Notícias

MP Eleitoral em Pernambuco lança 2ª fase da campanha “Pelejando por uma eleição mais justa”

Por André Luis

O Promotor Rochedo, a Candidata Legal e o Eleitor Sabido passam a ter a companhia do Cabra Fuleiro e trazem novos temas para conscientizar candidatos e eleitores

Você sabia que o uso de outdoors (e também pinturas de grandes dimensões em muros) é proibido na campanha eleitoral? E que divulgar uma pesquisa de opinião não registrada na Justiça Eleitoral pode resultar em multa de, no mínimo, R$ 53 mil? Essas são algumas das informações que a campanha “Pelejando por uma eleição mais justa”, do Ministério Público Eleitoral em Pernambuco, traz em sua segunda fase. Todo o material já está disponível no site bit.ly/pelejando2020.

Lançada no dia 15 de setembro, a campanha utiliza versos rimados e ilustrações características da literatura de cordel para levar a candidatos e cidadãos, de forma simples e bem-humorada, informações e orientações importantes para todos os que participam do processo eleitoral. A ideia é alertar os cidadãos e os candidatos sobre o que pode e o que não pode ser feito ao longo da disputa e estimular a participação dos eleitores na fiscalização do processo eleitoral, promovendo o voto responsável e consciente.

O Promotor Rochedo, a Candidata Legal e o Eleitor Sabido, personagens protagonistas da campanha, agora atuam ao lado do Cabra Fuleiro, um candidato que não costuma seguir à risca a legislação eleitoral. Nesta segunda fase do projeto, os personagens abordam muitas questões relacionadas à propaganda eleitoral, que teve início no último dia 27 de setembro. O MP Eleitoral tem deparado com muitas irregularidades na campanha e, por isso, procurou dar destaque a esses temas.

Outro assunto em destaque é a necessidade de cumprimento das normas sanitárias que procuram evitar a propagação da Covid-19 em nosso estado. O procurador regional eleitoral de Pernambuco, Wellington Cabral Saraiva, ressalta que os atos de campanha precisam se adequar a essas regras para preservar a saúde dos eleitores e dos próprios candidatos. 

“Participar da campanha eleitoral é importante para a democracia, mas, neste ano, isso precisa ser feito com cautela e respeitando as regras sanitárias, para não termos uma nova onda de mortos e infectados no país, com impacto na economia e na educação de crianças e adolescentes”, disse o procurador.

O combate às notícias falsas, já abordado na primeira fase da campanha, volta à tona, e o MP Eleitoral esclarece uma questão importante: ao contrário do que dizem alguns boatos, a eleição não pode ser anulada por causa de um grande número de votos nulos ou brancos. 

“A gente precisa ficar ainda mais atento, porque o voto nulo ou branco não causa a nulidade de uma eleição por um motivo muito simples: no cálculo dos votos válidos, eles são excluídos. Não possuem nenhum efeito plausível”, detalha o procurador-geral de Justiça Francisco Dirceu Barros.

Divulgação – A campanha “Pelejando por uma eleição mais justa” vem sendo divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e também conta com o apoio de veículos de imprensa e do público em geral. Todo o material está reunido em uma página na internet, onde qualquer pessoa pode baixar os arquivos (publicações para redes sociais e aplicativos de mensagens e até figurinhas para WhatsApp) e se engajar na peleja por uma eleição mais justa: bit.ly/pelejando2020.

Criação – Não houve uso de recursos públicos na realização da campanha, que é iniciativa da Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco (PRE/PE) – órgão do Ministério Público Federal (MPF) ao qual está vinculado o procurador regional eleitoral de Pernambuco – e do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) – de onde vêm os promotores eleitorais. A iniciativa concretizou-se a partir do trabalho das Assessorias de Comunicação desses órgãos (MPF e MPPE), que compõem o MP Eleitoral em Pernambuco, e da valiosa colaboração de parceiros e voluntários.

Os textos, as peças para redes sociais e as figurinhas para WhatsApp foram elaborados pelas Assessorias de Comunicação dos órgãos, que coordenam a campanha. As ilustrações, criadas especialmente para o projeto, de forma voluntária, são de autoria dos artistas plásticos Rafa Saraiva (Instagram: @rafasaraiva.art) e Mila Cavalcanti (site: milacavalcanti.com). 

Os spots de rádio contam com locução do engenheiro e servidor público Gilmar Lyra, da jornalista e servidora pública Wilza Saraiva e do jornalista Daniel França. As gravações foram editadas pelo sonoplasta José Farias, da Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Canais de denúncias – As peças da campanha trazem dois canais de contato que os cidadãos e cidadãs podem usar para informar ao MP Eleitoral em Pernambuco eventuais irregularidades de que tenham conhecimento. O número de WhatsApp (81) 9.9679.0221, que funciona com atendimento automático, e o site www.mpf.mp.br/prepe. É importante que as denúncias sejam acompanhadas do máximo possível de informações e provas, para que o MP Eleitoral possa tomar as providências apropriadas.

