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Frente lançará a campanha “Diga não à privatização do Rio São Francisco”

Por Nill Júnior

Será lançada amanhã (13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Frente Parlamentar em Defesa da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco).

Durante o evento, com o objetivo de mobilizar a sociedade para participar do debate sobre a privatização da Eletrobras, o colegiado apresentará a campanha “Diga não à privatização do Rio São Francisco”.

“Esse será um ato político, pois instalamos a comissão no último dia 29,  e dá início a uma série de ações voltadas para a mobilização da sociedade”, afirma o presidente da Frente, deputado Danilo Cabral (PSB).

Segundo o parlamentar, a Frente deve funcionar como um canal de diálogo entre o governo federal, o Congresso Nacional e a população brasileira. “Esperamos que o ministro Fernando Filho (Minas e Energia) tenha a sensibilidade de abrir esse debate com o Congresso, com quem opera o setor energético e sobretudo com a sociedade”, diz Danilo Cabral. Ele destaca que a mobilização popular é capaz de interromper a privatização do setor energético do País.

“Foi isso que fez o ministro recuar da abertura da exploração mineral da Renca, na Amazônia, abrindo um prazo de 120 dias para que a sociedade participe do debate. Nós queremos que o ministro dê a Pernambuco, aos nordestinos, aos irmãos dele de Petrolina, que devem tanto ao Rio São Francisco, a mesma oportunidade de fazer esse debate de privatização da Eletrobras”, ressalta o deputado. Danilo Cabral acrescenta que a Aneel já sinalizou que a venda do sistema terá como consequência um aumento de 16% nas contas de energia elétrica.

Danilo Cabral afirma que a Frente já analisa “uma série de fragilidades do ponto de vista judicial” existentes na proposta de privatização da Eletrobras apresentada pelo Ministério das Minas e Energia. “Poderemos fazer provocações à Procuradoria Geral da República e ao Poder Judiciário para tentar barrar o processo”, explica o deputado.

O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf ocorrerá, a partir das 13h, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, durante a audiência pública para debater as privatizações promovidas pelo governo federal.

Outras Notícias

Liderança ligada a Romero Sales Filho assume presidência do PP em Verdejante

O deputado estadual Romero Sales Filho participou da filiação do empresário Wilson Pizza ao PP, importante liderança de Verdejante (Sertão Central), que agora presidirá o partido no município. No Estado, o PP é presidido pelo deputado federal Eduardo da Fonte. A cerimônia aconteceu na tarde da sexta-feira (20) e contou também com a presença do […]

O deputado estadual Romero Sales Filho participou da filiação do empresário Wilson Pizza ao PP, importante liderança de Verdejante (Sertão Central), que agora presidirá o partido no município. No Estado, o PP é presidido pelo deputado federal Eduardo da Fonte. A cerimônia aconteceu na tarde da sexta-feira (20) e contou também com a presença do deputados Lula da Fonte (federal) e Adalto Santos (estadual).

“É um marco relevante a chegada de Wilson Pizza ao PP, fortalecendo a base do partido em Verdejante. Este movimento ganha solidez com a liderança de Eduardo da Fonte, a quem agradeço por abrir espaço para os grupos que compõem nossa base. Embora de partidos diferentes, respeito seu empenho na renovação política de Pernambuco”, declarou o deputado estadual. Com a filiação de Wilson Pizza, nas último mês, o PP recebeu apoio de lideranças ligadas a Romero Filho na Região Metropolitana, na Mata Sul, no Sertão do Pajeú e no Sertão Central.

“Muito importante a filiação de Wilson Pizza ao nosso partido. Ele engrandece os quadros do PP e tem o desafio de representar o partido no município de Verdejante”, afirmou o presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte.

O empresário Wilson da Pizza ressaltou que, com a filiação ao PP, tem a expectativa de conseguir melhorias para a população de Verdejante. “Estamos lutando por importantes obras como melhorar os acessos de Verdejante a São José do Belmonte e de Verdejante a cidade de Penaforte (CE), além de concluir a Adutora Verdejante/Salgueiro, entre outras ações. Confio que com a união de forças conseguiremos essas conquistas”, disse o empresário, irmão do vereador João de Santinha.

Ministério Público abre inquérito para investigar “servidores fantasmas” em Moreno

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para investigar a possível existência de servidores comissionados que não exercem efetivamente suas funções na Prefeitura de Moreno. A investigação, formalizada pela Portaria nº 02266.000.600/2025, publicada em 12 de março de 2026, também busca apurar eventual desvio de recursos públicos relacionado à prática. O procedimento foi […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para investigar a possível existência de servidores comissionados que não exercem efetivamente suas funções na Prefeitura de Moreno. A investigação, formalizada pela Portaria nº 02266.000.600/2025, publicada em 12 de março de 2026, também busca apurar eventual desvio de recursos públicos relacionado à prática.

