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Goiana: Juíza cassa vereador e chapa do PSD por fraude

Por André Luis

A juíza eleitoral de Goiana, Maria do Rosário Arruda de Oliveira, deu uma canetada e cassou o mandato do vereador Marcos Alexandre Soares de Almeida, o Xande da Praia, os suplentes diplomados e toda a chapa do PSD que disputou o pleito eleitoral de 2020. As informações são do Blog do Jorge Lemos.

A juíza declarou a prática de abuso de poder consubstanciada na fraude à norma constante no artigo 10, § 3°, da Lei n.° 9.504/1997, com fundamento no artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar n.° 64/90.

O partido fraudou a cota de gênero, colocando candidaturas laranjas. A decisão da magistrada é a primeira do Estado de Pernambuco. Uma mesma ação tramita em Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu e São José da Coroa Grande, conforme antecipado pelo Blog do Jorge Lemos.

A juíza declarou a inelegibilidade por  anos de, subsequentes à eleição em que se verificou, eleições municipais de 2020, de Elaine Pessoa da Silva, Angélica Patrícia de Melo, Cassia Chris Xavier Perez, Elizama Maria da Silva, Laura Juracy Alves do Nacimento, Yasmim Leandra Barros de Lima e Rode Tomé da Silva Santos. Elas concorreram no pleito e foi comprovada a prática de fraude à cota de gênero.

O vereador Xande da Praia, além de perder o mandato, ficou inelegível por oito anos por ser diretamente beneficiado pela fraude. A magistrada Maria do Rosário Arruda de Oliveira também cassou o diploma dos suplentes Joseilton Costa dos Prazeres, Levy Gonçalves da Silva e Robson Rodrigues de Souza.

A Justiça Eleitoral de Goiana também determinou que proceda a retotalização dos votos, com novo cálculo do quociente eleitoral a fim de se reajustar a distribuição das vagas na Câmara de Vereadores de Goaiana, considerando os votos válidos remanescentes, excluídos os que foram declarados nulos em razão da fraude à cota de gênero.

Outras Notícias

Dois anos após morte de Campos, PSB busca alternativa para 2018

Do G1 Passados dois anos da morte traumática do ex-governador Eduardo Campos, o PSB ainda busca um sucessor político para seu ex-líder nacional, que era tido como esperança de o partido chegar à Presidência de República. Sem um nome de consenso, integrantes da cúpula da legenda ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de ter […]

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Do G1

Passados dois anos da morte traumática do ex-governador Eduardo Campos, o PSB ainda busca um sucessor político para seu ex-líder nacional, que era tido como esperança de o partido chegar à Presidência de República.

Sem um nome de consenso, integrantes da cúpula da legenda ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de ter um candidato próprio na corrida pelo Palácio do Planalto em 2018.

Enquanto uma ala de dirigentes defende a candidatura própria, outra diz que ainda é “cedo” para pensar no assunto. Atualmente, o PSB – antigo e histórico aliado do PT – integra a base de apoio do governo Michel Temer, inclusive, comandando o Ministério de Minas e Energia, com o deputado licenciado Fernando Bezerra Coelho Filho (PE).

De 2003 a 2013, o PSB integrou a base aliada dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No entanto, um ano antes da eleição de 2014, o então presidente do partido, Eduardo Campos, decidiu romper com o PT para se lançar na corrida presidencial.

Campos morreu em 13 de agosto de 2014, em meio à campanha presidencial daquele ano. Ele era um dos passageiros de um jato que caiu no litoral paulista após uma viagem do Rio de Janeiro para Santos (SP).

À época, a morte do jovem líder do PSB, que tinha apenas 49 anos, gerou comoção no país, deixando familiares, amigos e colegas de partido atônitos. Em meio ao trauma político, a ex-senadora Marina Silva – que era a candidata a vice de Eduardo Campos – assumiu a candidatura presidencial do PSB. Ela, entretanto, não conseguiu chegar ao segundo turno, tendo terminado a disputa eleitoral na terceira colocação, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Indagado pelo G1 sobre o cenário eleitoral de 2018, o senador Fernando Bezerra Coelho (PE), vice-presidente de Relações Parlamentares do PSB, defendeu que o partido “tem que ter” uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em razão da “projeção nacional” que alcançou em 2014.

