Guilherme assume assessoria especial e ganha o bônus, mas vem o ônus
Por André Luis
Ex-prefeito de Petrolina por dois mandatos e candidato a senador na chapa da então candidata a governadora Raquel Lyra (PSDB), Guilherme Coelho (PSDB), assumiu o cargo de assessor especial do Estado, quase quatro meses depois da posse de Raquel.
Se houve quem comemorasse, teve também quem estranhasse Guilherme ter aceito um cargo geralmente dedicado ao segundo time ou a aliados sem êxito eleitoral. “Ele é maior do que isso, tem estatura, não precisa estar nisso pelo salário, como normalmente acontece. Ele tem outro tamanho”, comentou um aliado do próprio Guilherme.
O fato é que não se sabe se ele assume para aquecer o seu nome para uma próxima disputa eleitoral ou vai mesmo para o exercício de se transformar no player do governo Raquel no Interior.
O bônus de falar pelo governo traz também o ônus das cobranças. E elas não são poucas. Só para falar do quintal do novo assessor em Afrânio e Dormentes, no Alto São Francisco, por exemplo, falta água por até 30 dias seguidos. Isso sem falar que a Compesa em Petrolina, trabalhando às margens do Rio São Francisco, é um desastre administrativo e de resultados medíocres. A conta agora é dele para oferecer as respostas.
Muito ligado ao agro, caberá ainda a Guilherme as cobranças e respostas sobre as estradas dos projetos irrigados, por onde escoam a fruticultura de todo o Vale do São Francisco, e que o governo do Estado teima em fechar os olhos em um cumplicioso silêncio.
Por outro lado, o ex-prefeito pode estar olhando um futuro cenário eleitoral onde pode ser engolido por Lucinha Mota (PSDB), que assumiu uma secretaria e poderia receber os olhares mais atenciosos da governadora. A vida é feita de escolhas, e toda escolha vem pelas causas. Mas gera consequências. As informações são do Blog do Carlos Britto.
A Primeira Câmara do TCE homologou, em sessão realizada nesta terça-feira (17), Auto de Infração contra o ex-prefeito de Ingazeira por não enviar ao Tribunal o plano de ação para adequação do destino final dos resíduos sólidos urbanos, visando à eliminação do chamado “lixão” no município. O relator do processo foi o conselheiro Valdecir Pascoal. […]
A Primeira Câmara do TCE homologou, em sessão realizada nesta terça-feira (17), Auto de Infração contra o ex-prefeito de Ingazeira por não enviar ao Tribunal o plano de ação para adequação do destino final dos resíduos sólidos urbanos, visando à eliminação do chamado “lixão” no município. O relator do processo foi o conselheiro Valdecir Pascoal.
No voto, o conselheiro apontou o descumprimento de Acórdão por parte do gestor ao não realizar a elaboração e apresentação, até 2019, do plano de ação referente à adequação da destinação dos resíduos sólidos e eliminação dos lixão.
“Os dados solicitados são imprescindíveis para o devido planejamento dos trabalhos de auditoria deste Tribunal”, diz o voto.
Além disso, o conselheiro também destacou que, ao depositar os resíduos de forma inadequada, a administração municipal está abrindo mão de receita proveniente de parcela do ICMS socioambiental.
O relator decidiu, então, pela aplicação de multa no valor de R$ 27.549,00 ao ex-prefeito de Ingazeira, Lino Olegário de Morais.
O conselheiro determinou, ainda, às atuais gestões que, caso já não tenham realizado, apresentem ao TCE, no prazo máximo de 60 dias, o referido plano de ação.
O gestor ainda pode recorrer da decisão. O voto foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros Marcos Loreto (presidente da 1° Câmara) e Carlos Porto. Representou o Ministério Público de Contas na sessão o procurador Cristiano Pimentel.
O Tribunal de Contas do Estado tem um relevante papel na promoção da transparência e de um maior controle social na destinação dos resíduos sólidos. Desde 2014, o TCE realiza a divulgação de um diagnóstico anual, monitorando o cumprimento, por parte das prefeituras, das ações propostas pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
Após a veiculação de uma matéria no Blog sobre supostos gastos de R$ 100 mil pela Prefeitura de São José do Egito com serviços de digitalização sem licitação, a empresa Denize Torres Candeia ME emitiu uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (20). De acordo com a nota, a empresa participou de um processo de contratação […]
Após a veiculação de uma matéria no Blog sobre supostos gastos de R$ 100 mil pela Prefeitura de São José do Egito com serviços de digitalização sem licitação, a empresa Denize Torres Candeia ME emitiu uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (20).
