Miguel Coelho: “Raquel ainda precisa imprimir a sua marca de gestão”
Por Nill Júnior
Blog Cenário
Primeiro nome a declarar apoio a Raquel Lyra (PSDB) no segundo turno, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), apontou suas impressões sobre os 100 dias de gestão da tucana à frente do Estado.
Existia uma expectativa de que Miguel ocupasse algum espaço de destaque na estrutura de governo, o que não ocorreu.
“Chegamos aos 100 dias da nova gestão estadual. Se o caminho está certou ou não, ainda é cedo pra dizer, mas acredito que Raquel ainda precisa imprimir a sua marca de gestão, mostrar os planos de ação sobre os principais problemas de Pernambuco e consolidar a sua base política”, apontou Miguel.
Sem citar Raquel, o ex-gestor ainda falou sobre “fazer política olhando no retrovisor”, se referindo às críticas da tucana ao PSB. “As ações de problemas como mobilidade, estradas, saúde e água para a população precisam ser apontadas. É preciso pensar as soluções com agilidade e não fazer política olhando pelo retrovisor. Política é assim, o que é bom depois de 4 anos fica, e o que não agradar, vai embora”, finalizou.
Os mascarados estão por toda parte da cidade. Na pousada Baixa Verde, os hóspedes são recepcionados pela tradicional figura mascarada Por Sebastião Araújo Mais uma vez os Caretas tomam conta da folia de Triunfo, a 423 quilômetros do Recife. Para esta segunda-feira, dia dedicado aos mascarados, está previsto o desfile inédito da Treca Expedita Trindade, […]
Os mascarados estão por toda parte da cidade. Na pousada Baixa Verde, os hóspedes são recepcionados pela tradicional figura mascarada
Por Sebastião Araújo
Mais uma vez os Caretas tomam conta da folia de Triunfo, a 423 quilômetros do Recife. Para esta segunda-feira, dia dedicado aos mascarados, está previsto o desfile inédito da Treca Expedita Trindade, que deverá reunir, segundo os organizadores, cerca de 130 caretas, a partir das 15h, pelas principais ruas da cidade. O carnaval triunfense homenageia este ano o folião Carlos Paiva, já falecido, e a pesquisadora Diana Rodrigues, uma das maiores incentivadoras da tradição cultural dos caretas.
Triunfo já está tomada pelos turistas, o que tem sido motivo de comemoração pela rede hoteleira. Os 900 leitos distribuídos pelas pousadas do município estão totalmente ocupados. Só na Baixa Verde são 65 leitos com pacotes de R$ 2.040, divididos em três parcelas de R$ 680, com direito a pensão completa do casal, todos vendidos. Segundo o presidente da Associação Comercial de Triunfo (ACT), Maciel Pereira Bezerra, 43, a estimativa de faturamento do comércio durante o período carnavalesco deverá girar em torno de R$ 1 milhão.
É uma oportunidade para a população de um ganho extra, como é o caso de Marcelo Rodrigues da Silva, 38, que é pintor e eletricista. Além de sair fantasiado de careta, Marcelo confecciona toda a indumentária do personagem e revende. O chapéu sai por R$ 250, a máscara por R$ 15 e o relho a R$ 20. Marcelo desfila há 25 anos como careta e já inseriu os filhos Juan Pablo, de 13, e David Lucas, de 8, na brincadeira. “Uma forma de não deixar a tradição morrer é, a cada ano, conseguir mais um folião para se vestir de careta”, ensina o artesão.
O entregador de verduras Lucas Mateus da Silva, 20, também aproveitou os festejos de Momo para ganhar um trocado a mais. Vestiu-se de careta e foi contratado pela pousada Baixa Verde para fazer o receptivo aos hóspedes. “Foi bom para mim porque pude reforçar o orçamento familiar”, conta Lucas, que não tem o hábito de se fantasiar no carnaval.
Este ano, além da novidade da Treca Expedita Trindade, Triunfo ganha a Casa do Careta, que contará com sala multimídia, exposições, oficinas de produção de acessórios como relhos, máscaras, tabuletas e chapéus. Um dos objetivos da criação desse espaço é o de promover a geração de emprego e renda, principalmente para os moradores do bairro Alto da Boa Vista, onde está instalada. A inauguração da Casa do Careta é nesta segunda-feira (4), às 15h.
