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Grandes voltarão ao interior no Pernambucano 2018

Por Nill Júnior

Com 11 equipes, competição terá quartas, semis e final

O conselho arbitral na FPF, envolvendo os clubes e a direção da entidade, resultou numa mudança drástica para o Campeonato Pernambucano de 2018. De fato, era preciso fazer algo após três torneios desinteressantes, tendo como expoente a esvaziada (e problemática) edição de 2017, com média de 2.402 pessoas.

Pelo acordo, nada de fase classificatória sem o Trio de Ferro, que só vinha entrando no hexagonal. Agora, todos os clubes voltam a se enfrentar, o que não acontecia desde 2013 – a ideia é, também, que os grandes do futebol local voltem a atuar no interior, o que quase não vinha ocorrendo devido à regra diferenciada sobre o tipo de gramado para “clubes das Séries A e B”. Agora, serão três fases de mata-mata.

Para isso, segundo a federação, valeu em parte o relatório Voz do Torcedor, que colheu a opinião de 4.040 torcedores, com o mata-mata à frente dos pontos corridos (52,87% x 47,13%). Considerando o formato dos jogos eliminatórios, a ordem foi a seguinte: semi/final 51%, quartas/semi/final 43% e apenas final 5%. Apesar deste segundo indicativo, os clubes optaram por implantar as quartas de final. No mata-mata, uma maior exigência estrutural só virá a partir da semifinal, com estádios com ao menos 10 mil lugares.

Lembrando que o Estadual não terá doze participantes após dez anos. Iniciando um processo de redução – caindo dois e subindo apenas um -, o campeonato terá onze times em 2018, cuja regra será novamente aplicada, chegando a dez em 2019. Vamos aos detalhes do novo regulamento…

Obs. A proposta 2 foi aprovada com 44 x 31 em pontos qualitativos. Os grandes clubes optaram pela proposta 1, sem quartas, mas foram derrotados.

Proposta para o Campeonato Pernambucano de 2018 

Nº de participantes: 11 clubes
Os dez melhores de 2017 (Sport, Salgueiro, Santa Cruz, Náutico, Belo Jardim, Central, Flamengo de Arcoverde, Afogados, América e Vitória) e o campeão da Série A2 (em disputa) 

1ª fase: turno único
Todos os clubes se enfrentariam em jogos ida, se classificando os oito melhores colocados. Os dois últimos serão rebaixados. A etapa teria 55 partidas ao longo de onze rodadas, com cada clube jogando dez vezes (cinco como mandante e cinco como visitante) e folgando em uma rodada.

2ª fase: quartas de final
Pela primeira vez o Estadual teria esta disputa. Devido ao calendário enxuto, seriam jogos únicos, com mando dos quatro melhores colocados (1 x 8, 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5). 

3ª fase: semifinal
Esta fase foi implantada em 2010, mudando apenas o critério de desempate desde então (melhor campanha, saldo de gols, gol qualificado etc). Desta vez, será decidida apenas no jogo de “ida”. Persistindo a igualdade, pênaltis. 

4ª fase – final
Enfim, um mata-mata em ida e volta. Em relação ao desempate, terá como critério (além de pontos na fase), o saldo. Persistindo o empate, pênaltis. Ao todo, o campeão pernambucano disputará 14 partidas. Com o novo formato do Nordestão, apenas o campeão estadual tem direito à vaga – no caso, à edição de 2019. As outras duas são designadas aos times locais mais bem colocados no Ranking da CBF.

Total de jogos: 63, ou 32 a menos em relação a 2017

Diário de Pernambuco

Outras Notícias

Lá se foi o mais sabido político do Pajeú 

Por Magno Martins Expedito Araújo, que Deus chamou hoje para morada eterna aos 94 anos, por falência múltipla dos órgãos, era pajeuzeiro da gema, mas nasceu e viveu com espírito mineiro, exercitando a sabedoria dos imortais políticos das alterosas Minas Gerais. Meu pai Gastão Cerquinha, contemporâneo dele na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, […]

Por Magno Martins

Expedito Araújo, que Deus chamou hoje para morada eterna aos 94 anos, por falência múltipla dos órgãos, era pajeuzeiro da gema, mas nasceu e viveu com espírito mineiro, exercitando a sabedoria dos imortais políticos das alterosas Minas Gerais.

