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Lula faz balanço da participação na COP 28 e analisa o acordo entre Mercosul e União Europeia

Por André Luis

Presidente conversou com jornalistas brasileiros neste domingo (3/12) em Dubai, antes do embarque para a Alemanha

Em conversa com jornalistas brasileiros em Dubai (Emirados Árabes Unidos) antes de embarcar para a Alemanha, neste domingo, 3 de dezembro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um balanço de sua participação nas reuniões de chefes de Estado na 28ª Conferência dos Estados-Partes do Acordo Quadro de mudança Climática da ONU (COP 28).

Na sequência, foi indagado pelos jornalistas presentes sobre as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, a respeito do acordo entre o Mercosul e a União Europeia; sobre a entrada do Brasil na OPEP+; e ainda sobre a crise envolvendo a Venezuela e a Guiana, que se encontram atualmente em uma disputa territorial.

Acompanhe os principais pontos da entrevista:

COP 28

“Eu volto agora para Alemanha, e depois para o Rio de Janeiro, para reunir o Mercosul, e eu volto muito feliz. Muito feliz porque nós estamos saindo de um encontro internacional que a cada ano que passa ganha mais envergadura, ganha mais responsabilidade, e ganha mais representatividade.

O Brasil é um país que ninguém hoje no planeta pode discutir a questão do clima sem levar em conta a existência do nosso país, sem levar em conta a nossa experiência, e sem levar em conta o que vai acontecer no Brasil nessa questão da transição energética.

Eu tenho dito que não existirá nenhum país do mundo em condições de oferecer ao planeta a quantidade e as variáveis de opção de energia limpa que o Brasil pode oferecer. É uma coisa impressionante. Nós achamos que é uma oportunidade que o Brasil está tendo no século 21 de fazer uma revolução econômica a partir da chamada bioeconomia, chamada da economia verde, a chamada de renovação energética que o mundo está passando.

E foi isso que nós vimos mostrar aqui. Eu saio daqui muito satisfeito, muito realizado, com muito mais responsabilidade, porque a partir de agora até 2025 é um passo. Parece que está longe, mas quando a gente tem mais responsabilidade o tempo passa muito mais rápido e aí nós vamos ter que trabalhar muito”.

OPEP+

“A nossa participação na OPEP Plus é para a gente discutir com a OPEP a necessidade dos países que têm petróleo e que são ricos começar a investir um pouco do seu dinheiro para ajudar os países pobres do continente africano, da América Latina, da Ásia a investir. Eles podem financiar. Eles podem financiar o etanol, podem financiar o biodiesel, podem financiar a eólica, podem financiar solar, podem financiar hidrogênio verde. Esse é o nosso papel.

Eu acho que é participando desse fórum que a gente vai convencer as pessoas que uma parte dos recursos ganho com o petróleo deve ser investido para a gente ir anulando o petróleo e criando alternativas. É isso que nós vamos fazer. É isso. É muito importante. Não tem nenhuma contradição. O Brasil não será membro efetivo da OPEP nunca, porque nós não queremos. O que nós queremos é influir”.

MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA

“Primeiro, a posição do nosso companheiro presidente da França é conhecida historicamente. A França sempre foi o país que criou o obstáculo no acordo do Mercosul com a União Europeia, porque a França tem milhares de pequenos produtores e eles querem produzir os seus produtos. É isso. Agora, o que eles não sabem é que nós também temos 4 milhões e 600 mil pequenas propriedades, até 100 hectares, que produzem quase 90% do alimento que nós comemos e que são alimento de qualidade e que nós também queremos vender.

Eles têm que saber que nós também temos indústrias, que nós queremos crescer, e que nós não vamos facilitar as compras governamentais porque nós queremos que a nossa indústria cresça. Então a posição do Macron já era conhecida por mim. Ontem, eu fiz uma reunião com o Macron para tentar mexer com o coração dele. Eu falei: ‘Macron, quando você voltar para a França, abre o seu coração, cara. Pensa um pouco na América do Sul, pensa no Mercosul. Nós somos países pobres, temos países pequenos. Bom, me parece que ele não pensou. Ele não deu nem tempo pro coração dele, porque ele já foi comunicar vocês.

Se não tiver acordo, paciência. Não foi por falta de vontade. A única coisa que tem que ficar claro é que não digam mais que é por conta do Brasil. E que não digam mais que é por conta da América do Sul. Assumam a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão. É sempre ganhar mais. E nós não somos mais colonizados. Nós somos independentes. E nós queremos ser tratados apenas com respeito de países independentes, que temos coisas para vender e as coisas que nós temos para vender tem preço. O que nós queremos é um certo equilíbrio.

