No Sertão, restaurantes e academias não reabrem dia 20
Por Nill Júnior
O Governo do Estado anunciou a , liberou a realização, sem público, de jogos de futebol em todo o estado a partir do dia 19 deste mês.
No dia 20, ficará liberado o funcionamento de serviços de alimentação, com horário reduzido, permanecendo fechados das 20h às 06h, e academias de ginástica, com novos protocolos, na Macrorregião de Saúde I. A medida alcança os municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) e Matas Norte e Sul.
Entretanto, as cidades das Macrorregiões III e IV, que compreendem o Sertão pernambucano, permanecem ainda nesta mesma fase. Os dados de saúde desses municípios, no momento, não permitem o avanço dessa região no Plano.
A avaliação feita pelo Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 de Pernambuco é contínua e leva em consideração indicadores de saúde, como o número de casos registrados, de óbitos, pressão sobre a rede hospitalar, entre outros fatores que contribuem para o planejamento de combate à pandemia.
Essa análise permitirá, caso necessário, a implantação de medidas restritivas específicas e a possibilidade de recuo das regiões na retomada das atividades econômicas.
Após uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB – nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil. Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores […]
Após uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB – nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil.
Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores vai para o quarto mandato seguido e deverá completar 16 anos à frente do governo federal.
Primeira mulher a presidir o país, a petista liderou a votação no primeiro turno, mas passou a maior parte da campanha do segundo turno em situação de empate técnico com Aécio nas pesquisas de intenção de voto.
É a quarta derrota seguida que o PT impõe aos tucanos nas eleições presidenciais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma venceram José Serra – duas vezes — e Geraldo Alckmin nas eleições de 2002, 2006 e 2010.
Com Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) também foi reeleito. Os dois tomarão posse do novo mandato em 1º de janeiro de 2015.
Em coletiva de imprensa neste domingo, a chapa de Marília foi fechada com o deputado federal Sebastião Oliveira na vice da pré-candidata Por André Luis – Atualizado às 20h35 Após a confirmação do deputado federal Sebastião Oliveira (Avante) na vice da também deputada federal e pré-candidata ao Governo do Estado Marília Arraes (Solidariedade) em coletiva […]
Em coletiva de imprensa neste domingo, a chapa de Marília foi fechada com o deputado federal Sebastião Oliveira na vice da pré-candidata
Por André Luis – Atualizado às 20h35
Após a confirmação do deputado federal Sebastião Oliveira (Avante) na vice da também deputada federal e pré-candidata ao Governo do Estado Marília Arraes (Solidariedade) em coletiva de imprensa no Hotel São Cristóvão, Serra Talhada neste domingo (19), Marília é a primeira entre os pré-candidatos ao Governo de Pernambuco a fechar a chapa para o pleito deste ano.
A chapa encabeçada por Marília tem como pré-candidato ao Senado o deputado federal André de Paula (PSD) e na vice o deputado federal Sebastião Oliveira (Avante), que desembarcou da Frente Popular.
Colada com Lula – Mesmo não tendo o apoio declarado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois o PSB não admitiu palanque duplo no Estado, na coletiva deste domingo ficou claro que Marília não abrirá mão de colar a sua imagem a de Lula, que tenta voltar ao comando do país no pleito deste ano. O painel instalado no local mostrava as fotos de Sebastião Oliveira, Lula, Marília Arraes e André de Paula juntos.
Alianças – Marília Arraes destacou a aliança que está sendo construída com André de Paula e Sebastião Oliveira. Ela citou as alianças feitas por seu avô, Miguel Arraes e a aliança entre Lula e Geraldo Alckmim – históricos adversários políticos.
“Muitas vezes precisamos procurar pessoas que não pensam como a gente, mas que estão alinhadas no mesmo sentimento. Dessa maneira, aqui estamos construindo em Pernambuco todos esses caminhos que foram construídos por Arraes e por Lula”, afirmou Marília.
“Vamos continuar buscando a nossa maior aliança que é a aliança com o povo de Pernambuco. Pernambuco não tem dono, não tem senhor além do nosso Deus”, destacou Marília ainda falando sobre as alianças que estão sendo feitas em torno do seu projeto.
