Iguaracy e Solidão estão prontas para vacinar contra a Covid. Tabira adianta preparativos
Por André Luis
Foto: Divulgação
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O município de Iguaracy recebeu 2.200 seringas para a 1ª fase de vacinação contra a Covid-19. A informação foi passada pelo Coordenador de Atenção Básica, Mateus Almeida, durante entrevista ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM.
Mateus adiantou que sendo necessário para as etapas seguintes, o governo Zeinha Torres comprará mais seringas. Ele assegurou que o município vem se preparando para a vacinação desde o ano passado quando adquiriu Câmaras Frias para Vacinas nos meses de outubro e dezembro.
Hoje todos os PSFs tem as suas próprias câmaras para acondicionar as vacinas que estão sendo aguardadas.
Em Solidão a Secretária Damiana Alves informou que o município recebeu apenas 135 seringas que é o número de profissionais de saúde que inicialmente serão imunizados.
“Havendo necessidade de mais seringas para as próximas etapas, a gestão do prefeito Djalma Alves providenciará a compra”, disse a secretária.
Os profissionais que atuarão na campanha de vacinação já foram treinados em Solidão. Damiana adiantou que município possui 3 câmaras frias e que as vacinas deverão chegar a cidade até o dia 25 de janeiro.
Quanto a Tabira, a Coordenadora do PNI, Carina Soares informou a Rádio Cidade FM o recebimento de 3.407 seringas enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde.
Carina disse que entre as providências está o treinamento de enfermeiras e técnicas de enfermagem que foram recentemente contratadas, durante a segunda e terça-feira.
Admitindo dificuldades por ser início de uma nova gestão, a coordenadora disse que Tabira dispõe apenas de duas câmaras frias para vacinas, o que não considera suficiente.
Carina, por fim foi provocada a tratar do despreparo de uma técnica de saúde do PSF do Brejinho para ministrar vitamina A para uma criança.
“O que tenho a dizer é que cada profissional habilitado para uma função, precisa na prática comprovar a sua competência”, afirmou.
A Corte de Contas de Pernambuco julgou irregulares, na última quinta-feira (10), a Prestação de Contas de Governo e dos ex-gestores da Prefeitura de Custódia-PE; relativas ao exercício financeiro de 2015. Além de recomendar que, a Câmara de vereadores proceda com o voto de rejeição; a 1ª Turma do TCE aplicou multa ao ex-prefeito, petista […]
A Corte de Contas de Pernambuco julgou irregulares, na última quinta-feira (10), a Prestação de Contas de Governo e dos ex-gestores da Prefeitura de Custódia-PE; relativas ao exercício financeiro de 2015.
Além de recomendar que, a Câmara de vereadores proceda com o voto de rejeição; a 1ª Turma do TCE aplicou multa ao ex-prefeito, petista Luiz Carlos e a José Charles de Carvalho. Os relatores dos processos foram: Teresa Duere e José Charles de Carvalho Silva.
Encontro será realizado no Ceará, na noite desta quinta-feira (20) Do Blog da Folha O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou os governadores nordestinos para uma reunião, nesta quinta-feira (20), a portas fechadas na sede do governo cearense. O gestor está em Fortaleza, no Ceará, cumprindo agendas administrativas e aproveitou a ocasião […]
Encontro será realizado no Ceará, na noite desta quinta-feira (20)
Do Blog da Folha
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou os governadores nordestinos para uma reunião, nesta quinta-feira (20), a portas fechadas na sede do governo cearense.
O gestor está em Fortaleza, no Ceará, cumprindo agendas administrativas e aproveitou a ocasião para convocar os gestores da Região em que mais possui apoio popular.
A governadora Raquel Lyra (PSDB) cancelou a participação em agenda administrativa, na tarde desta quinta-feira (20), em Araripina, no Sertão de Pernambuco, para atender ao chamado do chefe de Estado. A vice-governadora Priscila Krause (Cidadania) vai representá-la no compromisso.
Com dificuldades na articulação com o Congresso, o chefe do Executivo deverá pedir apoio aos gestores estaduais com as suas bancadas na Câmara Federal e Senado.
