Governo Lyra Neto é ‘regular’ para 40% dos eleitores, aponta Ibope
Por Nill Júnior
do G1 Pernambuco
A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (30) aponta que, para 40% dos entrevistados em Pernambuco, o governo de João Lyra Neto (PSB) é “regular”. Ainda segundo a pesquisa, outros 3% consideram a administração “ótima” e mais 19% avaliam o governo como “bom”. Os que disseram que a gestão é “ruim” somam 7%, e os que avaliam como “péssima”, 9%. A parcela de entrevistados que não souberam ou não responderam é de 22%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e realizada entre os dias 26 e 28 de julho. Foram entrevistados 1.204 eleitores em 57 municípios do estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos, a probabilidade do resultado retratar a realidade é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número 00012/2014, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 00269/2014.
Tribunal de Contas respondeu a provocação do prefeito de Exu O Pleno do TCE respondeu, no dia 9 de dezembro, a uma consulta formulada pelo Prefeito da cidade de Exu, Raimundo Pinto Saraiva, sobre a possibilidade de contratar profissionais com dois ou mais vínculos públicos, havendo compatibilidade de horários, para que venham a atender a […]
Tribunal de Contas respondeu a provocação do prefeito de Exu
O Pleno do TCE respondeu, no dia 9 de dezembro, a uma consulta formulada pelo Prefeito da cidade de Exu, Raimundo Pinto Saraiva, sobre a possibilidade de contratar profissionais com dois ou mais vínculos públicos, havendo compatibilidade de horários, para que venham a atender a emergência de saúde pública. O relator foi o conselheiro Valdecir Pascoal.
Em seu questionamento o prefeito cita o estado de calamidade, referente à pandemia, como atenuante para as contratações. No entanto, em sua resposta (n° 20100087-8), com base em parecer do Núcleo de Auditorias Especializadas, do auditor Eduardo Machado, e do Ministério Público de Contas, da lavra da procuradora Eliana Lapenda, o relator negou qualquer possibilidade de contratação de profissionais com dois ou mais vínculos.
Em seu voto, o conselheiro explica que entende a excepcionalidade do atual cenário de pandemia e as dificuldades dos gestores quando obrigados a estabelecer medidas voltadas para garantir a disponibilidade de pessoal para o enfrentamento da situação emergencial de saúde. “Porém, o estado de calamidade pública não permite alteração de preceitos constitucionais, pois a Emenda Constitucional n. 106/2020 que tratou do estado de calamidade não trouxe qualquer mitigação de regras em relação à vedação de acumulação de cargos públicos”, ressalta o relator.
O voto foi aprovado por unanimidade pelos demais conselheiros presentes à sessão. O Ministério Público de Contas foi representado pela procuradora-geral, Germana Laureano e a Auditoria Geral, pelo conselheiro substituto Adriano Cisneiros.
O presidente interino Michel Temer vai enfrentar nesta terça-feira (24) seu primeiro grande teste no Congresso desde que assumiu o governo federal há 12 dias. Em sessão conjunta na manhã de hoje, Câmara e Senado devem começar a apreciar o projeto de lei que altera a meta fiscal para este ano. A proposta do governo é […]
O presidente interino Michel Temer vai enfrentar nesta terça-feira (24) seu primeiro grande teste no Congresso desde que assumiu o governo federal há 12 dias. Em sessão conjunta na manhã de hoje, Câmara e Senado devem começar a apreciar o projeto de lei que altera a meta fiscal para este ano.
A proposta do governo é alterar a atual previsão de terminar 2016 poupando R$ 24 bilhões –economia que é chamada de superavit nas contas primárias– para um deficit de R$ 170,5 bilhões, quantidade maior de dinheiro que o governo deve gastar acima do que conseguirá arrecadar.
Essa sugestão foi entregue pessoalmente por Temer, na tarde de segunda-feira (23), ao presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). O ato foi uma forma de sensibilizar o Parlamento sobre a necessidade da aprovação da matéria.
Temer precisa que deputados e senados votem a favor desse projeto até o fim deste mês. Se isso não ocorrer, o governo corre o risco de não ter dinheiro para pagar suas contas.
