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Juiz dá liminar e proíbe candidatura de Rodrigo Maia

Por André Luis

Candidato à reeleição, presidente da Câmara criticou a decisão do juiz e anunciou que vai recorrer. “Não cabe a um juizado de primeira instância”

Do Congresso em Foco

Em decisão liminar, o juiz Eduardo Ribeiro de Oliveira, substituto da 15ª Vara Federal em Brasília, acaba de proibir o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de concorrer a um novo mandato no comando da Casa. Ele acolheu parcialmente uma ação popular, que tramitava desde dezembro na Justiça Federal. Para o magistrado, Maia violará a Constituição caso se candidate a um segundo mandato consecutivo de presidente dentro da mesma legislatura. O argumento é o mesmo utilizado por adversários do deputado fluminense para barrar a candidatura dele.

O presidente da Câmara criticou a decisão do juiz e anunciou que vai recorrer da decisão. “Do nosso ponto de vista, a decisão do juiz está equivocada. É uma decisão que não cabe a um juizado de primeira instância. Já estamos recorrendo e confiando na Justiça esperando a anulação da decisão o mais rápido possível”, informou o deputado por meio de sua assessoria de imprensa. A ação popular foi proposta pelo advogado Marcos Aldenir Ferreira Rivas, mestre em Direito pela Universidade Federal do Amazonas.

O magistrado determinou que Maia pague multa de R$ 200 mil caso não cumpra sua decisão. “A não concessão da medida e a espera pela decisão final também teriam efeitos irreversíveis, uma vez que equivaleriam a permitir a reeleição e, muito provavelmente, o exercício do segundo mandato de presidente da Câmara dos Deputados pelo réu, em afronta à Lei Fundamental. Destarte, deve-se priorizar a decisão que mais protege os valores constitucionais”, argumentou Eduardo Ribeiro. “Posto isso, defiro, em parte, a tutela de urgência, a fim de determinar ao réu, deputado federal Rodrigo Maia, que se abstenha de se candidatar ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados na próxima eleição da Mesa Diretora, a ocorrer em 2 de fevereiro de 2017”, acrescentou em seu despacho.

Outras Notícias

Confusão com servidor: Albérico Thiago apresenta sua versão

Prezado Nill Júnior, Venho, de público, relatar o fato ocorrido entre a minha pessoa e um servidor da prefeitura, e que foi distorcido por muitos blogs. Já na madrugada do dia 24, eu e alguns amigos estávamos no Hits Bar confraternizando. Por diversas vezes o cidadão conhecido como Jeverson passou ao nosso lado soltando indiretas, […]

Prezado Nill Júnior,

Venho, de público, relatar o fato ocorrido entre a minha pessoa e um servidor da prefeitura, e que foi distorcido por muitos blogs.

Já na madrugada do dia 24, eu e alguns amigos estávamos no Hits Bar confraternizando. Por diversas vezes o cidadão conhecido como Jeverson passou ao nosso lado soltando indiretas, na intenção de nós provocar. Evitamos qualquer iniciativa de atrito.

Antes de continuar com o relato, se faz importante mencionar que a mesma pessoa, em duas outras ocasiões, naquele mesmo ambiente, há alguns meses, já havia tentado atrito conosco. Ele nos persegue por divergência política. Não consegue se conter por fazermos oposição ao atual prefeito, ao qual ele deve imensos favores. O dito Jeverson não atua no campo do diálogo propositivo; ele parte pra afronta tendo como base a violência física.

Pois bem, voltemos ao episódio que gerou tamanha repercussão.

Depois de algumas investidas dele, sem haver qualquer reação de nossa parte, fui surpreendido, de forma covarde, de costas, por um tapa em meu rosto que derrubou o meu óculos. Todos que estavam lá são testemunhas do ocorrido.

Após o ato violento, mais uma vez de forma covarde, Jeverson saiu às pressas do estabelecimento.

Sou um cidadão ordeiro, cumpridor de meus compromissos, com imagem a zelar, e por isso mesmo não poderia apenas fingir que nada aconteceu.

De imediato também saí do estabelecimento e, percebendo que ele estava se evadindo da área em seu veículo, entrei no meu carro e o acompanhei. Eu precisava tomar as devidas satisfações. Queria saber exatamente os motivos que o levaram a agir daquela forma covarde.

