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INSS mostra insensibilidade ao cortar benefício de idosa de 91 anos durante a pandemia

Por André Luis

Por André Luis/Causos & Causas

Em mais um capítulo de insensibilidade e burocracia excessiva, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi duramente criticado por cessar o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) de Custodia da Silva, uma idosa de 91 anos, em dezembro de 2020, no auge da pandemia de Covid-19. A justificativa do órgão foi baseada unicamente na renda per capita de sua família, desconsiderando a realidade socioeconômica e as necessidades especiais da beneficiária.

O caso

Custodia da Silva, que vivia sob os cuidados da filha aposentada, teve o benefício cortado pelo INSS sob o argumento de que a renda da filha, superior a R$ 2.300,00, ultrapassava o limite de ½ salário mínimo per capita estabelecido por lei. A decisão ignorou completamente as despesas significativas com itens essenciais como fraldas geriátricas e bengalas, além do custo de cuidados especiais que sua avançada idade exige.

O caso foi levado à 26ª Vara Federal de Juizado Especial Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, que, em primeira instância, decidiu contra a idosa, reforçando a posição do INSS. A juíza considerou que o amparo financeiro da filha descaracterizava a hipossuficiência econômica necessária para o benefício, uma análise que desprezou as provas e laudos apresentados pela defesa de Custódia.

Decisão final: uma reviravolta necessária

A luta da idosa só teve um desfecho favorável após recurso à 3ª Turma Recursal da SJDF, que reformou a sentença inicial e determinou o restabelecimento do BPC/LOAS. O colegiado considerou que:

A miserabilidade não se resume à renda per capita: Embora o critério de renda seja um parâmetro legal, o tribunal destacou que a análise de vulnerabilidade social deve ser mais ampla, incluindo elementos como despesas médicas e condições de saúde.

Provas socioeconômicas contundentes: A perícia demonstrou que a renda da filha estava comprometida com os cuidados da mãe, inviabilizando a subsistência confortável de ambas.

Jurisprudência em defesa do bom senso: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu a possibilidade de considerar outros elementos além da renda per capita para determinar a condição de miserabilidade, uma interpretação que o INSS insiste em desconsiderar.

A decisão garantiu que Custodia da Silva tenha o benefício restabelecido com efeito retroativo, fixando a Data de Início do Benefício (DIB) na data da citação do processo.

Críticas à atuação do INSS

Este caso evidencia a postura insensível e mecanicista do INSS, que trata números e fórmulas como verdades absolutas, sem considerar a realidade humana por trás de cada processo. O corte do benefício de uma idosa de 91 anos em plena pandemia é uma afronta ao princípio de dignidade da pessoa humana e um reflexo da desconexão do órgão com sua função social.

A atuação da 3ª Turma Recursal traz alívio e justiça, mas o caso de Custodia da Silva é apenas mais um em um mar de decisões equivocadas do INSS, que frequentemente forçam cidadãos em situação de vulnerabilidade a travarem longas batalhas judiciais para reaver direitos básicos.

A luta por justiça continua

Os advogados de Custodia da Silva, Renan Walisson de Andrade (OAB: PE56307) e Emanuel Fagner de Oliveira e Silva (OAB: PE58651), destacaram que o caso é emblemático da dificuldade enfrentada por milhares de beneficiários do BPC/LOAS no Brasil. A vitória de Custodia traz um precedente importante, mas também evidencia a necessidade urgente de reformular os critérios de análise do INSS para priorizar o ser humano em vez de se apegar a cálculos frios e descontextualizados.

“O caso de Dona Custódia foi um dos mais impactantes na minha vida profissional e ter conseguido, em atuação conjunta com o meu colega de profissão Emanuel Fagner, restabelecer o benefício assistencial à pessoa idosa, muito me emocionou. O INSS tem cometido inúmeras injustiças em todo o Brasil, contudo, temos o Poder Judiciário para nos socorrer e garantir a seguridade social necessária a quem de direito”, disse o advogado Renan Walisson, ao Causos & Causas.