Na semana passada, Temer fez um apelo a líderes partidários pela aprovação da nova meta fiscal. Ele chegou a declarar que “se não aprovar, daqui a pouco quem estará cometendo pedalada sou eu”, em referência às manobras que serviram de justificativa para o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
Pedalada fiscal é como ficou conhecido o atraso de repasse de verba pelo governo para os bancos públicos que efetuam o pagamento de programas sociais.
Um novo componente político surgiu nesta segunda-feira (24), com o afastamento do então ministro do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que é um dos mentores das novas medidas do governo. Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” revelou que, em conversa em março com Sérgio Machado, Jucá sugeriu que uma “mudança” no governo federal poderia levar a um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato.
Jucá disse que continuará negociando para o governo no Congresso Nacional, mesmo afastado do cargo de ministro.
Temer tem urgência para aprovar a nova meta fiscal. Sem ela, o governo será obrigado a fazer cortes bilionários para se adequar à meta inicial que foi fixada pela lei nº 13.242, de 30 de dezembro de 2015, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2016.
Nas redes sociais, corre notícia de que uma serra-talhadense teria morrido por falta de medicação. Funcionários foram demitidos da Farmácia do Estado, da X Geres A bomba do dia é do risco de fechamento da Farmácia de Medicamentos Excepcionais da Geres. Funcionários foram demitidos e os farmacêuticos estão preocupados. Como o blog denunciou, estão faltando […]
Nas redes sociais, corre notícia de que uma serra-talhadense teria morrido por falta de medicação. Funcionários foram demitidos da Farmácia do Estado, da X Geres
A bomba do dia é do risco de fechamento da Farmácia de Medicamentos Excepcionais da Geres. Funcionários foram demitidos e os farmacêuticos estão preocupados. Como o blog denunciou, estão faltando medicamentos especiais para transplantados.
Dentre os medicamentos para pacientes que fizeram transplante de órgãos estão em falta: o micofenolato de sódio e a ciclosporina. Nas farmácias comuns, cada um custa em torno de R$ 250.
Para transplantados renais, a queixa é de falta de medicamentos como Tracolinos e Micofenolato de 360 mg. Nestes casos a situação é ainda pior, pois não se encontram em farmácias convencionais. Esses medicamentos são determinantes para evitar rejeição ou complicações no órgão transplantado, ou seja: deles depende a vida do paciente.
Nas redes sociais, tem circulado a informação de que uma transplantada de Serra Talhada faleceu por falta desses medicamentos. “Tem paciente morrendo, tem gente transplantada que precisa dessas medicações que são caríssimas. Essa redes farmácia não deveria estar passando por isso”, reclama a leitora Nalva Marques.
E complementa: “Estou preocupada pois muitos pacientes não tem como ter acesso a esses medicamentos a não ser através dessas farmácias pois não tem condições para comprar na rede particular”.
Esta semana, aumentaram as informações de contingenciamento em áreas essenciais da saúde. Em Afogados, motoristas contratados do HR Emília Câmara foram demitidos. Em Serra, a enfermaria do Hospam foi fechada.
Na próxima sexta-feira (28), São José do Egito receberá a visita da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Durante sua passagem pela região do Pajeú, a governadora participará de um importante encontro na Chácara Migué Del às 15h, onde se reunirá com os pré-candidatos Fredson (prefeito), Zé Marcos (vice), seus vereadores, e pré-candidatos a vereadores. Fredson […]
Na próxima sexta-feira (28), São José do Egito receberá a visita da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Durante sua passagem pela região do Pajeú, a governadora participará de um importante encontro na Chácara Migué Del às 15h, onde se reunirá com os pré-candidatos Fredson (prefeito), Zé Marcos (vice), seus vereadores, e pré-candidatos a vereadores.
Fredson expressou sua expectativa em relação à visita. “Estamos ansiosos para dialogar sobre as necessidades da nossa cidade, que certamente contribuirão para o fortalecimento e o progresso do município e de toda a região do Pajeú”, disse.
Raquel Lyra está cumprindo agenda na região, na próxima sexta-feira. Ela já confirmou a sua ida a Brejinho e a Afogados da Ingazeira.
As consequências da defesa a todo custo Essa semana foi marcada pelo episódio em que um chefe de gabinete da cidade mais importante da região, Serra Talhada, atacou um sacerdote católico por sua posição crítica ao governo da prefeita Márcia Conrado, do PT. Falando ao Farol de Notícias, o padre falou de política partidária, dizendo […]
Essa semana foi marcada pelo episódio em que um chefe de gabinete da cidade mais importante da região, Serra Talhada, atacou um sacerdote católico por sua posição crítica ao governo da prefeita Márcia Conrado, do PT.
