No Interior do Estado, sentimento ainda é de tristeza e perplexidade pela morte de Eduardo
da Folha de Pernambuco
Um dia após a confirmação da morte do ex-governador Eduardo Campos, os sentimentos ainda eram um misto de tristeza e perplexidade. No Interior do Estado, as pessoas buscavam explicações sobre a morte do socialista. Em todas as rodas de conversa, o assunto era o trágico acidente que tirou a vida de Eduardo e mais seis pessoas. Em Caruaru, a universitária Marina Albuquerque disse que a postura do ex-candidato à presidência reacendeu nela o gosto pela política, e que o legado foi deixado ainda para a eleição deste ano.
“Eduardo trouxe de volta a vontade de votar, o desejo e a esperança de dias melhores para nosso povo tão carente de necessidades básicas. Pena que tudo acabou tão cedo, mas a semente foi plantada. Cabe a nós não desistir do Brasil. Obrigado por tornar nosso Pernambuco melhor, muito melhor”, disse.
A segunda casa de Eduardo Campos em Caruaru amanheceu de luto. Sempre que vinha à cidade, o ex-governador não deixava de visitar o restaurante Portal do Bode do Sertão, localizado na Estacão Ferroviária do município. Por todos os lados, o estabelecimento exibe faixas pretas em sinal de luto pela morte de Campos. Em sinal de respeito ao ex-governador, a direção decidiu não abrir as portas. Sem conter as lágrimas, o dono do restaurante, seu Lula do Bode, disse que não acreditou na notícia do falecimento do político. Amigo de Eduardo e arraesista histórico, Lula do Bode, ainda emocionado, lembrou como começou sua história de amizade com o ex-governador.
“Conheci Eduardo em 1994, e sempre que ele vinha ao Interior solicitava o nosso bode. Era assim quando o restaurante estava em Cruzeiro do Nordeste e depois seguiu em Caruaru. Na última carreata que ele fez na cidade, fui onde ele estava e levei uma quentinha com um bode assado, do jeito que ele gostava. É uma dor muito grande, muita saudade, mas a vida é assim. Deus sabe o que faz, temos que tentar entender”, disse.
Pelas paredes do restaurante, são muitos os registros das visitas do socialista. Todo ano após a abertura do São João ele sempre parava por lá e aproveitava para comer a iguaria. “Agora tudo fica na lembrança. Esse ano, por exemplo, ele esteve aqui e, após o jantar, foi até o forró pé-de-serra, onde dançou com dona Renata. Era sempre assim, toda vez que ele vinha fazia uma festa”, lembrou apontando para o espaço onde ficava o forró.





Pegou fogo o debate entre os coordenadores das campanhas de Raquel Lyra, Fredson Britto, e João Campos, Adelmo Moura, no programa Pajeú nas Eleições, com Juliana Lima. Sobrou até pra Eduardo Campos. Adelmo fez a defesa do falecido governador e seu investimento na saúde. Fredson entretanto, disse que ele não fez reformas no nível de Raquel na Restauração, Otávio de Freitas e outras unidades. Rolou até cantada de aposta:
Nos grupos de Afogados, bolsonaristas comemoraram o anúncio dos vereadores governistas. Como o Corujão do Pepeu antecipou e o blog confirmou, estarão com Mendonça Vicentinho, Gal Mariano, Mário Martins, Cícero Miguel, Cancão, Douglas Eletricista e Simone da Feira. Mendonça promete ser o calo pernambucano de Lula no Senado, caso o presidente seja reeleito. Em uma rede social, o candidato a Deputado Wellington Júnior, da direita, ironizou: “viraram fascistas?”
Nas redes sociais, aliados de Zé Negão lamentaram sua ausência no adesivaço de Danilo Simões, candidato a Federal, ontem. Segundo aliados de Danilo, Edson Henrique participou normalmente da atividade. Também que a agenda foi planejada poucas horas antes da atividade. Há uma divisão nos Estaduais dos dois: Zé e Edson com Marconi e Danilo com Romero Sales Filho.
Nomes curiosos de candidatos esse ano: Já Morreu (PSB), Caio Marx (PSTU), Taxista Samurai (PDT), Flávio Caça Rato (MDB), Galo Cego (PSD), Bhio de Dois Leões (REDE), Irmão Bob do Taxi (PSB) e Carneirinho Defensor dos Motor (DC).
Arcoverde também é uma das cidades divididas entre votar em nomes alinhados com o prefeito Zeca Cavalcanti, que apoia Gustavo e Marcelo Gouveia, e a garantia de elegibilidade, contra os nomes da terra, Luciano Pacheco, Israel Guerra, João do Skate, Olavo Bandeira e Já Morreu. Os da terra chamam os nomes governistas de “forasteiros”. Em troca, Célia Galindo, aliada de Zeca, diz que “da terra só minhoca”.
Frase da semana:


O governo Bolsonaro é desaprovado por 56% dos eleitores, mostra pesquisa PoderData realizada de 28 a 30 de agosto de 2022. O número é o mesmo de duas semanas atrás.












Você precisa fazer login para comentar.