O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, foi impedido pela equipe dos programas do Pânico e CQC, da Rede Bandeirantes, de fazer campanha no centro de Santos, litoral paulista, nesta quarta-feira (3). Aécio faria uma caminhada pela praça da Prefeitura de Santos, mas não conseguiu andar com eleitores por conta do tumulto causado pela presença dos integrantes dos programa humorísticos.
O vice de Aécio na chapa, Aloysio Nunes, se exaltou com um dos integrantes da equipe do Pânico, quando foi abordado por eles, assim que chegou na comitiva do tucano. A equipe estava acompanhada por quatro seguranças próprios. Estava com Aécio em Santos também o governador Geraldo Alckmin. “Eles estavam impedindo o Aécio de falar. Pedi que respeitassem seus colegas e o candidato que estava fazendo campanha”, disse Aloysio.
Aécio realizou uma entrevista relâmpago, marcada por muito empurra-empurra. Durante sua fala, o candidato prometeu descentralizar a gestão portuária.
Quando terminou, uma mulher que estava em volta com os repórteres caiu e quase foi pisoteada pelos câmeras das emissoras que acompanhavam a agenda. A confusão continuou quando Aécio, Aloysio e Alckmin entraram numa lanchonete para comer. A equipe do Pânico continuou no encalço de Aécio enquanto ele comia um pastel, tomou um refrigerante e depois um suco de laranja. Depois disso, Aécio entrou no carro e foi embora. Alckmin e Aloysio fizeram o mesmo. Procuradas, as assessorias dos programas não comentaram o episódio até a tarde de hoje.
Foto: Wesley D’Almeida Na primeira Reunião Plenária realizada após o falecimento do deputado José Patriota, nesta terça-feira (24), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) prestou tributo à sua trajetória. Patriota faleceu no dia 17 de setembro, aos 63 anos, vítima de um câncer de fígado. Durante a sessão, foi respeitado um minuto de silêncio em […]
Na primeira Reunião Plenária realizada após o falecimento do deputado José Patriota, nesta terça-feira (24), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) prestou tributo à sua trajetória.
Patriota faleceu no dia 17 de setembro, aos 63 anos, vítima de um câncer de fígado. Durante a sessão, foi respeitado um minuto de silêncio em sua memória e vários parlamentares subiram à tribuna para enaltecer o legado do deputado, destacando sua defesa do municipalismo e seu compromisso com o povo pernambucano.
José Patriota, que também foi prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), foi lembrado como uma figura de grande relevância para a política pernambucana e para a defesa das cidades do interior.
O deputado Sileno Guedes (PSB) falou no púlpito e prestou homenagem, seguido por outros parlamentares que destacaram o impacto de Patriota não apenas no Sertão do Pajeú, mas em todo o estado.
Confira as falas dos parlamentares durante a sessão:
Álvaro Porto: “Patriota deixa um legado imensurável, não só a esse parlamento, mas a todo o estado de Pernambuco.”
Sileno Guedes: “Mesmo antes de chegar nesta Casa, ele se tornou referência em defesa do municipalismo brasileiro. Era um homem convicto de sua missão de vida. Que tenhamos forças para levar adiante o seu legado em defesa de tempos melhores para nossas cidades e comunidades rurais, onde as pessoas vivem e precisam que as políticas públicas sejam cada vez mais fortalecidas.”
Waldemar Borges: “De Patriota, o que está presente em toda sua caminhada é o compromisso que ele tinha com os segmentos populares, com as pessoas mais carentes. Sempre dando uma palavra lúcida e altiva dos segmentos que mais precisam da atuação do poder público. Patriota fará falta não só ao Pajeú ou à Alepe, Patriota fará falta à boa política.”
Jarbas Filho: “Eu sou muito grato de ter convivido mais de perto com José Patriota, de ter aprendido com ele e que ainda em vida me servia de inspiração de como deveria me comportar como político.”
Rosa Amorim: “Como alguém ligado aos movimentos sociais, exalto o legado de compromisso com a luta pelo e com o povo pernambucano. Patriota presente na luta, na história e na memória de Pernambuco.”
Eriberto Filho: “Nosso amigo Patriota é uma referência na política pernambucana. Tive a oportunidade de aprender muito com ele. A luta de Patriota seguirá nos inspirando por um Pernambuco melhor.”
Antônio Moraes: “Uma das maiores lideranças municipalistas do estado de Pernambuco. Reconheço a figura marcante, inteligente e conciliadora, que deixou amigos e admiradores aqui na Alepe. Fará muita falta ao municipalismo pernambucano e a essa casa.”
João Paulo: “Uma figura que trazia a tradição socialista. Disciplinado. Na presidência da Comissão de Assuntos Municipais, sempre esteve presente e com compromisso com o povo. E sempre esteve aberto ao diálogo, em defesa do municipalismo.”