“O PSB chega em 2016 com o maior número de candidatos a prefeito de sua história, ou seja, tem todas as condições de defender um projeto próprio em 2018. A nossa candidatura em 2014 foi um momento especial do partido e fez com que o PSB conseguisse ampliar sua representação social e política no Congresso Nacional e, portanto, hoje a nossa principal aspiração é a candidatura própria em 2018”.

Por outro lado, o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pondera que, na opinião dele, ainda é “cedo” para falar sobre a disputa presidencial de 2018 porque seria “questão de futurologia”.

Mais próximo à ala que defende uma candidatura própria em 2018, o senador João Capiberibe (AP), vice-presidente de Relações Interpartidárias do PSB, avalia que, em razão do número de parlamentares que possui atualmente na Câmara e no Senado, “chegou a hora” de a legenda ter um nome na corrida pela Presidência.

Podemos filia delegada Patrícia Domingos

O Podemos anunciou nesta quarta-feira (05), no salão azul, do Senado Federal, a filiação da delegada Patrícia Domingos, pré-candidata à prefeitura do Recife. Patrícia Domingos é funcionária Pública , atuou como delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (DECASP) por quatro anos, tendo instituído a cultura do combate à corrupção […]

O Podemos anunciou nesta quarta-feira (05), no salão azul, do Senado Federal, a filiação da delegada Patrícia Domingos, pré-candidata à prefeitura do Recife.

Patrícia Domingos é funcionária Pública , atuou como delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (DECASP) por quatro anos, tendo instituído a cultura do combate à corrupção no âmbito da administração pública, na Polícia Civil de Pernambuco.

Patrícia Domingos esclareceu que a escolha pelo partido do Podemos está alinhada as bandeiras da transparência, combate à corrupção e pela postura dos demais parlamentares. “O Podemos ganha mais uma guerreira no fronte do combate à corrupção”,  declarou Patrícia.

Na DECASP, a nova filiada foi responsável por investigações que culminaram na deflagração de 13 operações policiais, das quais resultaram 49 prisões de agentes políticos, funcionários públicos e empresários envolvidos em corrupção, desvio de verbas e crime organizado.

Durante o ato de filiação a presidente nacional do Podemos Renata Abreu reforçou o compromisso de atuar junto à nova filiada. “Você representa todas as bandeiras do Podemos: da moralidade, guerreira , lutadora que não está se furtando da missão que o Estado do Pernambuco está lhe dando. Vamos estar ao seu lado nesta luta. Seja bem-vinda”, declarou a deputada Renata Abreu.

O líder do Podemos no Senado, o senador Alvaro Dias destacou a representatividade da vinda de Patrícia para o partido na luta ao combate à corrupção. “Não há como não valorizar a figura de uma mulher honrada e corajosa, que já demonstrou a sua coragem, sua ousadia cumprindo a sua missão como delegada . Venha para mudar, para conquistar, para avançar. Nós a apoiaremos”, considerou o senador.

A delegada Patrícia Domingos contará com a coordenação de campanha do deputado Ricardo Teobaldo (Podemos-PE).

Post de blog afogadense sobre tratamento de Câmara chama atenção de Carlos Bolsonaro

Um dos filhos do Presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro , republicou uma nota do blog afogadense Afogados On Line, mantido pelo radialista afogadense Tito Barbosa. A matéria trata da negativa da justiça em divulgar o tratamento do governador Paulo Câmara. O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) e o pré-candidato a vereador Osvaldo Neto (PSC) entraram […]

Um dos filhos do Presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro , republicou uma nota do blog afogadense Afogados On Line, mantido pelo radialista afogadense Tito Barbosa. A matéria trata da negativa da justiça em divulgar o tratamento do governador Paulo Câmara.