Perseguição – Segundo Marília muitos prefeitos e líderes políticos do Estado não podem votar em quem querem por medo de perseguição. “Pernambucano é um povo altivo, o povo está andando de cabeça baixa. Há o medo de perseguição. Se o prefeito vota contra, o dinheiro não chega no município. Mas quem é o mais prejudicado? É o povo. Essa unidade que construímos mostra a nossa intenção, mostra que vamos trabalhar para o povo de Pernambuco”, disse Marília.
Apoio a Lula – “Eles estão querendo dizer que Lula tem o apoio exclusivo deles. E eu pergunto, quem quer que Lula ganhe rejeita apoio? Quem a gente puder unir, agregar para o lado do presidente Lula, nós vamos arregimentar. Eles vão mudando ao sabor do vento. Aqui não, sempre estive com Lula no bom e no ruim”, destacou Marília.
O vice – Falando sobre a escolha de Sebastião Oliveira para ocupar a vice no seu palanque, Marília lembrou que Sebá conhece Pernambuco e as suas dificuldades e destacou o seu trabalho na Câmara a favor do estado. “Com vontade política a gente consegue resolver os problemas de todas as regiões do estado”, afirmou Marília.
Liberdade – Em sua fala, Sebastião Oliveira disse se sentir um homem livre. Na última sexta-feira, quando fui entregar os cargos ao governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, João Campos, senti que tirei um grande peso das minhas costas. Me senti um homem livre. O ciclo, de um tempo pra cá, se tornou vicioso onde uma sigla faz de tudo inominável para se manter no poder”, destacou Sebastião.
Sebá também destacou que a chapa não chega para destruir nada. “Viemos para construir pontes”, afirmou o parlamentar destacando a simbologia da união entre ele, o ex-prefeito de Serra Talhada e pré-candidato a deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade) e o também ex-prefeito de Serra, Carlos Evandro – adversários históricos na política serra-talhadense.
Livramento – Perguntado se teria ficado algum ressentimento por conta de não ter sido escolhido como o pré-candidato ao Senado da Frente Popular, André de Paula disse acreditar que foi um livramento.
O pré-candidato a senador também disse que a chapa é forte e que está vivendo um momento muito importante da sua vida pública. “Eu acredito neste projeto, eu acredito em Marília Arraes. Pernambuco merece mais. Eu quero ser o senador que vai trabalhar por Pernambuco e pelos pernambucanos, eu me preparei para este momento”, afirmou André.
Ele também disse que o seu partido, o PSD será muito importante para a governabilidade de Lula nos próximos quatro anos.
E agradeceu o apoio de Sebá a sua pré-candidatura. “Não pensou duas vezes. Nós vamos ter um grande vice-governador”.
A mesa – A mesa do evento foi composta por Luciano Duque, Carlos Evandro, Waldemar Oliveira, Sebastião Oliveira, André de Paula e Marília Arraes. Todos falaram.
Waldemar destacou a aliança e disse que apesar da dificuldade do pleito deste ano, está confiante na vitória. “Eu confio e eu creio! Apoiamos o PSB durante 16 anos e creio que chegamos ao fim de um ciclo. Pernambuco não está bem, a saúde, a infraestrutura… o povo quer mudança”, afirmou Waldemar Oliveira que é pré-candidato a deputado federal.
Carlos Evandro disse estar muito honrado em integrar a campanha de Marília. Duque que Sebastião Oliveira chega para somar e que vai ajudar a fazer Pernambuco diferente.
Do O Globo RIO – Responsável por investigar o esquema de corrupção na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava-Jato não conseguiu apenas identificar desvios de, pelo menos, R$ 286 milhões na estatal, mas também, pela primeira vez, amarrar mais de uma dezena de acordos de delação premiada. Dado inédito do Ministério Público Federal (MPF) no […]
RIO – Responsável por investigar o esquema de corrupção na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava-Jato não conseguiu apenas identificar desvios de, pelo menos, R$ 286 milhões na estatal, mas também, pela primeira vez, amarrar mais de uma dezena de acordos de delação premiada. Dado inédito do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná mostra que, até semana passada, foram firmados 12 acordos.
