerá nesta sexta-feira, 19 de julho, e o valor deve ser de R$ 2.347.493.553,04. O montante é parte da arrecadação federal com os Impostos de Renda e sobre Produtos Industrializados (IR e IPI), nos últimos 10 dias.