“Toda a ajuda é muito importante, mas nesse caso, é desnecessária”, disse “Sobrou boa vontade, mas faltou informação”, comentou o deputado federal Sebastião Oliveira em relação à notícia divulgada pelo também parlamentar pernambucano Fernando Monteiro sobre o Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada. De acordo com Oliveira, Fernando Monteiro “focou errado as energias, já que […]
“Toda a ajuda é muito importante, mas nesse caso, é desnecessária”, disse
“Sobrou boa vontade, mas faltou informação”, comentou o deputado federal Sebastião Oliveira em relação à notícia divulgada pelo também parlamentar pernambucano Fernando Monteiro sobre o Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada.
De acordo com Oliveira, Fernando Monteiro “focou errado as energias, já que todos os recursos necessários para a conclusão da obra de requalificação do aeroporto estão assegurados”.
“Assinei, ainda como secretário de Transportes de Pernambuco, o Termo de Compromisso que garante a liberação dos recursos por parte do Governo Federal sem que haja a contrapartida por parte do Governo do Estado”.
Sebastião Oliveira explicou ainda que falta pouco para que o equipamento possa ser entregue à população.
“Falta regularizar a questão da cerca, que já se encontra licitada, e finalizar a terraplanagem. Todo o trabalho já realizado foi bastante elogiado por todos os órgãos responsáveis pela certificação do aeroporto, como a ANAC”, disse Sebá.
“Toda a ajuda é muito importante, mas nesse caso, é desnecessária”, concluiu.
Durante a celebração da missa deste domingo (9), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, em Salgueiro, onde o tema escolhido para a homilia da Igreja Católica foram os leprosos, o padre Remir de Vetor, de 83 anos (foto), defendeu o povo nordestino – comparado a jumentos e analfabetos, pelo presidente Bolsonaro e […]
Durante a celebração da missa deste domingo (9), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, em Salgueiro, onde o tema escolhido para a homilia da Igreja Católica foram os leprosos, o padre Remir de Vetor, de 83 anos (foto), defendeu o povo nordestino – comparado a jumentos e analfabetos, pelo presidente Bolsonaro e parte dos seus seguidores.
O sacerdote nascido na Itália, que reside em Salgueiro há 31 anos, e se considera mais um filho do Nordeste, disse enfaticamente, que “o povo nordestino é simples, humilde, não tem as possibilidades (recursos financeiros e econômicos), mas tem uma consciência limpa e ideias claras”.
“Nós, como nordestinos, estamos envergonhados e desmoralizados, pela boca do presidente da República, chamando-nos de analfabetos e burros, e os estudantes das universidades de ignorantes. Nós somos os leprosos, dito pela autoridade máxima do nosso País. Isso nos envergonha e grita revolta contra essa mentalidade”, reagiu o sacerdote que recebeu uma calorosa salva de palmas por parte dos fiéis que lotaram a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro durante a missa dominical, transmitida pela Rádio Asa Brada, pertencente à Diocese de Salgueiro.
Padre Remir encerrou o sermão fazendo uma comparação entre o que diz Bolsonaro e a realidade do Nordeste: “… como se nós não valêssemos nada; nós enxergamos certo, enxergamos bem. Nós amamos o Nordeste, e queremos (que ele) cresça. Se louvam os sadios, que são os sulistas, nós somos os leprosos, os jumentos. Mas Jesus está perto de nós nordestinos….”, finalizou. As informações são do Blog Folha do Sertão.
Caro Nill Júnior, À toda a população de Afogados e internautas do mundo inteiro, gostaríamos de esclarecer os comentários negativos sobre a live em questão, muitos usando o termo “aglomeração”. O propósito da Chácara Vitoriah é proporcionar momentos inesquecíveis seguindo sempre nosso padrão de qualidade. Em meio a uma pandemia, nós da Chácara Vitoriah, estamos […]
À toda a população de Afogados e internautas do mundo inteiro, gostaríamos de esclarecer os comentários negativos sobre a live em questão, muitos usando o termo “aglomeração”.
