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Médicos cubanos e seu papel no mundo: quando a solidariedade incomoda os poderosos

Por Nill Júnior

Por Victor Patriota*

Em um planeta onde a desigualdade e a indiferença parecem regra, existe um pequeno país que insiste em remar contra a maré. Cuba, com recursos limitados, mas com um capital humano gigantesco, construiu um patrimônio que vai além de suas fronteiras: a Brigada Médica Internacional Henry Reeve, criada em 2005 por Fidel Castro para levar médicos e profissionais de saúde a qualquer lugar do mundo onde houvesse sofrimento e necessidade.

De lá para cá, esses profissionais já estiveram no olho do furacão — combateram o Ebola na África, atenderam vítimas de terremotos no Haiti e no Paquistão, enfrentaram a Covid-19 em mais de 40 países e, na América Latina, chegaram onde governos locais nunca haviam chegado.

O Brasil e a chegada dos médicos que mudaram a realidade de milhões

No Brasil, essa solidariedade se materializou de forma histórica no Programa Mais Médicos (2013), que levou atendimento a cidades do interior, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas onde antes não havia sequer um clínico geral.

Os médicos cubanos garantiram pré-natal para gestantes, vacinação de crianças, tratamento para doenças crônicas e atendimento básico para quem vivia completamente excluído do sistema de saúde. Foram mais de 60 milhões de atendimentos em áreas que, por décadas, estiveram invisíveis para a política nacional.

A sanção contra quem ajudou

Mas solidariedade incomoda. Recentemente, Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, anunciou ações contra membros do Ministério da Saúde do Brasil por conta do Mais Médicos. Segundo ele, a participação cubana no programa configuraria “exploração de mão de obra”.

A acusação é não apenas injusta — é uma distorção grosseira. O Mais Médicos foi fruto de acordos internacionais legítimos, supervisionados por ambos os governos, e trouxe benefícios concretos à população brasileira. A verdadeira “exploração” é negar a um povo o direito básico de ser atendido por um médico.

Quem é Marco Rubio

Marco Rubio é senador pelo estado da Flórida, secretário de Estado do governo Trump e uma das vozes mais influentes do lobby anticubano nos Estados Unidos. Filho de imigrantes cubanos que deixaram a ilha após a Revolução de 1959, Rubio construiu sua carreira política com forte apoio de grupos contrarrevolucionários radicados em Miami, defensores do bloqueio econômico e de sanções contra Cuba. Ao longo de seu mandato, tornou-se um dos principais articuladores de medidas para isolar diplomaticamente a ilha, pressionar seus aliados e enfraquecer programas de cooperação internacional, como as missões médicas.

O que está em jogo

Essa ofensiva não é sobre direitos trabalhistas. É sobre ideologia e sobre punir um modelo que ousou colocar a vida acima do lucro. É um recado claro: não se atrevam a criar políticas públicas que funcionem sem passar pelo filtro do mercado.

A Brigada Henry Reeve é prova viva de que um país pobre pode ser rico em solidariedade e que a medicina, quando guiada por princípios humanitários, rompe barreiras geográficas e políticas.

Salvar vidas não é crime

Perseguir médicos ou autoridades que viabilizaram atendimento a milhões é um ataque direto à saúde pública. É querer apagar uma experiência que funcionou e que deveria ser ampliada, não criminalizada.

Enquanto houver injustiça e desigualdade, a Brigada Henry Reeve seguirá como exemplo para o mundo. E cada gesto de perseguição apenas reforça sua importância. Porque, no fim das contas, a solidariedade pode ser um ato revolucionário — e isso assusta quem prefere um mundo doente a um mundo solidário.

*Victor Patriota é médico pernambucano,  formado em Cuba.

Outras Notícias

Cármen Lúcia estreia no comando do STF com ações trabalhistas e sociais

G1 A ministra Cármen Lúcia estreará nesta semana na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) dando prioridade a direitos trabalhistas e sociais. Nas sessões de quarta (14) e quinta-feira (15), quando o plenário se reunirá pela primeira vez sob seu comando, foram pautadas ações que discutem, por exemplo, benefícios a trabalhadoras mulheres e a obrigação […]

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A ministra Cármen Lúcia estreará nesta semana na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) dando prioridade a direitos trabalhistas e sociais. Nas sessões de quarta (14) e quinta-feira (15), quando o plenário se reunirá pela primeira vez sob seu comando, foram pautadas ações que discutem, por exemplo, benefícios a trabalhadoras mulheres e a obrigação do governo em fornecer medicamentos.

