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“Legalização do ‘fura-fila’ escancara apartheid histórico no Brasil”, diz PT em nota

Por André Luis

Os inimigos da democracia parecem escolher a dedo os piores momentos da história do País para desempacotarem seus pacotes de maldades contra a soberania do povo brasileiro. O golpe mais recente aconteceu na última terça-feira (6), dia em que o Brasil bateu mais um recorde macabro, de 4.211 mortes por covid-19 em um intervalo de 24 horas, totalizando 337.364 vítimas fatais da doença durante a pandemia.

Enquanto essa tragédia sem precedentes ocorria, o plenário da Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei nº 948/21, que autoriza empresas a comprarem diretamente, e sem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vacinas contra a covid-19.

A Bancada do Partido dos Trabalhadores votou contra e denunciou que a proposta vai desorganizar o Plano Nacional de Imunização (PNI), privilegiando quem tem dinheiro, sem respeitar os grupos prioritários. Além do próprio fato em si, dissonante em relação a todas as medidas que vêm sendo executadas em todo o mundo para conter a doença, a aprovação alarga um dos problemas mais crônicos do País, que os mesmos inimigos da democracia se esforçam para velar ao longo do tempos: o apartheid social.

Disfarçado da boa intenção, o PL nº 948/2021 visa criar uma lei para permitir a aquisição e distribuição de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado. Na prática, é uma tentativa do atual desgoverno e de seus aliados no Congresso Nacional de permitir que empresários não apenas furem a fila da vacinação contra a covid-19 como façam isso às custas de toda a população, principalmente os mais pobres. Não à toa já ficou conhecido como o “camarote” da vacina – e ainda com redução de imposto de renda. Um verdadeiro escândalo.

Vacina não é mercadoria. O Brasil possui uma expertise e um know-how acumulado durante décadas no que diz respeito ao PNI, além do Sistema Único de Saúde (SUS), criado na gestão do PT, capaz de levar a vacina para todo o povo brasileiro em tempo hábil – o que até agora não ocorreu porque o atual desgoverno não assegurou a vacina para o Brasil, pelo contrário, vem sabotando-a desde o início da pandemia. Como se não bastasse, tentar privilegiar uma parte da sociedade, ligada diretamente à atividade econômica, além de desonesto, é criminoso.

Parabenizamos, em especial, o deputado federal Carlos Veras (PE), por seu posicionamento e voto contrário ao PL e a favor dos direitos inalienáveis do povo brasileiro, do SUS e da própria vida. Ao mesmo tempo, lamentamos a decisão de parlamentares, com principal menção a de Pernambuco, que se posicionaram a favor do PL ou se absteve do voto, que, neste caso, significa o mesmo que votar contra os interesses de toda a população.

Defender a aquisição e distribuição de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado é incentivar ainda mais o processo de desigualdade, o verdadeiro apartheid que acontece no Brasil e que tornou a ser incentivado desde o golpe de 2016.

Recife, 7 de abril de 2021

Partido dos Trabalhadores De Pernambuco

Outras Notícias

Diácono Mateus Henrique, sobre ser ordenado pelo Papa: “uma grande honra e alegria para mim”

Sertanejo de Afogados da Ingazeira será único brasileiro a ser ordenado entre nove que terão a imposição das mãos do Papa Francisco Silvonei José – Vatican News O Papa Francisco, como bispo de Roma, irá ordenar 9 sacerdotes para sua diocese. A celebração com o rito da ordenação terá lugar no próximo domingo, Domingo do […]

Sertanejo de Afogados da Ingazeira será único brasileiro a ser ordenado entre nove que terão a imposição das mãos do Papa Francisco

Silvonei José – Vatican News

O Papa Francisco, como bispo de Roma, irá ordenar 9 sacerdotes para sua diocese. A celebração com o rito da ordenação terá lugar no próximo domingo, Domingo do Bom Pastor, às 9 horas, horário de Roma, (4 da manhã no Brasil) com transmissão em português da Rádio Vaticano/Vatican News.

Os nove jovens (e menos jovens) que serão ordenados – entre os quais um brasileiro – prepararam-se para este grande momento com um retiro em um Mosteiro. Sua formação foi realizada em seminários da Diocese de Roma.

Seis deles estudaram no Pontifício Seminário Maior Romano: Georg Marius Bogdan, Salvatore Marco Montone, Manuel Secci, Diego Armando Barrera Parra, Salvatore Lucchesi e Giorgio De Iuri.