De acordo com a nota, a empresa participou de um processo de contratação por dispensa de licitação (nº 001/2024), devidamente divulgado em portais oficiais. A contratação abrangeu três órgãos: Fundo Municipal de Saúde (R$ 50 mil), Secretaria Municipal de Educação (R$ 30 mil) e Secretaria de Assistência Social (R$ 20 mil), totalizando R$ 100 mil. Segundo a empresa, todos os contratos foram realizados dentro dos limites permitidos pela Lei 14.133/2021, que regula dispensas de licitação.
A nota enfatiza que a contratação seguiu os critérios de publicidade e ampla concorrência, em conformidade com o artigo 75 da Lei de Licitações, que permite dispensa para serviços com valores inferiores a R$ 59.906,02, atualizado pelo Decreto nº 11.871/2023. “Observa-se, claramente, que a contratação foi realizada em valor abaixo do permitido por lei, obedecendo-se os critérios legais”, destaca o texto.
Ainda segundo a empresa, o contrato não se limitou à digitalização de documentos, mas envolveu um amplo conjunto de serviços executados entre 2021 e 2024, incluindo:
Digitalização e tratamento de documentos (capa a capa) com rigor técnico e fidelidade aos originais;
Implantação de um software de gerenciamento eletrônico de documentos, incluindo parametrização e controle dos processos digitalizados;
Capacitação e suporte técnico para automação dos processos.
A empresa destacou que os serviços abrangeram a gestão digital de toda a documentação do período, buscando eficiência e organização administrativa.
Por fim, a nota reafirmou o compromisso da Denize Torres Candeia ME com a inovação e a qualidade no setor de digitalização. “Com uma equipe altamente qualificada e apaixonada por tecnologia, temos revolucionado o setor de digitalização com soluções personalizadas e eficientes”, conclui.
A empresa se posicionou como referência no segmento, reiterando que todas as suas ações estão em conformidade com a legislação vigente.
Município alega que presidente da Casa está “passível de punição” A Prefeitura de Tabira alega em resposta à nota sobre a rejeição das contas de 2014 de Sebastião Dias que a presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Tabira, Maria Nelly Sampaio Brito (PSC) é que poderá ser punida com base na Lei de Improbidade […]
Município alega que presidente da Casa está “passível de punição”
A Prefeitura de Tabira alega em resposta à nota sobre a rejeição das contas de 2014 de Sebastião Dias que a presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Tabira, Maria Nelly Sampaio Brito (PSC) é que poderá ser punida com base na Lei de Improbidade Administrativa e ainda ser multada pelo TCE-PE.
A alegação é de que Nelly não incluiu em pauta, no tempo e modo devidos, o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, relativo a prestação de contas da Prefeitura de Tabira, exercício 2014, do prefeito Sebastião Dias.
“O TC encaminhou a prestação de contas e o parecer prévio que foram recebidos pela Câmara Municipal no dia 29 de janeiro de 2020 e até a presente data a presidente da Casa Eduardo Domingos de Lima não convocou sessão exclusiva para deliberar sobre a aprovação ou rejeição. Ou seja, na próxima segunda-feira, dia 29 de junho, completará 5 meses que as contas estão engavetadas na Casa”, diz a argumentação .
Segundo a municipalidade, a Constituição do Estado de Pernambuco determina em seu art. 86, § 2º, que as Câmaras Municipais tem prazo de 60 dias para realizar o julgamento das contas, acompanhando a recomendação do Tribunal ou discordando, lembrando que esse parecer somente deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos vereadores.
“Art. 86. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
(…)
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas sobre as contas que o Prefeito devem, anualmente, prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal, que sobre ele deverão pronunciar-se, no prazo de sessenta dias, após o seu recebimento.”
Interlocutores do Governo ouvidos afirmam que a presidente da Câmara, Maria Nelly e seu grupo estavam guardando as contas acreditando que o prefeito Sebastião Dias ainda pudesse declarar apoio ao seu nome. Ainda, afirmaram que o Ministério Público será acionado no caso. “Resta saber agora quais as razões que a presidente tinha para guardar as contas por 5 meses”, disse o município.
