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Lula sanciona novo licenciamento ambiental com 63 vetos

Por André Luis

Com 63 vetos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (8) a Lei 15.190/25, com regras gerais para o licenciamento ambiental. Serão enviados ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para suprir eventuais lacunas deixadas pelos vetos e uma medida provisória que determina a eficácia imediata da Licença Ambiental Especial (LAE).

A lei é oriunda do Projeto de Lei 2159/21, chamado de “PL da Devastação” por ambientalistas, aprovado pelo Congresso em julho deste ano. O texto vinha sendo duramente criticado principalmente por flexibilizar regras do licenciamento ambiental.

Originalmente, a LAE, que assegura rapidez no licenciamento de grandes atividades e empreendimentos considerados estratégicos para o governo, só entraria em vigor 180 dias após a sanção da lei.

A ministra em exercício da Casa Civil, Miriam Belchior, explicou em entrevista coletiva a importância do novo instrumento. “Isso garante que os projetos prioritários tenham um procedimento célere, com equipes dedicadas, sem abrir mão dos controles necessários para o licenciamento ambiental, ou seja, perseguindo a questão da agilidade.”

A ministra acrescentou que a maioria dos cerca de 400 dispositivos do projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado foram mantidos por representarem “avanços relevantes”.

Vetos

Os 63 vetos, segundo ela, foram “decisão de governo”, e visam garantir a integridade do processo de licenciamento, a segurança jurídica dos empreendimentos, os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais e a incorporação de inovações que tornem o licenciamento mais ágil.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância dos ajustes na nova lei para que o Brasil chegue às metas ambientais e climáticas já anunciadas. “Eu já sinalizava que nós iríamos fazer vetos estratégicos para preservar a integridade do licenciamento. E isso ficou assegurado. Então, as nossas metas em relação a desmatamento zero e a reduzir entre 59% e 67% de emissão de CO2 estão perfeitamente mantidas, porque você não tem a abdicação do processo de licenciamento”, disse.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério, também participaram do anúncio dos vetos para enfatizar fundamentos de “interesse público, proteção do meio ambiente e respeito do sistema federativo” na decisão do governo

Foram vetados itens que transferiam da União para os estados a responsabilidade por estabelecer critérios e procedimentos de licenciamento, como porte e potencial poluidor. A intenção foi garantir a obediência a padrões nacionais e evitar concorrência entre estados para atrair investimentos, com riscos de “guerra ambiental” que poderia fragilizar a proteção do meio ambiente.

Indígenas e quilombolas

Foram retirados da lei os itens que restringiam a consulta aos órgãos responsáveis por unidades de conservação e pela proteção de povos indígenas e comunidades quilombolas. Segundo o governo, o texto aprovado no Congresso teria impacto em vários territórios que estão em fase de reconhecimento pela Funai e a Fundação Palmares. Haverá novas regras sugeridas no projeto de lei que o governo encaminhará ao Congresso.

Foi vetado ainda o item que limitava a aplicação de condicionantes ambientais e medidas compensatórias apenas aos impactos diretos, excluindo os impactos indiretos ou os efeitos sobre serviços públicos agravados pela implantação do empreendimento. O texto alternativo do governo vai sugerir que as condicionantes deverão ter relação de causalidade entre o empreendimento licenciado e o dano ou impacto social causado.

Baixo potencial poluidor

A ministra Marina Silva comentou vetos pontuais à Licença por Adesão e Compromisso, já aplicada em alguns estados, mas com questionamento judicial. “Tinha alguns problemas quando ela foi colocada para empreendimentos de médio impacto ou de médio potencial poluidor. Isso não era desejável. Como já acontece na prática, é para baixo potencial poluidor, e isso foi restabelecido agora”.

Os técnicos do governo citaram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a utilização dessa licença em empreendimentos de médio potencial poluidor. Com o veto, esse tipo de licença também não poderá ser usado em casos que envolvam remoção de população.

