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Família de idosa que morreu após exame fala em erro médico e negligência

Por Nill Júnior

Rosalva Siqueira foi submetida a colonoscopia quinta na UPA Especialidades de Afogados da Ingazeira. Com fortes dores, procurou algumas vezes o HR Emília Câmara até diagnóstico de intestino perfurado. Morreu na UTI da unidade no domingo

Familiares de Rosalva Siqueira da Silva 69 anos, falecida no último domingo, afirmaram à Rádio Pajeú suspeitar de erro médico e negligência.

De acordo com Enia Siqueira, filha de Rosalva, conhecida por ter um quiosque na Praça Padre Carlos Cottart, ela fez uma colonoscopia no UPA na quinta-feira, dia 11. “Ela já saiu da sala com dor. Na quinta fomos ao Hospital Regional Emília Câmara. Ela foi medicada e levamos pra casa a noite. Na sexta pela manhã entre 8 e 8h30 a dor voltou. Levamos de novo”.

Ela disse que aí o clínico pediu avaliação do cirurgião. “Ele pediu raio x e disse estar dilatado o estômago, com muitos gazes sem nada grave. Fez exame de sangue e outro médico avaliou, olhou e viu. Disse que o exame dela estava melhor que o dele. Foi liberada”.

No sábado, cinco da manhã, mais dores . “Outro raio x e ultrassom. Aí viu que tinha liquido na barriga. Estava com dificuldade de respirar e disse ser caso cirúrgico. Ela entrou no bloco quatro e meia da tarde, saindo às sete e meia da noite. ” Ele disse que a situação era muito delicada e que precisou intubar, além de tirar um pedaço do intestino que perfurou. Ela passou a um procedimento de colostomia. Muito grave., foi direto pra ala vermelha”.

Depois da informação de que ela estava reagindo, a família foi chamada pela enfermeira chamou. Receberam notícia de que após uma parada cardiorrespiratória, ela não voltou mais. O falecimento foi contatado. A família questiona o procedimento de colostomia realizado na UPA, acusando o médico de perfurar o intestino e o Hospital Regional Emília Câmara de negligência, pela demora em diagnosticar o problema. Um filho, Hélio Siqueira, veio de São Paulo e avalia que medida tomar.  O pai, Jurandir Siqueira, está desolado.

“Um exame que no nosso pensamento foi mal conduzido. E após execução do exame houve negligência na condução do hospital. Um fim trágico com início, meio e fim. Alertamos às pessoas que forem fazer esse exame para buscar mais conhecimento e caso haja algo fora dos padrões como ocorreu com minha mãe não se prolonguem na busca do diagnóstico. Se minha mãe tivesse sido atendida imediatamente estaria com a gente”.

O Blog manteve contato com assessoria de comunicação de UPA e Emília Câmara, geridos pela OS Hospital Tricentenário e aguarda uma posição.

Outras Notícias

Matéria do blog serve de base para crítica de Renan Santos a gastos com eventos em cidades menores

O líder do MBL, Renan Santos,  usou uma matéria do blog para criticar a política do pão e circo nas cidades do interior do Nordeste. O exemplo foi o de Coxixola,  que realizou um show orçado em R$ 2,5 milhões para comemorar seu aniversário de Emancipação Política com show de Wesley Safadão. A cidade tem […]

O líder do MBL, Renan Santos,  usou uma matéria do blog para criticar a política do pão e circo nas cidades do interior do Nordeste.

O exemplo foi o de Coxixola,  que realizou um show orçado em R$ 2,5 milhões para comemorar seu aniversário de Emancipação Política com show de Wesley Safadão. A cidade tem 1.800 habitantes.

Renan, que é pré-candidato à Presidência da República,  comemorou a decisão do Ministério Público de Contas de instaurar fiscalização sobre os gastos.

A matéria destacou que o valor do show de Safadão em Coxixola representou 61% dos investimentos em educação e saúde.

A notícia teve por base auditoria realizada pelo Tribunal do Contas do Estado (TCE-PB), que apontou, o valor do show de Wesley Safadão pela Prefeitura de Coxixola, representa 61% dos investimentos em educação e saúde.

O relatório inicial do processo está disponível na plataforma Tramita. O Ministério Publico de Contas da Paraíba do Estado da Paraíba (MPC-PB) entrou com uma representação contra o prefeito Nelson José Neves Honorato.

