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‘Não há necessidade de se imprimir voto no Brasil’, dispara o presidente do TRE-PE

Por André Luis

Diário de Pernambuco

O voto impresso foi extinto há mais de 20 anos no Brasil, mas o assunto foi trazido de volta para a política pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que insiste que as últimas eleições tiveram indícios de fraude, mesmo sem provas. De acordo com o desembargador Carlos Moraes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Pernambuco, as fraudes existiam antes do voto eletrônico, não depois.

“Não há necessidade de se imprimir voto no Brasil”, disparou, em defesa do sistema eletrônico eleitoral. As declarações foram dadas ao programa Manhã na Clube, da Rádio Clube AM 720.

O presidente explicou que as urnas já são auditadas, um ano antes de qualquer eleição, e também em dias mais próximos, antes, durante e depois das votações. Além disso, a urna emite um boletim impresso contabilizando os votos, que será comparado com os dados eletrônicos, impossibilitando erros no resultado. Tudo isso é feito de maneira aberta para o Ministério Público, a Polícia Federal, a OAB e todos os partidos políticos.

“Além de um sistema de segurança ultramoderno e criptografado, as urnas são auditadas antes, durante e depois das eleições. É um sistema ultra seguro”, assinalou. De acordo com o magistrado, cada urna tem cerca de 30 camadas de segurança, além de conexão exclusiva com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) via satélite. “Desde que essas urnas foram implantadas no Brasil nunca houve sequer uma comprovação de fraude no sistema eleitoral brasileiro”, cravou.

Uma das alegações de Bolsonaro é a possibilidade de um ataque hacker para modificar os resultados, o desembargador refutou essa premissa, explicando que as urnas não possuem conexão com a internet e que cada uma funciona de maneira isolada.

“Se fosse possível, e não é, fraudar um resultado, teria que hackear as 450 mil urnas existentes no Brasil”, explicou. Moraes também relembrou do passado, quando as votações eram exclusivamente impressas, ele era juiz federal e trabalhava no âmibito eleitoral. De acordo com o desembargador, antigamente era impossível fiscalizar toda a contagem e evitar as fraudes.”Era impossível fiscalizar todo mundo. Essa prática toda de fraude, de urna engravidada, de voto formiguinha que existia, quando foi instituída a urna eletrônica tudo isso desapareceu das eleições brasileiras. Isso tudo nós devemos ao sistema eletrônico seguro”, explicou o desembargador.

Auditoria das urnas
Após a auditoria um ano antes das eleições, as urnas, de acordo com o presidente do TRE, durante as eleições são auditadas em três fases. A primeira seria a lacração das urnas, através de assinatura digital. Participam da cerimônia todos os partidos políticos, o Ministério Público, a Polícia Federal e entidades independentes nacionais e internacionais para assistir a lacração dos sistemas das urnas antes da votação.

A segunda etapa ocorre no dia da votação, são convocados representantes de todos os partidos para participar de um sistema “paralelo de votação” com urnas sorteadas em todos os estados. Os representantes acompanham a votação paralela e registram os votos copiados em cédulas manuais. “No final essa urna vai emitir um boletim de urna, como também é emitido pela urna oficial, para saber se a votação corresponde à veracidade do que a urna computou”, explicou o presidente.

Após o encerramento das eleições, cada urna emite um Registro Digital do Voto (RDV), cada RDV revela o que foi processado em sua urna. “Além de ficar registrado no sistema da própria urna eletrônica esse RDV, é emitido um boletim impresso, para todo mundo saber quantos votos foram atribuídos a cada candidato naquela urna”, comentou Carlos Moraes. Ao todo, são cinco vias impressas, uma é afixada na entrada da sessão eleitoral para qualquer pessoa poder conferir, outra é entregue aos fiscais dos partidos e três são enviadas aos cartórios eleitorais.

“Vai ser transmitido esse resultado através de um canal independente via satélite em uma rede própria do TSE, esses votos serão então transmitidos, somados e divulgados”, comentou o desembargador. “Qualquer partido pode pedir auditoria na urna e recontagem de votos. O sistema é totalmente transparente e seguro, não há necessidade de voto impresso”, concluiu.

E se as votações voltarem ao impresso?

“Os votos serão guardados e qualquer partido ou candidato que não aceite o resultado poderá judicializar a eleição, pedir uma recontagem”, explicou o presidente do TRE. Isso acarretaria na volta da contagem manual das cédulas, processo obsoleto já superado no passado. “A contagem individual das cédulas seria contada uma por uma para saber se o resultado de cada urna confere e aí estará a abertura para as novas fraudes. No passado até sumiram urnas, que dirá votos”, comentou o desembardagor. “Vai judicializar um processo desnecessariamente e o Brasil não terá resultado nem tão cedo. Querem implantar esse sistema sem nenhuma necessidade”, explicou.

