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O blog e a história: o mapa de Serra Talhada em 1883

Por Nill Júnior

A imagem do mapa de Serra Talhada em 1883 foi repassada ao blog por William Tenório,  organizador da Mostra Pajeú de Cinema. Assim como um mapa de Afogados recentemente publicado, detalhe é que não há autoria.

Há uma assinatura e percebe-se ter sido feito por um responsável recifense. O documento está no Arquivo Público João Emerenciano, no centro do Recife.

Segundo o escritor e historiador Paulo César Gomes, consultado pelo blog, a planta da cidade Villa Bella foi elaborada tendo o ponto cardeal sul na parte de cima. “Destaca-se os imóveis existentes no que hoje suas as Praça Sérgio Magalhães, Ruas Comandante Superior e Cornélio Soares, além de pequenas construções na altura do bairro Bom Jesus”.

O prédio identificado com a cruz é o da antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, erguida fora do alinhamento. A velha igreja foi demolida na década de 1920.

“A planta indica que o pátio da feira livre foi construído sob o leito do riacho do saco, que desaguava no rio Pajeú. Outros detalhes dizem respeito ao fato de que a ligação entre Serra Talhada e Floresta (Vila de Floresta) era feita contornando a margem direita do Pajeú e não atravessando o Pajeú, indo em direção ao bairro da Caxixola, como é feita nos dias atuais”.

A estrada que ligava a então Villa Bella a cidade de Triunfo era denominada de “Estrada da Serra Verde”. O início da rodovia se dava na Praça Sérgio Magalhães. As ilustrações existentes indicam a presença de grandes pedras e lajeiros ao longo do curso do Pajeú.

De acordo com o Wikipedia, a cidade teve seu início em meados do século XVIII, com a chegada do capitão-mor da esquadra portuguesa, Agostinho Nunes de Magalhães, que arrendou a sesmaria à Casa da Torre, às margens do Rio Pajeú e no sopé da Serra Talhada, instalou a fazenda de criar gado que denominou Fazenda da Serra Talhada, numa alusão direta à serra que lhe emprestava o nome.

Agostinho Nunes de Magalhães, juntamente com seus filhos Joaquim, Pedro, Damião, Manoel e Filadephia, como tantos outros portugueses, migrou para o Brasil na esperança de instalar um engenho de cana-de-açúcar, e só depois de desembarcarem é que descobriram não possuir capital suficiente para tal empreitada, assim, seguindo os passos de outros compatriotas seus, adentraram nos sertões para explorar a criação de gado.

A posição privilegiada dos currais de Agostinho Nunes, nos caminhos que levavam ao Ceará, Paraíba e Bahia, logo passaram a ser ponto de encontro de vaqueiros e peões que transportavam seu gado para estes estados, e assim, despretensiosamente começa a formar-se um ajuntamento de feirantes, negociando principalmente animais, dentre outros bens.

Isto aconteceu por volta de 1789/1790, na mesma época em que era erigida uma capela para a fazenda sob bênçãos de Nossa Senhora da Penha. Nascia aí também a vocação mercantilista do município. A feira de Serra Talhada hoje tem aproximadamente 220 anos, sendo que desde a primeira vez que aconteceu (segunda-feira), continua até hoje sendo realizada neste mesmo dia da semana.

Outras Notícias

Dia de Campo reúne alunos de Medicina Veterinária da FVP nas fazendas Melancias e Cipó  

No último sábado (25), a Faculdade Vale do Pajeú (FVP) unidade de São José do Egito, através de Projeto de Extensão, realizou o “Dia de Campo com alunos do curso de Medicina Veterinária”. O evento foi organizado pelos professores Haroldo, Vitória e Rodrigo, do Grupo de Estudos e Projeto de Extensão da FVP. A programação […]

No último sábado (25), a Faculdade Vale do Pajeú (FVP) unidade de São José do Egito, através de Projeto de Extensão, realizou o “Dia de Campo com alunos do curso de Medicina Veterinária”. O evento foi organizado pelos professores Haroldo, Vitória e Rodrigo, do Grupo de Estudos e Projeto de Extensão da FVP.

