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O ‘efeito ioiô’ e a política: por que a Acadêmicos de Niterói caiu?

Por André Luis

A tentativa da oposição de transformar o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói em um termômetro político para 2026 esbarra em um obstáculo intransponível: os fatos. Embora a escola tenha levado à Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula, sua queda para a Série Ouro não é um fenômeno ideológico, mas sim o capítulo mais recente de uma crise estrutural que pune sistematicamente quem sobe para a elite do samba.

A maldição da ascensão

Desde o retorno dos desfiles após a pandemia, o Grupo Especial do Rio de Janeiro tornou-se um terreno proibitivo para as escolas que ascendem da Série Ouro. O levantamento exclusivo mostra que, entre 2022 e 2026, 100% das escolas que subiram foram rebaixadas logo no ano seguinte.

Confira o histórico do “efeito ioiô”:

Ano de Ascensão Escola Campeã da Série Ouro Ano do Rebaixamento (Especial)
2022 Império Serrano 2023
2023 Unidos do Porto da Pedra 2024
2024 Unidos de Padre Miguel 2025
2025 Acadêmicos de Niterói 2026

É uma disputa desigual

O abismo financeiro e logístico entre a LIESA (Grupo Especial) e a Liga-RJ (Série Ouro) é o verdadeiro carrasco das agremiações. Enquanto as gigantes do Especial contam com barracões estabelecidos e verbas antecipadas, as escolas que sobem enfrentam um calendário apertado e recursos escassos para competir em pé de igualdade.

Tentar ligar o resultado da apuração a uma suposta “derrota de Lula nas urnas” é ignorar a história recente do Carnaval e subestimar a inteligência do povo do samba. A Acadêmicos de Niterói foi vítima de um sistema que impede a renovação da elite, e não de uma rejeição ao seu enredo democrático e popular.

Outras Notícias

Belo exemplo: Doria se reúne com Haddad e fala em ‘transição histórica’

Estadão O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o prefeito eleito João Doria (PSDB) se reuniram nesta sexta-feira por pouco mais de duas horas na sede da prefeitura de São Paulo para acertar a transição de governos. O petista prometeu transparência em todas as informações para a futura gestão e disse que a partir […]

Exemplo nacional de transição mais interessante do país vem de São Paulo. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o prefeito eleito João Doria (PSDB) se reuniram  para acertar a transição de governos. O petista prometeu transparência em todas as informações para a futura gestão, sendo elogiado pelo tucano.

Estadão

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o prefeito eleito João Doria (PSDB) se reuniram nesta sexta-feira por pouco mais de duas horas na sede da prefeitura de São Paulo para acertar a transição de governos. O petista prometeu transparência em todas as informações para a futura gestão e disse que a partir desta sexta-feira todos os setores vão ser devidamente detalhados para que Doria e sua equipe assumam o governo com todas as informações relevantes em mãos.

Assim como o tucano, Haddad não revelou nenhum detalhe sobre ações específicas da prefeitura discutidas no encontro. Ele explicou que a transição vai acontecer em duas etapas. A primeira, durante as próximas três semanas, envolve quatro secretarias: Governo, Gestão, Finanças e Desenvolvimento Econômico e Negócios Jurídicos. “Temos três semanas pela frente para atuar no nível macro, com o núcleo duro do governo para a equipe de transição”, comentou.

Doria afirmou que o bom sentimento das duas equipes permitirá uma transição de governo tranquila e republicana. O tucano destacou que o processo começa efetivamente nesta sexta-feira e está distribuído em grupos de trabalho coordenados por Julio Semeghini, ex-deputado federal e ex-secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“O encontro foi muito positivo, o prefeito Fernando Haddad foi muito gentil e está de portas abertas para todas as áreas da prefeitura. Discutimos saúde, educação, habitação, transporte público, funcionalismo, temas que são importantes para que todos possam ter tranquilidade”, disse Doria, após descer da sala de reuniões e falar a jornalistas no 3º andar da sede da prefeitura. Conforme acordado com Haddad, ele não respondeu a perguntas de jornalistas e disse que na semana que vem terá a oportunidade de dar entrevistas.