Débora Almeida: “Patriota foi fundamental para que Pernambuco pudesse ver os municípios de outra forma. A Amupe, depois de Patriota, é outra Amupe. Vimos ele conduzir a entidade com muita articulação, diálogo e consenso. Era uma liderança que todos os prefeitos e prefeitas tinham como referência. Vai fazer muita falta e deixar saudades.”
Francismar Pontes: “O maior legado de Patriota foi sua lição de vida. Não é todo mundo que tinha essa resiliência para passar o que ele passou, com a alegria que ele transmitia a todos nós.”
Gilmar Júnior: “Patriota foi uma das pessoas que me recebeu com mais carinho nesta casa. Sempre me orientou, agiu como um professor e isso me marcou muito.”
João Paulo Costa: “Tive uma relação de respeito e admiração com José Patriota, mesmo em palanques opostos. Sempre fez política buscando o fortalecimento dos municípios, que é onde as pessoas vivem e os problemas existem.”
Joãozinho Tenório: “Patriota era muito maior que a Amupe. Conseguiu resgatar o nome da Associação. Para mim, a maior referência que tenho de Patriota é o diálogo que ele sempre mantinha aberto, independentemente de bandeiras partidárias.”
Renato Antunes: “Nesse pouco tempo de convivência, tive em Patriota uma referência. Um professor do diálogo. Um homem pacífico, sempre aberto à construção da coletividade.”
João de Nadegi: “Patriota era um grande conselheiro. Independentemente de coloração partidária, sempre buscou o diálogo. Tentava unir as pessoas, em vez de fomentar divisões, para resolver as questões que impactavam o povo pernambucano.”
Diogo Moraes: “Tínhamos José Patriota como um homem de correção. Uma referência em política com P maiúsculo. Deixou um legado para esta casa.”
Henrique Queiroz Filho: “Por sua postura e diálogo, Patriota tem o respeito de toda a classe política. Todas as homenagens que sejam feitas para ele serão merecidas, já que ele sempre trabalhou para o bem da coletividade, pensando nas pessoas.”
Alberto Feitosa: “Ele tinha a sabedoria de quem de fato militava na política, a imparcialidade de quem queria fazer a boa política e a capacidade de enxergar mais além. Deixa muita saudade, e Pernambuco perde um grande ser humano e grande político.”
G1 A Segunda Turma do STF decidiu soltar José Dirceu, por 3 votos a 2. Votaram a favor da soltura os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowsk e Gilmar Mendes; o relator Edson Fachin e Celso de Mello votaram pela manutenção da prisão. O pedido de liberdade apresentado pela defesa de Dirceu é para revogar a […]
A Segunda Turma do STF decidiu soltar José Dirceu, por 3 votos a 2. Votaram a favor da soltura os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowsk e Gilmar Mendes; o relator Edson Fachin e Celso de Mello votaram pela manutenção da prisão.
O pedido de liberdade apresentado pela defesa de Dirceu é para revogar a ordem de prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. A mesma solicitação já foi negada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em novembro do ano passado, o ministro Teori Zavascki, que era relator da Lava Jato no STF, já havia negado a soltura do ex-chefe da Casa Civil.
Em duas sentenças de Sérgio Moro, Dirceu foi condenado a mais de 31 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O entendimento do STF, no entanto, é que a prisão definitiva só é possível após a condenação em segunda instância.
Dirceu cumpre prisão preventiva (sem prazo determinado) desde agosto de 2015 com a alegação de que havia risco de fuga, de prejuízo às investigações e de cometimento de novos crimes.
Mais cedo nesta terça, os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba anteciparam uma nova denúncia contra Dirceu.
O Ministério Público Federal (MPF) acusou o ex-ministro de ter recebido R$ 2,4 milhões em propina antes, durante e depois do julgamento do mensalão do PT.
Em entrevista coletiva concedida na capital paranaense para apresentar a nova denúncia contra Dirceu, os procuradores da República mostraram que os últimos depósitos de propina ocorreram depois da prisão de Dirceu, ordenada pelo Supremo por conta da condenação no julgamento do mensalão do PT, em 2013.
De acordo com o MPF, os pagamentos ao ex-ministro só cessaram com a prisão do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, em 2014. Um dos delatores da Lava Jato, o empresário contou que Dirceu ofereceu ajuda para inserir a empreiteira em países da América Latina e na Espanha porque tinha acesso político à cúpula dos governos.
No pedido de liberdade, a defesa de José Dirceu negou que vários pagamentos que sua empresa recebeu de empreiteiras fossem propina. Alegou que mesmo aquelas realizadas após o julgamento do mensalão, pelo qual foi condenado, se referiam a serviços de consultoria prestados anteriormente.