Mata Atlântica

Outros vetos também impedem a alteração na Lei da Mata Atlântica que permitiria a supressão da floresta nativa do bioma, que só conta hoje com 24% da vegetação original; a dispensa de licenciamento ambiental para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) pendente de análise pelos órgãos estaduais; e a flexibilização da responsabilidade de instituições financeiras em casos de danos ambientais de projetos por elas financiados.

Os vetos serão analisados em futura sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado. Porém, os ministros destacaram que o novo projeto de lei e a medida provisória servirão de “diálogo” com o Congresso a fim de evitar eventual judicialização do licenciamento ambiental.

Outras Notícias

Alepe realiza Audiência Pública sobre Usina Nuclear em Itacuruba

A Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizará, na próxima segunda-feira (21), uma Audiência Pública com ambientalistas e pessoas contrárias a instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Itaparica. O debate será realizado às 10h no auditório Ênio Guerra, na Alepe. “É um tema de grande […]

A Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizará, na próxima segunda-feira (21), uma Audiência Pública com ambientalistas e pessoas contrárias a instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Itaparica. O debate será realizado às 10h no auditório Ênio Guerra, na Alepe.

“É um tema de grande importância para o nosso estado principalmente para aqueles que vivem no Sertão e dependem do Rio São Francisco para sobreviver. A construção de uma obra dessa magnitude traria grandes consequências para o meio ambiente, e um sentimento de insegurança que precisa ser debatido“, afirmou o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade Wanderson Florêncio.

Além de Wanderson Florêncio, já confirmaram presença na audiência pública os deputados Priscila Krause (DEM), Lucas Ramos (PSB), Sivaldo Albino (PSB) e Doriel Barros (PT), a professora de Antropologia da UPE Vânia Fialho, o professor da UFPE Heitor Scalambrini, o chefe do departamento de Energia Nuclear da UFPE Antônio Celso Dantas, além de representantes da Pastoral da Terra, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e da Associação Nacional de Material Reciclável.

Ambientalistas, o arcebispo de Olinda e Recife Dom Fernando Saburido, quilombolas, tribos indígenas e movimentos sociais já se mostraram contrários a construção da usina, que ofereceria riscos a população da região e ao rio São Francisco, que passa por cinco estados e 521 municípios.

“É um debate que precisa ser plural para que a maior quantidade de setores da nossa sociedade se sinta representada. Convidamos a sociedade civil para debatermos para escutarmos aqueles que sofrerão diretamente com as consequências”, disse Wanderson Florêncio.

A Construção da usina nuclear em Itacuruba está no Plano Nacional de Energia 2050, do Ministério de Minas e Energia, entretanto, tal iniciativa não é permitida pela Constituição de Pernambuco. De acordo com o artigo 216, é proibida a instalação de usinas nucleares no estado até que se esgotem toda a capacidade de produção de outras fontes de energia, como eólica, hidrelétrica e solar.

Augusto César anuncia fim da carreira política

Farol de Notícias O deputado serra-talhadense, Augusto César (PTB), abandonou de vez a vida pública. Esta confirmação foi feita nesse domingo (27) com exclusividade ao repórter do FAROL Paulo César Gomes, em Recife. Augusto era o terceiro deputado estadual mais antigo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e emplacou centenas de projetos na Casa Joaquim Nabuco, […]

Farol de Notícias

O deputado serra-talhadense, Augusto César (PTB), abandonou de vez a vida pública. Esta confirmação foi feita nesse domingo (27) com exclusividade ao repórter do FAROL Paulo César Gomes, em Recife.

Augusto era o terceiro deputado estadual mais antigo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e emplacou centenas de projetos na Casa Joaquim Nabuco, ao longo de vinte anos e já estava na quinta legislatura.

“Deixo de vez a vida pública e vou me dedicar mais a minha família, curtir meus netos, e também cuidar dos meus negócios”, declarou César, que contou com o apoio do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, mas não conseguiu a reeleição.