O procedimento foi aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Moreno, sob coordenação do promotor Jefson Marcio Silva Romaniuc, após denúncia encaminhada pela Ouvidoria do Ministério Público que apontava indícios de irregularidades na administração municipal.

A investigação teve origem em uma manifestação que relatava que servidores comissionados não exerciam efetivamente suas funções. Ao ser questionada preliminarmente sobre o assunto, a Procuradoria Geral do Município de Moreno argumentou que as nomeações estavam regulares e que ocupantes de cargos comissionados não se submetem ao regime formal de controle de jornada mediante registro de ponto, por se tratar de cargos de confiança.

O MPPE, porém, considerou que essa alegação não é suficiente para justificar a ausência de comprovação do efetivo exercício das funções públicas. Segundo o entendimento do órgão, a diferenciação do regime não afasta “o dever de comprovação do efetivo exercício das funções públicas”, sob pena de dano ao erário e violação aos princípios constitucionais da moralidade e eficiência.

As investigações preliminares apontaram que a legislação municipal de Moreno possui lacunas normativas significativas. A legislação não define claramente a carga horária nem descreve detalhadamente as atribuições tanto para cargos efetivos quanto para cargos comissionados, o que dificulta a fiscalização e o controle sobre o efetivo exercício das funções.

O MPPE citou precedente do Tribunal de Contas do Estado (Acórdão nº 1481/2024), que recomenda a extensão do controle eletrônico de frequência também aos servidores comissionados, como forma de garantir maior transparência e accountability na administração pública.

O promotor de justiça determinou uma série de ações para aprofundar a investigação. A prefeitura deverá apresentar, no prazo de dez dias, a relação completa de servidores comissionados, incluindo cargo, secretaria de lotação, descrição das atribuições e identificação da chefia imediata.

O município também deverá descrever os mecanismos atualmente utilizados para comprovar a prestação de serviços pelos comissionados e fornecer cópia das normas municipais que regulam jornada de trabalho e controle de frequência.

Além disso, o MPPE elaborará uma recomendação formal ao Município de Moreno para que implemente mecanismos formais de controle de frequência e produtividade para cargos comissionados e estabeleça protocolos para evitar fraudes.

A instauração do inquérito foi comunicada oficialmente ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) e à Corregedoria Geral, sinalizando que a investigação está sendo conduzida com acompanhamento das instâncias superiores do órgão.

O ‘efeito ioiô’ e a política: por que a Acadêmicos de Niterói caiu?

A tentativa da oposição de transformar o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói em um termômetro político para 2026 esbarra em um obstáculo intransponível: os fatos. Embora a escola tenha levado à Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula, sua queda para a Série Ouro não é um fenômeno ideológico, mas sim o capítulo mais […]

A tentativa da oposição de transformar o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói em um termômetro político para 2026 esbarra em um obstáculo intransponível: os fatos. Embora a escola tenha levado à Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula, sua queda para a Série Ouro não é um fenômeno ideológico, mas sim o capítulo mais recente de uma crise estrutural que pune sistematicamente quem sobe para a elite do samba.

A maldição da ascensão

Desde o retorno dos desfiles após a pandemia, o Grupo Especial do Rio de Janeiro tornou-se um terreno proibitivo para as escolas que ascendem da Série Ouro. O levantamento exclusivo mostra que, entre 2022 e 2026, 100% das escolas que subiram foram rebaixadas logo no ano seguinte.

Confira o histórico do “efeito ioiô”:

Ano de Ascensão Escola Campeã da Série Ouro Ano do Rebaixamento (Especial)
2022 Império Serrano 2023
2023 Unidos do Porto da Pedra 2024
2024 Unidos de Padre Miguel 2025
2025 Acadêmicos de Niterói 2026

É uma disputa desigual

O abismo financeiro e logístico entre a LIESA (Grupo Especial) e a Liga-RJ (Série Ouro) é o verdadeiro carrasco das agremiações. Enquanto as gigantes do Especial contam com barracões estabelecidos e verbas antecipadas, as escolas que sobem enfrentam um calendário apertado e recursos escassos para competir em pé de igualdade.

Tentar ligar o resultado da apuração a uma suposta “derrota de Lula nas urnas” é ignorar a história recente do Carnaval e subestimar a inteligência do povo do samba. A Acadêmicos de Niterói foi vítima de um sistema que impede a renovação da elite, e não de uma rejeição ao seu enredo democrático e popular.

