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Mais um incêndio atingiu área rural de Itapetim

Por Nill Júnior

Mais um incêndio atingiu a zona rural de Itapetim. De acordo com informações que chegaram ao colaborador do blog, Marcelo Patriota, o fogo devastou uma extensa na tarde desta terça (o8), no Sitio Serrinhas

De acordo com o Diretor de Agricultura do Município, Alexandre Ramos, homens do Corpo de Bombeiros de Afogados da Ingazeira foram acionados e controlaram o fogo. Ainda segundo Alexandre, a Defesa Civil do estado também foi acionada e carros pipas do município foram autorizados a trabalhar para combater o incêndio.

Ainda não há muitos detalhes as propriedades que foram atingidas pelas chamas e nem a dimensão dos prejuízos.

Fotos de Bernardo Ferreira, o Garapa, mostram parte importante da área afetada. Os bombeiros foram acionados por volta de meio dia, chegaram logo em seguida e terminaram os trabalhos por volta das 10 da noite.

É o segundo incêndio em uma semana. Na última terça-feira (31), nos sítios Juá e Cacimba Nova , uma extensa área da vegetação da caatinga foi devastada.

Outras Notícias

Fernando Monteiro é contra CPI do Banco Master. “Já tem MP e PF pra isso”

Assunto em alta no país, a CPI do Banco Master é rejeitada pelo deputado federal Fernando Monteiro (PSD). Segundo o parlamentar, em entrevista ao programa Mesa Redonda, da Rádio Cultura do Nordeste de Caruaru, com César Lucena, já existem órgãos responsáveis por apuração técnica. Monteiro se soma aos que consideram as CPIs um exemplo de […]

Assunto em alta no país, a CPI do Banco Master é rejeitada pelo deputado federal Fernando Monteiro (PSD).

Segundo o parlamentar, em entrevista ao programa Mesa Redonda, da Rádio Cultura do Nordeste de Caruaru, com César Lucena, já existem órgãos responsáveis por apuração técnica.

Monteiro se soma aos que consideram as CPIs um exemplo de gastos exacerbados, pirotecnia midiática, e que não oferecem resultados concretos. No país, há uma máxima de que “toda CPI acaba em pizza”.

O parlamentar trabalha para o estado de Pernambuco e afirmou ser contra à CPI por já haverem órgãos como Ministério Público e Polícia Federal com muito mais espertize e qualificação para apresentar um resultado com robustez à sociedade.

Serra: Augusto César diz não acreditar em aliança entre Duque e Oliveira

Em entrevista nesse sábado (11) ao Programa Farol de Notícias, na rádio Vilabela FM, o deputado estadual Augusto César (PTB) disse que não crê nas especulações que dão conta de uma possível ‘dobradinha’ entre o prefeito Luciano Duque e o secretário estadual de Transportes e deputado licenciado, Sebastião Oliveira, visando o Congresso Nacional em 2018. A […]

Foto: Alejandro García/Farol

Em entrevista nesse sábado (11) ao Programa Farol de Notícias, na rádio Vilabela FM, o deputado estadual Augusto César (PTB) disse que não crê nas especulações que dão conta de uma possível ‘dobradinha’ entre o prefeito Luciano Duque e o secretário estadual de Transportes e deputado licenciado, Sebastião Oliveira, visando o Congresso Nacional em 2018.

A tese do petebista se justifica no pensamento de que a aproximação de Duque a Sebastião causaria mais transtornos para o grupo do petista do que ele possa imaginar. “Não acredito num alinhamento dele (Luciano) com Sebastião porque foge da base de apoio dele, foge de tudo aquilo que ele pregou em Serra Talhada politicamente”, comentou.

Indagado sobre como ele vê a possibilidade de Luciano tentar ocupar o cargo de deputado federal enfrentando, portanto, Sebastião numa disputa por votos, Augusto disse que vê o prefeito com mais capacidade de aglutinação que o presidente estadual do PR.

“Se Luciano for candidato a deputado atrapalha Sebastião, seriam dois filhos da terra disputando eleição e acho que nessa linha de disputa, o prefeito tem hoje uma estrutura política muito maior que Sebastião e por isso acho que bateria Sebastião”, analisou César reforçando, no entanto, que acredita que Luciano não entrará na disputa:

“Ele já vem de uma reeleição do executivo, tem menos desgastes para uma eleição parlamentar, isso é natural, mas acredito que o prefeito vai cuidar do mandato dele em Serra Talhada”.

Pelo agregador de pesquisas, vantagem de Zeca sobre Madalena é de 20,7%

Se comparar resultado de um instituto com outro não é correto,  ao contrário,  há na análise dos números um mecanismo que compila as pesquisas. O agregador de pesquisas reúne levantamentos de institutos distintos, de metodologias distintas,  soma e dá a média,  uma operação simples,  mas muito utilizada no país e em Pernambuco. O blog compilou os […]

Se comparar resultado de um instituto com outro não é correto,  ao contrário,  há na análise dos números um mecanismo que compila as pesquisas.