Segundo Doria, o fato de ter sido eleito logo no primeiro turno permite que haja mais tempo para a transição e o processo ocorra de forma mais eficiente. “Eu diria que faremos uma transição até histórica pelo bom sentimento do prefeito Fernando Haddad e pelo nosso também”, falou. O tucano esteve no encontro acompanhado de Semeghini e de seu vice, Bruno Covas, além de assessores.

Afogados: Graça Góes defende ex-prefeito na polêmica de casarão

Esta semana, a polêmica da vez em Afogados da Ingazeira, foi de novo, a demolição do casarão que pertenceu à família Góes para construção de uma farmácia. O prédio que não era tombado foi locado para uma rede de farmácia pelos atuais proprietários. Novamente, foram levantados questionamentos sobre quem teria a responsabilidade pela preservação do […]

Esta semana, a polêmica da vez em Afogados da Ingazeira, foi de novo, a demolição do casarão que pertenceu à família Góes para construção de uma farmácia.

O prédio que não era tombado foi locado para uma rede de farmácia pelos atuais proprietários.

Novamente, foram levantados questionamentos sobre quem teria a responsabilidade pela preservação do casario dos anos 1800. O atual prefeito, Sandrinho Palmeira, disse que a responsabilidade histórica é de todos, sociedade civil e suas representações ao longo da história, já que nunca houve proposição de tombamento. Nas redes sociais, até a responsabilidade do ex-prefeito José Patriota foi levantada, com uma suposta tentativa de encaminhar um tombamento ou aquisição pelo município.

O fato novo partiu da advogada Graças Góes. Em nota ao blog ela afirmou que não participou de nenhum encontro ou reunião com o então prefeito José Patriota para discussão sobre o tombamento do casarão centenário. “Assim, discordo do veredicto de que haja qualquer culpa ou responsabilidade do ex-gestor”, disse.

Lideranças e dirigentes partidários inscrevem Carlos Veras (PT-PE) à presidência estadual do PT-PE

Hoje (9), quando se encerraram as inscrições das chapas estaduais para Processo de Eleições Diretas 2025 (PED 2025), lideranças e dirigentes partidários inscrevem o deputado federal Carlos Veras (PT-PE) à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. Sua inscrição recebeu assinaturas de grupos e lideranças políticas de destaque e das correntes Construindo um Novo […]

Hoje (9), quando se encerraram as inscrições das chapas estaduais para Processo de Eleições Diretas 2025 (PED 2025), lideranças e dirigentes partidários inscrevem o deputado federal Carlos Veras (PT-PE) à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco.

Sua inscrição recebeu assinaturas de grupos e lideranças políticas de destaque e das correntes Construindo um Novo Brasil, Esquerda Popular Socialista (EPS) e Socialismo em Construção e militantes independentes, além dos movimentos sindicais e sociais.

O registro de sua candidatura por essas forças simboliza um movimento coletivo plural que acredita ser esse projeto é capaz de atender aos anseios e desafios para o PT diante da conjuntura política local e nacional.

A inscrição foi realizada às 17h na sede o PT-PE e na ocasião, por meio remoto, Veras reafirmou que o seu compromisso é de fortalecer a unidade e a força do partido no Estado.

“Quero liderar um PT que una todas as forças, onde cada militante, cada dirigente tenha voz, espaço e tarefa. A nossa unidade não é de uma tendência ou outra — é de todo o partido. Vamos fazer uma direção viva, combativa e comprometida com o povo de Pernambuco”, afirmou.

De acordo com a lideranças que o representaram na ocasião, sua candidatura representa a construção de um PT plural, democrático e em movimento — presente nas lutas do povo, vibrante nas ruas e forte nas urnas.

A proposta do grupo que o apoia é promover um clima de mobilização em todo o Estado, ampliando o protagonismo do partido e defendendo com firmeza a reeleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa.

