General do Exército volta a presidir Funai no governo Bolsonaro
Por Nill Júnior
O general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas foi nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). O ato consta na edição extra do “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (16).
De origem indígena, o militar foi escolhido para o cargo pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta ficou responsável pelo órgão após o governo tirar a fundação das atribuições do Ministério da Justiça.
O general Freitas já foi presidente da Funai durante o governo do ex-presidente Michel Temer. No entanto, ele foi exonerado pelo mesmo governo. A decisão foi tomada após forte pressão da bancada ruralista sobre Temer, que solicitou formalmente a exoneração do general.
O novo presidente da Funai tem 63 anos e é descendente da tribo manauara. Ele ingressou nas Forças Armadas em 1976, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Freitas também chegou a atuar em combate a crimes ambientais, tráfico nas fronteiras e apoio às comunidades indígenas da região. Ele também foi assessor parlamentar e de relações institucionais do Comando Militar da Amazônia (CMA).
Logo nos primeiros dias de governo, o presidente da República Jair Bolsonaro decidiu tirar a Funai das atribuições do Ministério da Justiça e migrar para o ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Outras responsabilidades, como por exemplo, a demarcação de terras indígenas, passou a ser competência do Ministério da Agricultura.
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que, se eleito, não demarcaria “um milímetro a mais” de terras indígenas. Em novembro, já como presidente eleito, ele disse que “manter índios em reservas é como ter animais em zoológicos.” Também nesta quarta, foi publicada a exoneração de Azelene Inácio, ex-diretora de Proteção Territorial da Funai. Na última semana, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, encaminhou o pedido de exoneração dela por causa de uma investigação do Ministério Público que apontava conflito de interesses no cargo.
No município goiano, filhos foram mortos pelo pai para atingir a mãe Da Agência Brasil Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que […]
No município goiano, filhos foram mortos pelo pai para atingir a mãe
Da Agência Brasil
Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que ocorre quando um homem machuca ou mata pessoas íntimas de uma mulher com o objetivo de puni-la ou de atingi-la psicologicamente.
Na última quarta-feira (11), o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital em estado gravíssimo, mas morreu horas depois.
Em entrevista à Agência Brasil, a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, descreveu o conceito de violência vicária como uma situação em que o agressor ofende e cria situações de dor e até morte para atingir pessoas que têm relação de afeto com a vítima, principalmente filhos, mas também mães e mesmo animais de estimação.
“Na maioria das vezes, são utilizados crianças e adolescentes, filhos daquela mãe, porque são o maior vínculo afetivo que ela tem. Para poder penalizar a mãe – que foi exatamente o caso em Itumbiara, em que o pai matou os dois filhos para atingir a mãe. É como se ela recebesse a maior penalidade que uma pessoa pode receber, que é ter um filho executado”, explicou.
Estela lembrou que, no caso de Itumbiara e na grande maioria dos demais casos, o agressor constrói ainda uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes socias, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal.
“Ele executa os filhos e constrói, antes de morrer, por meio de narrativas, a responsabilização da esposa. E ainda coloca sobre ela a responsabilidade da morte, da execução que ele cometeu, porque estava sendo rejeitado e o relacionamento amoroso já não correspondia ao que ela desejava para a vida dela”, detalhou a secretária.
“O mais grave dessa situação é que há manipulação. O assassino e também suicida construiu uma narrativa para culpabilizar a vítima que, neste caso, é a mulher. Ela teve os filhos assassinados, teve a imagem dela e a história dela expostas e a responsabilidade, na tragédia, pela narrativa social e pelo machismo, sobrecai nela”, disse. “Esse tipo de violência tenta penalizar a mulher e responsabilizá-la pelo crime cometido. E o crime cometido é escolha de quem mata. Quem mata escolheu matar. Não é responsabilidade da mulher”, completou.
Segundo Estela, casos de violência vicária são muito comuns no Brasil, mas pouco falados.
“Esse tipo de violência é sistemático, acontece no dia a dia. Vai de situações sutis até situações mais explícitas, como essa em que o homem executa os próprios filhos”.