INFOGRÁFICO: Os doze delatores da Lava-Jato
Trata-se da maior quantidade de delações premiadas numa investigação de um grande caso de corrupção recente. Os primeiros acordos — fechados com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef — são tidos como fundamentais para o sucesso da investigação e levaram a novas colaborações. Uma vez incriminados, não restou a alguns dos acusados relatar o que sabiam em troca de uma possível redução de pena.
Além deles, os empresários Julio Camargo e Augusto Mendonça, ambos da Toyo Setal; Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras; Carlos Alberto Pereira da Costa, gestor de empresas de Youssef; e Luccas Pace Júnior, assistente da doleira Nelma Kodama, já fizeram acordo. Os demais cinco nomes são sigilosos. Mas não é só. Empresas do grupo Toyo Setal, seis no total, firmaram acordos de leniência com o MP, pelos quais se comprometem a colaborar para tentar evitar punições como a de serem proibidas de firmar novos contratos públicos.
COSTA DELATOU 28 POLÍTICOS
Procurador que encabeça a força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol (leia entrevista na pág. 4), de 34 anos, é direto ao explicar a importância da delação:
– A gente não teria chegado aos resultados alcançados sem as colaborações.
Para se ter uma ideia do impacto que os acordos podem ter, apenas Costa delatou 28 nomes de políticos. Segundo o ex-diretor, eles teriam se beneficiado do esquema montado na diretoria de Abastecimento da estatal.
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A lista entregue por ele deve embasar três dezenas de inquéritos, a serem abertos em fevereiro, quando o Judiciário retonar do recesso. Na lista do delator, constam os ex-ministros Antonio Palocci (PT-SP), Gleisi Hoffmann (PT-SC) e Mário Negromonte (PP-BA); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN); o atual ministro Edison Lobão, da pasta de Minas e Energia; os ex-governadores Eduardo Campos (PSB), morto em acidente de avião, e Sérgio Cabral (PMDB-RJ); o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido; além de senadores e deputados.
Ainda pouco difundida no Brasil, a delação premiada é prevista em lei desde a década de 90, quando a redução de pena do delator passou a figurar na Lei de Crimes Hediondos. No entanto, foi em agosto do ano passado que a delação foi institucionalizada na Lei das Organizações Criminosas. Assim, pela 1ª vez, falou-se em termo de colaboração por escrito e, com isso, foi permitida maior eficácia nas investigações.
BANESTADO, MENSALÃO DO DEM, ALSTON
O doleiro Youssef já havia lançado mão desse instrumento em 2003, quando foi investigado na Operação Farol da Colina, da Polícia Federal. À época, a força-tarefa, que também incluía o procurador Dallagnol, apurou remessas ilegais de dinheiro ao exterior envolvendo agências do Banestado. No acordo, Youssef se comprometeu a abandonar atividades relacionadas à movimentação financeira clandestina. O juiz Sérgio Moro, hoje à frente da Lava-Jato, trabalhou nesse caso. Em 2009, Durval Barbosa, secretário do governo do Distrito Federal, tornou-se o delator da Operação Caixa de Pandora. O caso ficou conhecido como mensalão do DEM e tornou-se notório em razão dos vídeos feitos por Durval, em que aparecia entregando maços de dinheiro a integrantes do governo, entre eles o então governador, José Roberto Arruda.
– Sem esse modelo (de colaboração premiada), não teria sido possível (avançar tanto). Era um sistema de corrupção acobertado por aparência de legitimidade – lembra o juiz Alvaro Ciarlini, destacando que a delação premiada “é uma tendência inexorável em casos que envolvem organizações criminosas”:
– Mas tem uma questão ética. Para ter o perdão judicial, o delator tende a fazer a acusação. O juiz tem que medir o grau de confiança verificando se o depoimento, em tese, está conectado com os demais elementos de provas. Tem que levar em consideração se o delator confessa espontaneamente ou se confessa porque as provas são consistentes, depois de ter sido obstinado em mentir o quanto pôde.