TRAJETÓRIA

Formado em Farmácia Bioquímica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Augusto também possui o curso de Química pela Universidade Católica de Belo Horizonte e de Biologia na Autarquia Educacional de Arcoverde.

Augusto Cesar também foi Diretor de Assuntos Estratégicos de Pesquisa e Desenvolvimento da Hemobrás e exerceu o cargo de Presidente Interino Nacional da Hemobrás. É membro efetivo do Diretório Estadual do PTB e já exerceu o cargo de prefeito no município de Serra Talhada, entre 1993 e 1996

Afogados: secretário Nilton Mota entrega 28 ensiladeiras ao CIMPAJEÚ

Equipamento visa ajudar agricultores a fazer reserva estratégica de alimentos Texto e fotos: André Luis Aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), no Centro Tecnológico de Afogados da Ingazeira, com parceira entre o Território da Cidadania, Pronaf Infraestrutura, governo do Estado e Governo Federal, a entrega de vinte e oito ensiladeiras, ao Consórcio de Integração dos […]

Equipamento visa ajudar agricultores a fazer reserva estratégica de alimentos

Texto e fotos: André Luis

Aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), no Centro Tecnológico de Afogados da Ingazeira, com parceira entre o Território da Cidadania, Pronaf Infraestrutura, governo do Estado e Governo Federal, a entrega de vinte e oito ensiladeiras, ao Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – CIMPAJEÚ e a Organizações não Governamentais.

A entrega foi feita pelo secretário estadual de Agricultura Nilton Mota e teve a participação do deputado federal Danilo Cabral (PSB), além de prefeitos que fazem parte do Consórcio, vereadores e representantes de entidades civis.

Dos vinte e oito equipamentos, vinte serão para municípios que fazem parte do CIMPAJEÚ, uma para São José do Belmonte, uma para Mirandiba e as outras seis ensiladeiras serão distribuídas para organizações não governamentais que trabalham com o homem do campo na agricultura de base familiar.

O presidente do CIMPAJEÚ e prefeito de Flores Marconi Santana, destacou em seu discurso a parceira com o governo do estado e com a Secretaria Estadual de Agricultura e agradeceu ao secretário Nilton Mota, que segundo Marconi tem interiorizado as ações da Secretaria.

Marconi também agradeceu ao deputado Danilo Cabral, que segundo Marconi: “não tem medido esforços para nos atender e tem trabalhado pela agricultura dos nossos municípios”.

Danilo Cabral destacou que apesar da quantidade de ensiladeiras ser pequena, 10 mil pessoas serão beneficiadas a partir da entrega do equipamento. “É uma ação estratégica e importante”, destacou Danilo, falando da importância que a produção rural tem não somente na região, mas em todo o país.

Danilo abriu um parêntese para falar sobre a Reforma da Previdência a qual criticou duramente: “cinquenta anos depois de Arraes ter feito o Acordo do Campo, a gente está vendo os direitos dos trabalhadores rurais sendo ameaçados em plena luz do dia”, disse Danilo.

Para o secretário Nilton Mota, o dia além de ser entrega, também foi uma oportunidade de conversar com as pessoas fazem o mundo rural na região do Pajeú.

Nilton disse que a entrega das ensiladeiras tem símbolos importantes e destacou as parceiras entre governo do Estado, governo Federal, dos Consórcios e da sociedade civil organizada: “no momento em que o país vive momentos difíceis, a gente entende que as parcerias é que fazem com que possamos superar esses obstáculos”, disse Mota.

Mota disse ainda que depois de seis anos de estiagem, os equipamentos chegam para dar melhores condições aos agricultores e anunciou um investimento de 10 milhões de Reais em ações hídricas para Pernambuco.

A análise das eleições no Pajeú, no Política e Gestão. Assista!

Excelente o bate papo do Programa Política e Gestão com meu amigo Erbi Andrade na TV Pajeú . Falamos de minha história na comunicação, do primeiro programa apresentado na Rádio Pajeú até minha chegada na Asserpe . Conto também toda a história de antes, desde a história de minha vida, nascido em Brasília, filho de pais sertanejos, depois chegando […]

Excelente o bate papo do Programa Política e Gestão com meu amigo Erbi Andrade na TV Pajeú . Falamos de minha história na comunicação, do primeiro programa apresentado na Rádio Pajeú até minha chegada na Asserpe .