O agregador de pesquisas reúne levantamentos de institutos distintos, de metodologias distintas,  soma e dá a média,  uma operação simples,  mas muito utilizada no país e em Pernambuco.

O blog compilou os últimos resultados das pesquisas dos institutos IPEC, Múltipla e Opinião.

Com o instrumento aplicado pelo blog às últimas pesquisas Ipec,  Múltipla e Opinião,  o resultado traz Zeca 49,6%, Madalena 28,9%, Wellington 5,8 e João do Skate, 1,9%.

Ou seja, com base na média das pesquisas,  a vantagem pró Zeca sobre Madalena Britto é de 20,7%.

Outro dado é a média da rejeição da gestão do prefeito Wellington Maciel.  Em reprovação,  como apareceu com 81% em um instituto, 75% em outro e 73,4% no último,  a média de 76,4% de não aceitação da gestão. A aprovação média é de 15,4%.

Vereador de Belmonte recebe Júlio Lóssio

O vereador Evandro Gonçalves, de São José do Belmonte, recebeu em sua residência a visita cordial do pré -candidato ao Governo do Estado,  Júlio Lóssio. O vereador aproveitou para apresentar ao ex-prefeito de Petrolina demandas da comunidade belmontense.”Fiquei feliz com a visita do candidato. Sei que ele teve aqui diversos encontros com algumas lideranças locais. Espero que todos […]

O vereador Evandro Gonçalves, de São José do Belmonte, recebeu em sua residência a visita cordial do pré -candidato ao Governo do Estado,  Júlio Lóssio.

O vereador aproveitou para apresentar ao ex-prefeito de Petrolina demandas da comunidade belmontense.”Fiquei feliz com a visita do candidato. Sei que ele teve aqui diversos encontros com algumas lideranças locais. Espero que todos tenham aproveitado a oportunidade para expor as demandas necessárias para a continuidade do crescimento de nossa cidade e região”, disse.

Ele acrescentou que sua casa estará sempre aberta a todos que desejarem dialogar sobre projetos que beneficiem a população. O vereador ainda destacou a necessidade de maiores investimentos em infraestrutura, segurança e incentivo a instalação de fábricas no interior do estado.

Pouco esperar da COP27

Heitor Scalambrini Costa* De 6 a 15 de novembro próximo ocorrerá a 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como Conferência do Clima (COP) da ONU. Este ano será realizada no Egito, país que tem semelhanças no clima e vegetação com o Nordeste brasileiro. Ambos sofrem com a escassez de chuvas. […]

Heitor Scalambrini Costa*

De 6 a 15 de novembro próximo ocorrerá a 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como Conferência do Clima (COP) da ONU. Este ano será realizada no Egito, país que tem semelhanças no clima e vegetação com o Nordeste brasileiro.

Ambos sofrem com a escassez de chuvas. A vegetação desértica predominante no Egito, tem do lado brasileiro uma correspondência, a de possuir uma das maiores áreas do mundo suscetíveis à desertificação, com extensão de 1,3 milhões de km², abrigando uma população de 31 milhões de pessoas. Hoje, as áreas desertificadas no Brasil já cobrem uma superfície em torno de 230 mil km2, praticamente o dobro do tamanho da Inglaterra.

O bioma Caatinga, predominante no semiárido, é o quarto maior bioma do Brasil, correspondendo a 11% do território nacional, mas que já perdeu 53 % da cobertura original. Segundo estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, é um dos biomas mais vulneráveis às mudanças climáticas, cujas consequências dramáticas já estão se fazendo notar em todo semiárido.

Feitas as comparações, a COP27 tem como objetivo debater metas e ações para o enfrentamento das mudanças climáticas, reunindo representantes governamentais e não governamentais de diversos países do mundo. As grandes corporações com interesses em petróleo, gás, carvão estarão também presentes, atuando como sempre fizeram em outras reuniões do gênero, na direção de dificultar, embargar os acordos necessários para a redução do uso dos combustíveis fósseis (petróleo e derivados, gás natural e carvão mineral) na matriz energética mundial.

Nestes quase trinta anos de Conferências do Clima (COP), as políticas adotadas foram insuficientes para reverter as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera terrestre, nem encontrar soluções eficazes e estratégicas para a atual situação de aquecimento global, que coloca em risco todo o planeta. Assim, desastres climáticos em todos os continentes se sucedem.

