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Lula foi alvo de fraude no INSS com tentativa de transferência da aposentadoria, apontam documentos da CPI

Por André Luis

A Polícia Federal (PF) investigou a suspeita de que um fraudador tentou transferir a aposentadoria paga ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um morador do Pará. A movimentação foi vetada pelo INSS, o que evitou prejuízos ao chefe do Executivo. Procurados, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), a PF e o INSS não comentaram.

O caso foi informado pela autarquia à polícia em março de 2023, de acordo com documentos da CPI do INSS a que O GLOBO teve acesso. A investigação foi arquivada depois que a Justiça acolheu parecer do Ministério Público, que entendeu não ter sido provada a autoria do suposto golpe. O episódio ocorrido há dois anos ainda não tinha vindo à tona. 

Na ocasião, a presidência do INSS enviou um ofício à PF informando que o órgão recebeu um pedido de transferência do benefício de Lula. Pessoas com acesso à investigação afirmam que o perfil do presidente na plataforma “Meu INSS” chegou a ser acessado remotamente, o que gerou um alerta de segurança.

Conforme explicado à época, uma pessoa tentou passar o pagamento da aposentadoria do presidente, depositado em uma conta bancária em uma agência de São Bernardo do Campo (SP), para uma conta vinculada a Francisco Cardoso, morador do Pará. Lula recebe uma aposentadoria de R$ 12,5 mil como anistiado, de acordo com dados informados pela Secom no ano passado.

AO GLOBO, Cardoso contou que chegou a prestar depoimento à PF por videochamada, ocasião em que explicou que é deficiente visual, beneficiário do INSS e que não tentou aplicar um golpe. Segundo ele, o fraudador abriu uma conta bancária em seu nome para tentar fazer a portabilidade.

— Como sou deficiente visual, eu tenho benefício do INSS. Para que eu ia fazer uma coisa dessas? — questionou.

A investigação não avançou diante da dificuldade de encontrar o responsável pela fraude. O Ministério Público Federal pontuou, ao pedir o arquivamento, que não vislumbrava “diligências aptas a descortinar seguramente a autoria” e que as investigações evidenciaram que a transferência de conta foi efetivada por meio eletrônico, sem informações cadastrais do IP (endereço) de origem do requerimento.

O órgão explicou que apesar de indícios que indicassem o possível envolvimento de Cardoso, ele negou a prática, e que é possível que tenha sido alvo de uma tentativa de estelionato praticado por uma outra pessoa.

“Há que se considerar, ademais, que não houve prejuízo material à União ou a vítima, visto que a indevida transferência do benefício foi identificada pela autarquia e não houve depósitos de créditos na conta indicada. Assim, ausentes provas suficientes da autoria do crime, tampouco dados que justifiquem a continuidade da investigação, resta ao Ministério Público o arquivamento das presentes peças informativas”, pontuou. A Justiça, então, determinou o arquivamento do caso. As informações são do jornal O Globo.

Outras Notícias

Pesquisa CNT/MDA : Dilma 38,1%; Marina 33,5% e Aécio 14,7%

A presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PSB) se consolidaram em mais uma pesquisa de intenção de voto como favoritas à disputa do segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (9) mostra que Dilma subiu 3,9 pontos percentuais desde a última pesquisa, divulgada há um mês, de […]

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A presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PSB) se consolidaram em mais uma pesquisa de intenção de voto como favoritas à disputa do segundo turno nas eleições presidenciais deste ano.

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (9) mostra que Dilma subiu 3,9 pontos percentuais desde a última pesquisa, divulgada há um mês, de 34,2% para 38,1%. Marina segue atrás da presidente, mas subiu mais, de 28,2% para 33,5% — 5,3 pontos. Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) caiu de 16% para 14,7%.

Dilma e Marina também cresceram na pesquisa espôntanea, na qual os pesquisadores não apresentam os nomes dos candidatos. Nesse quesito, Dilma passou de 26,4% para 30,9%, enquanto Marina pulou de 18,6% para 25,8%. Já Aécio Neves caiu mais uma vez e foi de 11,3% para 10,1%.

