Notícias

O fato e a foto: encontro histórico de Didi e Anchieta

Por Nill Júnior
A
A “encarada” entre Didi e Anchieta: encontro histórico, em flagrante do Afogados On Line

Foi muito grande a expectativa gerada pelo Debate realizado entre candidatos a prefeito de Carnaíba. Além da presença de Diógenes Gomes, candidato da terceira via, havia muita expectativa para o encontro frente a frente de Anchieta Patriota e José Francisco Filho, adversários históricos que não ficavam tão próximos a anos.

Nos últimos trinta anos, ou um outro foi hegemônico na política de Carnaíba. Pela rivalidade histórica, esperava um clima mais áspero. Mas em linhas gerais, o debate de Carnaíba foi o melhor da série até agora, com críticas no campo administrativo e não pessoais.

Outras Notícias

Coluna do Domingão

Ataques a Alexandre de Moraes querem criar ambiente para anistiar Bolsonaro As reportagens que dizem que o gabinete de Alexandre de Moraes usou mensagens informais para ordenar que a Justiça Eleitoral produzisse relatórios sobre bolsonaristas turbinaram a proposta de anistia dos réus de 8 de janeiro, e em última instância, do próprio ex-presidente Bolsonaro. O […]

Ataques a Alexandre de Moraes querem criar ambiente para anistiar Bolsonaro

As reportagens que dizem que o gabinete de Alexandre de Moraes usou mensagens informais para ordenar que a Justiça Eleitoral produzisse relatórios sobre bolsonaristas turbinaram a proposta de anistia dos réus de 8 de janeiro, e em última instância, do próprio ex-presidente Bolsonaro.

O ex-presidente é alvo de um inquérito que investiga uma tentativa de golpe de estado para mantê-lo no poder, apesar da derrota para Lula (PT) em 2022. Essa investigação se conecta à dos atos golpistas de 8 de janeiro – a Polícia Federal encontrou, por exemplo, mensagens de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, orientando manifestações em Brasília.

Um dos líderes mais importantes do centrão, em conversa com a jornalista Andrea Sadi, disse que neste momento aliados de Bolsonaro estão buscando um “entendimento” com o Supremo para que consigam fazer algum tipo de acordo para a anistia.

Segundo a própria jornalista, fazendo um resgate histórico, ainda em julho de 2022, antes mesmo da eleição presidencial, parlamentares aliados de Bolsonaro tentaram articular uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que blindasse todos os ex-presidentes da República para evitar que sejam alvos de prisão quando deixarem os cargos.

Neste ano, ao invés de propor uma PEC, que exigiria uma aprovação mais complexa, eles buscam aprovar um Projeto de Lei que garanta anistia ao ex-presidente. Condicionam, por exemplo, o apoio à escolha dos próximos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, previstas para 2025, ao projeto.

Com a repercussão dos relatos de que Moraes teria pedido investigações fora do rito oficial – o que ele nega – os bolsonaristas acreditam encontrar um terreno fértil para avançar com a ideia.

O aliado de Bolsonaro ouvido pelo blog disse também que eles não querem “confusão” ou “atrito” com o Supremo, até porque temem algum tipo de retaliação do Judiciário, mas querem buscar o entendimento para um acordo.

O que os bolsonaristas gostariam mesmo é de reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, mas, por ser mais improvável, apostam suas fichas no projeto de anistia.

Ministros do Supremo ouvidos pelo blog dizem que não há como debater este assunto já que o inquérito sobre o caso ainda nem está concluído, ainda não tem um desfecho- e que avanço nesse sentido seria, sim, uma afronta ao trabalho da PF, PGR e STF. Ou seja, seria lido também como retaliação ao Judiciário. Pode ainda não ter clima no Supremo, mas, no Congresso, só se falava disso.

As conversas esfriaram com o contraponto de juristas que afirmam, não houve nenhuma aberração jurídica na condução de Moraes. Além de Luiz Roberto Barroso e Flávio Dino, juristas como Fernando Neisser, Professor de Direito Eleitoral da FGV/SP, afirmaram não haver excessos na condução. “A matéria confunde as coisas e, com isso, leva a uma conclusão equivocada. Não há uso informal da estrutura de um tribunal, pois não há formalidade prevista para o exercício do poder de polícia de que dispõe o juiz (ou ministro) na função eleitoral”, diz.