“Vamos construir um partido ativo e altivo, das bases à direção e fazer o PT pulsar em Pernambuco com a força da nossa história e da nossa militância”, conclui Veras.

Guarda de Tabira faz balanço da Operação Carnaval

A Guarda Municipal de Tabira (GMT) apresentou na manhã desta quarta-feira (14) o balanço da Operação Carnaval 2018, quando foram divulgados os resultados das ações desenvolvidas pelos grupamentos de Trânsito (GTRAN), Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) e Rondas de Apoio ao Cidadão (RONDAC). Os dados apresentados foram levantados pelo Comando Geral da Guarda e correspondem ao período […]

A Guarda Municipal de Tabira (GMT) apresentou na manhã desta quarta-feira (14) o balanço da Operação Carnaval 2018, quando foram divulgados os resultados das ações desenvolvidas pelos grupamentos de Trânsito (GTRAN), Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) e Rondas de Apoio ao Cidadão (RONDAC).

Os dados apresentados foram levantados pelo Comando Geral da Guarda e correspondem ao período que vai do sábado (10) até às 03h da quarta-feira (14).

De acordo com o Centro de Monitoramento e Comando, durante o período de Carnaval a Guarda Municipal realizou 210 abordagens a pessoas, sendo 12 detidas. 02 ocorrências encaminhadas as Delegacia de Polícia Civil, 06 veículos abordados, 05 motos recolhidas por irregularidades na documentação, 13 motos abordadas.

A Guarda apreendeu significativo número de armas brancas. Foram 05 apreensões de armas brancas no pólo festivo. Já para apreensão de drogas foram 01 cigarro de maconha, 01 papelote com 10g de maconha, 01 frasco de loló e 02 papelotes de cocaína.

Este ano, a Guarda Municipal contou com a Base de Comando Móvel instalada na Praça Pedro Pires Ferreira, de onde o Comando Geral monitorava e determinava as ações a serem executadas. Foram utilizadas 16 câmeras, 25 Guardas Municipais por noite, 02 viaturas de quatro rodas, 03 viaturas de duas rodas.

Buíque: Jonas Camelo aparece na lista de contas rejeitadas do TCE

O ex-prefeito de Buíque e pré-candidato Jonas Camelo de Almeida Neto, também aparece na lista entregue pelo Tribunal de Contas do Estado à Justiça Eleitoral. Ele tem conta rejeitada por conta da rejeição das prestações de contas de Governo referente ao exercício de 2015. O processo tem o número 16100151-8 e julgado irregular em junho […]

O ex-prefeito de Buíque e pré-candidato Jonas Camelo de Almeida Neto, também aparece na lista entregue pelo Tribunal de Contas do Estado à Justiça Eleitoral.

Ele tem conta rejeitada por conta da rejeição das prestações de contas de Governo referente ao exercício de 2015. O processo tem o número 16100151-8 e julgado irregular em junho de 2018 pela Câmara Municipal de Vereadores.

Entre os móvitos que levaram a rejeição das contas do ex-prefeito ocasionando sua inclusão na lista do TCE enviada ao TRE, estava o déficit de execução orçamentária da ordem de R$ 6.813.922,96, a significar a realização de despesa em volume superior às receitas arrecadadas e a aplicação de apenas 9,78% dos recursos na Saúde quando o mínimo é de 15% da receita.

Os conselheiros Dirceu Rodolfo de Melo Júnior e Ranilson Ramos, presidente e vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, estiveram, hoje, com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Frederico Neves, para fazer a entrega da lista, na qual consta o nome do ex-prefeito buiquense.

Ela traz o nome de 1.146 prefeitos e gestores e um total de 1.148 contas julgadas irregulares. O encaminhamento ao TRE-PE atende à Lei Federal nº 9.504/97, que determina aos Tribunais de Contas, nos anos em que se realizarem as eleições, o envio à Justiça Eleitoral dessas informações.

A divulgação dos nomes vai ajudar o TRE-PE a definir os candidatos que ficarão inelegíveis nas próximas eleições, com base na Lei da Ficha Limpa.