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) e o pré-candidato a vereador Osvaldo Neto (PSC) entraram nesta quarta-feira (20) com uma ação na Justiça de Pernambuco solicitando que fossem divulgados quais medicamentos estão sendo administrados contra os sintomas da covid-19 para o governador Paulo Câmara (PSB), o secretário estadual de Saúde, André Longo, e o chefe de gabinete do governo, Milton Coelho, que testaram positivo para o novo coronavírus.

Mas, no mesmo dia, o juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Augusto Napoleão negou o pedido. Segundo o Blog de Jamildo, em sua decisão, o magistrado disse que o Judiciário “não foi feito para satisfazer curiosidades”. A reprodução desse texto no Afogados On Line chamou a atenção do vereador. Veja o post:

Joel da Harpa diz que tiro em Cid Gomes foi em legítima defesa

Sobre o episódio com o senador Cid Gomes no Ceará, ocorrido na tarde desta quarta-feira (19), o deputado Joel da Harpa, que também é policial militar, disse que “os PMs cearenses agiram em legítima defesa”. O senador pilotava uma retroescavadeira avançou, passando por cima de policiais no Batalhão da Polícia Militar, além de mulheres e […]

Sobre o episódio com o senador Cid Gomes no Ceará, ocorrido na tarde desta quarta-feira (19), o deputado Joel da Harpa, que também é policial militar, disse que “os PMs cearenses agiram em legítima defesa”. O senador pilotava uma retroescavadeira avançou, passando por cima de policiais no Batalhão da Polícia Militar, além de mulheres e crianças.

Para Joel, Cid Gomes premeditou o ato quando minutos antes falou que tomaria tal atitude. “Estamos falando de profissionais de segurança, pais e mães de família, que estão reivindicando a devida valorização profissional. Eles é que estão sofrendo a verdadeira agressão por parte do Governo do Ceará”, conclui o parlamentar.

Governo fez acordo com militares sobre acampamento golpista

Documentário “8/1: A Democracia Resiste” reconstitui hora a hora os momentos cruciais desse dia histórico e as tomadas de decisão que garantiram a defesa da democracia. Por Arthur Stabile, Matheus Moreira, Jéssica Valença – g1 Há um ano, o Brasil sofria um dos maiores ataques à democracia, quando uma multidão invadiu e depredou as sedes […]

Documentário “8/1: A Democracia Resiste” reconstitui hora a hora os momentos cruciais desse dia histórico e as tomadas de decisão que garantiram a defesa da democracia.

Por Arthur Stabile, Matheus Moreira, Jéssica Valença – g1

Há um ano, o Brasil sofria um dos maiores ataques à democracia, quando uma multidão invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes em Brasília. Na noite de 8 de janeiro de 2023, o governo brasileiro precisou fazer um acordo com generais do Exército para desmobilizar o acampamento onde estavam concentrados os golpistas.

É o que revelam autoridades em entrevistas concedidas aos jornalistas Julia Duailibi e Rafael Norton para o documentário “8/1: A Democracia Resiste”, da GloboNews, que estreia neste domingo (7), às 23h30, e será reexibido na segunda-feira (8), às 21h, aniversário de um ano do ataque à democracia. O filme ficará disponível no Globoplay para todos os assinantes da plataforma.

Na noite dos ataques, após a invasão e depredação das sedes dos três poderes, Ricardo Cappelli, número dois do Ministério da Justiça e recém-nomeado interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, tinha ordens para entrar no acampamento dos golpistas, que ficava em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e realizar as prisões em flagrante.

Não foi tão simples. O interventor esbarrou no general Gustavo Henrique Dutra, que era contra a entrada da PM no local sob justificativa de que a operação teria “alto grau de risco”. Dutra disse acreditar que, caso Cappelli entrasse naquela noite no acampamento, poderia “terminar a noite com sangue”.