“Trata-se de função prevista na lei, no art. 41 da Lei 9.504/97, que não depende de acionamento por terceiros, tampouco de formalidades, como a remessa de ofícios, tema tratado na reportagem. O juiz eleitoral que se depara com ilegalidade eleitoral tem o direito e o dever de tomar as devidas providências para fazer cessar as ilegalidades e levantar os dados necessários para tanto”, complementa.

Para ele, nada há de ilegal nessa suposta informalidade. O que se quer é evitar que a propaganda irregular permaneça disponível. Nada impede que essas informações, produzidas de forma legal, sejam encaminhadas à relatoria de outros expedientes, como no caso de inquéritos policiais. Isso porque, para uso futuro em ações penais, os elementos indiciários serão submetidos ao crivo do contraditório.

No caso concreto, aliás, nem mesmo essa suposta informalidade houve. A relatoria dos inquéritos no STF requisitou a diversas instituições, dentre elas o TSE, informações para instruir as investigações. O jurista conclui dizendo que confundir os institutos jurídicos dificulta o entendimento do poder de polícia em matéria eleitoral. “O resultado, desejado ou não, será uma nova onda de desinformação e discurso contrário às instituições, servindo a interesses antidemocráticos. Lamentável que isso ocorra coincidentemente (ou não) com o início do processo eleitoral, dando fôlego a um discurso que se imaginava superado”, conclui. Assim, ficou clara a intenção da manobra com apoio de parte da imprensa. Até protesto em 7 de setembro, fadado a flopar, chegou a ser anunciado. O nome disso é desespero. A hora de Bolsonaro está chegando…

O fato e a foto

A foto confirma o apoio selado do ex-prefeito Francisco Dessoles a Dr. Pedro Alves e Marquinhos Melo (PSDB). Foi tirada no primeiro ato de campanha, com um adesivaço dos tucanos. No registro fotográfico, também aparece o jovem Júlio Veras, que na ocasião declarou seu apoio à chapa em uma comemoração em sua residência onde contou com a presença de vários amigos. “Dr. Pedro é um amigo de longa data e que chegou a hora de oferecer seu apoio”, concluiu Dessoles. Nos registros do encontro também aparece o advogado Leonardo Dessoles Veras, Rogério Lins e um grupo de correligionários.

Onde teve mais ex-adversários se abraçando

O encontro em Iguaracy não é o único. Em Serra Talhada, Márcia Conrado e Sebastião Oliveira se uniram depois de um período marcado por troca de farpas. Em Solidão, Djalma das Almofadas se alinhou com Cida Oliveira ajudando a ter a inédita candidatura própria em seu município. Em Arcoverde, Zeca Cavalcanti e Siqueirinha, Israel Rubis, mais o apoio branco de Wellington Maciel, adversários ferrenhos há quatro anos. Em Custódia, Marcílio Ferraz se aliou a Manuca para apoiar  Messias do Dnocs, depois de criticar a gestão alegando falta de transparência.

Primeiros passos

Em Afogados, o prefeito e candidato a reeleição, Sandrinho Palmeira, esteve com o seu candidato a vice, Daniel Valadares, postando um vídeo a frente da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ele disse ter pedido as bênçãos ao padroeiro e prometeu uma campanha propositiva. Danilo Simões fez um vídeo de abertura da campanha e divulgou agendas inicias com Raquel Lyra em Triunfo e visita à feira neste sábado.

Ganhou

Um agressão verbal do ex-vereador Zé Negão ao blogueiro Júnior Finfa em um grupo de WhattsApp rendeu-lhe uma condenação na esfera cível. Zé atacou Finfa em uma rede social após uma matéria em que o blogueiro reproduzia fala do próprio ex-parlamentar. A decisão foi do juiz Fernando Cerqueira Marcos. Os detalhes da indenização, que já teria sido inclusive paga, deverão ser publicados amanhã na página do blogueiro.

