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MPE opina pela cassação da prefeita de Monteiro

Por André Luis

O vice-Procurador-Geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, deu parecer favorável à cassação da prefeita reeleita de Monteiro, Anna Lorena, e do vice, Celecileno Alves Bispo, além da declaração de inelegibilidade dos dois por 8 anos, por conduta vedada nas eleições 2020.

A análise foi dada nos autos de um recurso apresentado pela defesa da gestora ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tenta revisar a decisão tomada pelo TRE-PB, que reconheceu que houve ilícito eleitoral na distribuição de 500 cestas básicas à população em ano eleitoral.

“A distribuição de cestas básicas, em ano eleitoral, sem autorização legislativa específica e sem o cumprimento dos requisitos exigidos, revela gravidade bastante para caracterizar abuso de poder político e econômico, atraindo a incidência da sanção de cassação do diploma dos candidatos eleitos e a declaração de inelegibilidade por oito anos, a contar do pleito”, opinou Alexandre Espinosa.

O parecer tem por base o entendimento que havia sido firmado do TRE-PB. A corte paraibana decidiu que houve desvirtuamento de um decreto de 2019, amparado numa lei de 2017, que tratava do programa social de distribuição de cestas básicas para comunidades carentes.

Ao analisar o caso, o TRE avaliou que não foi comprovada a realização de cadastro das pessoas e/ou famílias beneficiárias do Programa “Cesta Social” de distribuição de cestas básicas e nem houve comprovação que essas pessoas estariam em situação de carência.

Além disso, a Justiça Eleitoral considerou que o volume de eleitores alcançados pelo benefício seria suficientes para interferir no resultado do pleito.

Além disso, a Justiça Eleitoral considerou que o volume de eleitores alcançados pelo benefício seria suficientes para interferir no resultado do pleito.

O recurso está pronto para análise da Corte do TSE desde o dia 26 de dezembro.

A ação foi movida pela Coligação “Monteiro Unida por Dias Melhores”, encabeçada por Micheila Silvestre Henrique, concorrente da prefeita reeleita.

Posicionamento da prefeita

Nos autos, Ana Lorena justificou que o programa, denominado “Cesta Social”, teve início em 2019, com a respectiva previsão orçamentária, tal como determinado pela norma de regência.

Advogou, ainda, que a partir de março de 2020 em razão da propagação da Covid-19 houve a edição de diversos decretos de calamidade pública frente a necessidade de continuidade das políticas assistenciais, visando a garantir dignidade e segurança alimentar às famílias carentes. Pugnou seja afastada a multa ou, subsidiariamente, pela redução da sanção com a responsabilização solidária dos investigados.

O Conversa Política, através de nota, a prefeita Ana Lorena informou que está tranquila em relação a este processo.

“Fomos absolvidos em todas as instâncias até o presente momento, exatamente pelos elementos concretos existentes no processo, que demonstraram a legalidade de todos os atos administrativos questionados nessa ação eleitoral. Embora o parecer ministerial seja pelo provimento do recurso, temos ciência dos precedentes consolidados no Tribunal Superior Eleitoral que estão em consonância com o Acórdão do TRE/PB que julgou improcedente o pedido. Estamos confiantes que o TSE manterá o mesmo entendimento do TRE/PB”, disse, em nota. As informações são do Jornal da Paraíba. As informações são do blog da Juliana Lima.

Outras Notícias

Petistas voltam a criticar voto de Totonho em Bolsonaro. “Ingrato”

Por André Luis Os petistas Mônica Souto, Emídio Vasconcelos e Gildázio Moura participaram do Debate das Dez da Rádio Pajeú FM, desta segunda-feira (09). Na pauta os rumos do PT municipal, estadual e nacional. Mônica foi eleita a nova presidenta do PT de Afogados da Ingazeira neste domingo (08) na Câmara de Vereadores do Município. […]

Por André Luis

Os petistas Mônica Souto, Emídio Vasconcelos e Gildázio Moura participaram do Debate das Dez da Rádio Pajeú FM, desta segunda-feira (09). Na pauta os rumos do PT municipal, estadual e nacional. Mônica foi eleita a nova presidenta do PT de Afogados da Ingazeira neste domingo (08) na Câmara de Vereadores do Município. Ela teve 100% dos votos dos cinquenta e sete filiados que compareceram à eleição.