Enquanto o órgão não mudar sua postura, histórias como a de Custodia da Silva continuarão a expor a face desumana da burocracia no Brasil.

Dona Custódia

Dona Custódia da Silva, mais conhecida como “Todinha”, apelido dado por seu primeiro neto, nasceu no dia 9 de março de 1932, em Amparo da Serra, Minas Gerais.

Neta de escravizados, Todinha deixou sua terra natal ainda menina para ir ao Rio de Janeiro. Lá, conheceu um homem e passaram a morar juntos. Tiveram uma filha e, assim como a história de diversas mulheres negras do país, ela sofreu. Seu “marido” a trancava em casa para ir trabalhar, e isso fez com que, em um vacilo do indivíduo, ela pegasse a filha pelo braço e fugisse para longe daquele cativeiro.

Ela se virou como pôde. Trabalhou na casa de uma família que, ao se mudar para Brasília, a levou junto com eles. Em Brasília, dotada de mãos maravilhosas para o preparo de alimentos, se destacou e passou a ser disputada nas cozinhas das madames da elite brasiliense.

Todinha cozinhou para Juscelino Kubitschek, Almir Pazzianotto (ministro do Trabalho à época), mas seu maior período de trabalho foi na casa da família que a levou para Brasília. Sem carteira assinada por esta família e por tantas outras para quem prestou serviço, quando chegou a hora de se aposentar, descobriu que, após uma vida inteira trabalhando, não tinha direito. Assim, passou a receber o BPC – Benefício de Prestação Continuada, que foi cortado em plena pandemia, como já mencionado antes. Um fato que pode voltar a acontecer a qualquer momento.

Todinha criou sua filha, Vera Lúcia, sozinha e ajudou Vera a criar o seu filho. Todinha é minha avó, Vera é minha mãe, e tenho muito orgulho de ter sido criado e educado por estas duas mulheres fortes e guerreiras, que, apesar das injustiças deste país, não se deixam abater.

Outras Notícias

Estudante IF Sertão campus Serra Talhada tem história publicada em coletânea sobre o PROEJA

André Nazário / ASCOM Com uma história de vida e de amor aos estudos, o estudante do campus Serra Talhada do IF Sertão-PE, Adreildo Gomes, teve seu relato publicado em forma de poesia, no livro: “Histórias que merecem ser contadas”. A publicação, iniciativa do IF Sul-rio-grandense, foi feita com o objetivo de comemorar os 10 anos […]

A professora Camila Coelho foi a orientadora do estudante na elaboração do texto que foi publicado

André Nazário / ASCOM

Com uma história de vida e de amor aos estudos, o estudante do campus Serra Talhada do IF Sertão-PE, Adreildo Gomes, teve seu relato publicado em forma de poesia, no livro: “Histórias que merecem ser contadas”.

A publicação, iniciativa do IF Sul-rio-grandense, foi feita com o objetivo de comemorar os 10 anos da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), com narrativas de estudantes deste tipo de ensino de todo o Brasil.

O estudante contou com incentivo da professora Camila Coelho, que apresentou o projeto à turma e o orientou na elaboração da poesia. “Adreildo fez um texto aberto contando a história de vida dele e sua relação com o Instituto. Depois transformamos esse relato em poesia e a inscrevemos. Foi maravilhoso receber a notícia de que o texto foi selecionado para o livro”, destacou a professora.

Ela ainda completou dizendo que a ideia do IF Sul rio-grandense realizar esse tipo de publicação, e do IF Sertão-PE em participar do projeto, só reafirma importância de se manter e fortalecer o PROEJA em toda a rede federal.

Empolgado com a publicação, Adreildo, de 46 anos diz que nunca imaginou em ter um texto de sua autoria num livro com circulação nacional. “É gratificante e emocionante saber que minha história e de vários outros companheiros está sendo lida por tanta gente. Só tenho a agradecer aos professores e ao Instituto pela oportunidade”, concluiu.

O livro com a história de Adreildo e de outros estudantes do PROEJA, já está disponível para leitura na biblioteca do campus e o texto pode ser acessado aqui.