Meu pai Gastão Cerquinha, contemporâneo dele na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, me confessou certa vez que nunca havia conhecido um homem público tão sabido, inteligente, afoito e sedutor quanto Dita, como era tratado carinhosamente.

Na manha, sem dinheiro, protagonista daquelas campanhas do tostão contra o milhão, Expedito emplacou cinco mandatos eletivos e um majoritário. Foi vice do ex-prefeito João Alves Filho, que passou à história como demolidor do maior patrimônio histórico da cidade: o coreto da praça, de saudosas memórias, retretas, serestas, bailes em que se dançava valsa de paletó e gravata, cenário de comícios para udenistas e arenistas, a esquerda e direita dos anos 60.

Pai de uma penca de filhos da minha geração, entre eles Pedro Araújo, o mais político dos herdeiros, elegeu também vereador o primogênito Paulo, que não fez carreira na política. Dentre os netos, Márcio Araújo, integrante da direção do Afogados Futebol Clube, a famosa Coruja do Sertão. 

Expedito foi, também, o mais fiel aliado político do ex-deputado Antônio Mariano, pai da ex-vereadora Aline Mariano, do Recife. Desde o seu primeiro mandato, construiu uma amizade de irmandade. Carregou Antônio nos braços quando ele pôs abaixo a oligarquia do coronel Zezé Rodrigues na década de 70, elegendo-se prefeito de Afogados da Ingazeira.

O mais mineiro dos políticos sertanejos seduzia até pela forma de falar, manso, curto e direto. Papai dizia que era recompensador andar com Dita, ver o reconhecimento e o carinho que as pessoas tinham por ele. O Pajeú, para ele, era uma causa nobre, seu chão querido, uma pátria abençoada. Foi presença sólida e importante nos momentos mais difíceis que o irmão Antônio enfrentou.

O homem que não luta pela sua terra não merece viver, dizia ele. Enquanto esteve entre nós, Dita foi firme nas suas convicções, incansável defensor da nossa terra. Era daquelas pessoas que de vez em quando tropeçava diante das intempéries da vida, mas na maioria das vezes se levantou e continuou andando no combate ao bom combate.

Que Deus o tenha!

Entendimento do TCE confirma aprovação do Código Tributário em Tabira

O tema quórum qualificado, maioria simples e maioria absoluta voltou à pauta esta semana. A vereadora Claudicéia Rocha ingressou com mandado de segurança contra a aprovação do Código Tributário de Tabira. Diz a vereadora que a maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal dos Vereadores de Tabira  é  alcançada com sete votos. Mas em abril […]

O tema quórum qualificado, maioria simples e maioria absoluta voltou à pauta esta semana. A vereadora Claudicéia Rocha ingressou com mandado de segurança contra a aprovação do Código Tributário de Tabira.

Diz a vereadora que a maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal dos Vereadores de Tabira  é  alcançada com sete votos. Mas em abril de 2014, o TCE já havia se manifestado sobre o tema.

Em uma Câmara Municipal de 11 membros, o quórum qualificado de dois terços (2/3) só se atinge por intermédio de oito vereadores. Foi a resposta dada pelo Pleno do TCE a uma consulta (Processo TC nº 1401306-0) formulada pelo vereador José Ubirajara Vieira Jucá Filho, o Zé de Bira,  presidente da Câmara Municipal de Tabira.

O quórum é uma proporção mínima de vereadores exigida em lei para determinadas situações, como, por exemplo, aprovação do “impeachment” do prefeito ou rejeição do parecer prévio do Tribunal de Contas.

Há vários tipos de quórum para que se forme a maioria, a saber: maioria absoluta (mais de metade dos vereadores, contando-se os presentes e os ausentes); maioria simples (mais da metade dos votantes presentes à sessão); maioria qualificada (é a que atinge ou ultrapassa o limite aritmético ou a proporção, sempre superior à maioria absoluta, estabelecida em relação ao total dos membros da Câmara Municipal.

Conforme o conselheiro e relator do processo, Marcos Loreto, se o total de vereadores for múltiplo de três, a maioria qualificada de dois terços será o resultado aritmético dessa divisão. Caso contrário, o quórum de dois terços será obtido pelo resultado aritmético da operação, acrescido da fração necessária à formação do número inteiro imediatamente superior aos dois terços.

