Mais de mil candidatos acumulam dívidas de campanha
Mulheres seguem sendo vítimas do machismo e do descaso Os dias que antecederam a semana dedicada às mulheres só reforçou o quanto legislação, polícias, judiciário e sociedade precisam avançar nos mecanismos de proteção. Ainda vivemos sob o manto do machismo enraizado e da violência que ele continua produzindo. Em Pernambuco, dois casos expuseram essa chaga […]
Mulheres seguem sendo vítimas do machismo e do descaso
Os dias que antecederam a semana dedicada às mulheres só reforçou o quanto legislação, polícias, judiciário e sociedade precisam avançar nos mecanismos de proteção.
Ainda vivemos sob o manto do machismo enraizado e da violência que ele continua produzindo.
Em Pernambuco, dois casos expuseram essa chaga social: em Afogados da Ingazeira, uma medida protetiva não foi suficiente para preservar a integridade de Luana dos Santos Veras, de 33 anos.
O ex-marido Ivan Souza, inconformado com o fim do relacionamento, veio de Manaíra, Paraíba, onde residia, para executar a esposa, tentar suicídio e ainda atentar contra um sobrinho de Luana que tentou defendê-la. Não se mede o impacto dessa dor para filhos órfãos, pais, demais familiares e o impacto para a população ainda assustada.
Em Pombos, também na sexta, um homem matou a mulher asfixiada e o próprio filho, de três anos, também por motivação passional. Foi preso quando tentava fugir na rodoviária de Gravatá.
A mulher foi identificada como Antonelly Maria da Silva, e o filho como Reynan Paulo da Silva. De acordo com a Polícia Civil, Ronivan Paulo da Silva, marido da vítima e pai da criança, foi preso em flagrante.
Em Juazeiro do Norte, o caso teve repercussão nacional. A presidente da Câmara, Yanny Brena (PL), 26 anos, e o namorado dela, Rickson Pinto, 27 anos, foram encontrados mortos na residência onde moravam, no interior do Ceará. A polícia já tem elementos da dinâmica do crime: feminicídio. Inconformado com o fim do relacionamento, Rickson teria matado a política por asfixia e, arrependido, simulado um duplo suicídio.
As leis de proteção até avançaram nas últimas duas décadas: ganhamos a Lei Maria da Penha (11.340/2006), maior símbolo contra violência doméstica e familiar, estabelecendo medidas de assistência e proteção.
Ainda outras como a Lei Carolina Dieckmann (12.737/2012), contra invasão de aparelhos eletrônicos para obtenção de dados particulares; Lei do Minuto Seguinte (12.845/2013), da garantia de suporte a vítimas de violência sexual; a Lei Joana Maranhão (12.650/2015), que alterou os prazos quanto a prescrição de crimes de abusos sexuais de crianças e adolescentes. E a Lei do Feminicídio (13.104/2015), que prevê o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, aumentando as penas.
Mas é preciso mais. Há casos de reincidentes quebras de medidas protetivas como a que falhou com Luana. E pouco acontece. Abarrotado, o judiciário não prioriza decisões que representam a diferença entre a vida e a morte da mulher. A legislação precisa olhar pra isso, além de mais mecanismos de proteção.
Outra mudança profunda precisa vir da formação social em todas as frentes. Na escola, crianças deveriam ser ensinadas a denunciar abusos. O sistema escolar poderia ter mecanismos para encaminhá-las. Isso precisa de uma abordagem até nas músicas que os artistas produzem e as rádios executam, cada vez menos preocupadas em não expor mulheres como objeto sexual.
É triste contar como estatística Luanas, Marias, Yannys, de condições e classes sociais diferentes, provando que violência não escolhe, acontece, claro, mais presente a medida em que se é pobre, negra, periférica, como na maioria das mazelas desse país. Que constatar isso na semana dedicada às mulheres ao menos sirva para um maior aprofundar desse tema. Inconcebível ainda contar essas tragédias em pleno 2023…
“Conje”
Dois gestores que sofrem com avaliação negativa estão tentando inaugurar um novo tempo, inclusive se descolando dos parceiros. Em Tabira, Nicinha Melo tem sua agenda isolada de Dinca Brandino, que só atrapalha o meio campo com suas lives comédia. E em Arcoverde, Wellington Maciel quer mostrar que o líder de fato é ele, sem interferência de Rejane Maciel.