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Segundo turno

No segundo turno, diferente do que mostraram as últimas pesquisas Ibope e Datafolha, Marina estaria em empate técnico com Dilma. A ex-senadora aparece com 45,5% dos votos, enquanto a petista tem 42,7% — a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Já em um cenário de segundo turno com Aécio Neves, Dilma ganharia a disputa, com 47,5%, contra 33,7% do tucano.

Em uma simulação entre o candidato tucano e Marina Silva no segundo turno, a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula venceria com 52,2%. Aécio Neves teria 26,7% dos votos.

A pesquisa também mediu o favoritismo dos candidatos. Na avaliação de 49% dos eleitores consultados, a presidente Dilma será reeleita neste ano. Outros 34,9% acreditam que Marina será a vitoriosa, enquanto 6,2% ainda confiam na eleição de Aécio Neves.

Foram feitas 2.002 entrevistas, feitas em 137 cidades de 25 unidades federativas das cinco regiões do País, entre os dias 5 e 7 de setembro. O registro do pesquisa no TSE é BR-00574/2014.

Compesa implanta rede de distribuição de água em Tabira

A Compesa, em parceria com a prefeitura de Tabira, no sertão do Pajeú, concluiu a implantação da rede de distribuição de água no bairro Josa Gomes de Melo. A obra beneficiou cerca de 250 pessoas da localidade com água de qualidade nas torneiras.  “Com a conclusão das intervenções, faremos agora cerca de 50 novas ligações, […]

A Compesa, em parceria com a prefeitura de Tabira, no sertão do Pajeú, concluiu a implantação da rede de distribuição de água no bairro Josa Gomes de Melo. A obra beneficiou cerca de 250 pessoas da localidade com água de qualidade nas torneiras. 

“Com a conclusão das intervenções, faremos agora cerca de 50 novas ligações, ou seja, 50 famílias que ainda não eram atendidas pela Compesa, passarão a receber abastecimento regularmente. Essa obra faz parte do conjunto de melhorias propostas para o abastecimento da cidade de Tabira”, explica o gerente da Unidade de Negócios do Pajeú, Gileno Gomes.

Afogados da Ingazeira: Usina de Asfalto torna-se referência para outros municípios

A Usina de Asfalto adquirida com recursos próprios pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira foi um dos melhores investimentos levando-se em conta a relação custo-benefício. Como se não bastasse baratear o custo da obra e garantir pavimentação para centenas de Afogadenses, ela tem servido de exemplo para outros municípios cujos Prefeitos tem vindo conhecer a […]

Prefeitos visitam Usina de Asfalto
Foto: Cláudio Gomes

A Usina de Asfalto adquirida com recursos próprios pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira foi um dos melhores investimentos levando-se em conta a relação custo-benefício. Como se não bastasse baratear o custo da obra e garantir pavimentação para centenas de Afogadenses, ela tem servido de exemplo para outros municípios cujos Prefeitos tem vindo conhecer a experiência.

A primeira foi a Prefeita Débora Almeida, de São Bento do Una, cidade do agreste meridional. Procuradora Federal licenciada, ela esteve em Afogados em Junho do ano passado. No final do ano, uma delegação de Prefeitos de vários municípios também conheceu a experiência exitosa. Ontem foi a vez do Prefeito José Adauto, do município sertanejo de Ibimirim.

Foto: Cláudio Gomes
Foto: Cláudio Gomes

Não é para menos tal assédio. Com o asfalto, o custo da Prefeitura por metro quadrado é de 20 Reais. Se fossemos usar paralelepípedo, esse custo subiria mais de 300%, ficando em 63 Reais o metro quadrado. Com a Usina, a Prefeitura já pavimentou mais de 18 mil metros quadrados de ruas, becos e travessas em Afogados.

“Foi uma decisão acertada. Hoje fico feliz ao ver o sorriso das pessoas quando inauguramos uma rua pavimentada. É barato, rápido e o serviço fica bem feito porque usamos asfalto de qualidade. Nenhum morador das ruas que já pavimentamos reclamou até agora,” afirmou o Prefeito José Patriota.

Toda a equipe da Secretaria de Infraestrutura foi treinada por técnicos de São Paulo para operar o maquinário. Além disso, por conta do avançado polo metal-mecânico de Afogados, as peças de reposição são feitas aqui mesmo em Afogados. “Não precisamos gastar dinheiro mandando vir de São Paulo,” finalizou Patriota.