Por Anchieta Santos O ex-Prefeito Sávio Torres obteve mais uma vitória na Câmara de vereadores de Tuparetama. Reunida ontem a Câmara seguiu orientação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) que recomendou por unanimidade a aprovação da prestação de contas da Prefeitura referente ao exercício financeiro de 2006 sob responsabilidade do então prefeito […]
O ex-Prefeito Sávio Torres obteve mais uma vitória na Câmara de vereadores de Tuparetama.
Reunida ontem a Câmara seguiu orientação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) que recomendou por unanimidade a aprovação da prestação de contas da Prefeitura referente ao exercício financeiro de 2006 sob responsabilidade do então prefeito Sávio Torres.
Oito vereadores votaram pela aprovação. Vereadores adversários do ex-prefeito disseram que não havia nada que justificasse o voto contrário.
Por outro lado, os mesmos parlamentares municipais garantiram a produção dos programas Rádio Vivo e Cidade Alerta, que as contas de 2007 tem muita coisa cabeluda e não passarão.
Nesta terça, dia 25 de maio, completo meus 30 anos de comunicação, a partir do primeiro programa, o Conversando com a Juventude, da Pastoral da Juventude do Meio Popular. Sou privilegiado até por ter o script desse programa guardadinho. Tinha apenas 16 anos. A vida tem caminhos escritos por Deus. Prova disso é que não escolhi […]
Nesta terça, dia 25 de maio, completo meus 30 anos de comunicação, a partir do primeiro programa, o Conversando com a Juventude, da Pastoral da Juventude do Meio Popular.
Sou privilegiado até por ter o script desse programa guardadinho. Tinha apenas 16 anos. A vida tem caminhos escritos por Deus. Prova disso é que não escolhi o rádio. Foi o rádio e a comunicação que me acharam, a partir do convite do Padre Luiz Marques Ferreira, depois de me ouvir falando pelos ouvidos em um grupo de jovens no bairro onde resido até hoje, me convidar para apresentar um programa para esse público na Rádio Pajeú.
Sempre digo que a grande oportunidade da vida não passa duas vezes no mesmo lugar. Assim, essa e as que se apresentaram, agarrei com unhas e dentes desde aquela chance de falar na Pioneira do Sertão Pernambucano.
Vale o registro de que o jornalismo quando feito com amor salva vidas do lado de dentro e do lado de fora. Minha vida foi transformada graças às pessoas que confiaram naquele garoto de 16 anos.
Essa confiança, busco pagar tentando ajudar a fazer uma sociedade melhor, mais justa, mais inclusiva, salvando vidas como agora na pandemia, abrindo oportunidades a pessoas que como eu tentam uma chance, formando e moldando futuros talentos. Jornalismo na essência nunca foi tão fundamental no mundo em que vivemos.
E não há jornalismo sem ética, sem caráter. Pois o talento encontra o molde em um ser humano. Por isso há muito talento contaminado por mau caratismo também na profissão. Mas por sorte, os bons prevalecem. Viva o jornalismo e sua capacidade de transformar o mundo.
Pra contar a história dos 30 anos de comunicação completados hoje, é preciso voltar um pouquinho no tempo. Nasci em 20 de dezembro de 1974 no Gama, Distrito Federal, filho de Nivaldo Alves Galindo Filho e Cleonice Ramos Galindo.
Nivaldo, o mais velho dos oito filhos do Mestre de Obras Élio Fernandez Galindo, uma de minhas referências, e Natércia Alves Barbosa, ainda viva, graças a Deus.
Papai trabalhou muitos anos em Brasília, seja na construção civil, seja como Chefe de Almoxarifado em Furnas Centrais Elétricas. Tendo cursado apenas o ginasial, era uma mente privilegiada. Também era um baixinho invocado, conhecido por não ter medo de mostrar suas posições.
Era na concepção alguém que lutava contra injustiças. Tenho uma memória dele denunciando em plena reta final do regime um episódio em que um policial agredia uma pessoa sem motivação em um ponto de ônibus.
Ligou para uma rádio de Brasília para denunciar. Lembro da mamãe louca ao pé do rádio. Quem sabe ali, implicitamente nasceu minha relação com o meio.
Papai atuou politicamente, escrevia crônicas, foi um dos agentes pela eleição histórica de Orisvaldo Inácio, algum tempo depois de voltar de Brasília, pois minha mãe não se adaptara bem à mudança de ares para São Paulo.
Ele deixou tudo em Brasília para trata-la de um tumor benigno no encéfalo. Sem diagnóstico preciso no Sarah Kubitschek, foi salva após quadro delicadas cirurgias no Hospital das Clínicas, São Paulo.
