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Luciano Pacheco diz que vereadores tiveram que anular todos os atos do processo de sua cassação

Por Nill Júnior

O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, publicou vídeo nas redes sociais, no início da noite desta quarta-feira (15), onde classifica as recentes movimentações políticas como uma “tentativa atabalhoada” de reverter a vontade popular e afirmou que o processo está repleto de irregularidades.

​Pacheco iniciou sua fala desmentindo rumores sobre novos fatos que teriam surgido contra ele.

“Não é como estão te contando”, afirmou o vereador, enfatizando que o mandato que ocupa pertence ao povo de Arcoverde.

Segundo ele, a denúncia foi “forjada às pressas” e utilizada de forma imediata para criar uma comissão parlamentar sem o devido respaldo legal.

​O ponto central do pronunciamento foi a denúncia de atropelo das normas internas da Casa Legislativa.

Luciano Pacheco destacou que o processo desrespeitou as regras regimentais da Câmara, a Lei Orgânica Municipal e os princípios básicos da democracia.

​De acordo com documentos apresentados pelo parlamentar, datados de 14 de abril de 2026, a própria Vice-Presidência da Câmara reconheceu erros no procedimento.

Em virtude dessas falhas, foram anulados os atos de leitura da denúncia e o sorteio da Comissão de Avaliação, originalmente realizados no dia 06 de abril.

​Mesmo diante da anulação parcial do processo, o vereador classificou a denúncia como “incoerente, sem fundamento e sem verdade”.

Pacheco demonstrou confiança nas etapas seguintes e agradeceu o apoio que tem recebido da população local.

​”Seguimos firmes, com a consciência tranquila e a certeza de que a verdade sempre prevalece”, declarou.

Os outros 9 vereadores convocaram ontem (14) a tarde uma sessão extraordinária para a sexta-feira (17), às 19h, para avaliar, segundo edital de convocação, “as novas denúncias contra o vereador Luciano Pacheco”.

Até a publicação dessa matéria os vereadores não haviam feito nenhum informe mantendo ou não a sessão extra para a sexta.

Outras Notícias

Duplicação da BR 232 até Arcoverde volta à pauta de candidatos. Foi assim há quatro anos…

Os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), abraçaram a promessa de duplicação da BR 232 entre São Caetano e Arcoverde. Os dois candidatos dizem ter um estudo e incluíram no seu programa de governo uma proposta para estender a duplicação de São Caetano até o Portal do […]

br-232

Os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), abraçaram a promessa de duplicação da BR 232 entre São Caetano e Arcoverde. Os dois candidatos dizem ter um estudo e incluíram no seu programa de governo uma proposta para estender a duplicação de São Caetano até o Portal do Sertão.

Se você não tem memória curta, o mesmo tema foi explorado pelo blog há quatro anos. Os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco, Eduardo Campos(PSB) e Jarbas Vasconcelos(PMDB), abraçaram na última campanha a promessa de analisar a possibilidade de duplicação da BR.

Você lembra? Tema foi pauta do blog há quatro anos.
Você lembra? Tema foi pauta do blog há quatro anos.

O senador encomendou um estudo para incluir no seu programa de governo a proposta. O governador Eduardo Campos (PSB) reforçou que já planejava executar a obra antes do peemedebista tratar do assunto. A ideia era avaliar a possibilidade de duplicar 135 quilômetros da rodovia até o Cruzeiro do Nordeste, distrito de Sertânia. Mas não saiu da promessa.

Embate eleitoral à parte, a notícia geralmente anima os sertanejos que perdem muito tempo com a atual via em mão única e em condições ruins em alguns trechos. A duplicação ajudaria no escoamento da produção, fortaleceria o desenvolvimento e agilizaria o acesso entre o Sertão e o Litoral do Estado. A possibilidade já tinha sido ventilada anteriormente, mas de forma tímida. Agora, no calor eleitoral, o tema promete sair do campo da especulação e integrar o programa de governo dos dois pré candidatos. De novo…

Alepe aprova pacote de medidas para combater falsificação de bebidas em Pernambuco

As comissões de Justiça e de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovaram, nesta terça-feira (15), um conjunto de medidas voltadas ao combate da falsificação e adulteração de bebidas no Estado. Oito projetos de lei apresentados por diferentes parlamentares foram unificados em um texto substitutivo que estabelece normas e instrumentos de prevenção, além de […]

As comissões de Justiça e de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovaram, nesta terça-feira (15), um conjunto de medidas voltadas ao combate da falsificação e adulteração de bebidas no Estado. Oito projetos de lei apresentados por diferentes parlamentares foram unificados em um texto substitutivo que estabelece normas e instrumentos de prevenção, além de prever ações de proteção à saúde pública em casos de intoxicação.

