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Museu de Ciências Nucleares vai a Sertânia

Por Nill Júnior

Exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear” chega à cidade do Moxotó 

O Museu de Ciências Nucleares Helen Khoury, da Universidade Federal de Pernambuco, levará a Sertânia a exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear”, uma ação de divulgação científica voltada à aproximação entre universidade, escola e sociedade.

A proposta é apresentar a ciência nuclear de forma acessível, interativa e contextualizada, mostrando que as radiações e as tecnologias nucleares fazem parte de diversas áreas importantes para a vida cotidiana, para o desenvolvimento tecnológico e para a melhoria da qualidade de vida da população.

Durante a exposição, o público poderá ver materiais, conhecer exemplos e conversar com pesquisadores e estudantes sobre diferentes aplicações das radiações, incluindo: proteção radiológica, com orientações sobre segurança, controle de exposição e uso adequado das radiações;  irradiação de alimentos, tecnologia utilizada para conservação, redução de microrganismos e aumento da segurança alimentar

Ainda colorização de gemas, aplicação da radiação para modificação e valorização de pedras preciosas; radioterapia, utilizada no tratamento de diversos tipos de câncer; medicina nuclear, geração de energia nuclear, além de outras aplicações na indústria, no meio ambiente, na agricultura, na pesquisa científica e na preservação do patrimônio cultural.

A ação busca também combater informações equivocadas sobre o tema nuclear, mostrando que, quando utilizada com conhecimento, controle e segurança, a ciência nuclear oferece importantes benefícios para a sociedade.

Mais do que uma exposição, a atividade representa uma iniciativa de interiorização da ciência, levando conhecimento produzido na universidade pública para o sertão pernambucano e fortalecendo o diálogo com estudantes, professores e a comunidade local.

A exposição será realizada no dia 27/05, das 10h às 16h30, no Centro Acadêmico do Sertão — CAS/UFPE, em Sertânia.

Outras Notícias

Morte de sacerdote comove Sertânia. Prefeitura decreta luto oficial

O prefeito de Sertânia Guga Lins decretou luto oficial de três dias pela a morte do Cônego Fernando Bezerra, ocorrida nesta quinta-feira (15), às 18h, no Recife. Pe. Fernando, assim mais conhecido, foi submetido a uma cirurgia, à qual não resistiu. O religioso exerceu seu ministério sacerdotal na Diocese de Pesqueira nas cidades de Arcoverde (Paróquia Nossa […]

fernandoO prefeito de Sertânia Guga Lins decretou luto oficial de três dias pela a morte do Cônego Fernando Bezerra, ocorrida nesta quinta-feira (15), às 18h, no Recife. Pe. Fernando, assim mais conhecido, foi submetido a uma cirurgia, à qual não resistiu.

O religioso exerceu seu ministério sacerdotal na Diocese de Pesqueira nas cidades de Arcoverde (Paróquia Nossa Senhora do Livramento), Venturosa (Paróquia São José) e Sertânia (Paróquia Nossa Senhora da Conceição). Atualmente, estava em exercício pastoral na Arquidiocese de Olinda e Recife, na cidade de Olinda.

O corpo do sacerdote está sendo velado na Matriz  de Nossa Senhora da Conceição, na Rua Velha, centro de Sertânia, de onde sairá para o sepultamento hoje (16), após a missa de corpo presente que será celebrada às 16h.

Veja as cidades que serão abastecidas pela Adutora do Agreste

Entrega da obra motiva vinda do Presidente Jair Bolsonaro na próxima quinta O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) concluiu mais uma etapa de construção do Ramal do Agreste, em Pernambuco. A escavação do Túnel Ipojuca I, com 2,4 quilômetros de extensão, foi finalizada. Quando completo, o Ramal vai levar água do projeto de Integração do […]

Entrega da obra motiva vinda do Presidente Jair Bolsonaro na próxima quinta

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) concluiu mais uma etapa de construção do Ramal do Agreste, em Pernambuco.

A escavação do Túnel Ipojuca I, com 2,4 quilômetros de extensão, foi finalizada. Quando completo, o Ramal vai levar água do projeto de Integração do Rio São Francisco à região de maior escassez hídrica no estado nordestino.

Somente em 2020, foram investidos pelo ministério no empreendimento cerca de R$ 313,6 milhões.