De um lado

Afogados da Ingazeira tem 93 candidatos(as) a vereador(a). São 53 nomes ligados ao bloco governista. Alba Teixeira (MDB), Alexandre da Rua Nova (PT/PC do B/PV), Alisson Lira (PT/PC do B/PV), Ana Maria (PSB), Cancão (MDB), Carla Sertão (PT/PC do B/PV), César Tenório (PSB),  Cícera do Leite (PT/PC do B/PV), Cícero Miguel (PSB), Danillo do Conselho (MDB), Douglas de Zulene (Republicanos), Douglas Eletricista (MDB),  Elias Motorista (MDB), Gal Mariano (MDB),  Iragilda do Riacho da Onça (PT/PC do B/PV), Ivone da Renovação Carismática (MDB), Jânio Carlos (Republicanos),  Jerffeson do Blog (Republicanos), Joana Darc Vereadora (PT/PC do B/PV), Jota Oliveira (PT/PC do B/PV), Jura Jackson (PSB),  Leda da Escada (Republicanos), Lúcia do Centru (MDB), Luciano Lima (Republicanos), Lucineide do Sindicato (PT/PC do B/PV), Luiz Bizorão (MDB), Manegildo da Ponte (Republicanos),  Marcos Alan Patriota (PT/PC do B/PV), Mário Martins (Republicanos), Maviael (PT/PC do B/PV), Mayara da Salada (PSB), Mery da Oficina (PSB), Mikaely Campos (Republicanos), Nenem do Gás (Republicanos),   Nilson Macário (Republicanos), Núbia do Miguel Arraes (MDB), Pastor Genival (PSB), Pedão de Geraldina (MDB), Pedro Rafael (PT/PC do B/PV),  Raimundo do Foto (PSB), Régis Patrício (PT/PC do B/PV), Reinaldo Lima (PSB),  Rivelton Veterinário (PSB), Roza Professora (PSB), Sarah Pires (Republicanos), Sargento Itamar (Republicanos), Silvo da Rua Nova (MDB), Simone da Feira (PT/PC do B/PV),  Tenente Gleidson (MDB), Valquiria da Casa de Taipa (PT/PC do B/PV), Vanese Enfermeira (Republicanos), Vicentinho (PSB) e Yasmim Barros (Republicanos).

Do outro

Pela oposição são 40 nomes: André Luiz do São Braz (Novo), Cafu (PSD), Celso Macário (PSD),  Cilene da Vila (PP), Dany do Dom Francisco (PP), Edson do Cosmético (PSD), Elias Raimundo do São João (PSD), Erikácio Som (PSD), Fabiano Batista Corretor (PP), Fernanda Lima (Novo), George Campos (PP), Geová da Rifa (PP), Gustavo Chalega (PP), Irmã Betânia (PP), Ítalo de Lindaura (PSD), Ivanilda Irmã de Amarildo (PSD), Ivanildo Montcell (PP), Janailson Valimil (União), Janaina Teotônio (PP), Joselma do Residencial (PSD), Júnior Santiago (Novo), Juscélio Gomes (PSD), Leka da Enfermagem (PSD), Luan Lima (PP), Luciana Alves (União), Manu Galdino (PSD), Marcela Áurea (PSD), Maria Affonsos (Novo), Nilsinho Nogueira (Novo), Oseias do Hospital (Novo), Paulinho do ASA (PP), Piaba da Ponte (PSD), Rafael da Água (PP), Roberto Guarda (PSD),  Rose Feitosa (PP), Silvana Queiroz (Novo), Sílvio Marinho (Novo), Washington do Queijo (Novo), Willian Nunes (Novo) e Zé Negão (PP).

Primeiros passos

A maiora das campanhas na região começou com adesivaços. Em Sertânia, Rita Rodrigues (PSB) e Dr. Orestes (PT) deram o pontapé da eleição municipal com o ato na Praça do Banco do Brasil. Estiveram presentes o atual prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB) e os candidatos a vereadores. O movimento atraiu motoristas e motociclistas que participaram do evento e já garantiram o adesivo padronizado. “Muitos apoiadores mesmo sem carro ou moto também marcaram presença e já compareceram vestindo vermelho, a cor tradicional da Frente Popular de Sertânia”, disse a campanha em nota.

Os desafios de Miguel e Madalena 

Em Arcoverde e Serra Talhada,  os desafios dos oposicionistas Madalena Britto e Miguel Duque é criar um ambiente de polarização que faça a sociedade ter a percepção de que tem eleição.  Nesse caso,  a missão do serra-talhadense e filho de Luciano Duque parece ser ainda maior que o desafio da socialista em Arcoverde.  Lá o raio já caiu uma vez com a virada de LW sobre Zeca em 2020.

Frase da semana: “Seria esquizofrênico me auto-oficiar”.

Do Ministro Alexandre de Moraes após o site do jornal “Folha de S. Paulo” ter relatado que o ministro pediu informalmente a órgãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ele presidia, informações que foram usadas em investigações no STF. “Como presidente, tenho poder de polícia e posso, pela lei, determinar a feitura dos relatórios”, disse Moraes.