A programação ocorreu nas Fazendas Melancias e Cipó, onde o Grupo realizou diversos experimentos, e contou com a participação de professores e acadêmicos da instituição, além de profissionais da área e produtores rurais.

O evento, que reuniu mais de 50 alunos, teve como objetivo compartilhar com os participantes os conhecimentos, experiências e resultados e demonstrações práticas. 

Para o coordenador do curso de medicina veterinária, professor Haroldo Camilo, eventos dessa natureza são importantes, tanto para professores e alunos, quanto para a comunidade local, que poderá usufruir dos conhecimentos repassados pelos profissionais da área para o desenvolvimento da região. “O dia de campo é uma oportunidade única de aproximar a faculdade da comunidade, levando informações aplicadas aos produtores rurais, técnicos e futuros técnicos do setor agropecuário”, disse.

Para a professora Vitória Aquino, esse tipo de evento é importante, pois traz a junção da faculdade à sociedade. “A FVP vem exatamente, em um momento como esse, como uma canalizadora, como uma ponte, unindo esses diferentes saberes e trazendo-os para a sociedade. É um evento de extensão que projeta a FVP e mostra sua utilidade a todos os municípios vizinhos de São José do Egito”, disse a professora.

O Coordenador dos Cursos de Extensão, professor Rodrigo Sousa, que também compareceu ao Dia de Campo, destacou a importância em participar e incentivar esse tipo de evento, recebendo os acadêmicos e comunidade da região. “Como professor e coordenador deste projeto, é uma satisfação muito grande poder receber todos aqui. A importância dessa unificação de conhecimento, da FVP e a comunidade rural, em um espaço maravilhoso. Acredito que todos vão sair daqui com conhecimento mais amplo”, disse.

O Diretor Geral da FVP, Cleonildo Lopes, agradeceu de forma especial ao ex-deputado Zé Marcos que gentilmente cedeu suas fazendas para a realização do Projeto de Extensão – Dia de Campo.

Petista Luciano Duque que vai receber Michel Temer defende parcerias com o presidente

Por Jamildo Melo Na segunda visita a Pernambuco como presidente, Michel Temer (PMDB) vai à cidade sertaneja de Serra Talhada, governada pelo petista Luciano Duque, que inicia agora o segundo mandato. Apesar de o seu partido ser de oposição ao peemedebista, após o impeachment de Dilma Rousseff e da saída da presidência após 13 anos, […]

Por Jamildo Melo

Na segunda visita a Pernambuco como presidente, Michel Temer (PMDB) vai à cidade sertaneja de Serra Talhada, governada pelo petista Luciano Duque, que inicia agora o segundo mandato. Apesar de o seu partido ser de oposição ao peemedebista, após o impeachment de Dilma Rousseff e da saída da presidência após 13 anos, Duque garante que não mistura política com gestão, nas palavras dele. Além disso, defende as parcerias com os governos federal e estadual por mais recursos para o município. “Questões políticas a gente deixa para o campo político e no tempo certo”, afirmou o prefeito.

Temer vem ao Estado na próxima segunda-feira (30), passando primeiro por Floresta, também no Sertão, onde vai visitar as obras da Transposição do Rio São Francisco. De lá, segue com o ministro da Educação, o pernambucano Mendonça Filho, para Serra Talhada, onde vai inaugurar a unidade do Instituto Federal do Sertão (IF Sertão-PE). A construção custou R$ 15 milhões.

Duque lembra que, quando Temer assumiu a presidência, em maio do ano passado, imaginou que poderia haver retaliação ao fato de ele ser petista. Mas afirma que, de lá para cá, apresentou projetos principalmente para os ministros pernambucanos – além de Mendonça, Fernando Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Raul Jungmann (Defesa) – e fechou parcerias. “O tratamento que a gente tem tido tem sido republicano, não posso reclamar”, afirmou o prefeito, que exalta a importância de as gestões municipais terem corpo técnico para elaborar e acompanhar projetos.

“As políticas de saúde, desenvolvimento… quem quer que seja o governante tem que dar continuidade. Os municípios dependem muito de programas federais. Desde Lula (também petista), o governo federal tem colocado políticas públicas para o fortalecimento dos municípios”, disse. “Se parcerias têm que ser feitas, eu vou fazer, independente de posicionamento político. Essa política antiga de perseguir, prejudicar e não mandar recursos é uma página virada no País”.