Naquele dia havia chovido. Ao entrar na rua da residência de Jeverson, que não é calçada, meu carro derrapou. O dito cujo, que ia entrar em sua casa resolveu fazer outra manobra exatamente quando eu estava iniciando o trajeto no sentido de sua residência. Meu carro “patinou” por causa da lama e, nesse momento, os carros colidiram. A batida não foi intencional.

A polícia chegou e fomos à delegacia, onde representamos um contra o outro.

É imprescindível nesta nota refutar a matéria parcial e mentirosa, divulgada em blog, que tratou o caso como tentativa de homicídio. Estamos pedindo retratação pública ao seu autor, bem como a publicação do nosso posicionamento, como direito de resposta. O autor da matéria com título sensacionalista deveria focar, no mínimo, ao relato do caso que consta no B.O. – que em nenhum momento cita tal calúnia – e, claro, procurar ouvir todas as partes.

O boletim de ocorrência, que é público, em nenhum momento trás testemunho de qualquer autoridade policial indicando que eu, José Albérico Nunes de Brito (Albérico Tiago), ameacei verbalmente Jeverson Ricardo. O B.O. relata a versão do real agressor, que mentiu sobre ameaças desferidas por minha pessoa. Ele tentou, com aquilo, teatralizar e se fazer de vítima. Na realidade tudo aconteceu por investida covarde do próprio.

Solicitamos todas as imagens das câmeras de segurança do Hits e dos estabelecimentos no entorno, que poderão constatar toda a veracidade do que aqui relatamos.

Logo após o ocorrido recebi centenas de mensagens de solidariedade, inclusive de familiares do próprio Jeverson.

Estou com a consciência tranquila e disponível para quaisquer esclarecimentos que se tornem necessários, tanto no campo judicial quanto junto à imprensa.

O caso agora vai tramitar judicialmente. E testemunhas não faltarão para relatar toda a covardia cometida contra a minha pessoa naquele estabelecimento.

Albérico Tiago – vereador 

Sucessão em Custódia: clássico ou jogo de um time só?

Por Júnior Cavalcanti Vários municípios de Pernambuco já estão se movimentando quando o assunto é a eleição para prefeito e vereador em outubro. Na região do Pajeú por exemplo, tudo quase pronto para os embates. Na região do Sertão do Moxotó várias composições estão sendo feitas em vários municípios. Mas chama atenção o município de […]

Por Júnior Cavalcanti

Vários municípios de Pernambuco já estão se movimentando quando o assunto é a eleição para prefeito e vereador em outubro. Na região do Pajeú por exemplo, tudo quase pronto para os embates. Na região do Sertão do Moxotó várias composições estão sendo feitas em vários municípios.

Mas chama atenção o município de Custódia. Ainda não se tem notícias de quem irá disputar a eleição por parte do grupo de situação e nem de oposição. Pelo grupo de situação, o prefeito Manuca ainda não sinalizou que vai sucedê-lo na disputa.

Nomes como da vereadora Anne Lira e do secretário Alysson de Yolanda são vistos como bons quadros.  Há quem diga que o Secretário de Administração Sávio Amorim estaria no páreo. Este último com um pouco mais de rejeição por parte dos governistas.

Manuca este ano completa o seu segundo mandato como prefeito de Custódia. Tem a maioria dos vereadores na Câmara municipal, e de quebra ainda trouxe para seu lado nomes como Gilberto de Belchior e Rony Barbalho.

No outro lado do jogo eleitoral, está a oposição. Ainda nos trancos e barrancos, não percebemos uma união em torno de um nome que possa enfrentar o grupo do atual prefeito. Há quem diga que será uma disputa de um time só.

Nomes como Luciara de Nemias, e Marcilio Ferraz são os mais fortes pra ir à batalha das urnas em Custódia. Mais o que se percebe, é um distanciamento entre Marcilio e Luciara, que é vice-prefeita e pulou do barco de situação no ano passado. Os dois não andam juntos nas comunidades, deixando claro que dificilmente teremos uma chapa formada pelos dois.

Isso acontecendo estreita mais a possível vitória do grupo de situação. Custódia historicamente mão comporta três grupos políticos disputando uma eleição. Para a oposição seria salutar uma união, mesmo sabendo das dificuldades de se enfrentar um grupo forte e com máquina na mão.