Outras Notícias

Disputa no Pajeú entre aliados de Raquel Lyra cria risco político para 2026

A passagem da Carreta da Mulher por Afogados da Ingazeira, um serviço estadual de saúde, virou combustível para uma disputa política que já estava em ebulição. Deputados estaduais Romero Sales Filho e Luciano Duque, ligados a grupos rivais no município, correram para reivindicar a paternidade da ação. A “mãe”, no caso, é evidente: o serviço […]

A passagem da Carreta da Mulher por Afogados da Ingazeira, um serviço estadual de saúde, virou combustível para uma disputa política que já estava em ebulição. Deputados estaduais Romero Sales Filho e Luciano Duque, ligados a grupos rivais no município, correram para reivindicar a paternidade da ação. A “mãe”, no caso, é evidente: o serviço é do governo Raquel Lyra. Mas a disputa mostrou que, no Pajeú, o governo estadual convive com duas bases que se dizem aliadas, mas atuam como adversárias.

O racha não surgiu agora. Ele ganhou corpo nas eleições de 2024, quando Mário Viana Filho se recusou a apoiar Danilo Simões, candidato a prefeito que contava com apoio velado do Palácio. A partir dali, a relação degringolou. Danilo, Edson Henrique e Zé Negão passaram a acusar Mário de trabalhar contra o grupo. O caldo entornou, e o que antes poderia ter sido uma aliança ampla virou duas trincheiras distintas, embora ambas sustentem a bandeira da reeleição de Raquel.

O resultado é um cenário paradoxal: dois grupos governistas que não se conversam e disputam méritos por políticas públicas da própria governadora. Na prática, esse ambiente azedo cria um risco político real. Disputa por protagonismo, clima de revanchismo e troca de provocações tendem a desviar o foco da campanha estadual de 2026 — e quem perde com isso é a própria Raquel.

O governo tentou administrar a crise com movimentos táticos. Para agradar o grupo de Danilo, Raquel tirou Mário da Gerência de Articulação e colocou Edson Henrique no posto. Para não romper de vez, remanejou Mário para a comunicação, setor crítico no interior e historicamente mal conduzido no Pajeú. A manobra tenta manter ambos dentro da base, mas escancara que a governadora precisou fazer malabarismo para equilibrar forças que já não convivem.

Em cidades como Afogados da Ingazeira e Carnaíba, ainda sob influência forte do PSB, o governo Raquel enfrenta resistência política e dificuldades de narrativa. Uma base rachada só agrava o problema. A metáfora de que o grupo pode virar “canibal de si mesmo”, traduz bem o risco: em vez de enfrentar a oposição, os aliados gastam energia se devorando.

Esse conflito interno também abre brecha para o projeto do prefeito do Recife, que tenta recolocar o PSB no comando do Estado. Se os aliados de Raquel no Pajeú continuarem em guerra doméstica, o campo politico ligado ao PSB ganha terreno justamente na região onde sempre teve forte presença institucional.

No fim das contas, Raquel se vê obrigada a agir como mãe de filhos que brigam na sala e ameaçam derrubar a casa. Se não conseguir fazê-los selar a paz, corre o risco de entrar na disputa de 2026 com uma base dividida e com menor capacidade de mobilização no interior, especialmente no Pajeú, onde eleição se vence com costura política, unidade e presença territorial.

Afogados: Projeto piloto de coleta seletiva é interrompido.

Catadores reclamam de descumprimento de acerto de cesta básica por prefeitura Catadores que trabalhavam em um projeto com recicláveis  após acordo com a prefeitura de Afogados da Ingazeira informaram ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que estão voltando ao lixão por descumprimento do fornecimento de cestas básicas quinzenais firmado no início do trabalho. O […]

Projeto foi lançado em junho do ano passado e já está paralisado

Catadores reclamam de descumprimento de acerto de cesta básica por prefeitura

Catadores que trabalhavam em um projeto com recicláveis  após acordo com a prefeitura de Afogados da Ingazeira informaram ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que estão voltando ao lixão por descumprimento do fornecimento de cestas básicas quinzenais firmado no início do trabalho.

O lançamento aconteceu em junho do ano passado em frente à Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ao todo, 22 catadores, que foram identificados pela prefeitura como agentes ambientais atuariam no processo de coleta seletiva e reciclagem sob a coordenação da Prefeitura. “Todos irão às ruas devidamente identificados com crachás e de uniforme novo, com botas, luvas, chapéus com abas protetoras, máscaras, calças e camisas de manga longa”, disse a prefeitura em nota.