O pós operatório foi muito complicado e papai teve que mudar-se com os dos filhos para São Paulo. Havia uma subsidiária em Mogi das Cruzes e ele alugou um imóvel em Jundiapeba, ao lado de uma charmosa estação de trem que existe até hoje.
Mas mamãe não se adaptou, ele largou tudo e voltamos para Afogados. No fim dos anos 80 a saúde dele, diabético rebelde, chegado a uma cerveja ou um bom uisque, se deteriorou. Desenvolveu insuficiência renal crônica, foi para a hemodiálise e faleceu em agosto de 1989.
Ficamos eu, minha irmã Nívea Cléa Ramos Galindo e a mamãe, Cleonice Ramos Galindo. Até a mamãe ter acesso à pensão, vivemos dias difíceis. A irmã, por exemplo, passou a morar com o casal Terezinha Silvestre, nossa tia, e Antonio Dondon. Veio a pensão e as coisas melhoraram. Dos 14 aos 16 anos, já sem o papai, vivi algumas experiências profissionais que agregaram muito à minha vida. Trabalhei em uma loja de videogames onde hoje funciona o Pilão, vendi picolé, vendi até quiabo quando não era bom de saída.
Quando tinha 16 anos, era comum estar com meu hoje compadre Rogério Jesuíno, que também fez parte da Rádio Pajeú como Jota Oliveira. Ficávamos a olhar o tempo em uma meia parede na Rua 16, Bairro Cohab. O bairro não tinha capela e as novenas aconteciam na casa de Dona Maristela, mãe da professora Patrícia Amaral. Naquele 1991 em uma daquelas noites, passa o Padre Luiz Marques Ferreira, Padre Luizinho, então seminarista perguntando onde era a casa dela. Indicamos com o clássico “bem ali” e fomos ver pelo movimento que a novena gerava.
Ao sair, Luizinho nos viu na porta e disse estar formando um grupo de jovens no bairro. Naquele tempo havia muitas iniciativas interessantes da Igreja Católica e a PJMP era muito forte. Lá vou eu para essas reuniões no grupo Escolar Petronila de Siqueira Campos Góes aos sábados. Aí, certamente por influência genética de pai, falava pelos cotovelos falando da realidade do bairro. Padre Luizinho percebeu e algum tempo depois me convidou para apresentar um programa que teria início na Rádio Pajeú ligado à Pastoral da Juventude.
Lembro da primeira vez na Casa Paroquial preparando com Luizinho e Rogério Jesuíno o Conversando com a Juventude. A música tema era Amanhã, de Guilherme Arantes. Em 25 de maio de 1991, bem nervoso, dava o primeiro passo para a comunicação. “Este programa é um oferecimento da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, na pessoa do Padre João Carlos. Tem na coordenação esse amigo que vos fala, padre Luizinho e também na produção e apresentação Nivaldo Galindo e Rogério Jesuíno”. Minha primeira fala era sobre os objetivos do programa: “Muito bom dia caros ouvintes que estão em sintonia com a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira. Meu bom dia especial a todo jovem desse imenso sertão, a você desempregado, desempregada, a você estudante como eu, enfim; a todos vocês que nos escutam”. O programa tratou dos objetivos, como que os jovens tomassem consciência de seus direitos.
A cada programa, o nervosismo inicial dava lugar a uma segurança maior. Tanto que alguns sábados depois, Anchieta Santos me convidava para fazer um teste para a equipe esportiva da emissora. “Gosta de esportes, Nivaldo?” – perguntou. Até hoje brinco dizendo que mesmo que não gostasse, diria que sim. Mas de fato sempre gostei. Fomos a um teste com um gravador do tamanho de um tijolo na casa de Anchieta a frente de onde hoje é a UPA-E. Tremi, mas fiz. “Você tem jeito, se tiver vontade”, disse ao fim.
No meu primeiro noticiário, do Náutico, na Resenha Bola em Jogo, pela manhã, troquei o programa e falei para a Resenha Esportes no Ar. Passou. Anchieta foi como um pai firme. Pegava no pé como quem sabia em quem estava apostando. Hoje costumo cobrar mais de quem mais acredito, uma das lições que guardei dele. Lembro da experiência com aquela equipe esportiva, com Anchieta, Elias Mariano, Vanderley Galdino. Naldinho Rodrigues e Adelmo Santos.