A PM estava sob comando de Cappelli havia apenas algumas horas, uma vez que ele havia se tornado interventor.

O impasse levou ambas as tropas, da polícia do Exército e da Polícia Militar, a ficarem frente a frente próximo ao quartel.

“Eu chego na altura em que o Cappelli havia me dito que a PM estava. Quando me viro, vejo a polícia do Exército em formação, duas ou três linhas, mas não de frente para o acampamento, de frente para a PM. E eu vi também uns blindados do Exército se locomovendo, saindo de vias e se agrupando ali com soldados aparatados como se fossem para um combate”, diz o ministro Flávio Dino.

Encontro

Antes que Dino e outros ministros chegassem ao local, o então comandante do Exército, Júlio César Arruda, pediu a Cappelli que conversassem. O interventor foi então ao encontro de Arruda.

Cappelli diz ter sido questionado pelo então comandante, na presença de outros generais do Alto Comando do Exército.

“Ele me cumprimenta muito sério, nós subimos para a sala dele, sentamos em uma mesa e assim que eu me sentei, ele se virou para mim e falou: ‘O senhor ia entrar aqui com homens armados sem a minha autorização?’”, afirma Cappelli, que atualmente é o ministro interino da Justiça e Segurança Pública.

O interventor teria respondido que tinha ordens para cumprir e que avisaria o general.

“[O general Arruda] vira para o coronel Fábio Augusto [PMDF] e fala: ‘Porque eu acho que eu tenho um pouquinho mais de homens armados do que o senhor, coronel Fábio Augusto’.”

Diante do clima tenso, Cappelli tentou argumentar sobre a necessidade de desmontar o acampamento e prender todos.

“Eu fiz a afirmação e falei para ele: ‘O senhor concorda, general?’. E ele falou: ‘Não'”, diz Cappelli.

Acordo

O acordo que levou ao fim do acampamento e a prisão dos golpistas foi firmado após a chegada dos ministros Flávio Dino (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa) e Rui Costa (Casa Civil), enviados pelo presidente Lula, já no final da noite daquele dia.

“Nós fomos conduzidos para uma sala em que estavam vários militares. E aí eu digo ao comandante: ‘Comandante, nós vamos cumprir o que a lei manda’. E ele diz: ‘Não, não vão’”, afirma Flávio Dino.

Após um longo debate, foi formalizado o acordo.

Às 6h da manhã de 9 de janeiro, uma segunda-feira, a Polícia Militar do Distrito Federal e o Exército realizaram a operação que desmontou o acampamento golpista e que culminou na prisão, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, de 1.200 pessoas.

8/1 – A Democracia Resiste

Conduzido pela jornalista Julia Duailibi e Rafael Norton, o filme reconstitui hora a hora os momentos cruciais desse dia histórico e as tomadas de decisão que garantiram a democracia.

O documentário traz mais de 500 horas de imagens inéditas da destruição provocada pelos golpistas e depoimentos exclusivos.

Durante seis meses, a equipe da GloboNews ouviu personagens que viveram os momentos de tensão daquele domingo e entrevistou autoridades como o presidente Lula; o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes; os ministros da Justiça, Flávio Dino, da Defesa, José Múcio Monteiro, da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo; o interventor do Distrito Federal, Ricardo Cappelli; e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva; além de integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da segurança do Senado e das forças de segurança do Distrito Federal.

“8/1 – A democracia resiste” é um filme de Julia Duailibi e Rafael Norton, que também dividem direção e roteiro; e tem produção de Jéssica Valença, Henrique Picarelli, Carolline Leite e Bárbara Carvalho e edição de Flavio Lordello.

O documentário “8/1 – A democracia resiste” estreia na GloboNews no dia 7 de janeiro, às 23h30, e será reexibido na segunda-feira (08), às 21h. Ele também ficará disponível no Globoplay para todos os assinantes da plataforma.