Terminou com uma caminhada de 23 quilômetros entre Afogados e Solidão, no Pajeú, mais uma edição do projeto Saúde em Movimento, promovido pela Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira. A Rádio Pajeú e o blog ajudaram a difundir o projeto. Além deste blogueiro, a Rádio Pajeú esteve representada por Tito Barbosa. As atividades começaram […]
Terminou com uma caminhada de 23 quilômetros entre Afogados e Solidão, no Pajeú, mais uma edição do projeto Saúde em Movimento, promovido pela Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira. A Rádio Pajeú e o blog ajudaram a difundir o projeto. Além deste blogueiro, a Rádio Pajeú esteve representada por Tito Barbosa.
As atividades começaram quarta (01) e tiveram por objetivo estimular a população a praticar atividades físicas e ter um estilo de vida mais saudável.
Toda a arrecadação com a venda das camisas será revertida para a Fundação Cultural Bom Jesus dos Remédios, e será utilizada como investimento no processo de migração da Rádio Pajeú. Além da emissora, o evento contou com as parcerias das academias Treino Fitness, Aero-fitness e Estação Atlética.
De 01 a 03, aconteceram atividades aeróbicas na Praça Alfredo Arruda Câmara, promovidas pelas Academias.
Foto: Cláudio Gomes
Na noite do sábado, dia 04, houve concentração para a caminhada em frente à Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, com participação do prefeito em exercício, Alessandro Palmeira, do Secretário de Saúde, Arthur Amorim, de Cultura e Esportes Edgar Santos, e de Madalena Brito, coordenadora de Vigilância em Saúde, além da equipe da Secretaria.
A caminhada teve duas paradas técnicas para reidratação e alimentação em Dois Riachos, Afogados, e Pelo Sinal, Distrito de Solidão. Pessoas que não conseguiram seguir adiante ou que programaram participar de parte da atividade – algo que já mereceu menção honrosa pelo desafio do trajeto – eram amparadas pela equipe de apoio, que os transportava em veículos do município.
A última parada onde era possível apoio era em Pelo Sinal. De lá,todos foram avisados que não havia como haver mais transporte. Uma subida íngreme e sem acesso de veículos como ambulâncias era a razão do alerta. O desafio maior foi registrado por volta do quilômetro 20, diante do terreno em subida e alguns trechos mais acidentados.
Seguindo o grupo do Secretário Edgar Santos, que ainda tinha nomes como o PM e músico Júnior, que atua na Bahia, o guarda municipal Odair, o fotógrafo Thiago e o professor de educação física e guia Maurílio,este blogueiro acabou seguindo até a imagem do Cristo, metros acima da imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Além de aumentar o trajeto, o grande desafio foi descer pela escada até a gruta, cujos degraus só correspondem a cerca de 30% do trecho. O resto é por uma trilha com pedras e um corredor que espera há anos a conclusão do projeto.
Ao final, quem concluiu teve, cada um ao seu modo, um agradecimento por cumprir a tarefa. Não faltaram, claro, as manifestações de fé aos pés da Santa.
Nesta segunda-feira (23), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulgou uma nota, através de sua assessoria de comunicação, informando sobre a decretação da prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, cujo nome verdadeiro é Nivaldo Batista Lima. A medida foi tomada no âmbito da “Operação Integration”, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo […]
Nesta segunda-feira (23), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulgou uma nota, através de sua assessoria de comunicação, informando sobre a decretação da prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, cujo nome verdadeiro é Nivaldo Batista Lima.
A medida foi tomada no âmbito da “Operação Integration”, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a exploração de jogos do bicho e jogos de azar.
De acordo com a nota, a 12ª Vara Criminal da Capital acolheu a representação da autoridade policial e, após manifestação do Ministério Público de Pernambuco, decretou a prisão preventiva de Gusttavo Lima e de Bóris Maciel Padilha, outro investigado no caso. Além das prisões, foi determinada a indisponibilidade dos bens dos envolvidos, visando garantir a reparação dos danos e assegurar a eficácia das medidas judiciais.
A operação também já resultou em outros mandados de prisão, incluindo o da influenciadora digital Deolane Bezerra. As autoridades solicitaram a difusão vermelha junto à Interpol para a captura dos investigados que estão foragidos.