Magno revela quadro de saúde de Gastão Cerquinha

O jornalista Magno Martins, postou em seu blog nesta sexta-feira (21), o estado de saúde de seu pai, Gastão Cerquinha. Gastão foi vice-prefeito de Afogados da Ingazeira na gestão João Alves Filho e vereador por quatro mandatos. Leia a seguir o relato de Magno: Vim visitar meu pai Gastão Cerquinha. Não come tão bem como […]

O jornalista Magno Martins, postou em seu blog nesta sexta-feira (21), o estado de saúde de seu pai, Gastão Cerquinha.

Gastão foi vice-prefeito de Afogados da Ingazeira na gestão João Alves Filho e vereador por quatro mandatos. Leia a seguir o relato de Magno:

Vim visitar meu pai Gastão Cerquinha. Não come tão bem como antes. Está bem fragilizado pelo tempo da sua estação de vida – 100 anos e seis meses. Teve que ir para o soro, ontem, de tão debilitado. Difícil assimilar tamanha mutação. Meu pai viveu bem até os 95 anos.

Nesta idade, ainda dava expediente na sua lojinha, no chamado Beco de Zezé Rodrigues, aqui em Afogados da Ingazeira. Na festa dos seus 90 anos, ao lado da minha mãe Margarida, sua musa inspiradora, que Deus chamou no ano seguinte aos 86 anos, dançou, tomou uma taça de vinho e até discursou.

Estava ótimo. O tempo se encarregou de tirá-lo da sua lojinha, onde vendia plástico e copos, enquanto papeava com amigos e fregueses. Era sua grande terapia. Pela noite, adorava jogar dominó comigo e os demais filhos em visita.

Triste não poder mais conversar com ele, me aconselhar, pedir perdão pelos meus erros, rir e chorar juntos. Ontem, ele ainda me deu um beijo na mão quando pedi sua benção. Mas só. O resto do tempo é debruçado numa cama num silêncio que comove a todos. Aplausos para minha irmã Ana Regina. Largou tudo no Recife para cuidar dele aqui ao lado de três cuidadoras que se revezam.

Sorte minha ter um pai tão longevo. Continua sendo meu anjo da guarda, minha luz no horizonte, o homem mais sorridente que conheci, o homem que tem uma grande alegria de viver. Para mim, um pai que vale mais do que uma centena de mestres de escola.

Vivencio com ele a sublime sensação de ser amado verdadeiramente – e para sempre. Ele me enxerga com o coração e pureza. Gostaria de voltar no tempo para poder vê-lo feliz ao meu lado, contando suas prosas políticas e de bom comerciante. Confesso que não faria a menor questão de ouvir suas broncas com o sangue de raiva colorindo a sua face.

Papai é um ser especial. Tem dois corações. Entende que o mais importante deles bate também dentro do meu corpo.

Múltipla simula segundo turno

O Instituto Múltipla realizou as mais prováveis simulações de segundo turno nas eleições em Pernambuco. Em uma delas, o enfrentamento entre o governador Paulo Câmara e o Senador Armando Monteiro. Na segunda, o Múltipla simulou o encontro entre Câmara e Marília Arraes. Em ambas, o governador tem ligeira vantagem, mesmo que configurado empate técnico considerando […]

O Instituto Múltipla realizou as mais prováveis simulações de segundo turno nas eleições em Pernambuco. Em uma delas, o enfrentamento entre o governador Paulo Câmara e o Senador Armando Monteiro.

Na segunda, o Múltipla simulou o encontro entre Câmara e Marília Arraes. Em ambas, o governador tem ligeira vantagem, mesmo que configurado empate técnico considerando a margem de erro.

Se o embate entre Paulo Câmara e Armando Monteiro fosse hoje, o governador teria 28,3% contra 22,8% de Armando.  Brancos e nulos são 36,8%. Indecisos são 8,7% e 3,4% não sabem ou não opinaram.

Já entre Paulo Câmara e Marília Arraes, o socialista tem 29,8% contra 26% que optam por Marília Arraes, com 33,3% de brancos e nulos, 7,5% de indecisos e 3,4% que não sabem ou não opinaram.

O Instituto realizou 600 entrevistas entre os dias 02 e 06 de junho, em todas as regiões do Estado, seguindo a estratificação do IBGE. A pesquisa foi registrada sob os números PE 02707/2018 e BR 04235/2018.