No Brasil, além de Youssef e Barbosa, o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer se tornou delator do Caso Alstom, deflagrado no ano passado. A Alstom é acusada de ter pago R$ 23,3 milhões de propina entre 1998 e 2003 durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, em São Paulo.
No mensalão, que resultou na condenação de 25 acusados, entre elas o ex-ministro José Dirceu (PT) e o operador Marcos Valério, dois réus fizeram acordo de delação: Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista. Eles foram assistidos pela advogada Beatriz Catta Preta, que hoje está à frente do acordo de Costa.
RESSALVAS À DELAÇÃO PREMIADA
Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo diz ter feito duas propostas de delação durante a investigação. Agora, ainda que a lei permita que a delação seja feita quando a sentença já está sendo cumprida, Leonardo acredita que essa possibilidade é “mais difícil”. Valério foi condenado a 40 anos de prisão.
– Fiz uma proposta em 15 de julho de 2005, mas o procurador-geral não quis examinar. Depois, em setembro de 2012, o procurador-geral (Roberto Gurgel), também não quis acordo. Agora, depois da pena, é mais difícil. A delação implica em identificar o coautor, em recuperar valores. Então, por enquanto, eu e o Marcos Valério não conversamos sobre isso — diz Leonardo, que acredita que o julgamento pode ter influenciado no grande número de acordos na Lava-Jato: – Com o grupo político do mensalão obtendo prisão domiciliar e ficando presos os do banco e o publicitário…
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Alguns advogados fazem ressalvas em relação à delação. Nélio Machado deixou a defesa de Costa quando o cliente decidiu pela colaboração:
– Minha formação repudia a delação, o Estado reconhece a ineficácia para apurar e a benesse ao delator não contribui para uma sociedade melhor.
– A delação é legítima, mas me preocupa o mau uso. A lei fala que tem que ser algo espontâneo, voluntário. É evidente que tanto juiz, polícia e MP precisam garantir essa liberdade do colaborador. Fico preocupado de que as pessoas sejam submetidas a constrangimentos ou a pressões – diz o criminalista Pierpaolo Bottini. (Colaborou: Cleide Carvalho).
O prefeito Anchieta Patriota cumpriu agenda na capital pernambucana nesta sexta-feira (28), onde foi recebido pelo secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes. Durante encontro no prédio da Agência do Trabalho do Recife, Anchieta apresentou as particularidades do município de Carnaíba e solicitou cursos de qualificação, além da instalação de uma Central de Oportunidades, […]
O prefeito Anchieta Patriota cumpriu agenda na capital pernambucana nesta sexta-feira (28), onde foi recebido pelo secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes.
Durante encontro no prédio da Agência do Trabalho do Recife, Anchieta apresentou as particularidades do município de Carnaíba e solicitou cursos de qualificação, além da instalação de uma Central de Oportunidades, um equipamento idealizado pela pasta do Trabalho estadual.
Anchieta pediu apoio da SETEQ para destacar o perfil turístico do município, cuja zona rural tem o Cruzeiro Nossa Senhora do Carmo, a Serra da Matinha (Chichorra e Pedra da Janela), a Capela e Engenho da Colônia e a Serra das Quintas.
A cidade tem, por exemplo, a festa de Zé Dantas, o Encontro de Motoqueiros, o Dia dos Evangélicos, entre outros. O prefeito frisou a importância de Qualificação e capacitações dos atores locais para trabalhar nesta área e apresentou um projeto que pode ter contrapartida do Sebrae, da SETEQ e da prefeitura.
“Estamos aqui, hoje, em audiência com o nosso secretário e o companheiro e amigo Pedro Josephi, tratando de problemas de Carnaíba e de soluções concretas na área do turismo rural, em parcerias com o SEBRAE, e também sobre a possibilidade de instalar uma Central de Oportunidades no município. Tivemos uma receptividade do secretário e sua equipe e esperamos que, em breve, estaremos instalando esse equipamento para melhorar a vida das pessoas na cidade”, disse o prefeito.