Dois deles foram formados no Colégio diocesano Redemptoris Mater – Riccardo Cendamo e Samuel Piermarini – e um no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, precisamente o brasileiro Mateus Henrique Ataíde da Cruz.

Mateus nasceu em Afogados da Ingazeira (PE) e mudou-se para Roma há sete anos, para frequentar o Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor.

O que diz o seu coração nestes momentos que antecedem à sua ordenação sacerdotal?

A palavra que define este momento é gratidão…meu coração está repleto de alegria por este momento, repelto de agradecimento a Deus por tudo o que ele tem feito por mim ao longo destes anos em toda a minha vida. O que resume este momento que antece a celebração da ordenação é gratidão. Gratidão a Deus pelo dom da vida, pelo dom da chamada, pelo dom da vocação que ele me dá. Nada a acrescentar, somente gratidão.

Será o Papa a ordenar você, que sentimento tem neste momento sabendo que será o Sucessor de Pedro a lhe ordenar?

Ser ordenado pelo Santo Padre é uma grande honra para mim, uma grande alegria. Nunca pensei em chegar onde cheguei aqui na Diocese de Roma. Somente a providência de Deus faz essas peripécias na nossa vida. Comecei a minha vida vocacional de baixo, lá na minha terrinha, no sertão de Pernambuco. Cheguei aqui pela graça de Deus e agora estou sendo ordenado pela mãos do Santo Padre. Para mim é uma grande alegria, uma grande honra, não tenho palavras para descrever…

Por que decidiu fazer a sua formação sacerdotal em Roma? 

A decisão de vir para Roma, foi improvisa, por que eu nunca pensei em vir estudar em Roma, eu tinha na época, 22 anos. Eu pedi um tempo para poder discernir. Depois eu falei com dom Egidio Bison, bispo de Afogados da Ingazeira, e depois de um processo de discernimento, pedi o desligamento da diocese com grande dor, porque é uma terra que eu amo, porque é uma terra que eu quero muito bem, quero muito bem aos padres, ao bispo, a todos aqueles que se encontram ali, para poder seguir o chamado de Deus, seguir esta nova proposta carismática. E chegando a Roma me formei em Teologia, agora estou estudando na Universidade Lateranense. E em todo este período a minha formação foi no Seminário Divino Amor.

Como foi a formação neste período de pandemia?

Eu cheguei a Roma bem antes da pandemia, em agosto de 2014. Cursei o curso de Teologia. Foi um período maravilhoso, não existia a pandemia e então ia para a Universidade, frequentava as aulas. Só agora no ano 2020, com  o advento da pandemia tudo mudou. Não podiamos mais ver os colegas, os porfessores, não podíamos mais ter este contato próximo que tínhamos na Univedrsidade. Foi um período um pouco difícil, seja de frequentar as aulas, seja também na vida pastoral, na vida de Seminário. Tudo mudou um pouco. Tivemos que nos adequar. Infelizmente a situação não nos permite ainda hoje de nos aproximarmos para retomar uma vida, por assim dizer, normal. Infelizmente este período de formação em 2020 foi muito tribulado.

Qual será a sua missão no futuro, permanece em Roma?

A minha missão após a ordenação é continuar como padre da Diocese de Roma na qual eu estou encardinado atualmente. Irei ficar como Vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora das Dores. E entre este período de 2021-2022, continuarei ali, onde estou exercendo atualmente o ministério como diácono. Mas o futuro a Deus pertence. Não posso fazer projetos para o futuro até porque é Deus quem comanda a nossa vida, o nosso futuro. Inicialmente estarei ali, e se Deus quiser, aonde Ele quiser eu irei. Não posso colocar a minha vontade diante da vontade de Deus.

Uma mensagem para o povo de Pernambuco e do Brasil nestes momentos difíceis de pandemia…..