Na fase experimental, a coleta seletiva iria atender ao centro comercial de Afogados e aos órgãos públicos – municipais, estaduais e federais – de segunda a sábado, sempre no horário das 16h às 20h30. Mas, reclamam os catadores, a Prefeitura municipal através da Secretaria de Assistência Social não cumpriu sua parte. Seria fornecida uma cesta básica a cada 15 dias para os catadores. “De quinze dias passou para mês em mês e agora já vão dois meses e a gente não recebe”, disse Euclides Vitilicio, o Neném, em nome de 16 famílias. Outra queixa foi da qualidade da cesta básica fornecida. “O que  senhor falou  é pura verdade.  o feijão não presta pra nada. Eu vi com meus próprios olhos”, reclamou a ouvinte Layla Lima.

 Não bastasse isso, a renda com os recicláveis é muito baixa e, aliada ao não fornecimento, os obriga a ir para o lixão. “A gente  luta dois meses para tirar R$ 80,00 , R$ 90,00. É muito pouco. Não dá pra sustentar nossas famílias”, queixou-se.

Contatada, a Secretária de Assistência Social Joana Darck Freitas disse que só se pronunciaria após uma reunião programada para hoje, para tratar do tema, com a participação do SEBRAE. “Os trabalhos estão suspensos e o acordo foi para uma cesta básica mensal”, afirmou.

TSE considera adiar eleições, mas descarta prorrogar mandatos

Luís Roberto Barroso, que assume a corte em maio, defende que as votações precisam ser realizadas no máximo até dezembro O adiamento das eleições municipais, marcadas para outubro deste ano, está sendo discutido entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme revelou Luis Roberto Barroso, ministro que assume a corte em maio, em entrevista […]

Luís Roberto Barroso, que assume a corte em maio, defende que as votações precisam ser realizadas no máximo até dezembro

O adiamento das eleições municipais, marcadas para outubro deste ano, está sendo discutido entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme revelou Luis Roberto Barroso, ministro que assume a corte em maio, em entrevista ao jornal O Globo. A discussão entrou em pauta devido à pandemia do novo coronavírus.

A decisão sobre manter ou não a data das eleições deve ser tomada entre o fim de maio e o início de junho. Na análise dos ministros, caso adiamento se faça necessário, o mais provável é que o limite para uma nova data seja dentro do mês de dezembro.

“A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro”, afirmou Luís Roberto Barroso.

O principal motivo para a preocupação em evitar um adiamento muito longo é o fato de que, se isso acontecer, mandatos de prefeitos e vereadores terão que ser prorrogados. Essa possibilidade não é bem vista por Barroso.

“A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores”, avaliou o ministro. A informação é do IG / Último Segundo.

Valdemir Filho anuncia apoio a Adelmo Moura para deputado estadual em 2026

Durante participação no Programa Cidade Alerta desta terça-feira (22), o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Tabira, Valdemir Filho, comemorou a aprovação dos trâmites legais do concurso público realizado sob sua gestão à frente do Legislativo tabirense. A entrevista foi repercutida nesta quarta-feira (23) pelo comunicador Júnior Alves, em suas redes sociais. Além de […]

Durante participação no Programa Cidade Alerta desta terça-feira (22), o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Tabira, Valdemir Filho, comemorou a aprovação dos trâmites legais do concurso público realizado sob sua gestão à frente do Legislativo tabirense. A entrevista foi repercutida nesta quarta-feira (23) pelo comunicador Júnior Alves, em suas redes sociais.

Além de destacar o avanço administrativo da época em que presidiu a Câmara, Valdemir também abriu espaço para falar de política e revelou, em primeira mão, o destino que seu grupo seguirá nas eleições estaduais de 2026.

Segundo Valdemir, ele, o médico Gilson Brito e a ex-vereadora e ex-vice-prefeita Genedy Brito irão apoiar o ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, para deputado estadual. A decisão, de acordo com ele, foi pautada pela necessidade de fortalecer a representatividade do Pajeú na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além da relação de amizade entre Gilson e Adelmo.

“Entendemos que o nosso Pajeú precisa voltar a ter voz na Alepe. E, com a experiência que Adelmo acumulou como prefeito de Itapetim, acreditamos que ele reúne as condições de representar bem nossa região”, afirmou Valdemir.

Itapetim: servidores recebem salário de setembro

A Prefeitura Municipal de Itapetim realizará, nesta quarta-feira, o pagamento do salário do mês de setembro. Amanhã (01) já estará nas contas dos funcionários das secretarias de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Administração e Finanças, Desenvolvimento Social e Gabinete, Conselho Tutelar, além de inativos e pensionistas. Durante toda a gestão, o prefeito Adelmo Moura não atrasou […]

A Prefeitura Municipal de Itapetim realizará, nesta quarta-feira, o pagamento do salário do mês de setembro.

Amanhã (01) já estará nas contas dos funcionários das secretarias de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Administração e Finanças, Desenvolvimento Social e Gabinete, Conselho Tutelar, além de inativos e pensionistas.

Durante toda a gestão, o prefeito Adelmo Moura não atrasou nenhum mês o salário, diz a nota. Mesmo diante de todas as dificuldades financeiras que o município enfrenta, o Governo Municipal conseguiu manter os pagamentos em dia.