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Coluna do Domingão: a eleição mais acirrada da história do Estado

Por Nill Júnior

A eleição de 2026 já é mais acirrada da história de Pernambuco desde a redemocratização. A polarização com o confronto direto e estatisticamente empatado entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) prova o tamanho dessa disputa de poder.

Pernambuco só teve uma disputa parecida, em 1982, na vitória de Roberto Magalhães, então no PDS, sobre Marcos Freire (MDB), com 52,43% sobre 46,75% do emedebista.

Na campanha do “estou voltando”, em 1986, Miguel Arraes bateu José Múcio com 60,95%. Em 1990, Joaquim Francisco renunciou à Prefeitura do Recife para disputar o governo estadual e venceu Jarbas Vasconcelos no primeiro turno (50,95% contra 44,78% dos votos).

Em 1994, Miguel Arraes, do PSB, sagrou-se vencedor do pleito também no primeiro turno, após conseguir 1.262.417 votos (54,12%), contra 759.786 de Gustavo Krause, do PFL (32,57% dos votos válidos).

Arraes tentou a reeleição e foi derrotado por Jarbas Vasconcelos em 1998, com  1.809.792 votos, contra 744.280 do socialista, na famosa vitória por mais de um milhão de votos, 64,14% a 26,38% em percentuais.

Na primeira eleição de Eduardo Campos, em 2002, ele teve no segundo turno 65,36% contra 34,64% de Mendonça Filho, do PFL. Na reeleição, em 2006, vingou o avô, batendo Jarbas por 82,84% contra 14,06%.

Mesmo Paulo Câmara, eventualmente questionado, bateu Armando Monteiro duas vezes, a primeira sob o impacto da morte de Campos. 68,08% contra 31,07% em 2014 e 50,7% a 35,99% em 2018.

No segundo turno da eleição entre Raquel e Marília, a atual governadora teve 58,70%, contra 41,30% da adversária e hoje candidata ao Senado.

Assim, o Raquel Lyra x João Campos que acompanharemos neste domingo é o pleito mais acirrado da história de Pernambuco. Uma eleição tão imprevisível pelas pesquisas que a verdade só será revelada na noite deste domingo. Quem viver, verá.

Destrinchando a Múltipla

A disputa pelo Governo de Pernambuco desenha um cenário de empate técnico absoluto, revelando que o estado está profundamente dividido geograficamente e pelo perfil socioeconómico do eleitor. Segundo os dados da pesquisa Múltipla contratada pelo blog, Registro PE-02990/2026, Raquel Lyra e João Campos tem pontencialidades e pontos fracos distintos.

Onde Raquel é mais forte

O cinturão do Agreste: O principal pilar de sustentação de Raquel Lyra é a região do Agreste, onde lidera com uma vantagem avassaladora e conclusiva de 58% contra 36% de João Campos. O seu maior reduto eleitoral é a cidade de Caruaru, onde atinge 67% das intenções de voto.

Eleitorado de Maior Escolaridade: A governadora possui um desempenho destacado à medida que o nível de instrução aumenta. Entre os eleitores com ensino superior, ela lidera isolada com 55% (contra 35% do adversário).

Faixas Etárias Intermédias: Raquel demonstra grande força junto ao eleitorado adulto, vencendo nas faixas de 25 a 34 anos (52%) e de 35 a 44 anos (55%).

Vantagem Masculina: O voto masculino pende mais para o seu lado, registando 50% de apoio entre os homens face a 43% de João Campos.

Onde João é mais forte

A força da Região Metropolitana: João Campos domina a Região Metropolitana do Recife (RMR), onde conquista 51% contra 41% da governadora. No Recife, o prefeito alcança o seu ápice com 55% dos votos na estimulada. O município de Paulista também se consolida como reduto, dando-lhe 58%.

Penetração nas classes populares: O socialista tem grande força junto à população de menor escolaridade, liderando com 50% no extrato de cidadãos com instrução até o fundamental completo.

Apoio da terceira idade e dos jovens: João tem um desempenho muito sólido junto aos eleitores de 60 anos ou mais, onde vence Raquel por 54% a 37%. Também lidera na ala jovem de 16 a 24 anos com 51%.

Vantagem feminina: O eleitorado feminino prefere o prefeito por uma margem de 48% a 44%.

Onde Raquel tem mais problemas

Rejeição na capital: O calcanhar de Aquiles de Raquel Lyra é o Recife, onde obtém apenas 31% das intenções de voto na estimulada, enfrentando uma desvantagem de 24 pontos percentuais.