Então, eu acho que nós vamos ter uma conversa. Eu tive uma grande conversa com a Ursula von der Leyen, que é a presidenta da Comissão Europeia, e vamos ver como é que vai acontecer na sexta-feira. Se não der acordo, pelo menos vai ficar patenteado de quem é a culpa de não ter acordo. Agora, o que a gente não vai fazer é um acordo para tomar prejuízo”.

VENEZUELA E GUIANA

“Se tem uma coisa que a América do Sul não está precisando agora é de confusão. Se tem uma coisa que nós precisamos para crescer e para melhorar a vida do nosso povo é a gente baixar o facho, trabalhar com muita disposição de melhorar a vida do povo, e não ficar pensando em briga. Não ficar inventando história. Então, eu espero que o bom senso prevaleça. Do lado da Venezuela e do lado da Guiana.

Outras Notícias

Dilma: meu governo e eu somos contra homofobia

do Diário de Pernambuco A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, voltou a defender nesta segunda-feira (29) a criminalização da homofobia. A declaração foi dada após ser questionada sobre os comentários considerados preconceituosos do candidato a presidente Levy Fidelix (PRTB) no debate da Rede Record de Televisão no domingo (28). “Meu governo e eu, […]

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do Diário de Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, voltou a defender nesta segunda-feira (29) a criminalização da homofobia. A declaração foi dada após ser questionada sobre os comentários considerados preconceituosos do candidato a presidente Levy Fidelix (PRTB) no debate da Rede Record de Televisão no domingo (28). “Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência”, disse durante entrevista coletiva, em São Paulo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. “O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão”, afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. “Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado.”

Tuparetama: TCE-PE recomenda rejeição das contas de governo de 2023 de Sávio Torres

Primeira mão A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) emitiu, nesta segunda-feira (5), parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Tuparetama a rejeição das contas de governo do ex-prefeito Sávio Torres, relativas ao exercício financeiro de 2023. O processo, de relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, foi analisado […]

Primeira mão

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) emitiu, nesta segunda-feira (5), parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Tuparetama a rejeição das contas de governo do ex-prefeito Sávio Torres, relativas ao exercício financeiro de 2023.

O processo, de relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, foi analisado sob o número 241005000 e incluiu, além do prefeito, os responsáveis técnicos Diógenes José da Silva (controle interno) e José Josivaldo Rufino da Silva (contador). A defesa foi representada pelo advogado Napoleão Manoel Filho (OAB/PE 20238).

A decisão foi unânime entre os membros da Segunda Câmara do TCE-PE. Agora, caberá à Câmara Municipal de Tuparetama deliberar sobre o parecer, podendo acatar ou não a recomendação do Tribunal.

Marília Arraes se compromete com o combate à pobreza

Pré-candidata também se comprometeu com igualdade de gênero e raça no primeiro e segundo escalão de seu governo. Compromissos foram feitos na sabatina do UOL/Folha de São Paulo nesta segunda-feira A pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, participou, nesta segunda-feira (6), de uma sabatina promovida pelo UOL/Folha de São Paulo com os postulantes ao […]

Pré-candidata também se comprometeu com igualdade de gênero e raça no primeiro e segundo escalão de seu governo. Compromissos foram feitos na sabatina do UOL/Folha de São Paulo nesta segunda-feira

A pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, participou, nesta segunda-feira (6), de uma sabatina promovida pelo UOL/Folha de São Paulo com os postulantes ao Governo do Estado.

Marília, que foi a primeira participante desta série de entrevistas com os pré-candidatos, falou sobre suas propostas para os pernambucanos, reforçou sua afinidade política com o presidente Lula e fez questão de apontar as incoerências e irresponsabilidades das gestões locais do PSB, ao longo dos últimos anos.

Líder em todas as pesquisas de intenção de voto, Marília afirmou que haverá paridade de gênero e raça no primeiro e segundo escalão de seu governo.

“Entre 30% a 50% das vagas serão reservadas para a paridade de gênero e raça. Um governo inclusivo é aquele que tem indígenas, negros, mulheres e que ouve as pessoas que representem a pluralidade de nossa sociedade.”

Marília também deixou claro que seu objetivo é debater e propor ações para recolocar Pernambuco nos trilhos e trabalhar pela vitória de Lula.

“Eu apoio Lula para presidente desde sempre, desde o meu primeiro voto. O que queremos é discutir Pernambuco, coisa que o PSB não quer, pois abandonou nosso estado nos últimos anos.”

Marília fez questão de reforçar que uma de suas prioridades à frente do Governo de Pernambuco será desenvolver uma educação mais moderna e inclusiva, gerar emprego e renda e resgatar a saúde dos pernambucanos. O combate à miséria ganhou uma atenção especial da pré-candidata em sua explanação.

