Veritá era “mentirá”, diz TRE. Mas porquê pesquisa só foi barrada depois de divulgada?
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa Veritá, registrada sob o nº PE-02184/2026, que apontava empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
A decisão atende a uma representação apresentada pelo Diretório Estadual do MDB.
Na representação, o MDB-PE destacou falhas consideradas relevantes, incluindo problemas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias, inconsistências estatísticas e lacunas na descrição metodológica. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que há indícios de comprometimento da confiabilidade dos dados apresentados, além do risco de influência indevida sobre o eleitorado.
Para o presidente estadual do MDB, Raul Henry, a decisão do TRE-PE reforça a necessidade de rigor na divulgação de pesquisas eleitorais. “Não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político. O MDB atuou com firmeza para proteger o eleitor e garantir que o debate público se baseie em informações confiáveis. Pernambuco precisa de um processo eleitoral transparente e à altura do que a população espera”, afirmou.
A decisão ainda cabe recurso, mas permanece válida até eventual nova deliberação da Justiça Eleitoral.
O relator do caso, desembargador Fernando Braga Damasceno, ordenou a retirada do conteúdo já publicado pelos meios de comunicação sob responsabilidade do instituto no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Mas porque pesquisa só foi proibida dias depois de divulgada?
O blog buscou ouvir o presidente do MDB, Raul Henry. Ele confirmou que o pedido foi feito pelo MDB na ação após a divulgação da pesquisa. Aparentemente, novas pesquisas do Veritá terão ações para proibir sua divulgação.



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