Tuparetama: oposição esclarece voto em projeto que concede repasse de recursos para a enfermagem

Por André Luis Em nota enviada ao blog, os vereadores do bloco de oposição, Danilo Augusto, Domenico Perazzo, Joel Gomes e Plécio Galvão, esclarecem seu posicionamento em relação à votação ocorrida na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (21) durante a sessão extraordinária na Câmara de Vereadores que analisou o repasse de recursos destinados aos enfermeiros […]

Por André Luis

Em nota enviada ao blog, os vereadores do bloco de oposição, Danilo Augusto, Domenico Perazzo, Joel Gomes e Plécio Galvão, esclarecem seu posicionamento em relação à votação ocorrida na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (21) durante a sessão extraordinária na Câmara de Vereadores que analisou o repasse de recursos destinados aos enfermeiros e técnicos de enfermagem do município.

O projeto foi aprovado com os votos dos vereadores da situação que são maioria na Câmara. 

A oposição, que votou contra a aprovação do projeto esclarece na nota que A gestão municipal não cumpriu a lei federal (14.434/2022) que estabelece o piso da enfermagem no país para o município.

Ainda que o projeto do prefeito não prevê aumento no salário base, o que impediria que os servidores levassem esse valor para suas aposentadorias.

Também esclarecem que a defenderam a implementação do piso da enfermagem no município e apresentaram emendas para modificar o projeto, mas que as suas emendas foram rejeitadas, e o projeto foi aprovado pelos vereadores da base do prefeito.

Leia abaixo a íntegra dos esclarecimentos ponto a ponto:

1° – Mesmo havendo uma lei federal (14.434/2022) que institui o piso da enfermagem no país a gestão atual não quis cumprir a lei e regulamentar o Piso em nosso município.

2°- O projeto enviado pelo Prefeito fez questão de informar que o valor do salário base não será alterado,o que impede que qualquer servidor leve esse valor para sua aposentadoria. 

3° – Defendemos que o Piso da enfermagem seja implantado no município sendo assim apresentamos emendas em nome da bancada modificando o projeto. 

4° – Nossas emendas foram rejeitadas e o projeto aprovado pelos 5 vereadores que fazem a base do atual Prefeito. 

5°- Durante a sessão e votação ficou evidente quem realmente se coloca ao lado do profissionais de saúde que tiveram conquistas a nível federal mas estão perderam na câmara de vereadores. 

6°- Vale ressaltar que só há dinheiro para complementar o valor do Piso porque existe lei em vigor. 

7°-Mesmo sabendo das falhas que existiram como sessão sem convocação por escrito,sem deliberação da mesa diretora,não votação da emenda modificativa apresentada pela bancada oposição, mostrando a fragilidade da sessão extraordinária, resolvemos pelo bem dos servidores efetivos e contratados que almejam receber o repasse financeiro,não adentrar com ação anulatória da sessão,mas não abrimos mão de informar aos órgãos competentes o não cumprimento da lei do Piso em Tuparetama. 

8°- Está evidente para a população quem continua ao lado do povo e quem permanece ao lado do “rei”.

Danilo Augusto 

Domenico Perazzo 

Joel Gomes

Plécio Galvão

Zeca pede distribuição de merenda em Arcoverde

Blog do Magno Em um pronunciamento de vídeo através de sua rede social, o ex-prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PTB), pediu que a prefeita  Madalena Britto (PSB) distribua com as crianças da rede municipal de ensino a merenda escolar que desde meados de março foi suspensa. O pedido foi feito ao comentar sobre a questão […]

Blog do Magno

Em um pronunciamento de vídeo através de sua rede social, o ex-prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PTB), pediu que a prefeita  Madalena Britto (PSB) distribua com as crianças da rede municipal de ensino a merenda escolar que desde meados de março foi suspensa. O pedido foi feito ao comentar sobre a questão do coronavírus no município. Recomendou a população para ficar em casa.