Conto também toda a história de antes, desde a história de minha vida, nascido em Brasília, filho de pais sertanejos, depois chegando ao Pajeú que amo.

Ele quis saber como começou o blog lá em 2004, um dos pioneiros de Pernambuco e entre os cinco mais lidos no seu gênero no Estado. Contei toda a história.

Sobre a Asserpe, falei do papel de uma das mais respeitadas associações de Rádio e TV do país e sua missão institucional. Com a Abert, tem participado de lutas importantes como a do chip FM para acesso gratuito ao rádio, trabalhou pela digitalização da TV, migração do Rádio AM para FM e na defesa da liberdade de expressão. Quem deve controlar o que assiste ou não é a sociedade. Esse não é o papel de governos.

No último bloco, Erbi pediu para falar de bastidores das pesquisas Múltipla realizadas em parceria com o blog. Contei detalhes da histórica pesquisa de 2016 em São José do Egito. Ela mostrava crescimento de Romério Guimarães e dava empate em 44×44. A coordenação jurídica do então petista conseguiu uma “liminar tiro no pé” que barrou sua divulgação.

Ele também pediu minha análise sobre as eleições em Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Tabira, Itapetim, Santa Terezinha, Brejinho e Tuparetama. O que eu disse sobre a corrida sucessória em cada uma? Só assistindo pra saber. É só acessar a TV Pajeú no YouTube.

PF investiga desvio de recursos públicos e corrupção em Pernambuco

Operação cumpre 27 mandados judiciais nesta terça-feira (23) A Polícia Federal em Pernambuco, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Dilúvio, com a finalidade de dar cumprimento a 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional da 5ª Região, no bojo de […]

Operação cumpre 27 mandados judiciais nesta terça-feira (23)

A Polícia Federal em Pernambuco, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Dilúvio, com a finalidade de dar cumprimento a 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional da 5ª Região, no bojo de investigação que tem por objeto a apuração de crimes de corrupção, desvio de recursos públicos, fraudes em licitação, lavagem de dinheiro, agiotagem, entre outros, atribuídos a agentes públicos, servidores, empresários e particulares.

Segundo a investigação, o atual gestor de um município localizado na Mata Sul do Estado de Pernambuco teria contratado emergencialmente uma empresa para prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva de veículos da frota da cidade, chamando a atenção o fato de a empresa estar localizada a mais de 110km da sede do contratante, bem como, a constatação de que havia várias outras empresas na região, atuando no mesmo ramo. Nesse sentido, apurou-se a existência de indícios de relações pessoais estreitas entre o prefeito e o verdadeiro proprietário da empresa contratada.

A empresa envolvida foi contratada pela mesma Prefeitura com indícios de fraude ao caráter competitivo do processo licitatório. 

Até o presente momento, a relação contratual permanece vigente, não obstante os evidentes indícios de superfaturamento. Ademais, durante a execução do contrato, restou comprovado que o fornecedor custeou despesas com passagens aéreas internacionais em classe executiva para o prefeito e sua esposa, a qual ocupa o cargo de secretária municipal, o que caracteriza, em tese, o crime de corrupção.

Ao longo da investigação também foram coletadas evidências de utilização de diversas contas de “laranjas”, empresas fantasmas ou de postos de gasolina para movimentar o dinheiro desviado dos cofres públicos, e também decorrente de possível prática de agiotagem por parte do prefeito.

Estão sendo empregados na presente ação 140 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da CGU, que cumprem 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Preta, Cabo de Santo Agostinho, Catende, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Palmares, Paulista, Recife e Tamandaré, locais das residências dos suspeitos.

As penas máximas estimadas para os crimes investigados, somadas, podem ultrapassar 40 anos de reclusão.