“A gente discutiu o Pajeú, debatemos sobre Carnaíba e vamos viabilizar projetos importantes para geração de emprego e renda e também apoio ao empreendedor e ao trabalhador com a Central de Oportunidades. O equipamento tem serviços importantes para o cidadão de Carnaíba e das cidades vizinhas, que poderá utilizar os serviços da Junta Comercial de Pernambuco, do Expresso Empreendedor, da Agência do Trabalho, e da Agência de Empreendedorismo. Carnaíba está de parabéns pela gestão do prefeito e recebemos a orientação do governador Paulo Câmara de ajudar Carnaíba e o Pajeú cada vez mais”, frisou Alberes.
A vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) a Pernambuco, nesta sexta-feira (6), foi marcada por defesas feitas por aliados que se mostraram contrários ao processo de impeachment da petista. A gestora visitou obras do Eixo Norte do Projeto de Integração Nacional do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão pernambucano. Dilma esteve acompanhada dos deputados […]
Cabrobó – PE, 06/05/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia no âmbito da Visita à Estação de Bombeamento EBI-2 do Eixo Norte, do Projeto de Integração do Rio São Francisco-PISF. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) a Pernambuco, nesta sexta-feira (6), foi marcada por defesas feitas por aliados que se mostraram contrários ao processo de impeachment da petista. A gestora visitou obras do Eixo Norte do Projeto de Integração Nacional do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão pernambucano.
Dilma esteve acompanhada dos deputados federais pernambucanos Adalberto Cavalcanti (PTB), Luciana Santos (PCdoB) e Silvio Costa (PTdoB), além dos governadores Camilo Santana (PT-CE) e Ricardo Coutinho (PSB-PB). O gestor de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), participou do evento.
Entre os que discursaram, Adalberto Cavalcanti, que citou obras importantes no Estado, a exemplo da fábrica da Fiat e o Porto de Suape.
Em seguida, discursou Ricardo Coutinho, que ressaltou o momento atual vivido no País. “Esse é um momento-chave para o País e é muito sério o que está acontecendo”, afirmou. O socialista ainda disse que “não se trata apenas de mudar um presidente, mas de mudar um projeto que trouxe dignidade para o povo brasileiro”.
O governador do Ceará, Camilo Santana, correligionário de Dilma, também fez defesa da petista e ressaltou a obra, ressaltando que os nordestinos serão eternamente gratos a presidente por ela. “Minha admiração aumenta pela sua determinação, coragem”, afirmou. O gestor afirmou, ainda, que “vamos lutar juntos com a senhora pela democracia do País”.
Enquanto discursava, a plateia que acompanhava a cerimônia soltou gritos de “não vai ter golpe”. Ao se aproximar para discursar, Dilma foi recebida com “eu te amo”. No discurso, agradeceu aos presentes e pediu uma salva de palmas para os deputados federais, pois “todos votaram contra o impeachment”. Ela citou os nomes de José Guimarães (PT-CE), Arnon Bezerra (PTB-CE), além dos pernambucanos.
Em sua fala, Dilma falou que “escolhemos fazer essa obra porque fomos eleitos com o voto de vocês e temos compromisso com o povo desse País” e que “nunca no Brasil tinha sido feita uma obra desse tamanho”.
Dilma também fez uma defesa de seu mandato. “Fui eleita por 54 milhões de votos. A maioria deles eu conquistei aqui no Nordeste”, disse. “Votaram em mim porque eu tinha um programa e lá estava escrito que o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida eram importantes”, continuou.
Segundo a presidente, “um Governo deve ser julgado sempre pelas escolhas que fez e eu tenho muito orgulho das escolhas que fiz”, e reafirmou que não renunciaria: “Se eu renunciar eles escondem a sujeira debaixo do tapete. E eu não vou renunciar, vou ficar aqui brigando”. Dilma disse, ainda, ser “a prova da injustiça”. “Eles estão condenando uma pessoa inocente”. (Blog da Folha)
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