Situado no norte de Pernambuco, próximo à fronteira com a Paraíba, o Ramal do Agreste tem 70,8 quilômetros de extensão, com uma capacidade de vazão de 8 mil litros por segundo. No total, serão atendidas 68 cidades e mais de 2,2 milhões de pessoas. Além de segurança hídrica, a expectativa é de que o empreendimento ajudará a impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

O presidente da República Jair Bolsonaro, visita Pernambuco na próxima quinta-feira, 1º de outubro, para inaugurar a Adutora.

Existe ainda uma possibilidade de Bolsonaro inaugurar a Adutora do Pajeú, em São José do Egito, mas que a agenda precisa ser confirmada pelo Palácio do Planalto.

Mas você sabe quais municípios pernambucanos serão beneficiados com a conclusão da obra? Veja as cidades que serão abastecidas pela Adutora do Agreste.

Nesta primeira etapa, já em execução, o Ramal beneficiará 23 municípios sendo eles: Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Venturosa, Pedra, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una, São Caetano, Iati, Águas Belas, Tupanatinga, Itaíba, Buíque, Lajedo, Cachoeirinha, Brejo da Madre de Deus, Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Bezerros e Gravatá.

Na segunda, as cidades beneficiadas serão: Machados, Vertentes, Taquaritinga do Norte, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Surubim, Casinhas, João Alfredo, Bom Jardim, Orobó, Riacho das Almas, Cumaru, Passira, Poção, Jataúba, Garanhuns, Jupi, Jucati, Caetés, Capoeira Palmeirina, Jurema, Calçado, Angelim, Canhotinho, Agrestina, Panelas, Cupira, Lagoa dos Gatos, Bonito, Sairé; Camocim de São Félix, São Joaquim do Monte e Barra de Guabiraba.

Investimento: no total, a obra está orçada em 1,67 bilhão e conta com cerca de 2,6 mil trabalhadores e cerca de 580 equipamentos. A entrega do empreendimento, que completou 70,6% de execução, está prevista para junho de 2021.

Paulo Câmara pode participar do voo inaugural da Azul entre Recife e Serra Talhada

A partir desta quarta-feira, 11 de novembro, a Azul pousará oficialmente pela primeira vez em Serra Talhada, o seu novo destino doméstico no Brasil. A cidade terá voos diretos e regulares para o Recife, um dos principais centros de conexões da Azul no Brasil, duas vezes por dia. A venda de passagens da nova base […]

A partir desta quarta-feira, 11 de novembro, a Azul pousará oficialmente pela primeira vez em Serra Talhada, o seu novo destino doméstico no Brasil.

A cidade terá voos diretos e regulares para o Recife, um dos principais centros de conexões da Azul no Brasil, duas vezes por dia. A venda de passagens da nova base de operações da companhia já estão abertas em todos os canais oficiais da Azul, com valores promocionais a partir de R$ 323,90.

Dependendo da sua agenda administrativa, o governador Paulo Câmara poderá participar do voo inaugural da Azul na rota Recife/Serra Talhada, na próxima quarta-feira. O voo decola do Recife às 15h30 e retorna às 17h35.

Mais que ofertar voos entre as cidades, o início das operações regulares da empresa em Serra Talhada irá estimular o progresso da região, impulsionando a economia local com o surgimento de novas oportunidades de turismo e de negócios. Quando em operação, as nova bases ampliarão a malha de destinos da Azul, que passará a ter 94 destinos atendidos no Brasil e no exterior.

Os aviões Cessna Gran Caravan da Azul Conecta, a empresa sub-regional da Azul, com capacidade para nove clientes, serão responsáveis por cumprir as ligações entre as cidades do Sertão com a capital pernambucana. As novas operações também seguirão os rígidos protocolos sanitários adotados pela empresa desde o início da pandemia.

Blogueiro fará rota: na próxima sexta,  dia 13, este blogueiro fará a rota Recife-Serra Talhada no voo da tarde, o AD 5366, com saída às 15h30 e chegada prevista para as 17h05. A viagem vai render matéria no blog e reportagem para a Revista da Cultura no sábado, 14.