“Toda vez que saio daquela prisão gélida de Curitiba, me pergunto: Qual a razão desse homem de 70 anos estar preso há aproximadamente 2 anos?”, disse o advogado Roberto Podval, lembrando de que, quando foi preso, aguardou em casa, sem apresentar qualquer risco de fuga.
Sobre a possibilidade de atrapalhar as investigações, disse que sai vida já foi “devassada” e que a coleta de provas nas ações que responde já foi encerrada.
Representando o Ministério Público, favorável à prisão, o subprocurador-geral da República Edson Oliveira de Almeida lembrou da acusação de que José Dirceu tinha ascendência política sobre o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, citando diversos pagamentos de empreiteiras supostamente beneficiadas em contratos com a diretoria.
Em Itapetim, mais um ataque a banco foi registrado na madrugada deste sábado. Pelo menos três bandidos explodiram o único caixa eletrônico da agência do Bradesco no Centro da cidade, por volta das duas da madrugada. Foram ouvidas três explosões. Eles fugiram num carro branco. Com a explosão, o caixa ficou inutilizado. A ação, que […]
Em Itapetim, mais um ataque a banco foi registrado na madrugada deste sábado.
Pelo menos três bandidos explodiram o único caixa eletrônico da agência do Bradesco no Centro da cidade, por volta das duas da madrugada. Foram ouvidas três explosões. Eles fugiram num carro branco.
Com a explosão, o caixa ficou inutilizado. A ação, que durou cerca de 15 minutos é mais uma a prejudicar a economia local. Servidores estaduais dependem do banco. O banco ainda não informou quanto foi levado. Um Corolla placas PGF 2973, de São José do Egito, possivelmente usado pelos criminosos foi encontrado na zona rural de Brejinho. Não se sabe ainda se o arro foi roubado ou é clonado.
Em novembro do ano passado, a Agência dos Correios de Itapetim, e o Banco do Brasil também foram alvos de ações criminosas. Até hoje, o banco não funciona devidamente. Pessoas que dependem da agência tem que recorrer à unidade de São José do Egito.
Corrolla encontrado na zona rural de Brejinho e supostamente usado na ação
O último contra o BB foi o mais violento. Disparos com armamento pesado e explosões atingiram a agencia bancaria. Ao mesmo tempo em que atacavam o banco, homens armados disparavam contra a Companhia da PM e a Delegacia da Policia Civil.
Foi a terceira ação contra a mesma agência, que é escolhida como alvo por ser fronteira com a Paraíba. Em 2012 no mês de maio aconteceu um dos episódios, com a Agência do Banco do Brasil arrombada no município ficando fechada durante 8 meses.
Secretários de Saúde e prefeitos sertanejos tem replicado a informação de que levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) indica que faltam R$ 3 bilhões por ano para colocar em funcionamento unidades de saúde e equipamentos que estão parados por falta de recursos. Segundo a entidade, ocorreram problemas de planejamento: houve […]
Ambulâncias que poderiam estar salvando vidas na região paradas. Serviço não estaria funcionando por rombo federal, dizem secretários de saúde
Secretários de Saúde e prefeitos sertanejos tem replicado a informação de que levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) indica que faltam R$ 3 bilhões por ano para colocar em funcionamento unidades de saúde e equipamentos que estão parados por falta de recursos.
Segundo a entidade, ocorreram problemas de planejamento: houve um estímulo do governo federal para a contração de serviços e obras, mas sem garantir os recursos necessários para fazer tudo funcionar.
O tema já foi motivo de várias reuniões de prefeitos e Secretários com promotores do Pajeú e o Secretário Estadual de Saúde, Iran Costa, além de inúmeras cobranças da imprensa e sociedade.
“Esse levantamento retrata a falta de recursos para o funcionamento do SAMU”, diz ao blog o Secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira Arthur Amorim, que tem participado intensamente dos debates do Conasems e conhece os gargalos que travam esse e outros programas.
Pelo que já foi amplamente divulgado, ficou provado que o entrave não tem relação apenas com a Central de regulação e o ajuste dos sistemas de rádio nas cidades da região. A questão é mais profunda e tem a ver com o receio dos prefeitos de que as contrapartidas federais atrasem ou não venham, fazendo com que arquem com mais do que pactuado, ou tenha que arcar com o desgaste de interromper o programa ou atrasar salários das equipes e manutenção.
O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, que se reuniu com o ministro, disse que tanto a questão dos equipamentos parados como o problema do subfinanciamento da saúde foram abordados no encontro, reforçando o discurso local e regional sobre o tema.
“Nós apresentamos (ao ministro) que, de serviços habilitados, portarias publicadas, em que falta a questão financeira, falta pagar, nós temos aí a necessidade de mais R$ 3 bilhões por ano. No cenário que nós temos, vamos tirar R$ 3 bilhões de onde? Aí envolve Samu, UPAs, unidades básicas de saúde, policlínicas, hospitais, leitos de UTI, leitos de diálise”, disse.