Exemplo: em uma Câmara com 19 vereadores, o quórum de dois terços terá que ser 13, visto que os dois terços aritméticos são 12,666. No caso objetivo da consulta, dois terços de 11 são 7,33 – de onde se deduz que só se atinge o quórum qualificado com a presença de oito vereadores.

Segundo o conselheiro Marcos Loreto, esse entendimento hoje é pacífico no Supremo Tribunal Federal. O voto dele foi acompanhado pelos conselheiros Carlos Porto, Teresa Duere, Marcos Loreto, João Campos, Dirceu Rodolfo e Ranilson Ramos. O conselheiro presidente Valdecir Pascoal só votaria em caso de empate. O procurador geral Cristiano da Paixão Pimentel representou o Ministério Público de Contas.

Assim, maioria qualificada (2/3) são 8 votos. Mas maioria absoluta, caso da votação do Código Tributário, que é foi o caso levantado por Claudicéia, são 6 votos e não os 7 votos que ela defende.

“Nem de rua, nem privado”, diz diretor do HREC sobre carnaval

Por André Luis Diretor do Hospital Regional Emília Câmara – HREC, Sebastião Duque, disse em entrevista ao repórter Marcony Pereira para o programa Manhã Total da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (12), que acha uma incoerência a realização de qualquer tipo de aglomeração, principalmente num momento em que os casos de Covid-19, sobem em todo o […]

Por André Luis

Diretor do Hospital Regional Emília Câmara – HREC, Sebastião Duque, disse em entrevista ao repórter Marcony Pereira para o programa Manhã Total da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (12), que acha uma incoerência a realização de qualquer tipo de aglomeração, principalmente num momento em que os casos de Covid-19, sobem em todo o Sertão do Pajeú.

Eu acredito que é uma incoerência. Por tudo que a gente está vivendo, por tudo que a gente está vendo. Eu compartilho da opinião da maioria das pessoas. Por onde eu passo, as pessoas não estão vendo isso com bons olhos. Nenhum tipo de aglomeração. Então, eu, particularmente, minha opinião é que não é o momento nem de rua, nem privado”, destacou.

Doutor Sebastião Duque, afirmou que o HREC tem registrado um aumento considerado de pacientes na Ala Respiratória.

“É perceptível o aumento dessa síndrome respiratória e de pessoas, procurando a unidade durante o dia e também durante a noite. Ontem à noite eu saí daqui por volta das 20h e Ala Respiratória ainda continuava com fluxo intenso”. 

Duque alertou que o aumento da demanda na unidade, tem causado uma espera maior dos pacientes. “A gente se prepara, se organiza, mas infelizmente não temos um médico para cada pessoa”, lembrou.

Ainda segundo o diretor da unidade hospitalar, a UTI está com 80% de ocupação, já tendo chegado a 90%. 

“Quando um paciente tem alta, ou infelizmente chega a falecer, baixa para 70%, mas no mesmo dia já chega em 80%, e aí, ficamos nesta expectativa”, lamentou.

Comentando sobre a situação dos pacientes internados na UTI, Sebastião informou que dos oito pacientes internados, seis estão intubados e quatro estão fazendo hemodiálise. “Isto quer dizer que são pacientes que estão em estado grave”, alertou.

Doutor Sebastião também informou que no momento, 90% dos pacientes atendidos são por infecção da Influenza, mesmo com o aumento de casos de Covid-19 na região.

“Os sintomas dos pacientes com Influenza são sérios também. Já chega com febre, com muita dor no corpo, com dor de garganta, vomitando, então esses pacientes logo procuram o hospital”, informou Duque. 

Além da Covid-19 e da Influenza, doutor Sebastião Duque confirmou que a H3N2, também tem chegado com frequência na unidade.

“Não só aqui, mas a gente percebe em todo o estado e esses casos têm aumentado significativamente”, alertou.

Fechando a entrevista, o diretor do HREC pediu para que as pessoas tenham consciência, faça a sua parte e repare no momento que estamos passando e tome seus cuidados.