Itaíba supera a média de Pernambuco e da GRE Arcoverde no SAEPE 2017

A qualidade do ensino de Itaíba surpreendeu e ultrapassou a média do SAEPE – Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco da Regional de Educação e do Estado. Os dados foram apresentados pela prefeita Regina Cunha (PTB) e pelo secretário de Educação do município, Júnior Brandão. Segundo o Secretário Júnior Brandão os dados do SAEPE […]

A qualidade do ensino de Itaíba surpreendeu e ultrapassou a média do SAEPE – Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco da Regional de Educação e do Estado. Os dados foram apresentados pela prefeita Regina Cunha (PTB) e pelo secretário de Educação do município, Júnior Brandão.

Segundo o Secretário Júnior Brandão os dados do SAEPE 2017 revelou uma grande evolução no aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação do SAEPE na rede municipal de ensino é feita com estudantes dos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental de 09 anos.

Pelos números apresentados pela Secretaria de Educação do Estado para os alunos do 2º ano de língua Portuguesa do Ensino Fundamental de 09 anos, Itaíba alcançou a marca de 540,6 pontos. Maior que o da GRE Arcoverde (537,2) e bem acima da média de Pernambuco (528,3). O mesmo aconteceu com a disciplina de Matemática, aonde Itaíba obteve 529,2 pontos contra 527,9 da GRE Arcoverde e 515,1 de Pernambuco.

Já no nono (9º) ano os estudantes de Itaíba se destacaram na disciplina de Língua Portuguesa garantindo ao município a média de 239,3 pontos. A GRE registrou uma média de 234,6 pontos e Pernambuco ficou com 237,4.

Para a prefeita Regina Cunha a educação é o segundo maior desafio de seu governo após a saúde que encontrava-se sucateada, sem funcionar e sem atender as pessoas.

SAEPE – O Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco, SAEPE, tem por objetivo produzir informações sobre o grau de domínio dos estudantes nas habilidades e competências consideradas essenciais em cada período de escolaridade avaliado.

Além de ser uma ferramenta de monitoramento para a gestão escolar.  O SAEPE também contribui diretamente para a adaptação das práticas de ensino às necessidades dos alunos.

Os resultados da avaliação produzidos pelo SAEPE são associados às políticas de incentivo para reduzir as desigualdades e elevar o grau de eficácia da escola, compondo em conjunto com as taxas de aprovação verificadas pelo Censo Escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco – IDEPE.

Vazão menor e desvio de água da transposição mantêm 700 mil em racionamento

Do UOL Cinco meses após a inauguração do eixo leste da transposição do rio São Francisco, as águas não chegaram na quantidade esperada ao principal ponto de recebimento na Paraíba: o açude Epitácio Pessoa, no município de Boqueirão, no Cariri do Estado. Ajustes em equipamentos, desvios e barramentos no rio são apontados como problemas para […]

Açude Epitácio Pessoa, localizado na cidade de Boqueirão (PB). Foto: Gerald Souza da Silva/Aesa

Do UOL

Cinco meses após a inauguração do eixo leste da transposição do rio São Francisco, as águas não chegaram na quantidade esperada ao principal ponto de recebimento na Paraíba: o açude Epitácio Pessoa, no município de Boqueirão, no Cariri do Estado. Ajustes em equipamentos, desvios e barramentos no rio são apontados como problemas para justificar o atraso.

A previsão inicial era que o mais importante reservatório do interior do Estado tivesse água para encerrar o racionamento que atinge cerca de 700 mil paraibanos em 18 municípios no dia 1º. Mas a quantidade de água que chegou ao açude não permitiu retomar o abastecimento integral, e o racionamento deve ser mantido, segundo Estado, até o fim de agosto (26).

Vivendo uma severa seca que já dura sete anos, a população da região enfrenta racionamento de água desde dezembro de 2014.

Para a pasta, o atraso foi causado por desvios de água no curso do rio Paraíba, que passou a receber água do São Francisco por meio do canal inaugurado em Monteiro. De lá, a água percorre cerca de 100 km até chegar ao açude.

Em visita ao rio, equipes do ministério encontraram agricultores usando a água para plantações. O uso prioritário da água, segundo determinação da ANA (Agência Nacional das Águas), é para abastecimento humano e animal.

Já o governo estadual rejeita essa explicação e afirma que o problema se dá pela vazão reduzida causada, por exemplo, por problemas em bombas de estações elevatórias.

A região enfrenta forte seca há sete anos. Foto: Secom-PB

O açude está com 32,5 milhões de m³, usando 7,9% da sua capacidade. Segundo o Ministério da Integração Nacional, a expectativa inicial era de que Epitácio Pessoa já tivesse superado os 38 milhões de m³. Antes da inauguração do canal leste, o açude estava no chamado volume morto, com apenas 2,9% da sua capacidade.