“Temos projeto de uma educação modernizada, voltada para o trabalho, com o objetivo de inserir digitalmente os jovens. Vamos interiorizar a inclusão digital para movimentar o emprego e a renda. Pernambuco tem hoje cerca de 17% de sua população economicamente ativa desempregada. A geração de emprego e renda deve ser um foco”, ressalta Marília.

“É preciso ter compromisso com o nosso povo, a nossa gente. Nos quatro anos de nosso governo o combate à miséria será um desafio estratégico que terá a atenção máxima. Para que isso aconteça, temos que garantir trabalho, renda, moradia, saúde, educação e desenvolvimento”, destacou.

A pré-candidata também fez questão de afirmar o seu compromisso com a valorização da saúde em Pernambuco. “Esse é um problema que precisamos resolver logo no início da gestão. No primeiro dia de governo, é preciso tomar providências imediatas na saúde para evitar que outras tragédias anunciadas acontecem em hospitais, assim como foi no Hospital da Restauração.”

Prefeito eleito de Osasco deixa prisão e fica livre para tomar posse

Uol O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), deixou nesta sexta-feira (30) a prisão do Tremembé, no interior de São Paulo, após a Justiça conceder alvará de soltura ao político. O desembargador Fábio Gouvêa, da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, expediu a sentença. Dessa maneira, Lins fica liberado […]

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O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), deixou nesta sexta-feira (30) a prisão do Tremembé, no interior de São Paulo, após a Justiça conceder alvará de soltura ao político.

O desembargador Fábio Gouvêa, da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, expediu a sentença.

Dessa maneira, Lins fica liberado para participar da cerimônia de posse na Câmara Municipal de Osasco, marcada para 8h deste domingo (1º).

O político, no entanto, terá que pagar uma fiança de R$ 300 mil até a segunda-feira (2), ou então poderá ser preso novamente. Segundo o advogado de defesa de Lins, Flávio Christensen Nobre, o desembargador acatou um pedido para que a fiança fosse protelada até o primeiro dia útil de 2017 por causa do recesso de fim de ano.

O prefeito eleito estava preso desde domingo (25) pela acusação de improbidade administrativa. Ele era considerado foragido desde 6 de dezembro.  Atualmente vereador em licença, Lins foi alvo de um mandado de prisão preventiva na Operação Caça Fantasmas, que apura um suposto esquema milionário de fraudes na contratação sem concurso público de centenas de servidores, mantendo funcionários fantasmas nos gabinetes.

Na quinta, o desembargador concedeu liberdade ao prefeito eleito e a outros 13 vereadores da cidade mediante o pagamento de fiança de R$ 300 mil para cada um dos acusados, além da entrega do passaporte. Eles também estão proibidos de deixar o Brasil. Na documentação apresentada à Justiça Eleitoral para as Eleições 2016, Lins declarou um patrimônio de R$ 253.486,39 em bens, valor inferior à fiança imposta pelo TJ-SP.

Horas antes de ser preso, no domingo, Lins gravou um vídeo (abaixo) no qual se defende das acusações. “Não tenho dúvida que a verdade virá à tona e a nossa inocência será comprovada”, disse. Ainda no vídeo, ele diz respeitar o trabalho do Ministério Público e da Justiça e diz voltar ao Brasil “de cabeça erguida”.

Aline tem encontro com Câmara e Raul Jungmann

A vereadora do Recife pelo Progressistas e pré candidata à uma vaga na Alepe, Aline Mariano, mal saiu da região do Pajeú, onde esteve participando da 14ª Expoagro, já teve reunião nesta segunda com o governador Paulo Câmara. O encontro aconteceu no Palácio do Campo das Princesas e ainda contou com o Ministro Raul Jungmann, […]

A vereadora do Recife pelo Progressistas e pré candidata à uma vaga na Alepe, Aline Mariano, mal saiu da região do Pajeú, onde esteve participando da 14ª Expoagro, já teve reunião nesta segunda com o governador Paulo Câmara.

O encontro aconteceu no Palácio do Campo das Princesas e ainda contou com o Ministro Raul Jungmann, que apoia a parlamentar, mais representantes do PPS.

Aline tem comemorado a movimentação recente de sua pré candidatura. Na Expoagro, ficou muito evidente a possibilidade de que ela tenha o apoio do prefeito José Patriota, com quem circulou por toda a agenda nesses três dias de evento.

Debate: nesta terça, Aline é convidada do Debate das Dez do programa Manhã Total da Rádio Pajeú. Ele conversa com esse blogueiro, mais outros profissionais de imprensa da região sobre as perspectivas de sua candidatura.