“A Prefeitura precisa também olhar para as crianças da rede municipal de ensino que estão a mais de 20 dias sem ter merenda. Temos já lei aprovada no Congresso para que essa merenda seja distribuída as famílias dessas crianças. Quem tem fome não pode esperar”, disse Zeca.

Em sua fala, o ex-prefeito também cobrou outras medidas ligadas à saúde por parte da Prefeitura, como a abertura em regime de plantão das policlínicas da Boa Esperança e do São Cristóvão que funcionam somente até as 19h. Ele também sugeriu que as Unidades Básicas de Saúde tenham horário estendido, inclusive nos finais de semana para fazer os primeiros atendimentos à população. Zeca ainda sugeriu a criação de novos leitos (hospital de campanha) com os recursos extras e de incremento ao PAB (R$ 1 milhão) recebidos pela Prefeitura para o combate ao coronavírus.

“Precisamos trabalhar para que possamos enfrentar essa pandemia. A Câmara de Vereadores já aprovou o decreto de calamidade, mas até agora a Prefeitura não foi ágil para dar encaminhamento as ações, desde a saúde até a distribuição de merendas. Até o momento, nenhum reforço das equipes de saúde foi feito”, afirmou.

Ex-prefeito de Salgueiro tem contas de 2015 e 2016 aprovadas pelo TCE

Ex-gestor chega a feito incomum: todas as oito contas de suas duas gestões com recomendação de aprovação Na última segunda-feira (25), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, aprovou as contas do ex-prefeito de Salgueiro Marcones Libório de Sá. O parecer favorável segundo a assessoria do ex-prefeito em nota, “significa que o município foi […]

Ex-gestor chega a feito incomum: todas as oito contas de suas duas gestões com recomendação de aprovação

Na última segunda-feira (25), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, aprovou as contas do ex-prefeito de Salgueiro Marcones Libório de Sá.

O parecer favorável segundo a assessoria do ex-prefeito em nota, “significa que o município foi administrado com seriedade e atendeu todas as exigências do TCE, cuja função principal é cobrar a transparência, ética e compromisso com o erário público diante da fiscalização contábil, financeira, orçamentária e controle interno”.

Com o resultado, Marcones Libório conclui os 8 anos de mandatos (2009 a 2016) como prefeito de Salgueiro, com todas as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

“É o resultado de um trabalho sério, organizado, planejado e sobretudo de muito respeito ao povo de Salgueiro, foi o que fizemos durante os 8 anos que estivemos a frente da prefeitura, um período de avanços sociais e econômicos e de respeito ao dinheiro do povo”, concluiu Marcones.

Marcílio Pires no Debate

O odontólogo Marcílio Pires é o convidado de hoje no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Marcílio vive um drama pessoal desde 1 de novembro, quando sua esposa,  Érica de Souza Leite, 30 anos, conhecida  por Paulinha, foi morta a facadas por José Tenório, o Zé Galego, a mando da fisioterapeuta […]

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Tragédia marcou a vida do odontólogo e vereador eleito de Tabira

O odontólogo Marcílio Pires é o convidado de hoje no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Marcílio vive um drama pessoal desde 1 de novembro, quando sua esposa,  Érica de Souza Leite, 30 anos, conhecida  por Paulinha, foi morta a facadas por José Tenório, o Zé Galego, a mando da fisioterapeuta Sílvia Patrício.

Zé está preso em Arcoverde. Sílvia no presídio feminino de Buíque. Eles tinham uma filha. Érica ainda era mãe de uma outra garota, de um primeiro relacionamento. Marcílio é vereador eleito de tabira, odontólogo e Major reformado da PM.

O Debate vai ao ar às 10h na Rádio Pajeú, dentro do programa Manhã Total. Você pode ouvir e fazer perguntas  ou externar sua solidariedade a Marcílio sintonizando AM 1500 e ligando para (87) 3838-1213, pela Internet no www.radiopajeu.com.br ou em celulares com Android, pelo aplicativo da emissora disponível no Google Play, ou Apple Store, para iPhone. Basta procurar Pajeu e baixá-lo. Para participar pelo zap, o número é (87) 9-9658-0554.