O propósito da Chácara Vitoriah é proporcionar momentos inesquecíveis seguindo sempre nosso padrão de qualidade. Em meio a uma pandemia, nós da Chácara Vitoriah, estamos seguindo todas as leis de saúde contra o Covid-19.
Fizemos tudo acontecer de maneira profissional, tivemos também profissionais da área da saúde e promotoria competentes e prestativos que estiveram no local fazendo toda a segurança de testes do vírus e segurança privada.
A live da Chácara Vitóriah para Afogados da Ingazeira especialmente disponibilizou uma mesa para uma quantidade limitada de patrocinadores oficiais e parceiros, já seguindo todo o protocolo de saúde contra o Covid-19, incluindo testagem para que pudessem assistir a live presencialmente. Foi a nossa segunda live com uma infraestrutura e estrutura diferenciada e também nossa forma de carinho e presente para toda a população de Afogados e Brasil.
Em tempo, a Chácara Vitoriah está totalmente ciente que erros aconteceram e que serão todos reavaliados nos próximos eventos.
Desde já gostaríamos da compreensão de todos que teve o prazer de acompanhar esse projeto que teve o total apoio de patrocinadores da nossa cidade de Afogados da Ingazeira e profissionais competentes que fizeram parte pra que essa live fosse o que nós realmente esperávamos.
Obrigado a todos afogadenses e internautas pela belíssima audiência mundial que nos proporcionaram.
Elba tem razão A cantora paraibana Elba Ramalho, principal atração da abertura do São João Multicultural de João Pessoa, nessa quinta-feira (20), criticou a invasão de outros ritmos na tradição junina. “Cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho, cada dia no seu dia. Mas, assume logo que não é São João, que […]
A cantora paraibana Elba Ramalho, principal atração da abertura do São João Multicultural de João Pessoa, nessa quinta-feira (20), criticou a invasão de outros ritmos na tradição junina.
“Cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho, cada dia no seu dia. Mas, assume logo que não é São João, que é um festival”, comentou a paraibana.
A cantora ponderou que há espaço para outros estilos musicais no São João, mas o Nordeste deveria ser colocado como prioridade.
“Quando o Sul está seduzido por nossa música. Você precisa ir para São Paulo para assistir as bandas de forró, trios nordestino. E aqui no Nordeste isso acabou, quando o mundo se abre. Em Paris, no Japão, todo mundo dançando forró”, opinou.
“Aqui agente tá colocando Alok, que eu amo. Mas, cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho”, disparou a artista que preferiu não polemizar nem rivalizar em relação a outros artistas, durante a coletiva de imprensa.
“Porque acho que no céu nenhuma estrela atropela a outra, só que acho que quando você tá totalmente seduzido pela nossa música, que é verdade, você precisa ir pra São Paulo assistir Rastapé, Bicho de Pé, Falamansa, as bandas de forró, os trios nordestinos que ganham muito dinheiro em São Paulo”.
Não entendo como nos permitimos ajudar a, aos poucos, matar a tradição junina.
Defender nossos valores culturais é também uma bandeira política. Quando defendemos a manutenção de nossas raízes, fortalecemos o que faz o mundo olhar, admirar e querer conhecer esse pedaço do país. É isso que atrai uma multidão à região, fomentando geração de emprego e renda.
Nisso não enxergo concessões. Toda a tradição e força do São João derivam da nossa música. Ela é que encontra a combinação perfeita com as comidas típicas e demais elementos da nossa festa. No mais, um povo que tem nossa música e nossa dança não deve nada a ninguém. Não precisa importar nada. Ao contrário, o país deve muito à nossa força músico-cultural.
Infelizmente, o mercado voraz da música descartável, do breganejo e do show bussiness é muito forte. Alguns inclusive ganharam o setor público com o esquema do troco, do “fecha por tanto e me dá tanto”, “a gente se ajeita”, e assim sucessivamente, claro, sem generalizar. Por isso que a Lei Luiz Gonzaga, que obriga destinar 80% dos recursos para manifestações culturais do Nordeste no São João enfrenta um forte lobby dessa gente. Não é fácil.
