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Legislação sobre notícias falsas divide opiniões no Congresso

Por André Luis
Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

A preocupação com as chamadas notícias falsas também mobilizou parlamentares dos mais variados partidos. Tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, foram apresentadas iniciativas buscando alterar legislações como o Código Penal e o Marco Civil da Internet para instituir formas de coibir a disseminação de conteúdos falsos e punir responsáveis, dos que elaboram aos que compartilham. Mas as propostas estão longe de serem consensuais dentro do Parlamento.

Boa parte dos projetos apresentados propõe regras de dois tipos: ou criminalizam os usuários que produzem ou difundem as chamadas notícias falsas ou impõem às plataformas digitais (como Facebook, Google e Instagram) a obrigação de fiscalizar o conteúdo que circula em seu interior, sujeitando essas empresas a multas caso não removam mensagens falsas ou consideradas prejudiciais. Em regra, alteram leis como o Código Penal, o Código Eleitoral e o Marco Civil da Internet.

Há polêmicas em relação às duas soluções. No caso da criminalização de produtores e distribuidores, os defensores apontam a medida como eficiente para coibir a prática, com sanções proporcionais, uma vez que a difusão desses conteúdos tem potencial de arruinar reputação de pessoas, marcas e instituições, bem como de influenciar eleições.

Já os críticos pontuam que não há necessidade de tipificar a prática, pois a legislação brasileira já prevê os crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação. Além disso, consideram a prisão, por exemplo, uma penalidade desproporcional em um cenário em que a capacidade de checagem dos usuários é reduzida.

Já a proposta de responsabilizar as plataformas, punindo Facebook e Google caso não removam notícias falsas, é defendida pelos autores como a forma mais eficaz diante da lentidão da Justiça para determinar a exclusão de um conteúdo e da rapidez da disseminação dessas mensagens. Os favoráveis a essa proposta se inspiram em legislação aprovada na Alemanha, com regras neste sentido.

Os segmentos contrários alertam para dois problemas nessa medida. O primeiro seria a incapacidade de as plataformas definirem o que é verdade e o que não é ou julgar as diferentes formas de desinformação. O segundo seria o estímulo a uma cultura de censura, já que as plataformas podem, com receio das multas, passar a derrubar qualquer conteúdo que possa ser levemente apontado como notícia falsa.

Câmara

Mais de 10 projetos de lei sobre o tema tramitam na Câmara. O PL 8.592 de 2017, do deputado Jorge Corte Real (PTB-PE), inclui no Código Penal a prática de “divulgar ou compartilhar, por qualquer meio de comunicação social capaz de atingir um número indeterminado de pessoas, informação falsa ou prejudicialmente incompleta, sabendo ou devendo saber que o são”. O texto prevê penas menores, de um a dois anos de prisão.

O PL 7.604 de 2017, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), prevê a responsabilização de provedores de conteúdo nas redes sociais em casos de divulgação de informações falsas, ilegais ou prejudicialmente incompletas. A multa nesses casos seria de R$ 50 milhões no caso de a plataforma não retirar o conteúdo em até 24 horas.

Na opinião de Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), a necessidade de regulação é justificada pelo alcance deste tipo de conteúdo atualmente, a despeito do fenômeno das mentiras e desinformação ser uma marca história da política. “É um momento em que o Brasil e toda a humanidade estão preocupados com os efeitos negativos que recaem sobre a sociedade, empresas, pessoas e poderes. No processo eleitoral não é diferente”, comenta.

Já o deputado Celso Pansera (PT-RJ), relator de alguns projetos sobre o tema, considera que a legislação atual, em especial o Marco Civil da Internet e o Código Civil (que prevê os crimes de calúnia, injúria e difamação), já têm instrumentos suficientes para punir os autores de fake news. Ele cita a provável aprovação da Lei de Proteção de Dados Pessoais, que já está na pauta do Senado, como outra legislação importante. Além disso, acrescenta o parlamentar, a Justiça Eleitoral vem adotando medidas, e se multiplicam os projetos de checagem de dados e informações – patrocinados inclusive pelos veículos de imprensa. “Há uma mobilização para enfrentar essas eleições com instrumentos que já temos disponíveis”, disse à Agência Brasil.