Soube, ontem, quando estava num encontro em Gravatá, da morte do ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Silvério Queiroz de Brito, 74 anos. Filho do saudoso Zezé Rodrigues, coronel que reinou absoluto até ser derrotado por Antônio Mariano, Silvério se notabilizou com um perfil muito parecido ao do também ex-prefeito João Alves Filho, de quem papai […]
Soube, ontem, quando estava num encontro em Gravatá, da morte do ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Silvério Queiroz de Brito, 74 anos. Filho do saudoso Zezé Rodrigues, coronel que reinou absoluto até ser derrotado por Antônio Mariano, Silvério se notabilizou com um perfil muito parecido ao do também ex-prefeito João Alves Filho, de quem papai foi vice.
Estufava o peito para dizer que a Prefeitura não devia a ninguém e que nada fazia de ilegal. Postura louvável em tempos tão sombrios da vida pública brasileira, em que se confunde o público com o privado nos cargos executivos. Mas o dinheiro parece que só dava mesmo para as despesas com pessoal e pequenas obras, porque nem João nem Silvério marcaram suas passagens pelo governo com grandes projetos e obras.
Na nota de ontem de lamento pela perda do ilustre conterrâneo, o prefeito José Patriota (PSB), que de fato repaginou a cidade em oito anos, citou apenas como obra referência de Silvério o campo de futebol Vianão. Alguém também lembrou que foi na gestão de Silvério que o Estado realizou um sonho secular: a barragem de Brotas.
Gestões à parte, o que vale na vida, na realidade, é caráter, honestidade e zelo com a coisa pública. Isso, Silvério tinha de sobra. Era um homem cuidadoso e zeloso, zeloso sobretudo com os amigos, entre os quais ele me incluía para minha felicidade. Não apenas ele, mas Iara, com quem se casou, teve dois filhos e se separou. Iara mora em Afogados, mas quando Silvério a ela entregou o coração vivia em Tabira, a 22 km de Afogados da Ingazeira.
Nos anos dourados, ainda imberbe, peguei muitas caronas na velha Rural que Silvério dirigia rumo a Tabira nos fins de semana para bater o ponto na casa de Iara, filha de Tota Nascimento, um dos comerciantes mais prósperos do Sertão do Pajeú, cujo legado no seu ramo foi passado para as filhas Iara e Jacitara, esta hoje com mesma fama de bem sucedida como o pai em suas atividades no comércio.
A estrada era um poeirão tamanho que roubava o cheiro do perfume que a gente esfregava no rosto para encantar as namoradas de Tabira. Belas mulheres. Tabira tem tradição de beleza feminina até hoje. Muitos marmanjos de minha Afogados são casados com tabirenses, felizes da vida. Eu já me apaixonei por várias delas, daí a razão de colocar a cidade nas nuvens celestiais em minhas crônicas do cotidiano. Para nós, Silvério era o rei das caronas tabirenses, as caronas do amor.
Ele adorava encher a Rural. Éramos uma turma da pesada: Marcelo, meu irmão, Dida de Cabo Moura, César Henrique, o Ceica, Elias Mariano, Renato Mascena, Marcos Porroia, meu primo, enfim, um grupo que naquela época apreciava a beleza e o embalo diferenciados das saias tabirenses. O jogo da sedução, a paquera, era arrodeando a praça Gonçalo Gomes, num vai e vem incessante. O chambrego, no oitão da igreja. Tempos bons que não voltam mais, como diz a canção.
O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos amigos. Silvério era assim, uma pedra de íman, que atrai coisas boas. Dizia que a amizade de um grande homem era benefício dos deuses. A beleza pessoal de Silvério era para nós uma recomendação maior que qualquer carta de referência. Era uma lamparina que iluminava nosso céu sem estrelas, de noites quentes e boêmias na celebração do amor e da vida, da poesia e da sedução.
Há uma força maior que a energia atômica – a vontade. Silvério nos ensinou a ter vontade, vontade de sonhar e ser feliz. Foi Silvério – e provavelmente nem Iara saiba – que exerceu em mim forte influência para abraçar o jornalismo com paixão. Devorador de jornais, vibrava quando via um escrito meu no Diário de Pernambuco.
Com o avançar do tempo regando o pomar poético do meu Pajeú fui aprendendo e me convenci que a poesia é a música da alma, de almas grandes e sentimentais. O amigo se foi, mas os sentimentos ficaram.
Criaram raízes e me deixaram a bela lição de que o homem que mais viveu não é o que contou maior número de anos, mas aquele que mais sentiu a vida. Silvério sentiu a vida pulsar no torrão que mais amou, do Pajeú das flores. Como Rogaciano, podia dizer em alto e bom som: sou do Pajeú das flores, tenho razão de cantar.
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