De acordo com a proposta, situações suspeitas ou confirmadas de contaminação deverão ser notificadas à Secretaria Estadual de Saúde e à Polícia Civil. O texto também autoriza o Governo do Estado a exigir dos fornecedores laudos técnicos que comprovem as concentrações de metanol, notas fiscais e a rastreabilidade dos produtos, além de responsabilizar empresas e comerciantes por danos causados aos consumidores.

O relator do substitutivo, deputado Diogo Moraes (PSB), explicou que o objetivo foi reunir as diversas iniciativas em uma legislação única e mais eficaz.

“Reunimos todos os projetos em um substitutivo para garantir leis mais restritivas e que assegurem maior proteção à população diante do risco do uso de metanol”, afirmou.

As propostas originais foram apresentadas pelos deputados Antonio Coelho, Romero Albuquerque e Socorro Pimentel (União), João Paulo Costa (PCdoB) e Luciano Duque (Solidariedade). A aprovação foi unânime nas comissões, mas alguns parlamentares, como Joaquim Lira (PV), Antônio Moraes (PP) e Coronel Alberto Feitosa (PL), sugeriram que a responsabilidade objetiva de distribuidores e comerciantes seja debatida em outras instâncias da Casa.

“A Assembleia está sendo pioneira nessa discussão, mas é preciso avaliar com cautela até onde vai a responsabilização de quem distribui ou armazena essas bebidas”, ponderou Joaquim Lira.

Na mesma reunião, a Comissão de Justiça também aprovou uma emenda do deputado Renato Antunes (PL) ao projeto da deputada Dani Portela (PSOL) que estabelece cotas raciais em concursos públicos estaduais. O texto prevê a reserva de 25% das vagas para negros e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. A expectativa é de que, com a emenda, a tramitação da proposta avance de forma mais rápida do que o projeto semelhante encaminhado pelo Governo do Estado.

Prefeitos lançam movimento em defesa dos municípios

Prefeitos e lideranças municipalistas lançaram um movimento em defesa dos municípios para fortalecer o projeto que altera o formato das emendas parlamentares individuais dos deputados estaduais. A PEC 23/2022 tem o objetivo de desburocratizar o acesso às emendas e assegurar que os municípios recebam os recursos destinados pelos deputados estaduais. Um ponto importante é que […]

Prefeitos e lideranças municipalistas lançaram um movimento em defesa dos municípios para fortalecer o projeto que altera o formato das emendas parlamentares individuais dos deputados estaduais.

A PEC 23/2022 tem o objetivo de desburocratizar o acesso às emendas e assegurar que os municípios recebam os recursos destinados pelos deputados estaduais. Um ponto importante é que o projeto recebeu o apoio da vice-governadora Priscila Krause, na época deputada estadual.

Com um material assinado pelo Movimento em Defesa dos Municípios que foi divulgado na internet, os defensores da PEC esperam sensibilizar deputados e lideranças políticas para a importância de aprovar a emenda. As informações são do blog do Magno.

Chuva e fenômenos naturais do litoral ao sertão de Pernambuco

Finalmente caiu uma chuva que renovou as esperanças dos sertanejos de Afogados da Ingazeira e Tabira. Entre o final da tarde e à noite a chuva caiu com intensidade marcada por fortes relâmpagos e trovões. No sábado, a chuva caiu por trinta minutos em Serra Talhada provocando estragos em várias ruas e bairros como Bom […]

Nas redes sociais, falam em tromba d’água, outros em tornado, e ainda há quem fala em fim do mundo
Nas redes sociais, falam em tromba d’água, outros em
tornado, e ainda há quem fala em fim do mundo com base no evento de Piedade

Finalmente caiu uma chuva que renovou as esperanças dos sertanejos de Afogados da Ingazeira e Tabira. Entre o final da tarde e à noite a chuva caiu com intensidade marcada por fortes relâmpagos e trovões.

No sábado, a chuva caiu por trinta minutos em Serra Talhada provocando estragos em várias ruas e bairros como Bom Jesus e Vila Bela.

Foi também um dia de fenômenos naturais provocados pela chuva: uma tromba d’água assustou os banhistas que estavam na praia de Piedade na tarde deste domingo (1º), em Jaboatão dos Guararapes.