Contudo, a regulação do tema tem um aliado de peso. Em audiência sobre o tema realizada na Câmara dos Deputados no dia 19 de junho , chamada de comissão geral, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), posicionou-se entre os que defendem a necessidade de estabelecer regras sobre o assunto. “Se as pessoas estão sendo manipuladas por notícias falsas, precisamos encarar este fenômeno e regulá-lo”, pontuou. Em seu texto, Maia convocou os presentes a debater uma “legislação de consenso” sobre as notícias falsas e o discurso de ódio na internet.

Senado

No Senado, Ciro Nogueira (PP-PI) também apresentou um PL alterando o Código Penal tornando crime “divulgar notícia que sabe ser falsa e que possa distorcer, alterar ou corromper a verdade sobre informações relacionadas à saúde, à segurança pública, à economia nacional, ao processo eleitoral ou que afetem interesse público relevante”, com pena de um a três anos no caso de uso da internet.

Para além da proposição, na Casa, o principal palco de discussões sobre o tema vem sendo o Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão criado pela Constituição para auxiliar o Congresso nas matérias na área. No início de junho, o CCS aprovou relatório sobre as matérias em discussão no Parlamento.

O parecer apresentado pelo relator, Miguel Matos, integrante do conselho e editor do Portal Migalhas, concluiu que “as referidas matérias não conseguem abarcar a complexidade do fenômeno das notícias fraudulentas” e sugeriu a continuidade das discussões dentro do Legislativo sobre a temática.

Riscos

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) divulgou documento em que alerta para o risco de medidas de combate às fake news provocarem violações à liberdade de expressão e ao direito à informação por criminalizar a difusão de informações e fomentar uma cultura de remoção de conteúdos pelas plataformas . “A nossa democracia precisa, sim, se debruçar sobre este fenômeno sem, entretanto, incorrer em medidas que cerceiem a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários da internet no Brasil”, opina.

Em vez das propostas de legislação, a frente defende combater as notícias falsas com mais informação, fomentando a diversidade na internet; reconhecendo a legislação brasileira e fortalecendo-a com a aprovação da Lei de Proteção de Dados; garantindo neutralidade e transparência nas plataformas e promovendo programas de educação para a mídia e as tecnologias digitais.

Calendário apertado

A falta de consenso é um dos obstáculos à aprovação de uma legislação ainda a tempo das eleições deste ano. Nenhum dos muitos projetos de lei está na pauta do plenário nas duas Casas. Em razão do pleito de outubro, o Congresso deve ter um calendário apertado com uma disputada pauta de votações. Embora a aprovação de uma legislação tenha no presidente da Câmara um aliado, na avaliação do deputado Celso Pansera dificilmente proposições sobre o assunto devem ser votadas a tempo da disputa eleitoral.

Outras Notícias

Prefeitura de Solidão anuncia pagamento de servidores e divulga prazo para contratados

A Prefeitura de Solidão, no Sertão de Pernambuco, anunciou o pagamento dos salários dos servidores efetivos e comissionados para este sábado (31). Já os profissionais contratados deverão receber até o dia 7 de novembro, conforme o calendário divulgado pela administração municipal. De acordo com a gestão, os vencimentos dos servidores efetivos e ocupantes de cargos […]

A Prefeitura de Solidão, no Sertão de Pernambuco, anunciou o pagamento dos salários dos servidores efetivos e comissionados para este sábado (31). Já os profissionais contratados deverão receber até o dia 7 de novembro, conforme o calendário divulgado pela administração municipal.

De acordo com a gestão, os vencimentos dos servidores efetivos e ocupantes de cargos comissionados serão disponibilizados neste sábado. Para os contratados, o cronograma estabelece prazo até o primeiro sábado de novembro.

O calendário divulgado pela prefeitura contempla profissionais de diferentes setores da administração municipal, com datas específicas de pagamento conforme o vínculo funcional.