Conforme conclusão do relatório inicial, a auditoria evidenciou que a contratação de um único artista por R$ 1,3 milhão representa aproximadamente 61,8% do total investido em saúde e educação no município ao longo de todo o exercício de 2026. Além de superar os gastos das duas áreas, o relatório aponta que 24,39% da população é beneficiária do Novo Bolsa Família, o que representa “uma assimetria técnica entre o volume de recursos destinados ao evento e a realidade socioeconômica do município”.

Para a auditoria, valor pago no show é uma despesa “moralmente questionável sob a perspectiva dos princípios da eficiência e da moralidade administrativa”.

Quaest para o Senado em PE: Marília tem 17%, Humberto 14% e Mendonça 11%

Eduardo da Fonte tem 7% e Túlio Gadêlha,  4% Levantamento divulgado nesta terça-feira (8) mede as intenções de voto para as duas vagas de Pernambuco no Senado. Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) aponta Marília Arraes (PDT) com 17% das intenções de voto para o Senado em Pernambuco. Humberto Costa (PT) registra 14%, enquanto Mendonça […]

Eduardo da Fonte tem 7% e Túlio Gadêlha,  4%

Levantamento divulgado nesta terça-feira (8) mede as intenções de voto para as duas vagas de Pernambuco no Senado.

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) aponta Marília Arraes (PDT) com 17% das intenções de voto para o Senado em Pernambuco. Humberto Costa (PT) registra 14%, enquanto Mendonça Filho (PL) tem 11%.

Eduardo da Fonte tem 7% e Túlio Gadêlha, 4%. Pastor Gilvan Costa (Democrata) e Carlos Sant’anna (Novo) têm 1% cada. Paulo Rubem Santiago (Rede) tem 0% (era 1%).

Neste ano, cada eleitor pernambucano escolherá dois candidatos para o Senado, já que duas das três cadeiras do Estado estarão em disputa nas eleições de outubro.

Os resultados divulgados pelo instituto consideram as preferências manifestadas pelos entrevistados para as vagas em disputa. Por isso, a leitura dos percentuais para o Senado segue metodologia própria, diferente da pesquisa para governador, em que cada eleitor escolhe apenas um candidato.

A Quaest entrevistou presencialmente 1.302 eleitores de Pernambuco entre os dias 4 e 7 de setembro.

A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-00285/2026. 

Fonte: G1

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STF decide hoje se mantém prisão preventiva de Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta segunda-feira (24) o julgamento, em plenário virtual, da decisão que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão preventiva. A análise, realizada entre 8h e 20h, ocorre de forma eletrônica, com os ministros depositando seus votos no sistema do STF. Participam da deliberação Flávio Dino, Cristiano Zanin […]

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta segunda-feira (24) o julgamento, em plenário virtual, da decisão que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão preventiva. A análise, realizada entre 8h e 20h, ocorre de forma eletrônica, com os ministros depositando seus votos no sistema do STF. Participam da deliberação Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, enquanto Alexandre de Moraes, autor da decisão contestada, não vota.

Bolsonaro foi preso no sábado (22), após a Polícia Federal afirmar que havia risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e tentativa de usar aglomerações de apoiadores para confundir as autoridades. Ele já cumpria prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de interferir no processo do golpe de Estado, pela qual recebeu pena de 27 anos e 3 meses.

No domingo (23), o ex-presidente passou por audiência de custódia na Superintendência da PF em Brasília, onde a juíza Luciana Sorrentino decidiu manter a prisão preventiva. Segundo a ata, Bolsonaro atribuiu a violação da tornozeleira a um “surto” provocado por medicamentos psiquiátricos, alegando que a pregabalina lhe causou paranoia e alucinações. Ele afirmou ter acreditado que o dispositivo estava grampeado e chegou a tentar abrir a tampa com um ferro de soldar, mas interrompeu a ação e comunicou os agentes.

Ao longo do depoimento, Bolsonaro negou intenção de fuga e disse não lembrar de ter apresentado sintomas semelhantes anteriormente. Também declarou que o uso de um dos remédios havia começado apenas quatro dias antes da prisão.