Falando ao Farol de Notícias, o padre falou de política partidária, dizendo ser importante o nascimento de candidaturas, como a do ex-prefeito Luciano Duque e que Márcia não seria uma petista orgânica. No plano administrativo, criticou a pasta da Agricultura pela situação da estrada de Caiçarinha, rota para a casa de seus pais, como serra-talhadense que é.
Assessor de gabinete e tido como “defensor a todo custo” da prefeita Márcia Conrado, César Kaike atacou o sacerdote em um grupo da rede social WhattsApp, comparando-o ao padre Airton Freire, acusado de crimes sexuais.
“O padre de Arcoverde também todos diziam que era um homem de bem”, disse, relacionando Orlando ao padre Airton Freire, que chegou a ser preso acusado de crimes sexuais em Arcoverde. E seguiu: “às vezes atrás de uma batina se esconde muita gente ruim para se tornar boa”. Também que o padre é “famoso” por “sempre aparecer quando está próximo das eleições”, disse. Claro, prints da conversa viralizaram, chegando aos blogs, a partir desse, e depois correndo trecho nas rádios e demais redes sociais.
O problema é que, a se aferir os comentários nas redes, a repercussão negativa não atingiu apenas Kaike, mas quem o empossou: a prefeita Márcia Conrado, que nada teve a ver com a história. Enquanto a gestora ignorava os questionamentos e trabalhava sua agenda positiva nas redes sociais, seu assessor trazia para dentro do gabinete uma crise que ela não pediu. Kaike agiu sem sua autorização. O problema é que, como nunca na opinião pública foi desautorizada publicamente a forma de agir de Kaike, alguns interpretaram que ele agia com bênção da gestão. O fato é que Kaike até agora agiu por conta própria, mesmo que no fim das contas tenha sobrado também para o governo.
Outro fato curioso é que aparentemente, a fala foi feita a partir do cidadão Orlando Bezerra, e não do sacerdote católico. Como alguém que sempre gostou de participar e opinar sobre a vida política de Serra Talhada, deu suas impressões pessoais sobre o tema. Institucionalmente, a Diocese fomenta a participação de sacerdotes no debate sobre políticas públicas, mas não sobre política partidária local e regional. Orlando falou na primeira pessoa, mas o ataque de tão exacerbado e fora do tom de Kaike trouxe o debate para a figura sacerdotal, dentro daquela visão de que “bater em padre”, em via de regra não é nem educado nem adequado.
A desculpa desarma, em tese encerra a contenda. Kaike não só pediu desculpas em nota como teria entrado em contato com o sacerdote, em gesto nobre inquestionável. Reconheceu e isso vale um registro. Mas a repercussão negativa foi tão grande que a desculpa não teve status de freio. Nas redes, continuaram as críticas, os respingos na gestão, o padre voltou a falar ao Farol, teve paróquia soltando nota em defesa do sacerdote, seguiram os comentários. Enfim, o moído continuou sobre o assunto. E o pior, não é novidade pra ninguém que no jogo em que se desenha a política em 2024, aliados de Luciano Duque já arquivam e printam o episódio para usar contra a prefeita candidata.
Já que ele foi invocado, até o padre Airton, cheio de fato de pecados e dívidas com a justiça, com prisão domiciliar, não foi atacado por toda a classe política arcoverdense. Houve até quem defendesse de olho no voto. Isso só mostra dentro da cultura cristã e católica, como é complexo criticar sacerdotes, ainda mais em uma região como a do Pajeú, onde o clero diocesano tem uma tradição de serviço e correção.
Se serve como lição, rebater um questionamento institucionalmente exige ciência, técnica, e não paixão. Avaliação de riscos e não improviso. Análise dos resultados e não açodamento.
No caso específico padre, a postura ideal seria a de silenciar, ignorar, e responder por exemplo com a resolução da demanda. Ou, se responder, reconhecer onde há o erro administrativo e dizer não comentar a fala mais política do padre. Isso porque uma ação mal avaliada pode ter consequências terríveis nos tempos de hoje, onde falar na rádio, na rede social ou no grupo de WhattsApp pode ganhar um terreno muito além daquele tablado. Ah, e bater em padre dá um azar da gota…
Dupla de dois
Não é de hoje, parte dos aliados de Márcia avalia que César Kaike e João Kosta atrapalham mais que ajudam nesse modus operandi. O primeiro, pelo episódio recente e outros, pois tudo que fala, ocupando o tempo do expediente em grupo de zap, tem efeitos colaterais contra a gestão. O segundo, pela péssima e deseducada relação com a imprensa da região. Defendem freio de arrumação.