Foto: Divulgação

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Filho de João Batista, ex-prefeito de Triunfo, morre em acidente no Sertão de Pernambuco

O jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo João Batista, morreu na madrugada deste sábado (31), após um acidente de trânsito nas proximidades do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente envolveu uma […]

O jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo João Batista, morreu na madrugada deste sábado (31), após um acidente de trânsito nas proximidades do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente envolveu uma motocicleta e um Volkswagen Polo branco, com placa da Bahia. Os relatos preliminares apontam que os veículos teriam colidido frontalmente.

Ainda segundo a polícia, testemunhas relataram que o motorista do automóvel teria deixado o local sem prestar socorro à vítima. João Caio não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na rodovia.

Conforme informações divulgadas por outro veículo de comunicação, o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz da Baixa Verde, que teria instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e identificar o condutor do carro.

A Prefeitura de Triunfo divulgou uma nota de pesar pela morte do jovem. Na publicação, a administração municipal confirmou que João Caio era filho do ex-prefeito João Batista Rodrigues e da ex-secretária municipal de Saúde Tarciane Pereira Melo.

Na nota, a Prefeitura manifestou solidariedade aos familiares e amigos, desejando força e conforto diante da perda.

O Blog do Nill Júnior também manifesta solidariedade a João Batista, Tarciane Pereira Melo e a todos os familiares e amigos de João Caio neste momento de dor.

Fonte: Blog Júnior Campos
Foto: Reprodução/Divulgação

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Moraes determina que minuta do golpe seja mantida como prova da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O material foi encontrado na […]

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O material foi encontrado na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, durante uma operação realizada em janeiro de 2023. O documento previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), medida que poderia ser utilizada para interferir no resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao analisar o destino dos objetos apreendidos durante as investigações, Moraes rejeitou a devolução da minuta e estabeleceu que materiais relevantes para o processo penal devem continuar preservados.

Na decisão, o ministro afirmou que o documento “constituiu elemento de prova relevante para a persecução penal”, justificando sua permanência nas dependências da Polícia Federal.

A defesa de Anderson Torres sustenta que a minuta não foi utilizada para planejar um golpe de Estado. O ex-ministro afirmou anteriormente que o documento chegou ao seu gabinete sem solicitação e foi levado para casa entre outros papéis destinados ao descarte. Os advogados negam que ele tenha discutido o conteúdo com Jair Bolsonaro ou comandantes militares.

Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista. Sua defesa apresentou um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação.

Além da preservação da minuta, Moraes determinou que passaportes apreendidos durante as investigações continuem retidos, por serem considerados relevantes para os processos.

O ministro também ordenou a destruição de armas, munições e carregadores recolhidos com Anderson Torres e com os ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Entre os armamentos estão pistolas e um revólver, além de mais de 200 munições de diferentes calibres. A Polícia Federal recebeu prazo de 48 horas para encaminhar o material à destruição e comprovar o cumprimento da determinação judicial.

A medida acompanha o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à destruição dos armamentos.

Os dois ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal foram condenados a 16 anos de prisão por omissão diante dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Com a decisão, os documentos considerados provas continuarão preservados, enquanto os objetos cuja destruição foi autorizada deverão receber a destinação determinada pelo Supremo.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Mais de 100 países reconhecem reeleição de Lula; Argentina e EUA não fizeram anúncio oficial

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30). O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30).

O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo TSE para registrar declarações de chefes de Estado, comunicados diplomáticos e manifestações de organismos internacionais sobre as eleições brasileiras.

Entre os países que parabenizaram Lula estão Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita. Também houve manifestações de organizações como a ONU, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia.

Na América do Sul, a Argentina foi o único país que não havia se manifestado oficialmente. Segundo o jornal argentino Clarín, o governo do presidente Javier Milei decidiu não divulgar uma mensagem de congratulação pela vitória de Lula.