 O prefeito entende que a visita de Temer a Serra Talhada tem um objetivo político na região, além do administrativo. Apesar disso, pondera que a conquista para o município com a inauguração do Instituto Federal é grande, citando como exemplo a do campus da Universidade Federal de Pernambuco na cidade, há dez anos, na gestão de Lula. “Serra Talhada é antes e depois da UAST (como é chamada a unidade)”, garante. “Principalmente de uma cidade que tem mais de 50% da população abaixo da linha da pobreza. Uma escola federal tem um aparato que as escolas municipais não podem oferecer.” Duque enfatizou que o PIB (Produto Interno Bruto) do município cresceu de R$ 1,1 bilhão em 2015 para R$ 1,2 bilhão em 2016 em um momento em que o nacional está em recessão.

Apesar de o petista estar receptivo à visita de Temer, é crítico da emenda constitucional que colocou um teto nos gastos públicos. “Vejo com muita preocupação como vai ficar a situação dos municípios havendo um corte. Não creio que um País possa desenvolver a população se não houver investimento em saúde e educação”, disse Duque. O prefeito ainda afirma que os repasses para os municípios são desproporcionais hoje. “Trinta centavos para a merenda de uma criança? Dá para comprar pipoca”, ironizou. “A população está crescendo, envelhecendo”.

Duque defendeu ainda que o governo federal olhe para as previdências municipais. “Estamos sentados em cima de uma bomba que vai explodir lá na frente”, prevê. O prefeito justifica que o modelo atual nasceu com erro, principalmente na contribuição, que não acompanhou a evolução salarial dos servidores. Por causa disso, hoje muitas prefeituras têm que fazer aportes financeiros. Entretanto, adiantou: “Vamos ver qual é o modelo”.

2ª Noite da ExpoSerra 2017 foi marcada com homenagem à João Duque

Por André Luis A segunda noite da 18º ExpoSerra, foi marcada pela palestra do Senhor João Duque de Souza, um dos mais antigos comerciantes da cidade de Serra Talhada, fundador do grupo JD e da CDL, pai de 8 filhos e filhas que lhe deram 16 netos e bisnetos. Duque pai, como é conhecido na […]

Foto: Wellington Júnior

Por André Luis

A segunda noite da 18º ExpoSerra, foi marcada pela palestra do Senhor João Duque de Souza, um dos mais antigos comerciantes da cidade de Serra Talhada, fundador do grupo JD e da CDL, pai de 8 filhos e filhas que lhe deram 16 netos e bisnetos.

Duque pai, como é conhecido na cidade, contou ao público presente a sua trajetória de vida e de sucesso como empreendedor, desde quando começou aos 19 anos com uma bodega na antiga Rua 15, atual Rua Enock Inácio de Oliveira, até os dias atuais.

Nascido em 1928, Duque pai, mostrou um vigor invejável e fez o público presente, em sua maioria empresários e expositores da feira, sorrir e se emocionar. Mostrando ser um homem extremamente religioso, por diversas vezes citou a fé em Deus como uma das principais forças que o fizeram vencer as dificuldades impostas pela vida e alcançar o sucesso.

João Duque disse que: “a única forma de amar o seu trabalho é gostar do que faz” e incentivou as pessoas dizendo que aqueles que ainda não encontram que não parem de procurar.

Duque pai falou sobre a sua experiência com a ditadura militar: “era um governo forte, mas com muitos excessos”, e falou sobre os períodos difíceis da economia brasileira durante os governos de José Sarney e do plano Collor.

João Duque ainda recitou poesias, contou piadas, contou causos, citou músicas e se emocionou ao falar de seu filho o empresário Adriano Duque, falecido em 2012, aos 40 anos, vitima do câncer.

Foto: Wellington Júnior

Homenagem – Ao final da palestra de João Duque, a Câmara de Dirigentes Lojista (CDL), a Câmara de Vereadores de Serra Talhada, Sindcom, FIS e Revista Movimentto, homenagearam Duque pai, com o título de “Sertanejo do Ano”.