A Operação Integration tem como foco desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que movimenta grandes quantias através da exploração ilícita de jogos. As investigações continuam em sigilo, a fim de garantir a segurança e a eficácia das diligências em andamento.
O TJPE esclareceu ainda que não há qualquer julgamento relacionado à Operação Integration na pauta da 4ª Câmara Criminal do tribunal nesta terça-feira (24). A sessão ordinária discutirá apenas processos já previamente incluídos, sem ligação com o caso.
Por Mariana Teles * Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe. Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam […]
Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe.
Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam nas paredes da antiga fábrica de doce, também do outro lado da pista. Nesse tempo eu nem sabia que Tuparetama tinha ficado conhecida lá fora, justamente por suas paredes todas pintadas com poesias. Coisa da cabeça de Pedro de Tunu, ou melhor, do coração. Eu acho que Pedro só tem coração mesmo.
Dizem que só se vê bem quando se ver de longe. Eu sempre vi Tuparetama com uma mistura muito apaixonada (dos olhos de Pedro Tunu e dos versos de Valdir), não tinha como não crescer amando Bom Jesus do Pajeú e achando ela a cidade mais bonita “em linha reta do sertão.”
Mas foi de longe, exatamente dez anos ausente de suas salas de aula, da breve e intensa militância no movimento estudantil (que legou uma geração de novos líderes à nossa política), onde eu descobri talvez a vocação para alguma coisa. Precisei me defender tanto nas brigas da escola, que devo ter terminado me tornando advogada por isso. Pense numa menina que não ficava calada. Tem uma ruma de professor que não me desmente.
A Tuparetama da minha infância tinha uma ficha amarela de livros na Biblioteca Municipal e a docilidade de Helena ou Socorrinha registrando os exemplares que eu pegava. Toda semana. Quando dava sorte, ainda encontrava Tarcio por lá e adorava “comer o juízo” dele. Continuo gostando de fazer isso, sempre que posso.
Eu não sei falar de Tuparetama sem falar de quem faz Tuparetama. Da geração de ouro do nosso teatro, de Antonio José e Fátima. Lembro quando Odilia, já reconhecida em Pernambuco, trouxe o espetáculo DECRIPOLOU TOTEPOU (De crianças, poetas e loucos, todos temos um pouco). Mas lembro mais ainda das minhas tardes nas aulas de reforço no quintal de sua mãe, dona Lourdinha, me repetindo exaustivamente que antes de P e B só se escreve M.
Ah, e os computadores? Eu achava o máximo por que lá em casa tinha dois, tinha fax, tinha máquina de gravar de CD e Glaubenio já manuseava uma filmadora Panasonic de bem meio quilo… Não aprendi muita coisa dessa tecnologia toda, ele sim. Mas levei muito tabefe por mexer onde não devia. Fiz todos os cursos do Rotary, dando trabalho a Vanessa e perguntando mais do que o homem da cobra.
Galderise era presidente do Interact. Vivia escrevendo discursos em casa, organizando ação de entregar cesta básica e se dividia entre o magistério na Escola Cônego e o Científico no Ernesto, ainda tinha tempo de me ensinar a tarefa de casa e me levar aos sábados para aprender inglês com Dona Maria José de Lima, ele aprendeu, eu não.
Na Tuparetama da memória de menina, a mesma memória que invoco quando a vida quer questionar meu pertencimento, depois de conhecer, viver e até amar tantas outras terras, existe ainda aqueles olhos pulando da cara, quando via o nosso premiado balé subindo nas pernas de pau e alcançando o mundo.
Tuparetama foi a escolha de vida de meu pai. Foi ninho. Aquela hora da vida que a gente olha e diz: é aqui. Cheguei em casa. Fui a única da prole que nasceu no Pajeú, os meninos já chegaram de bermuda e correndo com passarinhos nas ladeiras da Andrelino Rafael, ou o comecinho da Rua do Banco do Brasil, lá perto da casa de João Lima.
Comprei tecido em Rosalva e usei muitos vestidos costurados pelas preciosas mãos de Carmi. Tenho um álbum completo de fotos de Dona Deja e de Glaucia. E quem não tem?