Ela citou outro caso recente de violência vicária registrado no país, em que um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) agride o filho e a ex-companheira.
“Na cena em que vemos um servidor da CGU atacar uma criança e a mulher, ele ataca primeiro a criança. A mulher tenta proteger a criança e ele ataca também a mulher. Ele bate na criança e na mulher. Quando a mulher se livra, ele ataca a criança novamente. Então, atacar o filho, a mãe e até os animais domésticos ou maltratá-los é uma coisa cotidiana, que acontece em situações de violência doméstica.”
“Há uma cultura muito machista presente no Brasil e no mundo. Há uma assimetria de gênero muito forte, potencializada em várias áreas, na representação política, na economia, onde mulheres recebem menos do que homens, mesmo sendo mais qualificadas. E a maior expressão dessa assimetria se dá no instrumento de violência, um instrumento de manutenção da mulher num lugar de subalternidade, de medo, que não permite a liberdade”, completou.
Sociedade civil
Ao comentar o caso em Itumbiara, o Instituto Maria da Penha, organização não governamental (ONG) que atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. “É uma forma de violência de gênero que atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes. Quando filhos e filhas são usados como instrumentos de controle, punição ou chantagem”.
“Não estamos falando de conflito familiar. Estamos falando de violência. E de violação grave de direitos humanos. Por muito tempo, essa prática foi naturalizada, invisibilizada ou tratada como disputa privada. O resultado é o sofrimento silencioso de mulheres e o impacto profundo no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.”
Para a ONG, avançar no debate é fundamental. “O Brasil reconheceu oficialmente [por meio de resolução conjunta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher] a violência vicária como violência de gênero e estabeleceu diretrizes para a atuação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, reforçando a necessidade de prevenção, proteção e resposta interinstitucional”.
“Nomear a violência é o primeiro passo para enfrentá-la. Informação de qualidade também é uma forma de proteção. O Instituto Maria da Penha atua para fortalecer políticas públicas, qualificar o debate e contribuir para que nenhuma forma de violência seja tratada como invisível. A informação precisa circular para proteger vínculos, infâncias e direitos.”
A entidade alerta para as seguintes formas em que a violência vicária pode se manifestar:
ameaças envolvendo os filhos;
afastamento forçado da convivência;
manipulação emocional;
falsas acusações;
sequestro ou retenção ilegal de crianças.
Defensoria pública
Ao se posicionar sobre o caso em Itumbiara, a Defensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO) publicou nota em que reforça que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes e que a prática de ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. “Ela não tem culpa. Ponto final”.
“Em novembro de 2024, a DPE-GO promoveu a campanha Ela Não tem Culpa – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, em que buscou refletir sobre a constante culpabilização e julgamento das mulheres, mesmo quando elas são vítimas”, destacou o órgão.
“A DPE-GO reforça que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência. Independentemente do comportamento, da roupa ou da voz de quem está do outro lado. E expor a mulher vítima de violência pode configurar crime. Refletir sobre a culpabilização da mulher é o primeiro passo para romper com desigualdades de gênero que perpetuam ciclos de violência.”
Após repercussão negativa nas redes sociais, o Governo de Raquel Lyra voltou atrás e anunciou que o processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) voltará a ser realizado por meio de prova de admissão. Ou seja, como vinha ocorrendo nos últimos anos. A decisão, confirmada pela Secretaria de Educação e Esportes (SEE-PE), ocorre depois de […]
Após repercussão negativa nas redes sociais, o Governo de Raquel Lyra voltou atrás e anunciou que o processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) voltará a ser realizado por meio de prova de admissão. Ou seja, como vinha ocorrendo nos últimos anos.
A decisão, confirmada pela Secretaria de Educação e Esportes (SEE-PE), ocorre depois de uma onda de críticas de estudantes, pais e educadores, que reagiram fortemente à ideia inicial do governo de substituir a avaliação por um sorteio eletrônico de vagas.