Falando à Rádio Pajeú e ao blog. Ele disse que estava surpreso e emocionado com a homenagem recebida, disse que tudo que fez na vida, “foi pensando no bem estar da minha família, do nosso negócio e acima de tudo buscando o Deus que nos criou, eu só tenho nesse momento agradecer a CDL, por esse gesto amigo e nobre e desejar que a ExpoSerra continue crescendo e se afirmando para o engrandecimento de Serra Talhada e região.

Duque pai, lembrou ainda que foi um dos primeiros anunciantes da Rádio Pajeú, não lembrou quem foi que lhe procurou, mas afirmou que a divulgação deu muito certo.

Foto: Wellington Júnior
Amupe e Astur vão celebrar termo de convênio

Foto: arquivo – pré-pandemia A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e a Associação dos Secretários de Turismo do Estado de Pernambuco (Astur/PE), vão celebrar nos dias 3 e 4 de setembro, um termo de convênio dentro da programação do 1º Encontro de Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo de Pernambuco, que será realizado em Gravatá. […]

Foto: arquivo – pré-pandemia

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e a Associação dos Secretários de Turismo do Estado de Pernambuco (Astur/PE), vão celebrar nos dias 3 e 4 de setembro, um termo de convênio dentro da programação do 1º Encontro de Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo de Pernambuco, que será realizado em Gravatá.

A parceria reflete no trabalho exitoso realizado no ano passado, quando as Associações viajaram todo o estado de Pernambuco com o intuito de apresentar a Lei Aldir Blanc para os gestores de Cultura municipais, pasta que, na maioria das vezes, é compartilhada com Turismo nos municípios. 

Além da Lei Aldir Blanc, o seminário também apresentará aos gestores a nova PL da cultura, chamada de Paulo Gustavo, que poderá investir R$4,4 bilhões no setor cultural.

O seminário da Astur também vai tratar da atualização do Mapa do Turismo de Pernambuco, ferramenta imprescindível para a gestão municipal, já que permite o recebimento de recursos da União para ações no turismo local. 

O município que não atualizar os dados, pode ficar até 2 anos sem poder participar dos editais da pasta. Para se inscrever no Encontro, basta acessar o link: https://bit.ly/3ysu1wD.

‘Não quero fazer campanha para o PT nunca mais’, diz Ciro Gomes

Candidato do PDT reforçou que será oposição ao próximo presidente Da Veja Online Candidato à Presidência que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, Ciro Gomes (PDT), chegou às 12h11 deste domingo 28 ao local de votação, na Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, na Praia de Iracema, em Fortaleza, acompanhado da sua mulher, […]

Foto: Facebook/Divulgação

Candidato do PDT reforçou que será oposição ao próximo presidente

Da Veja Online

Candidato à Presidência que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, Ciro Gomes (PDT), chegou às 12h11 deste domingo 28 ao local de votação, na Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, na Praia de Iracema, em Fortaleza, acompanhado da sua mulher, Giselle Bezerra. Sobre a ausência de um apoio efetivo à candidatura de Fernando Haddad (PT), Ciro afirmou que não se manteve neutro, mas que não devia apoio.

“Eu não quero fazer campanha para o PT nunca mais”, disse. Segundo o pedetista, o posicionamento já havia sido tomado desde o começo. Questionado sobre sua ausência no segundo turno, Ciro rebateu: “A quem que eu estou devendo essa presença? Estou devendo ao PT?”. Ciro afirmou que não quer influir na votação, justificando que os dois projetos apresentados neste segundo turno se antagonizam e “não desarmam essa bomba de ódio, de confrontação miúda”.

O pedetista reforçou que fará oposição a qualquer um que venha a ser eleito. “A minha posição é a mesma de antes. Se eu quisesse aderir a uma ou outra força, eu o teria feito antes. Acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba. Espero muito que esteja errado e que aquele amanhã vitorioso possa desarmar essa bomba por si e possa restaurar a paz política no Brasil, para que a gente possa resolver a equação social e política. Entretanto, eu não acredito.” Segundo ele, a bomba seria a intensa polarização.