No total, foram pautadas 9 ações ligadas ao direito do trabalho, para quarta, e outras 7 relacionadas à saúde, educação e família, para quinta. Segundo a assessoria do STF, foi a própria Cármen Lúcia que elaborou a pauta das sessões. Ela toma posse na presidência na presidência da Corte na segunda-feira (12).

Cabe ao presidente do STF escolher as ações a serem julgadas em acordo com o relator de cada ação (o ministro escolhido por sorteio para analisar primeiro o caso quando ele chega à Corte).

Quase sempre, nem todas as ações pautadas são julgadas no dia marcado e ficam para uma data futura. A seleção feita por Cármen Lúcia para o início de sua gestão, porém, já sinaliza os assuntos de preferência da ministra.

A primeira sessão sob o comando da ministra, na quarta, será integralmente dedicada a causas trabalhistas.

A primeira ação selecionada, de autoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), busca derrubar decreto de 1996 do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que permitiu a um empregador dispensar um funcionário de forma injustificada.

O decreto extinguiu uma norma de 1982 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que havia sido incorporada à legislação brasileira pelo Congresso em 1992. Cinco dos 11 ministros da Corte já votaram e o julgamento será retomado agora com o voto de Teori Zavascki.

Uma segunda ação pautada discute se permanece válida uma regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, que dá às mulheres 15 minutos de descanso antes de iniciar as horas extras na jornada de trabalho.

Arcoverde registra mais quatro novos casos suspeitos do Covid-19

Nesta terça-feira, 14 de abril de 2020, a Secretaria de Saúde de Arcoverde informa que foram registrados mais quatro novos casos suspeitos de Covid-19. Os exames seguiram para investigação no Laboratório Central de Saúde Pública/Lacen-PE. Entre eles, uma criança de um ano, duas mulheres com 32 e 33 anos e um homem com 71 anos. […]

Nesta terça-feira, 14 de abril de 2020, a Secretaria de Saúde de Arcoverde informa que foram registrados mais quatro novos casos suspeitos de Covid-19.

Os exames seguiram para investigação no Laboratório Central de Saúde Pública/Lacen-PE.

Entre eles, uma criança de um ano, duas mulheres com 32 e 33 anos e um homem com 71 anos.

O boletim diário, portanto, passa a ter sete suspeitos, onze descartados, quatro confirmados, sendo um óbito, entre estes confirmados.

Pernambuco contabiliza mais de 130 casos do novo Coronavírus, chegando a 1284 casos. Foram confirmados mais 13 óbitos, sendo 115 mortes no total até agora. Os pacientes morreram entre 3 e 13 de abril.

Djalma Alves busca apoio para saneamento básico com Clodoaldo Magalhães

Por André Luis O prefeito de Solidão, Djalma Alves (PSB), ser reuniu esta semana em Brasília-DF, com o deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV). Na pauta do encontro demandas para o município de Solidão. Djalma buscou apoio do parlamentar para o saneamento básico da cidade. “Isso significa mais saúde para os cidadãos da solidonenses”, destacou Clodoaldo […]

Por André Luis

O prefeito de Solidão, Djalma Alves (PSB), ser reuniu esta semana em Brasília-DF, com o deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV).

Na pauta do encontro demandas para o município de Solidão. Djalma buscou apoio do parlamentar para o saneamento básico da cidade. “Isso significa mais saúde para os cidadãos da solidonenses”, destacou Clodoaldo em suas redes sociais.

O parlamentar se colocou à disposição e afirmou que seguirá apoiando os municípios de Pernambuco para serem contemplados por programas do Governo Federal.

Zé Lezin em Afogados : “fazer TV não me encanta mais”

Ao final do show com casa cheia no Império, em Afogados da Ingazeira – evento que teve apoio do blog e da Rádio Pajeú – o humorista Zé Lezin revelou porque tem se ausentado da TV, desde que deixou a Record, onde participou de humorísticos como o Show do Tom. O humorista afirmou que a televisão de […]

DSC01269Ao final do show com casa cheia no Império, em Afogados da Ingazeira – evento que teve apoio do blog e da Rádio Pajeú – o humorista Zé Lezin revelou porque tem se ausentado da TV, desde que deixou a Record, onde participou de humorísticos como o Show do Tom.