Como a Câmara se posicionou

A pauta foi votada recentemente no plenário da Câmara dos Deputados. A decisão contraria o relatório da comissão especial da Câmara, que havia rejeitado a PEC por 23 votos a 11. Mesmo com a derrota dentro da comissão, o assunto voltará a ser discutido e votado no plenário. “O plenário será o juiz dessa disputa que já foi longe demais”, comentou o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), na época.

De Pernambuco, votaram contra a pauta os deputados federais Raul Henry (MDB), Milton Coelho (PSB) e Carlos Veras (PT). O titular da Comissão Wolney Queiroz (PDT) não participou da decisão, apesar de ter direito a voto.

Outras Notícias

Em 24 horas, São José do Egito registra segundo homicídio do ano

Na madrugada desta segunda-feira (21), Valdeir de Moura Ferreira foi morto a tiros em frente à sua residência no distrito de Riacho de Meio, São José do Egito, no Sertão do Pajeú. De acordo com relatos, homens armados chegaram ao local e chamaram Valdeir. Quando ele se aproximou, foi atingido por vários disparos de arma […]

Na madrugada desta segunda-feira (21), Valdeir de Moura Ferreira foi morto a tiros em frente à sua residência no distrito de Riacho de Meio, São José do Egito, no Sertão do Pajeú. De acordo com relatos, homens armados chegaram ao local e chamaram Valdeir. Quando ele se aproximou, foi atingido por vários disparos de arma de fogo. O crime ocorreu na PE-285, na saída do distrito em direção ao Tigre e à cidade de Santa Terezinha.

Este foi o segundo homicídio nas últimas 24 horas na cidade, após um período de pouco mais de dois meses antes que a “Capital da Poesia” completasse um ano sem registros de crimes letais. A última ocorrência havia sido em dezembro de 2023. O outro homicídio, aconteceu na noite do sábado (19).

A Polícia Civil local está encarregada das investigações. A equipe do Instituto de Criminalística realizou a perícia no local, e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru para os procedimentos legais.

As circunstâncias do crime indicam que pode ter se tratado de um possível acerto de contas ou queima de arquivo, dado o modus operandi. As autoridades seguem apurando os fatos para esclarecer as motivações e identificar os responsáveis.

Diretor da gestão Nicinha pede desculpas por fala sobre vacinas

O Diretor de Iluminação Pública da Prefeitura de Tabira, Remo Igor Pessoa Soares, popularmente conhecido por Barata, admitiu,  como o blog especulou,  tratar-se de uma brincadeira o áudio que rodou as redes. Nele,  Barata diz que a prefeita de Tabira comprou 30 mil doses de vacina e que já estariam disponíveis nos postos de Saúde. […]

O Diretor de Iluminação Pública da Prefeitura de Tabira, Remo Igor Pessoa Soares, popularmente conhecido por Barata, admitiu,  como o blog especulou,  tratar-se de uma brincadeira o áudio que rodou as redes.

Nele,  Barata diz que a prefeita de Tabira comprou 30 mil doses de vacina e que já estariam disponíveis nos postos de Saúde. O blog teve acesso aos áudios.

“A prefeita Nicinha, comprou 30 mil doses para Tabira”, diz ele, acrescentando que “nos postos de saúde tem. Todos os postos de saúde. Ela comprou só 30 mil doses para entregar ao povo de Tabira”, finaliza.

No vídeo, o servidor pede desculpas e admite tratar-se de uma brincadeira de mal gosto em um grupo de WhattsApp.  “Era um grupo que eu pensava que era de amigos”, disse.

Apesar de reconhecer que a voz era dele e que não houve edição,  reclamou da postagem e disse que o teor deveria ter sido checado.

Como o blog argumentou, mesmo que Nicinha tivesse adquirido as vacinas,  não poderia usar e sim disponibilizar para o Programa Nacional de Imunização,  de onde haveria a distribuição para todos os municípios. A conversa correu trecho e aumentou especulação sobre a existência ou não das vacinas. Barata garante que nunca mais vai brincar com história de vacinas na vida…

A Coordenação Municipal do PNI informou em nota que, conforme vacinômetro publicado nas redes sociais da prefeitura,  o município de Tabira já aplicou, 21.800 (vinte e um mil e oitocentas) doses recebidas pelo Ministério da Saúde.

“Outro fator importante é que, a população apta a receber o imunizante contra a Covid-19 é de 20.863 (vinte mil, oitocentos e sessenta e três) pessoas, e que estamos seguindo rigorosamente o que fora colocado pelo Ministério da Saúde. A Coordenação Municipal do PNI tem realizado um trabalho transparente e com a devida responsabilidade”, disse em nota.