Lição de casa
O mês gestão de Eclérinston Ramos parece o ter aproximado ainda mais da condição de candidato governista ano que vem. Paulo Jucá tem impedimento por ser genro de Evandro Valadares e Augusto Valadares deve disputar a reeleição em Ouro Velho.
Cadê Sebastião?
Enquanto Waldemar Oliveira toca seu mandato já ocupando a vice-liderança do governo Lula, Sebastião Oliveira sumiu do mapa. Tem trabalhado nos bastidores, sem ainda ter sido anunciado para nenhuma função federal. Nem Marília, que encabeçou a chapa estadual, tem uma função pra chamar de sua.
Ainda é cedo
Rubens Júnior, profundamente ligado à Raquel e hoje na Casa Civil, diz à Coluna que o governo está arrumando a casa e deve virar a agenda. Também que, dada a mudança depois de 16 anos do PSB, falta boa vontade quando a atacam com praticamente dois meses de governo.
Podem mais
Na semana dedicada às mulheres, uma certeza, de machismo também na política. No Pajeú, são apenas duas prefeitas, uma única presidente de Câmara e uma participação tímida na política. Uma pena.
Mais ar
Enquanto AMUPE teve mudança de comando entre José Patriota e Márcia Conrado, na UVP, foi fechada a reeleição de Léo do Ar, de Gravatá. Os afogadenses Rubinho do São João e Edson Henrique permanecem na Diretoria.
Além da dor…
O corpo de Luana dos Santos Veras, de 33 anos, vítima de feminicídio, só chegou para ser velado 24 horas depois do crime. Ela será sepultada hoje. Isso também explica a necessidade permanente de regionalização do IML. Só sabe a dor quem é obrigado a precisar do serviço em Caruaru ou Recife.
Porque?
Não deu pra entender porque o Governo do Estado deixou fora da lista das Delegacias da Mulher com plantão 24 horas a 12ª Delegacia de Atendimento Especializado a Mulher (12ª DEAM), localizada em Arcoverde, e a 13ª Delegacia de Atendimento Especializado a Mulher (13ª DEAM), localizada em Afogados da Ingazeira.
Mão de Deus
Serra Talhada e o sertão agradeceram pela vida do querido Clóvis Carvalho, que dirigiu X e XI Geres, respeitado anestesista e diretor do Instituto de Terapia Renal Alice Torres Pereira de Carvalho. Quinta a noite, a caminhonete que transportava ele e sua esposa colidiu contra uma vaca preta que surgiu repentinamente na BR-232, perto de São Caetano. Todos saíram ilesos, inclusive o motorista.
Frase da semana:
“Eu sinto que essa missão ainda não acabou”.
De Jair Bolsonaro, em evento com o pareceiro Trump no EUA, onde continua, sem data para voltar ao Brasil.
“Um governador fraco que manda fazer a obra e não paga”. A declaração foi dada por Eduardo Nunes, responsável pela empresa que estava atuando na construção da obra do Curral do Gado em Tabira. Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, o empreiteiro informou que foram três meses trabalhado sem receber nem mesmo a […]

“Um governador fraco que manda fazer a obra e não paga”. A declaração foi dada por Eduardo Nunes, responsável pela empresa que estava atuando na construção da obra do Curral do Gado em Tabira.
Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, o empreiteiro informou que foram três meses trabalhado sem receber nem mesmo a primeira parcela.
Ao mesmo tempo, Eduardo pediu a compreensão dos trabalhadores que atuaram no período sem receber, assim também como os fornecedores.
Logo depois da palavra do dono da empresa, outro empreiteiro, Nem Cariri foi aos estúdios da emissora para dizer que soma R$ 36 mil para receber, dos quais R$ 28 mil seriam para pagar 20 funcionários contratados por ele para atuar na construção do Curral do Gado.
Cariri pediu a intervenção dos socialistas do PSB de Tabira junto ao governo do Estado para receber o pagamento.
Ao mesmo tempo criticou os erros do projeto da obra, confeccionado pela Prefeitura e aprovado pela Câmara e também disse que o dono da empresa não chegou com uma carroça de mão para atuar na obra. “Tudo é terceirizado”. Com a palavra o Secretário de Agricultura Nilton Mota, contratante da empresa.