Escola de Carnaíba promove troca-troca de livros usados

O Complexo Educacional Miguel Arraes realiza nesta quinta-feira (18) um bazar literário de livros paradidáticos usados e uma feirinha com alimentos naturais Por Sebastião Araújo Um livro usado não muda o pensamento de ninguém, mas quando lido pode levar o leitor a fazer inúmeras viagens pelo fantástico mundo da imaginação. É com esse pensamento que […]

Foto: Complexo educacional/divulgação

O Complexo Educacional Miguel Arraes realiza nesta quinta-feira (18) um bazar literário de livros paradidáticos usados e uma feirinha com alimentos naturais

Por Sebastião Araújo

Um livro usado não muda o pensamento de ninguém, mas quando lido pode levar o leitor a fazer inúmeras viagens pelo fantástico mundo da imaginação. É com esse pensamento que o Complexo Educacional Miguel Arraes, em Carnaíba, está realizando na próxima quinta-feira (19), o Bazar do Desapego Literário. O troca-troca de livros paradidáticos visa estimular principalmente o incentivo à prática da leitura. O bazar vai funcionar das 8 às 10h. As doações de livros usados podem ser feitas até está terça-feira (17) da seguinte forma: doando dois livros você recebe um vale-troca, cinco livros valem três vales-troca e mais de cinco livros, quatro vales-troca.

“O desapego é difícil mas é libertador quando acontece. Pense que os livros que não fazem mais sentido para você, podem fazer para outras pessoas”, pontua Cleide Alves, gestora do Complexo Educacional.

Com o vale-troca nas mãos, você vai poder participar da feira de livros paradidáticos usados, que está inserida na culminância do projeto “Desvendando o universo da matemática”. Em sua sexta edição, o projeto mobiliza escola e comunidade para a importância do consumo consciente. Sob o tema “Pequenos empreendedores, grandes talentos”, os alunos são levados a preservar o meio ambiente, promovendo matematicamente o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

“Nosso objetivo é despertar no aluno, além do consumo consciente, o compromisso com o bem-estar social, econômico e ambiental, focando em atitudes sustentáveis que demonstrem a preocupação com a preservação e melhoria do meio ambiente”, destaca Josineide Andrade, uma das coordenadoras do projeto.

Durante o evento, os visitantes também terão a oportunidade de participar de uma feirinha gastronômica. Os produtos comercializados vão do bolo ao sorvete, passando por vários tipos de doces, todos naturais, além dos salgados. O Complexo Educacional Miguel Arraes fica na rua José Fernandes de Andrade, s/n, no bairro Zé Dantas, bem próximo da entrada da cidade.

LW: vai ser São João de verdade ou São João fake?

O prefeito de Arcoverde Wellington da LW (MDB) teve reunião com o governador Paulo Câmara nesta quinta-feira (28). No encontro, com o deputado federal Fernando Monteiro, a primeira-dama Rejane Maciel e os secretários Juliana Aguiar (Cultura) e Lídio Cordeiro Maciel Júnior (Turismo e Eventos), apresentaram a proposta do São João 2022 para o município, programado […]

O prefeito de Arcoverde Wellington da LW (MDB) teve reunião com o governador Paulo Câmara nesta quinta-feira (28).

No encontro, com o deputado federal Fernando Monteiro, a primeira-dama Rejane Maciel e os secretários Juliana Aguiar (Cultura) e Lídio Cordeiro Maciel Júnior (Turismo e Eventos), apresentaram a proposta do São João 2022 para o município, programado para acontecer entre os dias 17 e 28 de junho.

“Já estamos na contagem regressiva com o nosso Comitê Gestor de Eventos, através do qual brevemente iremos anunciar algumas das principais atrações que farão uma grande festa para celebrar a retomada do tradicional e grandioso São João de Arcoverde”.

A pergunta que fica é se Wellington vai imitar a antecessora, Madalena Britto, que virou motivo de questionamentos por trazer como principal atração do São João a cantora Anita, sem  nenhuma identidade com a festa junina.

Esse ano o debate tomou a mídia após o autor a música “A Capital do Forró”, Jorge de Altinho, ter sido barrado no São João de caruaru em detrimento de nomes do pop e até o DJ Alok.

Nada contra esses artistas, mas o São João atrai turistas do Brasil todo a Pernambuco justamente por sua originalidade. Já tem todo o ano para a participação de artistas não forrozeiros no calendário de eventos. Na chamada, LW até dá um bom sinal, usando de música tema “São João de Todos os tempos” de Mastruz Leite. “São João de todos os tempos/São João como antigamente/das quadrilhas animadas/das fogueiras reluzentes”. Assim, a pergunta é: vai ser São João de verdade ou São João Fake?