Gilmar Mendes manda soltar pela terceira vez empresário Jacob Barata Filho

G1 O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta sexta-feira (1º) soltar, pela terceira vez, o empresário do setor de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira. Gilmar Mendes já havia determinado em […]

G1

O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta sexta-feira (1º) soltar, pela terceira vez, o empresário do setor de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira.

Gilmar Mendes já havia determinado em agosto, por duas vezes, que os dois fossem soltos. Mas decisões judiciais os levaram à prisão novamente.

Barata Filho e Lélis Teixeira são alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Os dois são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que atuou no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina.

Em nota, a defesa de Barata Filho exaltou a decisão de Gilmar Mendes afirmando que o despacho “comprova que o STF é o guardião maior das garantias individuais”.

“Ela (a decisão) está em consonância com a posição da Segunda Turma do STF, que havia decidido que a prisão preventiva de Jacob Barata Filho era descabida. Vale ressaltar que não surgiu nenhum fato novo que tivesse justificado nova medida em desfavor do empresário”, diz a defesa.

No mês passado, Jacob Barata Filho e de Lélis Teixeira foram presos novamente, na Operação Cadeia Velha, que apura os crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Nesta mesma operação foram presos, por exemplo, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), e o filho dele, o empresário Felipe Picciani.

Ao analisar o pedido de liberdade, Gilmar Mendes afirmou que a prisão, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), de segunda instância, foi decretada após decisão da Segunda Turma do próprio STF, de outubro, que substituiu a prisão por medidas alternativas, especialmente o afastamento deles das empresas e de entidades do transporte público.

Organização diz que comportamento da população determinou sucesso do Afogareta

Em um discurso emocionado ao final do Afogareta 2019, o organizador Ney Quidute agradeceu principalmente aos foliões que fizeram do evento, mais um sucesso. Ele destacou principalmente o comportamento no trecho recém inaugurado da Avenida Rio Branco. “Não foi danificada sequer uma torneira da nova avenida”, comemorou. Ney brincou com o fato de que após […]

Em um discurso emocionado ao final do Afogareta 2019, o organizador Ney Quidute agradeceu principalmente aos foliões que fizeram do evento, mais um sucesso. Ele destacou principalmente o comportamento no trecho recém inaugurado da Avenida Rio Branco.

“Não foi danificada sequer uma torneira da nova avenida”, comemorou. Ney brincou com o fato de que após uma inauguração, como foi na Praça Arruda Câmara e na avenida, o Afogareta é o primeiro evento a ser testado. “Perguntei a Sandrinho se tem mais uma inauguração nesse ano”.

O vice representou o prefeito Patriota que por questões de agenda não compareceu.

A segurança foi outro ponto destacado por Ney, com a contratação de mais homens, inclusive infiltrados na multidão sem identificação, o trabalho excepcional da PM através do 23º Batalhão com apoio de ROCAM, CIOSAC e outras equipes ao longo da avenida e o videomonitoramento, com câmeras de alta definição. “Vocês me viram pulando feito um louco mais foi de alegria. Esse evento pertence a vocês, ao povo de Afogados que sabe receber muito bem”.

O evento foi encerrado com show de Iohannes, terminando às 2 da manhã da madrugada de hoje. No sábado, dia 12, houve retorno da Banda Psirico, de Márcio Victor. Na abertura, a festa teve Chicabana. Essa inclusive já foi anunciada para o evento de 2020, no ano 22. Veja fotos de Cláudio Gomes:

 

Arcoverde inicia vacinação contra a Covid-19 de pessoas a partir dos 23 anos

A Prefeitura de Arcoverde, através da Secretaria de Saúde e do PNI Municipal, vai iniciar nesta terça-feira (10.08), a nova etapa de vacinação contra a Covid-19 para quem tem 23 anos ou mais sem comorbidades. A etapa prossegue contemplando ainda, pessoas a partir dos 18 anos que possuam comorbidades. As aplicações acontecem no horário das […]

A Prefeitura de Arcoverde, através da Secretaria de Saúde e do PNI Municipal, vai iniciar nesta terça-feira (10.08), a nova etapa de vacinação contra a Covid-19 para quem tem 23 anos ou mais sem comorbidades.

A etapa prossegue contemplando ainda, pessoas a partir dos 18 anos que possuam comorbidades.

As aplicações acontecem no horário das 8h às 17h, nos pontos da quadra do Sesc Arcoverde, na Aesa e na Praça da Bandeira. Para receber a imunização, é necessário levar RG, CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência.

“Um novo público que iniciará o processo de imunização contra a Covid-19, ainda neste mês de agosto, representando mais cidadãos colaborando para que o município siga firme nesta batalha”, ressalta o secretário de Saúde de Arcoverde, Isaac Salles.