Raio em Afogados da Ingazeira. Por Neto Spinelly ao Instagram
Raio em Afogados da Ingazeira. Por Neto Spinelly ao Instagram

O fenômeno natural partiu do mar em direção à areia levantando guarda-sois e outros equipamentos, além de muita areia. A ventania foi filmada por várias pessoas que se questionam do que se tratava.  O fato ocorreu na praia, na altura do centro de compras The Garden Mall, que fica na avenida Bernardo Vieira de Melo.

No Pajeú, o domingo foi de muitos raios, próximos a áreas urbanas de várias cidades da região. Pelas redes sociais, internautas enviavam imagens do fenômeno. Não foram poucos os que flagraram imagens de raios próximos a residências e conseguiram incríveis flagrantes.

Flagrante de raio em Ibitiranga, município de Carnaíba, por Palloma Queiroz, ao Instagram
Flagrante de raio em Ibitiranga, município de Carnaíba, por Palloma Queiroz, ao Instagram
Justiça Eleitoral cassa mandato de Crivella por abuso de poder na eleição de 2020

A 23ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro condenou o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) por abuso de poder político por ele ter apresentado projetos de lei que concediam benefícios fiscais durante a sua campanha à reeleição para prefeito do Rio de Janeiro, em 2020. A Justiça Eleitoral declarou a inelegibilidade de Crivella por oito […]

A 23ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro condenou o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) por abuso de poder político por ele ter apresentado projetos de lei que concediam benefícios fiscais durante a sua campanha à reeleição para prefeito do Rio de Janeiro, em 2020. A Justiça Eleitoral declarou a inelegibilidade de Crivella por oito anos e a cassação de seu mandato de deputado, para o qual foi eleito no ano passado, além de lhe impor multa de R$ 150 mil.

Durante a campanha eleitoral de 2020, Crivella enviou à Câmara Municipal três projetos de lei que concediam benefícios fiscais. Um dava desconto no IPTU, outro criava um parcelamento especial desse tributo e o terceiro previa isenção de taxas administrativas, como a de licença para estabelecimentos comerciais. As informações são do portal Consultor Jurídico.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, os projetos de lei não foram instruídos com as estimativas de impacto financeiro. Além disso, não houve demonstração de que a renúncia fiscal foi considerada na estimativa da lei orçamentária do ano seguinte. E não houve participação técnica da Secretaria municipal de Fazenda na elaboração das propostas.

Em sua defesa, Crivella sustentou que os projetos de lei que concediam benefícios fiscais se justificavam como forma de atenuar os efeitos econômicos da crise decorrente da Covid-19 no Rio.

Em decisão de 23 de janeiro, a juíza Márcia Santos Capanema de Souza afirmou que a apresentação dos projetos de lei não respeitou um rito técnico-profissional, de envolvimento dos setores da Prefeitura do Rio que são responsáveis por tais tributos. Além disso, deixou claro que os benefícios aos contribuintes “partiram não de um juízo de comprometimento do então prefeito com os munícipes cariocas, mas de comprometimento com a sua campanha eleitoral”, conforme a julgadora.

Para ela, houve desvio de finalidade devido a três razões: momento inusitado de apresentação dos projetos; clara ausência de observância de um rito profissional na elaboração das propostas; e uso promocional de caráter eleitoreiro do ato.

A juíza destacou que Crivella não participou de discussões sobre redução do IPTU ao longo de sua gestão. “É de se estranhar, portanto, que, diante desse comportamento pregresso, o então prefeito tenha decidido encaminhar as propostas com benefícios fiscais, entre elas a de redução do IPTU, no dia 4 de novembro de 2020, a dois meses do fim da legislatura e a 11 dias de realização do primeiro turno das eleições.”

Para a caracterização do abuso do poder político, é necessária a demonstração de que o agente estatal tenha praticado condutas graves, em que se evidencia que a máquina pública deixa de atender ao interesse público para servir ao seu interesse eleitoral, segundo a juíza. “Ora, esse comportamento díssono do gestor municipal, diante das circunstâncias do caso concreto, revela a contradição da conduta do então prefeito durante toda a sua gestão e a iniciativa de novembro de 2020, em plena reta final da sua campanha eleitoral para a reeleição.”

O advogado Márcio Vieira, que representa Crivella no caso, disse ao portal UOL que recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. E criticou a sentença. “É uma decisão ‘teratológica’, pautada em mera dedução. Uma juíza de primeira instância determina a cassação de um mandato de um deputado federal. Ela não tem poder para cassar mandato de deputado federal”, afirmou o advogado.