Nos cálculos do ministério, as ligações não autorizadas já desviaram cerca de 20 milhões de m³ nos últimos dois meses e meio –volume equivalente a quatro vezes a lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O ministério pediu ajuda, no início de agosto, ao Ministério Público do Estado para investigar os desvios.

A pasta culpa ainda aterramentos, como pontes, que teriam sido feitos ao longo dos rios por prefeituras, e que atrapalhariam o curso da água.

O eixo leste da transposição do rio São Francisco foi inaugurado no início do ano. Foto: Divulgação/Ministério da Integração Nacional – 22.fev.2017

Problema seria outro

O presidente da Aesa (Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba), João Fernandes da Silva, diz que o problema da água não chegar na quantidade esperada é outro. “O governo pretendia entregar [vazão de] 9 m³, que era a potência total, mas o máximo que chegou até hoje é 7,8 m³ por segundo”, diz.

Ele afirma ainda que nesse período, pelo menos duas bombas de estações de elevação deram problemas. “Primeiro deu problema em uma bomba da estação 6, que ficou quase 20 dias só com uma bomba uma operando. Recentemente deu problema na bomba da estação 5, e ainda não está consertado. Então, quem recebia 7,8 m³, nos últimos 60 dias não passou de 3,57m³.”

Sobre possíveis barramentos, ele nega a existência de barramentos. Ele explica que o que existem são passagens molhadas (que são pontes que ficam cobertas pela água), feitas por gestores locais para atender a população que teve a locomoção prejudicada pela chegada da água.

“A única coisa feita de diferente no rio foram essas passagens molhadas, que continuam permitindo a passagem água. Elas estão sendo inspecionadas pela Aesa. Se houver obstáculos, determinaremos alguma medida, mas não é o caso”, explica.

Fernandes também questiona os supostos desvios citados pelo ministério. “Existem retiradas de pouca expressão, insignificantes, que não podemos sequer proibir”, diz, citando que não é necessária outorga para que pequenos trabalhadores usem água do rio para plantações de até meio hectare de terra. “Se passar disso, não vamos tolerar. Mas não encontramos em fiscalizações [pós-inauguração do canal] nenhum caso assim”, revela.

Apesar da situação, Fernandes diz que a transposição é fundamental para garantia da segurança hídrica numa região castigada pela seca e que os problemas são normais nessa fase de implantação.

Polícia investiga desvios

A suspeita de furto de água passou a ser investigada nessa terça-feira (8) pela Polícia Civil paraibana. “A gente soube dessa informação pela imprensa, já que não houve formalização conosco. Mas a equipe está fazendo uma vistoria para verificar esses supostos  desvios”, diz o delegado seccional de Monteiro, João Joaldo Ferreira.

Segundo ele, o ministério prestou um boletim de ocorrência no dia 20 de julho, mas reclamando apenas de pontes que teriam sido feitas ao longo do rio por prefeituras e que estariam atrapalhando o curso da água. “Sobre essas pontes, entendemos que cabe a órgãos do setor fiscalizar, não cabe a nós. Em tese não há indicativo de crime”, diz.

Já sobre supostos desvios, o delegado afirma que é uma fiscalização difícil para a polícia, pois se trata de uma área superior a 100 km de extensão.

Momento de ajustes

Procurado pelo UOL, o Ministério da Integração Nacional explicou que o eixo leste da transposição ainda está em fase de pré-operação desde março, o que explicaria os ajustes em equipamentos.

“A fase de pré-operação é o momento adequado para verificar a eficiência dos equipamentos eletromecânicos, conforme determinam as cláusulas contratuais de garantia de fábrica e, também, das estruturas de engenharia responsáveis pela condução de água. Deste modo, é habitual que haja necessidade de ajustes, procedimento comum e previsto para atual etapa. Portanto, é equivocado afirmar que há defeitos ou problemas nas bombas das estações do projeto”, diz a nota, explicando que, nesse período, o Governo Federal “tem arcado com os custos de todo o sistema”.

Também por conta dos testes, a pasta diz que “é previsível a variação da vazão entregue pelo sistema em Monteiro.” Contudo, a pasta afirma que “o volume de água fornecido no leito do rio Paraíba, na cidade de Monteiro, é considerado suficiente para atender uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes”.