Os petistas ainda falaram sobre as declarações da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), que amenizou o voto do ex-prefeito e pré-candidato a Prefeitura de Afogados, Totonho Valadares no atual presidente, Jair Bolsonaro. A declaração de Luciana foi dada ao jornalista André Luis, durante almoço na casa de Totonho no dia 09 de agosto. Relembre.

Para Emídio Vasconcelos, que faz parte do diretório estadual do partido, a declaração de Luciana é cercada de conveniência pessoal. Ele também vê no episódio um dos maiores problemas das lideranças de esquerda do Brasil. “Às vezes querem fazer a discussão de cima para baixo, de Brasília para os municípios e quando chega na base, por conveniências pessoais, sem nenhum compromisso com a luta política da classe trabalhadora, inclusive como representante de um partido comunista brasileiro dá uma declaração daquelas”, disse Emídio.

Emídio aproveitou o caso para justificar a dificuldade do PT de muitas vezes dar as mãos à oposição. “Aí também remete àquela pergunta anterior, de que o PT não quer dar as mãos à oposição. Fica difícil. Luciana Santos, vai pra Curitiba visitar Lula, se solidariza com a prisão dele, sabe ela que Bolsonaro disse que queria ver Lula apodrecer na cadeia, e aí ameniza o apoio de uma liderança política no atual presidente”.

Emídio foi um pouco mais duro, e disse que a declaração da vice-governadora foi “oportunista” e que ela deveria fazer uma reflexão. “Acho que é um oportunismo de Luciana Santos, deveria fazer uma reflexão e entender que nós não vamos construir uma mudança programática nesse país se nas bases dos municípios a gente não fizer uma discussão mais politizada, em que pese a gente perder do ponto vista eleitoral”, afirmou.

Sobre 2020, a presidenta do PT, Mônica Souto disse que não descarta a candidatura própria, mas vão aguardar o desenrolar do cenário político no município. Entretanto já cravou que o partido não marcha ao lado de quem apoia o atual governo Bolsonaro. “A gente não vai apoiar um candidato que seja a favor desse governo que está aí”, afirmou Mônica, se dirigindo a Totonho Valadares.

Sobre Totonho, Emídio disse que ele quando prefeito se aproveitou politicamente de obras da gestão petista como o IFPE e agora vota em um presidente com o discurso de Bolsonaro. Para Vasconcelos, Totonho foi ingrato com o PT. “Não lembro de nenhuma obra importante quando Totonho era prefeito tendo FHC como Presidente”, acrescentou.

Nomeção de Miguel Duque foi gota d’água pra apoio de Márcia a João Campos, diz blogueiro

A análise é de Carlos Britto, do Blog da Folha: a prefeita de Serra Talhada (Sertão do Pajeú), Márcia Conrado (PT), oficializou seu apoio a João Campos (PSB) e rompeu de vez com o governo estadual de Raquel Lyra (PSD) pegando de surpesa quem não acreditava na migração. A mudança de postura foi confirmada após […]

A análise é de Carlos Britto, do Blog da Folha: a prefeita de Serra Talhada (Sertão do Pajeú), Márcia Conrado (PT), oficializou seu apoio a João Campos (PSB) e rompeu de vez com o governo estadual de Raquel Lyra (PSD) pegando de surpesa quem não acreditava na migração.

A mudança de postura foi confirmada após um encontro entre Márcia e João, registrado nas redes sociais, onde a gestora ressaltou a troca de experiências e os desafios comuns entre os políticos.

O rompimento, nos bastidores, é atribuído à nomeação de Miguel Duque, filho do ex-prefeito Luciano Duque, para um cargo no governo estadual, o que gerou descontentamento em Márcia.

Com essa nova aliança, a gestora se posiciona ao lado do projeto de reeleição de João Campos para o Governo de Pernambuco, um movimento que reforça o redesenho político no Sertão e sinaliza a intensificação das articulações para as eleições de 2026.

Iterpe entrega 172 títulos de posse de terra a agricultores de Carnaíba

O Programa Propriedade Legal do governo de Pernambuco entregou na manhã desta 6ª feira 172 títulos de posse a agricultores e agricultoras do município de Carnaíba. A ação é uma realização do Iterpe (Instituto de Terra de Pernambuco) em parceria com o governo municipal. A partir de agora os proprietários terão suas terras documentadas e […]

O Programa Propriedade Legal do governo de Pernambuco entregou na manhã desta 6ª feira 172 títulos de posse a agricultores e agricultoras do município de Carnaíba. A ação é uma realização do Iterpe (Instituto de Terra de Pernambuco) em parceria com o governo municipal.