A decisão foi confirmada pelo porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, que informou que o resultado eleitoral brasileiro havia sido registrado pelas autoridades do país, mas que não seria emitido um comunicado oficial.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também evitou reconhecer publicamente a vitória do brasileiro. Questionado por jornalistas nessa quinta-feira (29), ele afirmou que pretende conversar com Lula, mas voltou a criticar a condução do processo eleitoral.

Trump classificou a eleição brasileira como uma “vergonha” e já havia levantado suspeitas de fraude na apuração, sem apresentar provas. O republicano também evitou responder diretamente quem considerava o vencedor legítimo da disputa presidencial.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

A ausência de manifestações oficiais da Argentina e dos Estados Unidos não altera a validade do resultado eleitoral brasileiro, cuja apuração e proclamação são de competência da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

O painel do tribunal também registra manifestações de apoio ao processo democrático brasileiro. Entre os organismos internacionais estão a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O levantamento divulgado pelo TSE considera as manifestações registradas até quinta-feira (29), número que permaneceu como referência nas reportagens publicadas nessa sexta-feira (30).

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Carlos Santiago/NurPhoto/AFP

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Governo busca partidos do Centrão para negociar espaço no quarto mandato de Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou articulações para negociar a participação de partidos do Centrão em seu quarto mandato. Segundo reportagem de O Globo, a intenção é ampliar a base de apoio no Congresso Nacional, condicionando a ocupação de ministérios ao compromisso das legendas com as propostas do Executivo. De […]

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou articulações para negociar a participação de partidos do Centrão em seu quarto mandato. Segundo reportagem de O Globo, a intenção é ampliar a base de apoio no Congresso Nacional, condicionando a ocupação de ministérios ao compromisso das legendas com as propostas do Executivo.

De acordo com a publicação, interlocutores do Palácio do Planalto foram encarregados de procurar dirigentes partidários para discutir a composição do próximo governo. A orientação é exigir uma postura de maior fidelidade nas votações, evitando que partidos com representantes na Esplanada dos Ministérios atuem contra projetos considerados prioritários pela gestão.

A estratégia surge após divergências registradas durante o terceiro mandato de Lula. Partidos que receberam ministérios mantiveram posições independentes em diferentes votações no Congresso e, durante o segundo turno das eleições presidenciais, algumas dessas legendas apoiaram Flávio Bolsonaro (PL), adversário derrotado pelo petista.

Segundo aliados ouvidos pelo jornal, a intenção é estabelecer um compromisso de apoio às propostas governistas como condição para a distribuição de cargos no primeiro escalão. A discussão foi apresentada por dirigentes petistas durante reunião da executiva nacional do partido nessa quinta-feira (29).

Entre as legendas procuradas para as próximas conversas estão PSD, Republicanos, MDB, Podemos e Progressistas. O governo também considera abrir diálogo com PSDB, Avante e União Brasil.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou ao jornal que as negociações serão conduzidas diretamente com as direções partidárias, e não apenas com grupos internos das legendas.

“Os partidos que queiram estar conosco têm que ter lealdade a esse projeto liderado pelo presidente Lula”, declarou.

Edinho foi escolhido para conduzir as primeiras conversas, previstas para começar após o feriado de Finados, na segunda-feira (2). O próprio presidente Lula também deverá participar das articulações para definir a composição ministerial do próximo mandato.

O governo reconhece, entretanto, a dificuldade de obter apoio integral de partidos que reúnem parlamentares com diferentes posições políticas. A negociação deverá considerar tanto a disposição das direções partidárias quanto o comportamento de suas bancadas no Congresso.

Outro ponto da articulação envolve os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O Planalto pretende utilizar o diálogo com os dois parlamentares para construir apoio às propostas do próximo governo.

Lideranças petistas também discutem a possibilidade de abrir espaço, em ministérios sediados no próprio Palácio do Planalto, para representantes de partidos aliados. Atualmente, essas pastas são ocupadas por integrantes do PT e do PSOL.

As conversas ainda estão em fase inicial, e não há definição sobre quais legendas ocuparão ministérios ou quantos cargos serão oferecidos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, aliados de Lula trabalham com a expectativa de concluir a formação da nova equipe até dezembro.

Fonte: O Globo e Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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