Mesmo com os acordos e promessas, realizados no âmbito do mercado, para a redução das emissões de gases, constata-se ano a ano recordes da temperatura média global do planeta. A cada ano a Terra fica mais quente. Tal situação está relacionada ao aumento da concentração de gases de efeito estufa (GEE’s) na atmosfera, majoritariamente pelo uso de combustíveis fósseis. O setor de energia é a fonte de cerca de ¾ das emissões mundiais dos gases de efeito estufa, e a transição para fontes renováveis de energia é inevitável.

Desde a Conferência RIO-92, porém, a ação dos “céticos do clima”, dos lobistas das corporações de petróleo, gás e carvão, conseguiram barrar os avanços e a velocidade necessária para evitar o agravamento desta situação alarmante que nos encontramos hoje. Existe uma grande semelhança nesta ação dos que são contrários à vida, com o que ocorreu com o poderoso lobby da indústria tabagista no âmbito da Organização Mundial de Saúde. Retardaram e criaram obstáculos para medidas que poderiam salvar milhares de vidas. Só depois que não foi mais autorizada a participação destes promotores da morte, é que decisões antitabagistas foram tomadas com o rigor devido.

Importantes e decisivos resultados são apresentados pela curva de Keeling, base de dados referencial para toda discussão sobre o efeito estufa e o aquecimento global. Este gráfico mostra o acúmulo de CO2 na atmosfera, tendo como base medições contínuas desde 1958 até os dias atuais, pelo Observatório Mauna Loa, na ilha do Havaí. E o que se tem verificado ao longo do tempo é o crescimento linear da concentração de CO2. No ano de 2021 a concentração já estava em torno de 420 partes por milhão, enquanto nos anos 60 do século passado, era de 317 partes por milhão de CO2.

Assim, cada vez mais, o debate sobre as mudanças climáticas coloca de um lado as corporações gananciosas em defesa de seus interesses econômicos, que lutam contra a redução de emissões de gases estufa; do outro lado os movimentos sociais que lutam pela vida, por um planeta justo, ético, plural e, protegendo os ecossistemas naturais. A luta é desigual. Todavia, a consciência coletiva transformada em prática atuante, poderá pender a balança para os interesses públicos e da natureza, envolvidos nesta questão que é de toda civilização.

A transição ecológica-energética necessária para conter as emissões de gases de efeito estufa não significa apenas passar de uma sociedade baseada nas fontes de energias fósseis para uma com fontes renováveis. É uma oportunidade para um debate urgente e abrangente sobre o significado de viver em uma sociedade capitalista, consumista, predatória e militarista, cujo pilar de sustentação são os combustíveis fósseis.

Existe muita desilusão e descrédito em relação a governança mundial no enfrentamento das mudanças climáticas. Os fatos mostram que os objetivos anunciados pelas COP’s, e os resultados alcançados tem a ver com este histórico de insucessos. Para a COP27 os resultados já previsíveis e com certeza insuficientes para enfrentar este fenômeno provocado pelas atividades humanas.

Assim o engajamento nesta luta, que não é só dos ambientalistas mais de todos os homens e mulheres de boa vontade, são fundamentais para a sobrevivência da humanidade que está ameaçada, exigindo a realização de profundas mudanças no atual modelo civilizatório. O que implica mudar o modelo insustentável de produção e consumo, e o próprio modo de vida das pessoas.

O envolvimento e mobilização cada vez maior da sociedade civil organizada é essencial, e mesmo fundamental para responder sobre: Qual mundo queremos?  Qual o tipo de sociedade almejada?

E aqui ressalto o papel das mulheres como participante ativa nas escolhas e decisões a serem tomadas. O compromisso, devido à sua própria condição biológica, de gerar e bem cuidar da vida, são as verdadeiras condições fundamentais para preservar e conservar o meio ambiente.

Em breve mensagem aos participantes da 27º COP, diria: ousem nas propostas, definam quem pagará a conta, estipulem metas globais, e de cada país, e que compromissos assumidos sejam cumpridos. Que os maiores poluidores tenham maiores responsabilidades. E que a participação dos que defendem os combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) não seja mais permitido no âmbito das Conferências do Clima. É um contrassenso esta participação.

Em todo este processo cabe ressaltar o papel vital da sociedade civil, em denunciar a falta de efetividade no combate às emissões de gases de efeito estufa, exigindo outra postura dos governantes no rumo de limitar o uso de combustíveis fósseis, e substituí-los por fontes de energia renováveis sem deixar de discutir e minimizar seus impactos socioambientais, aumentar a eficiência energética dos processos. Modelos sustentáveis para a extração de minérios, criação de gado, monoculturas, também deve fazer parte da pauta, pois tais atividades muito contribuem para a deterioração das condições climáticas.

Não se pode mais iludir, nem tergiversar, pois o que está em jogo é a vida no planeta Terra.

*Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)