No local, além do asfalto, a Prefeitura também produz, em sério, meio-fio e tijolos intertravados utilizados na recuperação de canteiros e praças.

Apoio de Marina a Aécio é “compreensível”, diz Dilma

G1 A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, afirmou neste domingo (12), durante entrevista coletiva em São Paulo, que acha “compreensível” a apoio da presidenciável derrotada do PSB, Marina Silva, à candidatura de Aécio Neves, do PSDB, no segundo turno. Para a presidente, há mais semelhanças entre os programas econômicos dos dois adversários […]

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G1

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, afirmou neste domingo (12), durante entrevista coletiva em São Paulo, que acha “compreensível” a apoio da presidenciável derrotada do PSB, Marina Silva, à candidatura de Aécio Neves, do PSDB, no segundo turno. Para a presidente, há mais semelhanças entre os programas econômicos dos dois adversários do que entre as propostas de Marina e do PT.

“Eu acho que esse anúncio, essa opção, é compreensível, porque a proximidade que ela tem é com o programa econômico do Aécio. E tem menos proximidade com o programa social do meu governo”, disse Dilma.

Dilma Rousseff disse não acreditar que haja uma transferência de votos automática de Marina para Aécio. “Não acredito que haja uma transferência automática de votos para ninguém. Acredito na democracia. O voto é de quem vai lá na urna e registra”, declarou.

A presidente também criticou a visão de Aécio sobre a economia. Ela foi indagada sobre se acredita que o fato de partidos estarem unidos contra a sua candidatura representa vontade de mudança. “Os que estão do meu lado representam um projeto, e os que estão de outro representam outro projeto, que é uma visão da economia que quebrou um país três vezes. O desemprego dobrava a quadra”, declarou.

A jornalistas estrangeiros, Dilma diz que é alvo de uma tentativa de ‘golpe’.

G1 A presidente Dilma Rousseff reafirmou na manhã desta quinta-feira (24), em entrevista coletiva a correspondentes de seis jornais estrangeiros, no Palácio do Planalto, que não renunciará ao mandato, informou em sua edição online o diário “New York Times”. Dilma recebeu repórteres do francês “Le Monde”, do norte-americano “The New York Times”, do argentino “Pagina […]

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G1

A presidente Dilma Rousseff reafirmou na manhã desta quinta-feira (24), em entrevista coletiva a correspondentes de seis jornais estrangeiros, no Palácio do Planalto, que não renunciará ao mandato, informou em sua edição online o diário “New York Times”.

Dilma recebeu repórteres do francês “Le Monde”, do norte-americano “The New York Times”, do argentino “Pagina 12”, do espanhol “El País”, do inglês “The Guardian” e do alemão “Die Zeit”. A entrevista, segundo o “NYT”, durou mais de uma hora.

A declaração para a imprensa internacional reproduz o que a presidente já vem dizendo sobre não deixar o governo. Na última terça (22), ela declarou em encontro com juristasno Planalto que “jamais” renunciará. “Não cabem meias palavras: o que está em curso é um golpe contra a democracia. Jamais renunciarei”, afirmou, na ocasião.

De acordo com o jornal norte-americano, a presidente disse que o processo de impeachment que tramita na Câmara “não tem fundamentos legais”.

Segundo o repórter Thomas Fischermann, do periódico alemão “Die Zeit”, que participou da entrevista, Dilma classificou aos jornalistas estrangeiros de “golpe” a tentativa de tirá-la do poder por meio de um processo de impeachment. “Ela usou essa palavra, golpe. Disse que é um golpe diferente do que ocorreu na ditadura militar, mas é um golpe”, relatou o correspondente do “Die Zeit”.

Segundo o “The New York Times”, Dilma criticou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e disse que ele colocou o impeachment em andamento para desviar a atenção das acusações contra ele – Cunha é réu na Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro na Petrobras e em estatais.

O jornal também afirmou que, questionada sobre se aceitaria eventual impeachment, a presidente respondeu que vai apelar a “cada método legal disponível”.

O texto do “The New York Times” diz que Dilma “aparentemente está se preparando para uma batalha prolongada”. Na entrevista, informou o jornal, ela negou que suas duas campanhas presidenciais tenham recebido recursos ilegais.