Por fim gostaria de agradecer a todos os meus conterrâneos de Pernambuco, de Afogados da Ingazeira, no sertão do Pajeu. Agradecer aos meus familiares, aos meus pais, meus parentes, meus amigos. Ao clero da Diocese de Ingazeira na pessoa de dom Bisol que me deu muita força nestes anos, nestes últimos tempos principalmente com a pandemia e pedir a todos vocês que rezem por mim. Rezem pelos meus colegas diáconos que serão ordenados no próximo dia 25 e pedir a Deus que conceda novas vocações para a sua messe, que mande mais operários messe, porque estamos necessitados de sacerdotes e de bons sacerdotes. Então peçamos sempre a Deus novas vocações, peçamos a Deus que ele possa derramar sobre cada um dos sacerdotes do Brasil a graça para levar a sua missão avante. E pedimos a Deus, por fim para que Ele se compadeça de nós, do povo brasileiro e derrame copiosas bençãos para todas aquelas pessoas que sofrem pelo fragelo do Covid. Peço a Deus que possa abençoar cada uma das pessoas que perderam familiares, que perderam as pessoas queridas, peçamos que essa pandemia possa terminar, acabar e possamos retomar às nossas vidas, às nossas  celebrações, à nossa vida de fé principalmente, para que possamos viver tempos melhores daqui em diante. Um abraço a todos e que Deus abençoe cada um de vocês.

Lixo hospitalar coloca em risco saúde de moradores em Sertânia

Moradores que residem no final da rua Terezinha Laet, no município de Sertânia estão preocupados e com medo de adquirirem alguma infecção hospitalar ou doença grave. Isto porque toda a água usada no hospital municipal, que deveria ir para o esgoto ou fossa, escorre a céu aberto com destino ao final desta rua. Para piorar […]

Foto: Sertânia News
Foto: Sertânia News

Moradores que residem no final da rua Terezinha Laet, no município de Sertânia estão preocupados e com medo de adquirirem alguma infecção hospitalar ou doença grave. Isto porque toda a água usada no hospital municipal, que deveria ir para o esgoto ou fossa, escorre a céu aberto com destino ao final desta rua.

Para piorar a situação, a correnteza d’água que se formou com as últimas chuvas no município, levaram consigo vários restos de materiais utilizados na unidade hospitalar, tais como: seringas, ampolas de injeção e demais lixos oriundos do hospital, não só para a rua, como também para dentro de algumas casas.

Os moradores estão correndo risco eminente de contaminação e medidas devem ser tomadas para que se evite isso. Com a palavra a Prefeitura de Sertânia.

*Com informações do Sertânia News

Márcia Conrado terá encontro com Lula

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), foi convidada para um encontro reservado com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite partiu do próprio ex-presidente, segundo o Farol de Notícias.  Como divulgado, Lula estará em Recife neste domingo em uma agenda de poucos encontros. Este primeiro encontro ocorre quando o PT e […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), foi convidada para um encontro reservado com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite partiu do próprio ex-presidente, segundo o Farol de Notícias. 

Como divulgado, Lula estará em Recife neste domingo em uma agenda de poucos encontros. Este primeiro encontro ocorre quando o PT e o PSB começam a dialogar em torno de uma aliança na disputa de 2022, pelo governo do Estado.

Aliás, já há comentários de que setores do Partido dos Trabalhadores desejam emplacar o nome do ex-prefeito Luciano Duque, na chapa majoritária, caso a aliança se concretize.

O Farol conversou com o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, que confirmou o encontro entre Lula e Márcia, mas disse que não estaria presente, porque cumpre agenda no Sertão do Araripe. Ele ratificou que o seu projeto é disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

“Para o encontro com Lula só vai Márcia e a pauta é política. Ele não irá receber pré-candidatos, senão haverá uma multidão. Eu compreendo e vou continuar percorrendo o estado, este é o meu projeto. Márcia me representa, ela é a minha líder”, cravou o ex-prefeito.

Bolsonaro pedirá contagem pública de votos se não houver voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta segunda-feira (12), a aprovação do voto impresso. Segundo o chefe do Executivo, caso o Congresso não aprove a medida, pedirá a contagem de votos em 2022. Bolsonaro alegou ainda que nesta semana apresentaria provas de que as eleições presidenciais de 2014 foram fraudadas, com a suposta vitória […]

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta segunda-feira (12), a aprovação do voto impresso. Segundo o chefe do Executivo, caso o Congresso não aprove a medida, pedirá a contagem de votos em 2022.

Bolsonaro alegou ainda que nesta semana apresentaria provas de que as eleições presidenciais de 2014 foram fraudadas, com a suposta vitória de  Aécio Neves.

No entanto, Bolsonaro informou que o técnico que faria a demonstração pública foi diagnosticado com covid-19.