Não esqueço do primeiro plantão esportivo, de um jogo que era feito do Vianão. Com um bom e velho rádio, sintonizava a Rádio Clube (nem se falava em internet) para informar cada gol que saía nos campeonatos de Pernambuco e nacionais. De cara, recebi um elogio ao fim da transmissão de Anchieta, então narrador. Não esqueci. Lembro do primeiro pagamento por uma transmissão das mãos dele, dentro do seu fusca branco.
Com o tempo, surgiram testes para uma nova rádio que surgiria em Afogados, do Grupo Inocêncio Oliveira. Pagava um salário, e fui a Serra Talhada encarar a oportunidade. O teste foi com Zé Honório, na Líder do Vale. Lembro dele elogiando ao final e dizendo que eu tinha tudo pra ficar entre os selecionados. Voltei contando pra todo mundo. Uns acreditavam, outros não, mas segui. Liso e sem ter como ficar em Serra aos fins de semana para praticar, já que no FM você atuava nos controles e ao microfone, apelei pra quem podia ajudar.
Nas primeiras vezes, Heleno Mariano, ligado a Inocêncio e que fora amigo de meu pai, já sabendo da notícia de que eu iria para a emissora que também serviria de plataforma política de Antonio Mariano e seu grupo, me ajudou com o dinheiro da hospedagem, um quartinho ao lado da estação rodoviária de Serra Talhada. Lembro após praticar rodar aquela Praça Agamenon Magalhães sem conhecer ninguém. Da rádio Líder, lembro de Marquinhos Dantas e Edcarlos Máximo, que viria a ser diretor da emissora em Afogados.
Nesse período, fui apresentado por Padre Luizinho, ainda seminarista, ao Padre João. “Faça o que puder para ajudar esse menino que ele tem futuro”, disse. Padre João foi, como até hoje um pai na plenitude da palavra. De pronto, conseguiu um quarto mais aconchegante no Colégio da Imaculada Conceição, gerido pelas freiras. Os ventos sopravam a meu favor: a madre superiora era “Irmã Galindo”. Ganhei um ponto de apoio para minhas idas a Serra. E uma referência paterna que me ensinou muito, desde os valores até qualidades de como administrar, por exemplo.
Em maio de 1993, a Transertaneja ia ao ar em festa na cidade. Fui a primeira voz a ir ao ar oficialmente, numa equipe que ainda tinha Edcarlos, Élio Fernandez e Ney Gomes, outro amigo que a vida me deu.
Não fiquei muito tempo. Em 1 de agosto de 1994 assinava minha carteira no Sindicato dos Trabalhadores Rurais como Auxiliar de Contabilidade. Na verdade, atuei também assessorando o Polo Pajeú da FETAPE, ao lado de um tal José Patriota, na época com 35 anos, responsável pelo polo, tão sabido e preparado como hoje, outra experiência enriquecedora. Chegamos a apresentar juntos o programa da entidade. Mas eu sabia que ali, poderia voltar pra Pajeú, o que se materializou aos poucos.
Primeiro participando do programa Anchieta Santos, depois sendo convidado a voltar para a Seleção do Povo. Lembro da chamada de Anchieta detalhando toda a cobertura – os Jogos Escolares eram um grande acontecimento para a cobertura esportiva – e anunciando ao final; “E a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo”, tocando em seguida “Eu voltei, agora é pra ficar”, com Roberto Carlos.
E fiquei. Em 1 de abril de 1995, numa articulação que envolveu Padre João, Anchieta e o Diretor Rogério Oliveira, finalmente assinei a carteira, em 1 de agosto de 1995. Só saí uma vez, em um projeto de reestruturação da Rádio Cardeal Arcoverde, onde também fiz muitos amigos. Cumprida a missão naqueles idos de 1998, pedi pra voltar. A Pajeú aceitou e voltei pra não sair mais. Finquei os pés de volta ao Sertão com o compromisso de não sair mais.
Fiz de tudo na rádio, mas sempre com um pé com no radiojornalismo. Sempre apegado à informação e prestação de serviço. “Entrevista na Manhã”, “Radar das Treze”, “Nova Manhã” foram alguns programas que tive oportunidade de fazer na Pioneira do Sertão Pernambucano.
O tempo passou e vieram os anos 2000. Já em fevereiro de 2001, fui convidado por Dom Luis Pepeu para assumir a Gerência de Programação da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. Iniciamos em abril daquele ano a nova grade de programação. Em 2004 nasceu o blog, fruto da produção diária de conteúdo na Rádio Pajeú. Em 2007, a oportunidade de ser Gerente Administrativo. O resto da história você conhece… São 30 anos de muito obrigado!
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