É essa Tuparetama que me fez gente. Que me fez aumentar (e muito) o padrão de referência de cidade limpa, organizada e acolhedora. Uma amiga querida deputada no Piauí (Janainna Marques) em toda cidade que chegávamos pelas andanças de lá, ela dizia: “já sei, vai dizer que Tuparetama é melhor e mais organizada”. E sempre era.
Eu teria tanta coisa para falar institucionalmente, dos indicadores da nossa educação pública e do meu orgulho de ser fruto dela, do constante crescimento que observo a cada ida, do empreendedorismo criativo, da nossa artesania, do Balaio Cultural que tive a honra de ajudar na construção e apresentar a sua primeira edição.
Mas a Tuparetama que hoje fala mais alto ao meu coração não é nem de longe, mesmo que igualmente me orgulhe, a cidade dos números e das obras. Nisso Nossa gestão municipal é especialista. Já provou. Mas é a cidade feita de gente, de histórias e esquinas.
De quem teve medo de Jabuti, quem dançou no pastoril de Dona Datargnan, quem passava a semana do município estudando a letra do nosso hino e os nomes que construíram a nossa emancipação.
(Fica a sugestão para reedição do Livro de Tuparetama: o Livro do Município, barsa da nossa história e ausente da formação das novas gerações.)
É a Tuparetama dos poetas, das cantorias de pouca gente e muito repente. Da imponente Igreja Matriz, nossa basílica de fé e beleza iluminando a rua principal. E das paqueras de final de missa também.
A Tuparetama que me deu saudades hoje foi a das excursões para o Monte Alegre e o banho de bica na churrascaria. Do misto quente e do suco de Jânio, ou quando Painho chegava cansado de viagem e dizia: “vá buscar um bodinho assado lá em Josete.”
Tuparetama é feita de gente, de personagens. Nosso capital é humano. É inesgotável. Nossa safra não padece de verões, a cada ida eu descubro com alegria um novo talento.
Para além do capital humano, a gente consegue uma verdadeira goleada na nossa infraestrutura. Beleza e Tuparetama é quase a mesma rima.
Foi de longe, dos sertões da Paraíba, do extremo norte do Piauí (e do Sul também), das salas de aula de Recife, Brasília e São Paulo, dos palcos que a arte, mesmo sendo hobbie, me levou, que eu aprendi a olhar de longe e amar ainda mais de perto Tuparetama.
A gente nem precisa discutir título de Princesa. Porque a gente sabe que é mesmo. Essa história de melhor índice de bem estar do Brasil é só pra figurar em revista… Nosso melhor índice mesmo é de qualquer coisa.
Eu não preciso esperar 11 de Abril para escrever o quanto de Tuparetama ainda vive em mim. Mesmo depois de uma caminhada de exatamente uma década fora das suas ladeiras, do seu São Pedro e das suas lutas.
Só a gente sabe o gosto de repetir, praticamente traduzindo (em português e em geografia) onde fica e de onde somos. Não, é Tuparetama, não é Toritama não, nem Tupanatinga… É aquela, perto de São José. Quem nunca teve que explicar isso?
É aquele pedaço do coração e do olhar, que mesmo exposto ao mundo, as mazelas do sistema, aos corredores das academias, aos instantes de palco, aos bastidores das estratégias, que continua intocável em meu coração de menina.
É sempre o melhor destino, porque eu até sei para onde estou caminhando, mas sei mais ainda de onde começou a caminhada.
Meu beijo mais especial a minha terra, hoje vale por dois. É meu e de Valdir, sem a suspeição de filha, desconheço outra locomotiva que exportou mais o nome de Tuparetama para o mundo.
58 anos. Tinha que falar disso. Desde o começo. Mas o coração mudou o mote e eu terminei só alforriando as lembranças da menina que nem sabia que correndo na rua do Hospital e atravessando a pista, estava aprendendo a atravessar desde então, as turbulências da vida e correr atrás do que acredita. 23 de Março fiz a pior viagem que poderia fazer para Tuparetama (e a mais longa), mas com uma certeza serena em meu coração, Valdir não escolheria descansar em um lugar diferente.
Viva Tuparetama e os tantos anos de conquistas que ainda virão. Parabéns aos meus irmãos que nas artes, nas salas de aula, no campo ou na luta política estão cuidando e ajudando a construir a Tuparetama que nunca deixou de caminhar para o futuro.
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