Dificuldade nas classes populares: O seu desempenho cai para 42% entre os eleitores que possuem apenas até o fundamental completo, um extrato numericamente expressivo no estado.

Onde João tem mais problemas

O isolamento no interior (Agreste): A grande fraqueza de João Campos é o interior profundo, sofrendo uma derrota acentuada no Agreste (36%) e sendo reduzido a apenas 29% na cidade de Caruaru.

Resistência no eleitorado mais instruído: O seu pior desempenho por perfil socioeconómico está entre os eleitores com ensino superior, onde colhe apenas 35% das intenções de voto.

Frases da semana:

“É a luta da seriedade contra quem faz orgia”.

De Lula, sobre Flávio Bolsonaro.

“Lula é responsável pelo caos moral que o Brasil atravessa hoje.”

De Flávio Bolsonaro,  sobre Lula.

Outras Notícias

Em Arcoverde, Zeca comanda arrastão nesta sexta-feira (28), ao lado de Marcelo e Gustavo Gouveia

Ato de campanha terá concentração às 19h, no bairro São Geraldo, e seguirá pela Avenida Pedro II até a Praça da Bandeira. O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, participa, nesta sexta-feira (28), de um arrastão de campanha ao lado dos candidatos Marcelo Gouveia, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, e Gustavo Gouveia, candidato […]

Ato de campanha terá concentração às 19h, no bairro São Geraldo, e seguirá pela Avenida Pedro II até a Praça da Bandeira.

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, participa, nesta sexta-feira (28), de um arrastão de campanha ao lado dos candidatos Marcelo Gouveia, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, e Gustavo Gouveia, candidato a deputado estadual.

A concentração está marcada para as 19h, no Água de Beber, no bairro São Geraldo. De acordo com a organização, o percurso seguirá pela Avenida Pedro II até a Praça da Bandeira.

Também devem participar do ato o vice-prefeito Siqueirinha e vereadores da base política do prefeito na Câmara Municipal.

A mobilização integra a agenda eleitoral do grupo liderado por Zeca em Arcoverde. Além de Marcelo e Gustavo Gouveia, o prefeito também declarou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

Na convocação divulgada pela assessoria, Zeca afirmou que pretende apresentar aos eleitores os candidatos apoiados pelo seu grupo e destacou a relação política deles com o município.

O ato desta sexta será a primeira mobilização de rua de maior porte organizada pelo grupo político do prefeito durante a atual campanha.

Foto: Divulgação

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Bolsonaristas presos no 8 de Janeiro admitiram à polícia intenção de dar golpe

Uma das golpistas presas no 8/1 disse que ouviu, no acampamento no QG, um discurso preparatório para tomada dos prédios dos Três Poderes Depoimentos que presos no dia 8 de janeiro deram à Polícia Civil do Distrito Federal confirmam as motivações golpistas do acampamento que se formou em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, […]

Uma das golpistas presas no 8/1 disse que ouviu, no acampamento no QG, um discurso preparatório para tomada dos prédios dos Três Poderes

Depoimentos que presos no dia 8 de janeiro deram à Polícia Civil do Distrito Federal confirmam as motivações golpistas do acampamento que se formou em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, de onde partiu o ato que resultou na invasão e na depredação dos prédios dos Três Poderes. As informações são do jornalista Guilherme Amado do site Metrópoles. 

Nos depoimentos obtidos pela coluna, golpistas assumiram ter invadido o Palácio do Planalto para derrubar o governo Lula. Uma delas, a desempregada Vildete Ferreira da Silva, declarou que deixou o “quartel de São Paulo” de ônibus, rumo a Brasília, com o objetivo de depor o governo federal. O ônibus que a trouxe teria sido oferecido sem custos.

A professora Cibele da Piedade Ribeiro da Costa Mateos disse que deixou São Paulo também em um ônibus gratuito, no dia 7 de janeiro, instalando-se no acampamento em frente ao QG. Ela contou que foi à Praça dos Três Poderes com o “objetivo de ocupar os prédios, sentar e esperar até vir uma intervenção militar para não deixar o Lula governar”.

Essa justificativa é repetida várias vezes pelos presos. A professora Gisele do Rocio Bejes admitiu que invadiu prédios públicos porque “teria ouvido uma orientação no movimento para todos entrarem, sentarem e ocuparem os espaços”. Ela disse que a orientação foi passada “de um para o outro”.