Ex-gestores da Funase são multados por contratações irregulares

A Primeira Câmara do TCE julgou irregular o objeto de uma Auditoria Especial realizada na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase-PE), que avaliou a contratação de serviços de fornecimento e preparo de refeições entre 2016 e 2021. O processo (n° 21100656-7), que teve como relator o conselheiro substituto Ricardo Rios, atendeu a uma Representação Interna do […]

A Primeira Câmara do TCE julgou irregular o objeto de uma Auditoria Especial realizada na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase-PE), que avaliou a contratação de serviços de fornecimento e preparo de refeições entre 2016 e 2021.

O processo (n° 21100656-7), que teve como relator o conselheiro substituto Ricardo Rios, atendeu a uma Representação Interna do Ministério Público de Contas, assinada pela procuradora Germana Laureano, onde ela solicita que sejam apuradas as responsabilidades pelas sucessivas contratações emergenciais conduzidas pela Funase entre 2016 e 2021, agindo, entre outros pontos, com “morosidade excessiva” para processar a fase interna de licitação, provocando sucessivas Dispensas Emergenciais.

Em sua defesa, a Funase alegou situação emergencial para realizar as dispensas,  todavia, a equipe de auditoria do TCE, após realizar o levantamento das despesas com fornecimento de alimentação, por meio de consultas ao portal Tome Conta e ao sistema e Fisco, concluiu que a “urgência” foi decorrente da falta de planejamento e organização da gestão da própria Funase, e não do surgimento de situação excepcional ou repentina que os tenha surpreendido, o que foi acatado na íntegra pelo relator.

Também que foi constatada a manutenção da prestação de serviços de fornecimento e preparo de refeições após o encerramento dos respectivos contratos, evidenciando a prática ilegal de contratos verbais, contrariando a Lei Federal nº 8.666/93.Sendo assim, o relator julgou irregular o objeto da auditoria, tendo como responsáveis Angela Maria Távora, (Superintendente Geral de Gestão, Administração e Finanças, de 02/19 até a data de fechamento do relatório) e Nadja Maria Alencar (Diretora-presidente, de 02/17 até o fechamento do relatório). Ambas foram multadas no valor de R$ 13.774,50.

Ainda foram responsabilizados, com multa no valor de R$ 9.183,00, Moacir Carneiro Leão Filho (Diretor-presidente, de 03/15 a 10/16), Reynaldo Souza Ramos (Diretor Geral Administrativo e Financeiro, de 01/15 a 10/16), Dilma Teresinha Coelho de Oliveira (Diretora Geral Administrativa e Financeira, de 02/17 a 05/18) e José Cícero Cunha (Diretor Geral Administrativo e Financeiro, de 05/18 a 01/19).

Por fim, o relator fez uma série de determinações, com destaque para que sejam evitadas, imediatamente, as deflagrações de dispensas emergenciais de licitação, procurando agir com a antecedência necessária e com margem ampla de segurança, no sentido de realizar os processos licitatórios destinados a dar continuidade a todos os serviços considerados essenciais.

O voto foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros Valdecir Pascoal e Carlos Porto, durante sessão realizada no último dia 28 de fevereiro. O conselheiro Marcos Loreto, por ser o relator originário do processo, não votou. O Ministério Público de Contas foi representado pelo procurador Ricardo Alexandre.

As partes interessadas ainda podem recorrer da decisão. 

Caso Miguel: MPPE denuncia Sarí Corte Real por abandono de incapaz

Foto: Yacy Ribeiro/JC Imagem Na denúncia, promotor pede agravamento de pena porque o crime foi contra criança em meio à conjuntura de calamidade pública Raphael Guerra/Ronda JC O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou à Justiça, na manhã desta terça-feira (14), a empresária Sarí Corte Real pelo crime de abandono de incapaz. Ela é acusada […]

Foto: Yacy Ribeiro/JC Imagem

Na denúncia, promotor pede agravamento de pena porque o crime foi contra criança em meio à conjuntura de calamidade pública

Raphael Guerra/Ronda JC

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou à Justiça, na manhã desta terça-feira (14), a empresária Sarí Corte Real pelo crime de abandono de incapaz. Ela é acusada pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que caiu do nono andar de um prédio de luxo na área central do Recife. O processo foi encaminhado à 1ª Vara de Crimes contra Criança e Adolescente da Capital, que conduzirá o caso, a partir de agora, sob sigilo. 