A partir de agora os proprietários terão suas terras documentadas e aptas a fazer empréstimos bancários, além de ser uma garantia para família pelo resto da vida.

Altair Correa, Presidente do Iterpe, disse que é com grande alegria que foi à Carnaíba para fazer a entrega de 172 títulos de posse a estas famílias.

“Compreendemos que esta ação é importante para contribuir com o desenvolvimento da área rural, onde os agricultores tem seu imóvel regularizado. Aproveito para agradecer ao Prefeito Anchieta Patriota pela parceria firmada e a assinatura de um convênio com a Prefeitura”, disse Altair.

O Prefeito Anchieta Patriota falou do momento de dificuldade que o país enfrenta, onde o governo federal não destinou nenhum recurso para o município.

Anchieta destacou o esforço que deputados atuantes como Danilo Cabral, Carlos Veras e Lucas Ramos que não tem medido esforços para colocar emendas que beneficiem os carnaibanos.

“A gente precisa continuar vivo, lutando pelos direitos do nosso povo. O governo federal que aí está quer tirar direitos dos trabalhadores e nós precisamos está atentos para lutar contra essa prática atrasada”, frisou Anchieta.

Estiveram presentes ao evento o Deputado Federal, Carlos Veras, Deputado Estadual, Lucas Ramos, Vereadores: Everaldo Patriota, Cícero Batista, Alex Mendes, Antônio Venâncio, Vitor Patriota, Secretário de Agricultura, Zé Ivan, Sebastião Neto (Sindicato dos Trabalhadores Rurais), Representantes do Iterpe e Gleybson Neves, Secretário Executivo da Agicultura Familiar.

Dilson Peixoto nega que vá ocupar Secretaria de Transportes

O ex-deputado petista Dilson Peixoto negou em nota que esteja sendo indicado para ocupar a Secretaria Estadual de Transportes do governo Paulo Câmara no lugar de Sebastião Oliveira, que vai se desincompatibilizar para disputar a reeleição à Câmara. Em nota compartilhada com filiados, Peixoto tratou do tema especulado hoje em parte da imprensa como uma […]

O ex-deputado petista Dilson Peixoto negou em nota que esteja sendo indicado para ocupar a Secretaria Estadual de Transportes do governo Paulo Câmara no lugar de Sebastião Oliveira, que vai se desincompatibilizar para disputar a reeleição à Câmara.

Em nota compartilhada com filiados, Peixoto tratou do tema especulado hoje em parte da imprensa como uma inverdade. “Não fui em momento algum sondado a respeito, além do que sou filiado e dirigente de um partido que nada discutiu sobre isso”.

Dilson acrescentou que no momento há uma discussão que envolve as direções nacionais do PT e do PSB, com vistas a possíveis alianças entre as duas legendas em vários estados. “Uma especulação dessas, visa apenas constranger e criar uma cortina de fumaça que nada acrescenta”.

Dilson é ligado ao Senador Humberto Costa, inclusive na condição de seu assessor. O bloco de Humberto ainda ventila a possibilidade de aliança com o PSB.

MPPE consegue anulação de cargos comissionados criados em Caruaru

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da Segunda Promotoria de Cidadania de Caruaru, conseguiu junto à 1ª Vara da Fazenda Pública de Caruaru a anulação dos arts. 11, 12, 13 e 14 do Decreto Municipal nº 22/2017, gerando assim a exoneração de ocupantes dos cargos comissionados previstos nos anexos I e II da Lei […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da Segunda Promotoria de Cidadania de Caruaru, conseguiu junto à 1ª Vara da Fazenda Pública de Caruaru a anulação dos arts. 11, 12, 13 e 14 do Decreto Municipal nº 22/2017, gerando assim a exoneração de ocupantes dos cargos comissionados previstos nos anexos I e II da Lei nº 5.843/17 e Decreto 22/2017, quais sejam: gerente-geral, gerência 1, gerência 2, coordenação 1, coordenação 2, assistente 1, assistente 2 e assessoria técnica pela impossibilidade de nomeações. 

Os cargos referidos além de não terem descritas as suas funções, possuem remunerações distintas de cargos com as mesmas atribuições e em alguns casos após regulamentação do Decreto 22/2017 passaram a ter funções próprias de cargos providos por concurso público.