Já a vendedora Ines Izabel Pereira não soube nem identificar o Palácio do Planalto no depoimento, mas declarou que estava no prédio “para fazer volume na multidão”. A golpista, que também fez o percurso de São a Brasília em um ônibus gratuito, disse que, se “tivesse muita gente [dentro do prédio], teria o apoio do Exército para evitar a instalação do comunismo no Brasil”.

Um dos relatos mais explícitos foi o da pensionista Ana Elza Pereira da Silva, uma das pessoas presas em flagrante no Palácio do Planalto. Ela afirmou aos policiais que “foi enganada” ao se juntar à manifestação. Segundo ela, uma liderança do acampamento teria dito que aquela seria só uma passeata, e que o golpe em si aconteceria na segunda-feira, 9 de janeiro.

“(…) Uma das responsáveis no QG por falar ao microfone disse que seria apenas uma passeata no dia de hoje [8/1], pois amanhã haveria, com a chegada de pessoas do agronegócio e dos caminhoneiros, a invasão e tomada dos Três Poderes”, disse a pensionista, identificando a mulher ao microfone como “Ana Priscila”.

A menção é uma provável referência a Ana Priscila Azevedo, apontada como uma das líderes do acampamento, e que só foi presa dois dias após a invasão.

Republicanos se fortalece em Pernambuco

Sob a liderança do deputado federal Silvio Costa Filho, o Republicanos Pernambuco se fortaleceu após a janela partidária. O partido, que não elegeu nenhum prefeito em 2016, conta agora com oito prefeitos, que se filiaram nos últimos meses. São eles Antônio Cassiano, de Condado; Antônio Leite, de Cedro; Armando Duarte, de Caetés; Doutora Nadegi, de […]

Sob a liderança do deputado federal Silvio Costa Filho, o Republicanos Pernambuco se fortaleceu após a janela partidária. O partido, que não elegeu nenhum prefeito em 2016, conta agora com oito prefeitos, que se filiaram nos últimos meses.

São eles Antônio Cassiano, de Condado; Antônio Leite, de Cedro; Armando Duarte, de Caetés; Doutora Nadegi, de Camaragibe;  Rolph Júnior, de Belém de Maria; além de Tassio Bezerra, de Santa Cruz da Baixa Verde; Mário Flor, de Betânia; e Dr. Wilson Madero, de Barra de Guabiraba. Além disso, o partido ampliou o número de vereadores, de 59 para 122.

Para a eleição deste ano, a expectativa do Republicanos é lançar mais de 50 candidatos a prefeito e de 15 a 20 pré-candidatos a vice-prefeito. “O Republicanos está entre os maiores partidos do Brasil com 32 deputados federais e estamos crescendo a cada eleição. Ao lado do nosso presidente nacional, Marcos Pereira, e de toda a Executiva Estadual, vamos continuar trabalhando para ampliar e fortalecer nossa presença em Pernambuco. Estamos crescendo não apenas de forma quantitativa, mas sobretudo na qualidade dos novos quadros. Vamos lançar candidaturas competitivas a prefeito, vice-prefeito e vereador em todas as regiões do Estado.”, pontuou Silvio.

Além de Silvio Costa Filho, os deputados Ossesio Silva e William Brigido, além da vereadora do Recife e secretária do Mulheres Republicanas, Ana Lúcia, e Gilberto Alves, vereador do Recife recém-filiado ao Republicanos, também seguem trabalhando pelo fortalecimento do partido em Pernambuco.

Comissão Especial discute ações de combate à fome em Pernambuco

O cenário da insegurança alimentar no Estado foi apresentado por instituições e movimentos sociais no seminário promovido, nesta quarta (5), pela Comissão Especial de Combate à Fome.  Com o tema “Desafios e Caminhos para o Combate à Fome em Pernambuco”, o encontro teve os objetivos de ouvir as principais demandas e traçar estratégias para transformar […]

O cenário da insegurança alimentar no Estado foi apresentado por instituições e movimentos sociais no seminário promovido, nesta quarta (5), pela Comissão Especial de Combate à Fome. 

Com o tema “Desafios e Caminhos para o Combate à Fome em Pernambuco”, o encontro teve os objetivos de ouvir as principais demandas e traçar estratégias para transformar essa realidade, que afeta 33 milhões de pessoas no Brasil, sendo cerca de 2 milhões no Estado. Os números são da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).

Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulette Cavalcanti frisou a importância de discutir com as comunidades ações que direcionem alimentos para quem mais precisa. “A insegurança alimentar grave acomete 18% das famílias pretas e pardas, 19,3% das famílias dirigidas por mulheres e mais de 20% dos desempregados e dos trabalhadores da agricultura familiar”, destacou. 

A médica descreveu, ainda, o trabalho de agentes populares de saúde formados pela Fiocruz que atuaram nas comunidades durante a pandemia, com a organização de bancos populares de alimentos e o cadastramento de famílias.

O fortalecimento da agricultura familiar foi apontado por diversos participantes como um dos principais focos de atuação no combate à fome. De acordo com o representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Tarcísio Lins, essa valorização pode trazer muitos benefícios. 

“Podemos aumentar a oferta de alimentos e também contribuir para a preservação ambiental, evitar o êxodo populacional para as cidades e colaborar com a estabilização de preços”, enumerou.

Articulação

A união de diversos atores sociais no combate à fome foi outro consenso durante o seminário. O pró-reitor de Extensão, Cultura e Cidadania da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), professor Moisés Santana, anunciou ações da instituição nesse sentido. 

“Os restaurantes universitários das unidades federais em Pernambuco, que servem em média 10 mil refeições por dia, vão comprar produtos da pesca artesanal do Estado. Também temos formações na graduação e na pós-graduação voltadas para a soberania alimentar”, citou o docente.

Coordenador da campanha Mãos Solidárias, que distribui alimentos doados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Paulo Mansan relatou a percepção do aumento da fome em Pernambuco e ressaltou a importância da atuação do Poder Público no enfrentamento à insegurança alimentar. 

“A sociedade civil se organiza e consegue fazer muita coisa. Precisamos nos articular para que os governos assumam o compromisso de combate à fome”, defendeu Mansan.

Encaminhamentos

A presidente do colegiado, deputada Rosa Amorim (PT), também destacou a importância da sociedade civil na construção de um diagnóstico sobre insegurança alimentar no Estado. “A fome é um tema complexo e multifatorial. Queremos que todos aqui possam contribuir para que, ao final desta Comissão Especial, a gente apresente um projeto de fome zero em Pernambuco”, informou.

O grupo, instalado na Alepe no último dia 21, tem como relator o deputado Doriel Barros (PT). Ele reforçou o objetivo do colegiado. “Vamos sistematizar tudo o que for coletado nas reuniões e construir um relatório, em diálogo com a sociedade civil. Será um conjunto de contribuições para tirar o Estado do mapa da fome”, declarou o parlamentar.

Integraram a reunião, ainda, representantes da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Pernambuco (Fetape), do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco (IPA) e do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), entre outras instituições. 

Os deputados João Paulo Costa (PCdoB), Gilmar Júnior (PV), João Paulo (PT) e Rodrigo Novaes (PSB) também participaram do seminário.

Márcia Conrado parabeniza Duque e diz que diploma “tem um pouco dela”

Na gangorra em que se tornaram as especulações de distanciamento entre Márcia Conrado e Luciano Duque, mais um capítulo na noite de ontem. A prefeita não prestigiou a diplomação do Deputado estadual eleito ontem, no Centro de Convenções. Márcia, inclusive, não estará no ato com Câmara inaugurando o Hospital do Sertão. O blog revelou que […]

Na gangorra em que se tornaram as especulações de distanciamento entre Márcia Conrado e Luciano Duque, mais um capítulo na noite de ontem.

A prefeita não prestigiou a diplomação do Deputado estadual eleito ontem, no Centro de Convenções. Márcia, inclusive, não estará no ato com Câmara inaugurando o Hospital do Sertão. O blog revelou que ela estaria fora do país. Sua assessoria não desmente nem confirma.

Nas redes sociais, Márcia postou uma homenagem ao aliado, com uma foto de arquivo na Câmara de Vereadores.

“A alegria é algo que toma conta da gente, quando vibramos na sintonia de um bem maior. Onde as convicções pessoais dão lastro para o coletivo. Hoje vejo diante dos meus olhos uma parcela de sentimento se realizar, afinal, só nós sabemos o quanto nos demos as mãos para assistir esse dia chegar”, disse.

E seguiu: “Contemplo a felicidade com a mesma certeza de que nesse diploma tem um pouco de mim, de toda Serra Talhada e dos demais municípios que acreditaram em suas palavras quando abraçaram esse projeto vencedor. Agora chegou o momento de olhar para dentro de si e seguir adiante meu amigo, pois Serra Talhada vive a alegria de dizer: parabéns meu amigo Luciano Duque!”