Na denúncia, o promotor responsável pelo caso, que não teve o nome divulgado, ainda pediu um agravante de pena porque o crime ocorreu contra criança em meio à conjuntura de calamidade pública. A pena prevista para o crime de abandono de incapaz é de 4 a 12 anos de reclusão. Com o agravante, há uma maior possibilidade de a acusada pegar a pena máxima. 

A partir de agora, o juiz responsável pela 1ª Vara de Crimes contra Criança e Adolescente da Capital vai analisar a denúncia do MPPE e decidir se aceita a denúncia. Caso aceite, os advogados de Sarí terão dez dias para apresentar a defesa dela. Só então, a Justiça marcará a audiência de instrução e julgamento do caso, quando testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas em juízo. 

Sarí Corte Real, ex-patroa da mãe de Miguel, continuará respondendo ao processo em liberdade. 

As investigações

Miguel caiu do nono andar do Edifício Píer Maurício de Nassau, localizado no bairro de São José, Centro do Recife, no dia 2 de junho. Ele foi deixado sozinho no elevador por Sarí, então patroa da mãe do garoto, Mirtes Souza, que tinha descido para passear com o cachorro da empregadora.

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) no edifício constatou que Sarí apertou o botão da cobertura, antes de deixar a criança sozinha no elevador. Ao sair do equipamento, o menino passa por uma porta corta-fogo, que dá acesso a um corredor. No local, ele escala uma janela de 1,20 m de altura e chega a uma área onde ficam os condensadores de ar. É desse local que Miguel cai, de uma altura de 35 metros.

Ao reconstituir toda a dinâmica que antecedeu a queda da criança, a perícia conclui que a morte foi “acidental, e não provocada”. O termo “provocada” é para deixar claro que Miguel não se suicidou nem foi empurrado por ninguém.

Segundo delegado Ramon Teixeira, depois de deixar a criança sozinha no elevador, Sarí voltou para fazer as unhas com a manicure que estava em sua casa. No dia da queda, o delegado chegou a autuar em flagrante a então patroa da mãe do garoto por homicídio culposo. Ela pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada.

Na conclusão do inquérito, o delegado Ramon Teixeira mudou o entendimento da tipificação penal. Ele também descartou a possibilidade do homicídio doloso e do dolo eventual foram afastadas. O delegado ressaltou que, apesar de ser um caso difícil, o inquérito buscou agir de forma isenta. “A gente sempre sempre zelou pela transparência, porque a sociedade merece e precisa de respostas para o que aconteceu. Desde o primeiro momento agimos com zelo, exclusivamente pautado pela técnica”, disse.

Coordenador Geral da campanha de Armando intensifica agenda

O coordenador-geral de campanha da aliança Pernambuco Vai Mudar foi escolhido. É o prefeito de Igarassu, Mário Ricardo (PTB). Ele foi nome de consenso dos 13 partidos que compõem o palanque do candidato a governador, o senador Armando Monteiro (PTB), o vice Fred Ferreira (PSC) e os postulantes ao Senado, os deputados federais Bruno Araújo […]

O coordenador-geral de campanha da aliança Pernambuco Vai Mudar foi escolhido. É o prefeito de Igarassu, Mário Ricardo (PTB).

Ele foi nome de consenso dos 13 partidos que compõem o palanque do candidato a governador, o senador Armando Monteiro (PTB), o vice Fred Ferreira (PSC) e os postulantes ao Senado, os deputados federais Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

Desde segunda, quando foi anunciado por Armando, Mário Ricardo está trabalhando para uniformizar as ações de campanha.

“Estamos cuidando de todas as questões, da infraestrutura às questões políticas, para conduzir uma campanha propositiva, que discuta o futuro de Pernambuco. Nossa campanha será feita de gente, do nosso povo, para fazer a mudança que a nossa população precisa”, destaca o coordenador-geral de campanha.

Ao seu lado, Mário Ricardo terá o conselho de ex-governadores, formado por Roberto Magalhães (DEM), Gustavo Krause (DEM), Joaquim Francisco (PSDB) e João Lyra (PSDB).

“Mário reúne condições indispensáveis para um processo como esse. Alia senso de organização, capacidade operacional, entendimento das questões políticas, experiência com eleição e tem boas relações na área política, em todas as latitudes”, salienta Armando.