Mas…
Problema é que Márcia aparentemente reconhece os erros, mas também teria uma dívida de gratidão. Kaike foi o primeiro nome a lançá-la como pré-candidata, quando ainda dava os primeiros passos como Secretária de Saúde. E João Kosta ajudou muito na eleição de Márcia, a ponto de se considerar determinante.
E o padre?
Pivô da polêmica, o Padre Orlando já foi assediado politicamente para disputar a prefeitura de Serra Talhada exatamente por não se furtar de opinar. À época, o não definitivo veio de Dom Luis Pepeu, então Bispo Diocesano. Bispos sempre tiveram receio de que a Diocese virasse uma sucursal da Diocese de Garanhuns, onde basta um padre espirrar na rua que alguém diz ter perfil para ser candidato. E lá eles vão…
Dilema
Em Tuparetama, dizem que no fundo, no fundo, Sávio Torres prefere perder com Luciana Paulino do que ganhar com Diógenes Patriota. Isso porque se o vice ganhar, cria asas pra voar sozinho. Será?
Já saberemos…
Esses dias, aumentaram rumores de que Augusto Valadares será o nome governista, e não Eclérinston Ramos em São José do Egito. Ninguém nega ou confirma. A prova dos nove está próxima: Augusto tem até abril como prazo de transferir seu título para São José do Egito.
O defeito em Orisvaldo
No lançamento do livro de Magno Martins sobre Marco Maciel, José Patriota disse que o político mais próximo na região do “Marco de Pernambuco” foi Orisvaldo Inácio. Contou que uma pessoa discutia estrategias com Antônio Mariano, que apoiava João Ézio. “Que defeito vamos pôr em Orisvaldo? Não bebe demais, não chega tarde em casa, não bota gaia na mulher, atende todo mundo qualquer hora”. Foi quando lá do meio um sabido gritou: “homi, quando a pessoa não tem defeito, nóis bota!”
Mãe Márcia
Luciano Duque soltou uma nota dizendo ter parte da paternidade sobre o anel viário entre o Bom Jesus e o Vila Bela. Mas aliados de Márcia ironizaram: “Se fosse como a guarda de um filho, Luciano teria sido um péssimo pai. Pode até ter gerado, iniciado, mas abandonou a obra que prometeu entregar no seu governo. Quem cuidou foi mainha mesmo”, referência a Márcia.
“Raivoso e derrotado”
O presidente da Câmara de Santa Terezinha, Neguinho de Danda, disse em nota ao blog que não pautou nenhuma sessão extraordinária, apesar de cinco vereadores requererem o expediente para tratar da perda de mandato de Doutor Júnior e Manoel Grampão. Irmã do primeiro e advogada dos dois, Hérica Brito acusou os parlamentares de, sob comando de Charles Lustosa, criar sessão fake para tentar cassar os dois. “Raivoso e derrotado”, acusou.
Clássico da dramaturgia
Se Dias Gomes escreveu “O pagador de promessas”, em Arcoverde, a depender do que disse Israel Rubis ao Podcast Olha Aqui Notícias, nasceu “O quebrador de promessas”, o prefeito Wellington Maciel. Segundo Israel, prometeu que ele seria có-prefeito. Não cumpriu. Que pagaria a multa por abuso de poder econômico que também o pegou, juntamente com Madalena. Não pagou. Por fim, que ele teria autonomia na Secretaria de Serviços Públicos. Não teve. E que faria uma gestão revolucionária. Não revolucionou.
Frase da semana:
“Não é possível tanta irracionalidade, não é possível tanta insanidade, que as pessoas façam uma guerra tendo em conta de que as pessoas que estão morrendo são mulheres, são pessoas idosas, são crianças, que não estão tendo sequer o direito de viver”.
Do presidente Lula, criticando o “terrorismo” do Hamas e a reação “insana” de Israel que, segundo ele, já provocou a morte de mais de 1.500 crianças na Faixa de Gaza.
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