O novo edital será publicado neste sábado (25), no Diário Oficial do Estado, a fim de restabelecer o modelo tradicional de seleção. Conforme os críticos, o sorteio seria um retrocesso, bem como um ataque ao mérito estudantil. Visto que as ETEs são reconhecidas pelo alto desempenho no Enem. Além também pela formação técnica de qualidade oferecida a jovens pernambucanos.
Nas redes sociais, tanto alunos quanto educadores classificaram a proposta anterior como uma “falta de respeito com quem se dedica aos estudos”. Além disso, gestores escolares ressaltaram que o exame de admissão sempre funcionou não apenas como um instrumento de ingresso, mas também como uma forma de valorização do esforço e da excelência acadêmica.
Com a mudança de rumo, o governo de Raquel Lyra (PSDB) acaba, portanto, sendo novamente alvo de críticas. Pois lideranças educacionais e internautas apontam falta de planejamento e diálogo com a comunidade escolar. O episódio reforça a percepção de que decisões na área da educação estadual vêm sendo tomadas sem o devido debate, assim como com pouca escuta dos profissionais do setor.
A Secretaria de Educação não informou se o calendário original das inscrições e provas será mantido. Porém garantiu que todas as etapas serão readequadas para que o ingresso dos novos alunos aconteça regularmente no início do próximo ano letivo.
Estudantes da Escola Cidadã Integral (ECI) Nossa Senhora das Graças, em Ouro Velho, se classificaram para o campeonato nacional de lançamento de foguetes da 59ª Jornada de Foguetes, que acontece entre os dias 21 e 24 de outubro, na cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. A competição, promovida pela Olimpíada Brasileira de […]
Estudantes da Escola Cidadã Integral (ECI) Nossa Senhora das Graças, em Ouro Velho, se classificaram para o campeonato nacional de lançamento de foguetes da 59ª Jornada de Foguetes, que acontece entre os dias 21 e 24 de outubro, na cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. A competição, promovida pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), reune os medalhistas da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog).
Os estudantes da segunda série do Ensino Médio Fernando Flávio Faria, Flávio Júnior Freitas e Gabriel Souza, sob a coordenação do professor de Química e Física da ECI, Vinícius Nunes, formam a equipe ‘Spacecariri’, que foi desenvolvida por meio do programa Ouse Criar, da Secretaria de Estado da Educação (SEE). Durante a Mobfog, etapa estadual, a equipe ganhou quatro medalhas de ouro, prata e bronze, em um lançamento que atingiu 293 metros, sendo classificada para etapa nacional.
Na Jornada de Foguetes, no Rio de Janeiro, os estudantes estão competindo no nível 4, com lançamento de foguete de bicarbonato e vinagre. A equipe está representando a Paraíba competindo com escolas e universidades de 13 estados brasileiros, totalizando 90 equipes, sendo eles: Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraná e o Pará.
O professor da equipe Spacecariri, Vinicius Nunes afirmou que a representação do Estado é um sonho realizado junto aos estudantes. “Esta é a segunda vez que estamos representando a Paraíba e eu desejo que eles nunca deixem de sonhar, pois tudo com objetivo e propósito pode se tornar realidade. Essa olimpíada é extremamente importante para o desenvolvimento dos alunos em diversos conteúdos, e participar com diversas escolas do país todo, os motivam a melhorar cada vez mais, e buscar uma construção de alto nível de seus foguetes”, comentou o professor.
O evento contou, pela primeira vez, com a presença da deputada estadual Priscila Krause Falta de oportunidades para a juventude e de incentivo ao empreendedorismo e a geração de negócios, crise no abastecimento de água e problemas no acesso à saúde e educação foram desafios apontados por moradores do Agreste Setentrional, na noite dessa quinta-feira […]
O evento contou, pela primeira vez, com a presença da deputada estadual Priscila Krause
Falta de oportunidades para a juventude e de incentivo ao empreendedorismo e a geração de negócios, crise no abastecimento de água e problemas no acesso à saúde e educação foram desafios apontados por moradores do Agreste Setentrional, na noite dessa quinta-feira (11), durante debate do Movimento Levanta Pernambuco, em Santa Cruz do Capibaribe.