Na sessão ordinária da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), realizada nesta quinta-feira (29), foram julgadas as prestações de contas de gestão da Prefeitura Municipal de Itapetim referentes ao exercício financeiro de 2012. O processo, de relatoria da conselheira substituta Alda Magalhães, teve como interessados Adelmo Alves de Moura, Aline […]
Na sessão ordinária da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), realizada nesta quinta-feira (29), foram julgadas as prestações de contas de gestão da Prefeitura Municipal de Itapetim referentes ao exercício financeiro de 2012.
O processo, de relatoria da conselheira substituta Alda Magalhães, teve como interessados Adelmo Alves de Moura, Aline Karine Alves da Costa, Erivania Maria Ferreira Nunes, Jean Carlos Gomes de Farias e Neci Lopes de Almeida.
Após análise detalhada dos documentos e das circunstâncias envolvendo a gestão municipal de Itapetim em 2012, a Segunda Câmara decidiu, por unanimidade, julgar irregulares as contas de Adelmo Alves de Moura, que na época exercia o cargo de prefeito do município.
Dois homens entraram em vias de fato na tarde deste domingo (06), na Praça Arruda Câmara, em Afogados da Ingazeira. Segundo informações preliminares, os envolvidos são moradores de rua e estariam ingerindo bebida alcoólica na localidade, momento em que se desentenderam e entraram em luta corporal. Um dos envolvidos acabou ferido na região da cabeça […]

Dois homens entraram em vias de fato na tarde deste domingo (06), na Praça Arruda Câmara, em Afogados da Ingazeira.
Segundo informações preliminares, os envolvidos são moradores de rua e estariam ingerindo bebida alcoólica na localidade, momento em que se desentenderam e entraram em luta corporal.
Um dos envolvidos acabou ferido na região da cabeça com um objeto perfuro cortante e precisou ser socorrido pelo SAMU ao Hospital Emília Câmara. Devido à gravidade dos ferimentos ele precisou ser transferido para o Recife.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, mas ainda não há detalhes oficiais sobre o caso e nem informações do paradeiro do segundo envolvido na briga, que segundo populares conseguiu fugir do local.
O responsável pelo Aterro Pajeú, Alberto Cordeiro, se defendeu das críticas de mau cheiro e outros problemas relacionados à empresa colocados por moradores da comunidade do Jiquiri, município de Afogados da Ingazeira. Falando a Marconi Pereira para o programa Manhã Total, da Rádio Pajeú , ele explicou a função do aterro. A gravação foi feita em […]
O responsável pelo Aterro Pajeú, Alberto Cordeiro, se defendeu das críticas de mau cheiro e outros problemas relacionados à empresa colocados por moradores da comunidade do Jiquiri, município de Afogados da Ingazeira.
Falando a Marconi Pereira para o programa Manhã Total, da Rádio Pajeú , ele explicou a função do aterro.
A gravação foi feita em meio à operação de tratamento de resíduos sólidos. “Nós estamos aqui no processamento, não tem mau cheiro que as pessoas falam tanto. O aterro veio para somar pro município, para acabar com o lixão, já que zeramos lixões em Pernambuco. Aqui foram desativados os lixões de Serra Talhada, São José do Egito, Itapetim, então esse é um empreendimento que vem pra somar”.
Disse que hoje 21 cidades operam no aterro, legalizado e licenciado. “Não tem isso que o pessoal tá falando”.
Ele explicou que o processo de aterramento do lixo é diário. “Embaixo do lixo tem uma geomembrana que não contamina o solo. Após certa altura a célula é finalizada e partimos pra outra célula”. É colocada outra camada de lixo e outra manta, segundo ele.
“Vai ter algum cheiro porque é um aterro sanitário, mas não é esse cheiro forte colocado pela comunidade. Mas vamos reforçar o trabalho para eliminar o mau cheiro”.
Quanto à atração de cães e animais, ele afirmou que esse é um problema generalizado. “Os proprietários dos cachorros que tem talvez soltem e eles venham pra cá, mas não cachorro aqui. No caso de urubus, lógico que tem alguns, mas temos a prática de espantar eles”.
Sobre a compra de mais 17 hectares para desmatamento é ampliação, disse que não procede a informação. “Um vizinho aqui tem uma área pra vender, mas a gente não compra porque nossa área atende nossa necessidade. Não passa de um boato”.
Quanto à CPRH, diz que as licenças estão todas em dia e que a Agência Estadual de Meio Ambiente está no local a cada 15 dias. “Eu solicitei pra que eles viessem aqui novamente”, disse.
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