“Nós vamos querer a contagem pública dos votos. Isso já é lei. Conversei com a pessoa que ia fazer a demonstração da fraude de 2014 e ela está com covid, bastante debilitada, está tomando um novo medicamento, eu não vou falar para vocês para esse medicamento não ser satanizado, demonizado. Várias pessoas tomaram esse novo medicamento em estado avançado, entubados e se safaram. Se essa pessoa melhorar, eu acho difícil essa semana, mas se ela melhorar, ela virá. Eu convidarei vocês da imprensa, e também as mídias sociais vão transmitir a apresentação dele”, apontou.

Bolsonaro continuou a insinuar fraudes eleitorais, sem apresentar provas.

“Então é algo realmente difícil de não acreditar na possibilidade de fraude. E temos notícia ao longo de municípios pelo Brasil, no interior da Bahia, onde a família inteira votou num candidato e ele acabou no final das contas tendo zero votos. Isso vem acontecendo pelo Brasil, muitas reclamações e você não tem a quem recorrer. Se o próprio ministro do STF diz que é confiável, se você perde uma eleição, você vai recorrer para quem?”, reclamou o presidente.

Mais uma vez, o chefe do Executivo mencionou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso.

“Essa instância final é o próprio TSE onde está à frente o Barroso. Ele vai dizer que não procede, que as urnas estão certas. Agora a grande verdade é que a população não acredita nesse voto eletrônico como está ai”, acrescentou.

Bolsonaro comentou também a expiração do prazo nesta segunda-feira para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as provas das declarações dele de supostas fraudes nas eleições de 2014 e 2018.

“O TSE fez um pedido para mim para apresentar as provas, eu assinei agora há pouco a resposta, pedindo um prazo um pouquinho maior até essa pessoa, que teve coragem, sabendo os riscos, apresentar essa provas. Ele me apresentou isso há seis meses atrás. Lógico que é um especialista. Não é uma pessoa como nós. Nós não entendemos desse assunto. São aquelas pessoas que têm uma mente brilhante”, avaliou Jair Bolsonaro.

Pedido de vista interrompe sessão, e debate do impeachment volta na sexta

G1 Após a leitura do parecer do relator do processo de impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), um pedido de vista coletivo (feito por vários deputados) encerrou a sessão desta quarta-feira (6) da comissão especial destinada a dar parecer sobre o procedimento de afastamento da presidente Dilma Rousseff. A discussão do parecer, que defende a continuidade do […]

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G1

Após a leitura do parecer do relator do processo de impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), um pedido de vista coletivo (feito por vários deputados) encerrou a sessão desta quarta-feira (6) da comissão especial destinada a dar parecer sobre o procedimento de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

A discussão do parecer, que defende a continuidade do processo, será iniciada na próxima sexta (8), e poderá entrar pelo fim de semana. Isto porque existem, até o momento, 113 deputados inscritos para falar. Mais parlamentares poderão se inscrever no início da próxima reunião da comissão. Os membros do colegiado têm 15 minutos para pronunciamentos, enquanto não membros têm 10. A votação do relatório será na próxima segunda (11).

Durante a sessão desta quarta, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) chegou a propor um acordo para que a discussão fosse iniciada já nesta quinta (7). Mas deputados da oposição disseram que o acordo poderia ser questionado, porque, em caso de pedido de vista, a discussão precisa ser interrompida por duas sessões do plenário da Câmara.

Deputados governistas criticaram a possibilidade de fazer debates durante o fim de semana. Diante do impasse sobre o formato da análise do parecer, o presidente da comissão especial, Rogério Rosso (PSD-DF), decidiu que seguirá o prazo do pedido de vista e iniciará a discussão na sexta, com possibilidade de ter sessões no sábado e no domingo.

“Não tem escrito que o CongressoNacional não pode trabalhar no fim de semana. Tentamos fazer um entendimento e não tem sido fácil. Molon colocou uma proposta, mas não tem acordo”, justificou Rosso.

Parecer: Por quase cinco horas, o relator do processo de impeachment leu parecer favorável à abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Ao final, depois de ler as 128 páginas do documento, ele falava com dificuldade e com a voz frágil.

Concluída a leitura, deputados favoráveis ao afastamento de Dilma levantaram cartazes com os dizeres “Impeachment já” enquanto parlamentares contrários portavam cartazes com a inscrição “Impeachment sem crime é golpe”. Os parlamentares pró-impeachment cantaram o Hino Nacional enquanto os governistas gritavam: “Golpistas, golpistas!”