A iniciativa do PSDB, PL, PSC e Cidadania está ouvindo população por todo o estado e contou, pela primeira vez, com a presença da deputada estadual Priscila Krause (DEM).
“Não tem como chegar e dizer que uma única solução vai permitir que o nosso polo têxtil possa se desenvolver de maneira sustentável, firme e para frente. Os problemas são muitos. O nosso movimento está percorrendo as cidades para construir uma agenda para nosso estado. As soluções do futuro de Pernambuco passam necessariamente pelos municípios e por nossa gente”, disse a prefeita de Caruaru e presidente do PSDB Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB).
O prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira (PL) reforçou que “o Agreste Setentrional integra o Polo de Confecções, que tem um importante papel na nossa economia. Mas o Governo que está aí não ajuda os empresários, os comerciantes, não ouve a população e nem apresenta resultados. O que vemos é falta de estrutura, falta d’água e muita insegurança. Por isso estamos andando por todas as regiões para ouvir as pessoas com um só objetivo, unir Pernambuco”, frisou.
Já para a deputada estadual Priscila Krause, “o povo dessa região sabe empreender, o que é não depender de governo e mostra que é possível”.
Debater os problemas e discutir soluções para o Agreste Setentrional e o Polo de Confecções é fundamental para a deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB), anfitriã do encontro em Santa Cruz do Capibaribe, juntamente com o ex-prefeito Edson Vieira (PSDB).
“O Movimento Levanta Pernambuco é um passo importante para o futuro de Pernambuco que já começa a ser discutido neste momento com participação popular”, acrescentou. “Queremos tirar Pernambuco da inércia e a gente só pode fazer isso não apenas com lideranças, mas ouvindo a população”, reforçou o deputado federal André Ferreira (PSC).
O encontrou desta quinta-feira (11), que lotou um espaço de eventos da cidade, contou com as presenças dos prefeitos Romero Leal (Vertentes), Dona Graça (Catende), Dió Filho (Riacho das Almas), Guiga Nunes (Vicência), os vice-prefeitos Edmo Neves (Vitória de Santo Antão)
Ainda dos prefeitos: Antônio do Egito (Catende) e Romero Leal Filho (Toritama), o vereador do Recife Fred Ferreira (PSC), os ex-deputados Gustavo Negromonte e Rildo Braz, os ex-prefeitos Nado Coutinho (Nazaré da Mata), Débora Almeida (São Bento do Una), Flávio Nóbrega (Surubim) e Joãozinho Tenório (São Joaquim do Monte), vereadores de Santa Cruz e de toda a região, ex-vereadores e lideranças do Agreste Setentrional.
EDUCAÇÃO – O Levanta Pernambuco realiza no Recife, nesta sexta-feira, 12, debate sobre Educação. O evento, reservado a convidados, vai apresentar um conjunto de indicadores com o objetivo de fomentar discussão sobre os problemas e soluções para a área.
A Frente Popular de Pernambuco enviou nota ao blog sobre acusações da campanha de Marília Arraes e Miguel Coelho de suposto uso da máquina estadual em favor de Danilo Cabral. Os candidatos informaram através de suas assessorias que ingressaram com ações na Justiça Eleitoral com a denúncia. Veja o que disse em nota a Frente […]
A Frente Popular de Pernambuco enviou nota ao blog sobre acusações da campanha de Marília Arraes e Miguel Coelho de suposto uso da máquina estadual em favor de Danilo Cabral.
Os candidatos informaram através de suas assessorias que ingressaram com ações na Justiça Eleitoral com a denúncia. Veja o que disse em nota a Frente Popular:
“Sobre o documento, a Frente Popular desconhece a origem e reforça que sempre cumpriu a Legislação Eleitoral e seguirá cumprindo. A campanha, desde o início do processo eleitoral, recebe de militantes e eleitores sugestões de atuação, sem a obrigatoriedade de acatá-las. A Frente Popular rechaça qualquer tentativa desesperada de ataque e maculação da campanha”.
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