O humorista afirmou que a televisão de hoje não o atrai mais. Também reclamou das horas perdidas e da dificuldade de acomodação da agenda para gravar em São Paulo.

“Não tenho mais essa ilusão com a TV, de ficar me arriscando de avião pra lá e pra cá pra gravar e ainda fazer meus shows. Prefiro estar de carro, percorrendo estas cidades e visitando meus irmãos do Nordeste”, concluiu, para ser aplaudido em seguida.

02.03.2013  ZE LEZIN 013O show durou uma hora. De reclamação do artista, só o calor que fazia no Império Show e a insistente intervenção de um espectador sem noção no meio da plateia, desconcentrando o artista. Lezin chegou a sinalizar que pediria aos seguranças para retirá-lo do espaço, o que não foi necessário. No mais, muitas gargalhadas com novas e velhas tiradas.

Quem é Zé Lezin: Nascido em Patos, na Paraíba, Nairon Barreto, o Zé Lezin, tem 55 anos.  É formado em Comunicação Social e Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em piadas de matutos, começou a carreira de humorista em um grupo de dança folclórica na UFPB, onde recitava poesia de literatura de cordel e contava piadas entre um número e outro . Após apresentar-se em barzinhos e teatros, participou da Escolinha do Professor Raimundo a partir de 1998.

Em 2004, Nairon Barreto apresentou “A Bodega do Zé” , além de um programa matutino na Rádio Clube do Recife. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVD, intitulado Ze Lezin Com Platéia Vip, onde conta piadas . Ainda em 2005, criou o espetáculo “O Peru do Zé Lezin” .

Em 2006, realizou, durante a Copa do Mundo, o show “Zé Lezin na Copa e na Cozinha”, com piadas e textos adaptados sobre futebol . No teatro, atuou na peça “Em Briga de Marido e Mulé Ninguém Mete”, juntamente com o ator pernambucano Jeison Wallace (Cinderela). No espetáculo, Nairon e Jeison vivem um casal que resolve discutir a relação .

Em 2008, lançou seu segundo DVD , intitulado Ze Lezin da Paraíba. O DVD foi gravado em Recife, no Teatro Guararapes . No mesmo ano, lançou os shows “O Fim da CPMF – Contribuição Para Minha Família” , “A Fuleragem de Zé Lezin” 11 e “A Volta para os que Não Foram” .

Em 2011 lançou o seu novo DVD Show A Saga de um Matuto.

Lava Jato: Executivos deixam cargos para tentar conseguir liberdade

Presos durante a Operação Lava Jato, executivos acusados de participarem do esquema de corrupção na Petrobras estão se desligando das empreiteiras na expectativa de convencer a Justiça a autorizá-los a deixar a cadeia. Pelo menos três casos recentes indicam uma nova estratégia adotada por advogados que representam ex-integrantes de cúpula das empresas suspeitas de formar […]

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Presos durante a Operação Lava Jato, executivos acusados de participarem do esquema de corrupção na Petrobras estão se desligando das empreiteiras na expectativa de convencer a Justiça a autorizá-los a deixar a cadeia.

Pelo menos três casos recentes indicam uma nova estratégia adotada por advogados que representam ex-integrantes de cúpula das empresas suspeitas de formar um cartel que atuava na estatal.

Ricardo Pessoa, apontado como o líder do grupo, renunciou à presidência da UTC Engenharia e da UTC Participações no dia 9. Na OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, e Mateus Coutinho de Sá, abriram mão da presidência e da diretoria financeira, respectivamente, em 1º de dezembro.

As defesas podem usar o desligamento para argumentar à Justiça que os ex-executivos não têm como interferir nas investigações, tampouco nos negócios das empresas.

Léo Pinheiro, Mateus Coutinho de Sá e Ricardo Pessoa estão presos preventivamente na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, desde 14 de novembro.

A possibilidade de continuar cometendo crimes é um dos motivos citados pelo juiz Sergio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, para a decretação das prisões.