Para realização da pesquisa, utiliza-se uma equipe de entrevistadores e supervisores, contratados pelo Instituto. Todos devidamente treinados para execução do trabalho. Após a coleta das informações, 20% dos questionários aplicados foram submetidos à verificação de critérios, quanto a sua aplicação e adequação dos entrevistados ás variáveis das cotas amostrais. Veja dados técnicos:

Dados técnicos pesquisa PE 02707 2018 e BR 04235 2018

Lula chora ao falar com Ana Arraes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco. Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora […]

lula-nordeste1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco.

Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, quando recebeu as primeiras notícias, ainda não confirmadas, sobre a queda do avião no qual viajava Eduardo Campos, que foi ministro de Ciência e Tecnologia de seu governo.

De acordo com pessoas que acompanhavam o ex-presidente Lula em São Paulo, ele interrompeu as gravações e passou a buscar notícias mais precisas sobre o acidente. Quando chegou a confirmação de que todos os passageiros da aeronave, inclusive o candidato do PSB ao Palácio do Planalto, haviam morrido, Lula, extremamente emocionado, telefonou para Ana Arraes e chorou ao telefone.

Ao desligar, ainda consternado, o ex-presidente comentou com as pessoas que acompanhavam a gravação sua tristeza em relação a Ana Arraes, à viúva de Campos, Renata, e aos cinco filhos do ex-governador de Pernambuco. Segundo essas pessoas que estavam com Lula, o ex-presidente não fez comentários sobre possíveis impactos políticos da tragédia.

Câmara conclui votação da reforma tributária

A Câmara dos Deputados aprovou a reforma tributária (PEC 45/19), que simplifica impostos sobre o consumo, prevê fundos para o desenvolvimento regional e para bancar créditos do ICMS até 2032, além de unificar a legislação dos novos tributos. A proposta foi aprovada nesta sexta-feira (15) em primeiro turno por 371 votos a 121, e em […]

A Câmara dos Deputados aprovou a reforma tributária (PEC 45/19), que simplifica impostos sobre o consumo, prevê fundos para o desenvolvimento regional e para bancar créditos do ICMS até 2032, além de unificar a legislação dos novos tributos.

A proposta foi aprovada nesta sexta-feira (15) em primeiro turno por 371 votos a 121, e em segundo turno por 365 a 118. O presidente da Câmara, Arthur Lira, comemorou a aprovação e anunciou que o texto poderá ser promulgado na próxima quarta-feira (20).

O texto aprovado é uma mistura entre a versão da Câmara, do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e a versão do Senado, do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Dessa forma, será possível promulgar a proposta sem outra votação.

Aguinaldo Ribeiro afirmou que o Congresso fez “o impossível” ao aprovar uma proposta que é discutida há muitos anos. “Nós vencemos o impossível, porque foi barreira por cima de barreira, aqueles que pregavam o descrédito; mas a coragem e a determinação de muitos fizeram possível esse momento”, disse.

Ribeiro disse que o Congresso entrega ao Brasil uma reforma que irá trazer avanços. “Nosso sistema tributário está falido há muito tempo, a carga já é altíssima. Estamos reduzindo a carga porque vamos aumentar a base de arrecadação e vamos acabar com a cumulatividade. Neste momento atual, ninguém sabe quanto de imposto está pagando”, declarou.

Segundo a proposta, uma lei complementar criará o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – para englobar o ICMS e o ISS – e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir o PIS, o PIS-Importação, a Cofins e a Cofins-Importação.

Com recursos federais, aos valores atuais de R$ 730 bilhões ao longo de 14 anos e orçados por fora dos limites fiscais (Lei Complementar 200/23), a PEC cria dois fundos: um para pagar até 2032 pelas isenções fiscais do ICMS concedidas no âmbito da chamada guerra fiscal entre os estados; e outro para reduzir desigualdades regionais.

O texto estabelece ainda outras formas de compensar perdas de arrecadação com a transição para o novo formato, uma dentro do mecanismo de arrecadação do IBS e outra específica para a repartição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que continuará a incidir apenas sobre produtos fora da Zona Franca de Manaus (ZFM) e que sejam produzidos dentro dela também. O objetivo é manter a competitividade dessa área especial de produção.

Os valores de compensação do IPI também ficarão de fora dos limites do novo regime de despesas primárias. As informações são da Agência Câmara de Notícias.