MPF denuncia Lula, Odebrecht e mais 9 pessoas

Josias de Souza O Ministério Público Federal protocolou nesta segunda-feira na Justiça Federal de Brasília nova denúncia contra o ex-presidente Lula, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outras nove pessoas. Os envolvidos são acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. Os delitos foram praticados entre 2008, […]

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Josias de Souza

O Ministério Público Federal protocolou nesta segunda-feira na Justiça Federal de Brasília nova denúncia contra o ex-presidente Lula, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outras nove pessoas. Os envolvidos são acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. Os delitos foram praticados entre 2008, época em que Lula estava no Planalto, e 2015, quando ele já era ex-presidente. Envolvem a liberação de empréstimos do BNDES para financiar obras da Construtora Odebrecht em Angola.

Em troca dos empréstimos do banco oficial, acusa a Procuradoria, a Odebrecht realizou ”repasses dissimulados” (pode me chamar de propinas) de cerca de R$ 30 milhões, em valores atualizados. A denúncia divide a participação de Lula na encrenca em duas fases. Numa, entre 2008 e 2010, ainda como presidente da República, ele foi acusado de corrupção passiva. Noutra, entre 2011 e 2015, já fora do Planalto, foi enquadrado no crime de tráfico de influência em favor da Odebrecht.

Lula responde também por lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o líder máximo do PT praticou esse delito nada menos que 44 vezes. Parte da lavagem assegurou, por exemplo, os valores repassados à empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula. Taiguara também foi denunciado pela Procuradoria.

O Ministério Público Federal também qualificou de “indevidos” pagamentos feitos pela Odebrecht a Lula a pretexto de remunerar palestras “supostamente ministradas pelo ex-presidente a convite da construtora.” Os repasses foram feitos à empresa que traz as iniciais de Lula na logomarca, a LILS Palestras. Foi criada em no alvorecer de 2011, menos de dois meses depois de Lula ter deixado a Presidência da República.

As investigações que resultaram na nova denúncia nasceram de procedimento aberto pela Procuradoria justamente para apurar a lisura das alegadas palestras de Lula. Signatários do documento entregue à Justiça, os procuradires da República Francisco Guilherme Bastos, Ivan Cláudio Marx e Luciana Loureiro Oliveira anotaram:

“Apesar de formalmente justificados os recursos recebidos a título de palestras proferidas no exterior, a suspeita, derivada inicialmente das notícias jornalísticas, era de que tais contratações e pagamentos, em verdade, prestavam-se tão somente a ocultar a real motivação da transferência de recursos da Odebrecht para o ex-Presidente Lula.”

A denúncia não é atestado de culpa dos acusados. A peça pode ser recebida pela Justiça ou arquivada. Se prevalecer a primeira hipótese, sera aberta uma ação penal. Lula, Odebrecht e os outros nove envolvidos poderão exercer o direito ao contraditório, apresentando defesa, questionando as conclusões da Procuradoria e indicando testemunhas a serem ouvidas no curso do processo.

Em caso de condenação, se fossem aplicadas todas as penas sugeridas pela Procuradoria, com os respectivos agravantes, Lula seria sentenciado a pelo menos 35 anos de cadeia. É um castigo maior do que a soma das penas que os procuradores pedem que sejam impostas a Marcelo Odebrecht: 30 anos de prisão.

Afogados: aquisição de alimentos da agricultura familiar será ampliada

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai ampliar a aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar. A estimativa é de que haja um acréscimo de 30% no número de agricultores(as) beneficiados em 2021.  A Secretária de Assistência Social, Madalena Leite, que coordena o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no âmbito do município, reuniu os […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai ampliar a aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar. A estimativa é de que haja um acréscimo de 30% no número de agricultores(as) beneficiados em 2021. 

A Secretária de Assistência Social, Madalena Leite, que coordena o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no âmbito do município, reuniu os beneficiários – seguindo os protocolos de segurança sanitária – para apresentar o balanço do programa no ano passado. 

Foram investidos duzentos mil reais na aquisição de mais de 47 toneladas de alimentos oriundos da agricultura a familiar, beneficiando 67 famílias camponesas em Afogados da Ingazeira. 

Os produtos atendem às necessidades alimentares dos beneficiários de importantes programas e instituições, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), abrigo institucional, cozinha comunitária, casa de apoio aos pacientes no Recife, CRAS, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, dentre outras. 

“Esse é um programa fundamental para gerar renda no campo e garantir alimentos de qualidade na mesa dos beneficiários de diversos serviços ofertados pela Prefeitura,” destacou a secretária Madalena. Ela informou ainda que a abertura do PAA para este ano está agendada para o próximo dia 2 de março.