Meu São João teve todos os elementos que me encantam desde a infância. Fogueira, milho na brasa, o encantamento dos fogos juninos, sem nada que faça medo ou barulho, e forró pé-de-serra. Bastou sintonizar a Rádio Pajeú. O “São João da Pajeú” é uma grande festa com forrozeiros da região, no tradicional estilo sanfona, triângulo e zabumba, combinado com os grandes nomes em shows ao vivo: Assisão, Maciel Melo, Flávio José, Flávio Leandro, até o sol raiar.
Inveja e avareza são dois dos sete pecados capitais. Eles se manifestam nesse período. Com inveja da nossa beleza cultural e a avareza de quem quer sempre mais, uma máquina de destruir tradições tem atacado nosso São João. O desabafo de Elba, Flávio José, Alcimar, Maciel Melo, o movimento dos artistas por respeito à sua decência, espero, um dia, geram algo novo, para nos devolver o que já é nosso.
Que as novas gerações tenham a felicidade que tive. Meu São João é o melhor do mundo, um dos mais belos momentos do meu calendário. Um tempo de encantamento, emoção, deslumbramento, amor por tudo que me fez quem sou. Meu São João ninguém vai tirar de mim.
Vê se pode
Vivemos pra ver Latino (argh) ainda achar ruim ir tocar no palco Azulão do São João de Caruaru (queria ir pro principal) e rejeitar tocar na festa que de junina tem muito pouco. Em paralelo, Fulô de Mandacaru ficou fora da festa por questões políticas.
Últimas perguntas
Depois do anúncio do candidato a vice na chapa de Danilo Simões e o confronto fechado com o prefeito Sandrinho e o vice Daniel, poucos municípios têm perguntas em relação ao debate eleitoral no Pajeú.
Onde bateu o martelo
Antes deles, foram definidos os embates em Serra (Márcia x Miguel), Tabira (Flávio x Nicinha), Santa Terezinha (Delson x Neguinho) e Ingazeira (Luciano x Alcineide).
Onde ainda tem pergunta
Das dúvidas que restam, quais serão os nomes apoiados por Adelmo Moura em Itapetim e Marconi Santana em Flores, quem disputa com Joelson em Calumbi e se realmente vai ser WO em Solidão, com Maicon da Farmácia apoiado por Djalma Alves sem adversário.
Esperado
O vereador Edson Henrique só não seria candidato a vice na chapa de Danilo Simões por um fato novo, como uma virada de algum nome com mais peso da Frente Popular, o que não aconteceu.
Renovação
Com Edson na disputa majoritária, Zé Negão já confirmou à Rádio Pajeú que disputará vaga na Câmara de Afogados. Sem Edson, são cinco os atuais vereadores que não vão pra reeleição, 46% da Casa. Além dele, Rubinho do São João, Toinho da Ponte, Sargento Argemiro e Erickson Torres não disputam a vaga.
Desabafo
O prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, ao receber o título de cidadão ingazeirense, desabafou contra os adversários: “quero ver quem é que vai me chamar mais de forasteiro”. Luciano nasceu em Iguaracy, mas desde os anos 80 atua em Ingazeira, quando assumiu posto na antiga Emater.
Cirurgia
O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino, passou por uma cirurgia da próstata esta semana em Recife. O que se sabe é que o procedimento foi bem sucedido. Casado com a atual prefeita e candidata à reeleição, Nicinha, Dinca está prestes a completar 61 anos.
De volta a Serra
Duas semanas depois do comentado apoio à prefeita Márcia Conrado, negando a legenda a Luciano Duque, Marília Arraes voltou a Serra Talhada. Se reuniu com os pré-candidatos a vereador e também com o presidente Valdir Tenório. Aliás, depois da advertência pública, Valdir não assumiu nenhuma função na gestão, o que considerava “natural”. Marília disse publicamente não concordar com a troca de apoio por cargos. No partido, o médico Leirson Magalhães quer a vice na chapa.
Frase da semana:
“Autonomia para servir a quem?”
Do presidente Lula sobre a manutenção da taxa de juros pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mais quatrooutros membros do Copom indicados por Jair Bolsonaro. “Resolveram entender que era importante que tivesse um Banco Central independente e com autonomia. Ora, autonomia de quem? Autonomia para servir e atender a quem?” – questionou.
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