A Primeira Turma decidirá agora se mantém ou revoga a prisão preventiva. Caso a decisão de Moraes seja confirmada, Bolsonaro poderá permanecer detido por tempo indeterminado, observada a regra de reavaliação a cada 90 dias. Além disso, segue válida a determinação que restringe visitas na prisão, autoriza apenas acesso de advogados e médicos e cancela encontros previstos anteriormente, como os dos governadores Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro.

Twitter apaga posts de Bolsonaro defendendo fim de isolamento

O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29). No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”. O Twitter respondeu o seguinte: “O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a […]

O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29).

No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

O Twitter respondeu o seguinte: “O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível neste post em nosso blog.”

No post citado pela empresa, são listados todos os tipos de mensagens que podem colocar em risco a saúde pública em relação ao coronavírus.

Mais cedo neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações durante um passeio em Brasília e voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro. O passeio e o posicionamento foram registrados em posts no Twitter.

Mais cedo neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações durante um passeio em Brasília e voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro. O passeio e o posicionamento foram registrados em posts no Twitter.

O Twitter não informou quais pontos específicos das imagens ou das declarações dos dois posts levaram à exclusão. Além dos dois apagados, há outros posts do passeio dele em Brasília e de declarações deste domingo sobre o coronavírus que continuam no ar.

Em um dos vídeos apagados, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para “quem tem mais de 65 ficar em casa”. Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que “tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente”. O presidente também cita medicamento que não tem eficácia comprovada contra o coronavírus.

No segundo vídeo, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas, sem apresentar comprovação que “o país fica imune quando 60, 70% foram infectados” e que um remédio contra o coronavírus “já é uma realidade”.

Pernambuco entrou no mapa da crise, diz G1

Rio de Janeiro não está sozinho entre os estados em dificuldades. Os 26 estados e o Distrito Federal somam um rombo fiscal de R$ 56 bilhões nas contas do primeiro semestre deste ano. O número representa uma piora nas contas de 17 estados em relação ao resultado que tinham no mesmo período de 2015, de […]

serro_azulRio de Janeiro não está sozinho entre os estados em dificuldades. Os 26 estados e o Distrito Federal somam um rombo fiscal de R$ 56 bilhões nas contas do primeiro semestre deste ano.

O número representa uma piora nas contas de 17 estados em relação ao resultado que tinham no mesmo período de 2015, de acordo com levantamento do G1 a partir de dados do Tesouro Nacional.

Das 27 unidades da federação, 20 estão no vermelho. Esse resultado já impacta serviços básicos e projetos de muitos governos estaduais.

Levantamento do G1 aponta que ao menos 16 estados mais o DF cortaram investimentos nos últimos dois anos. Além disso, 14 informaram que têm obras paradas ou atrasadas por falta de dinheiro. E ainda há 9 estados com atrasos de salários de servidores e 16 que não pagaram em dia os fornecedores. A situação mais grave é a de 6 estados que não garantem que haverá caixa para pagar o 13º dos funcionários neste ano.

Em Pernambuco, segundo o levantamento, a crise fiscal vem impactando as contas públicas de Pernambuco. Com queda de arrecadação e de repasses do governo federal, o executivo estadual registrou um aumento do déficit primário, que era de R$ 10 bilhões no primeiro semestre de 2016 e passou para R$ 11,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 13,41%, segundo dados do Siconfi/Tesouro Nacional.

Apesar de não registrar atraso no pagamento dos servidores, o estado admite que não vem cumprindo os prazos com os fornecedores. “Reconhecemos que, num cenário em que você tem receitas menores, há atrasos com fornecedores, mas os servidores estão em dia. Tem sido um esforço para que se pague os fornecedores”, explicou ao G1 o secretário de Planejamento, Márcio Stefanni.

Sobre as obras, o governo afirma que a execução continua, embora em ritmo mais lento. A Barragem de Serro Azul, na Mata Sul de Pernambuco é um dos exemplos de obras afetadas pelos problemas orçamentários. O reservatório é um projeto dos governos estadual e federal para conter a água do Rio Una, que nasce no Agreste e passa por várias cidades da região. A obra começou em janeiro de 2011 e deveria ter sido entregue no fim de 2014. O governo reconheceu que os atrasos são, justamente, por conta das dificuldades financeiras.

Segundo especialistas ouvidos pelo G1 , o principal indicador para definir a saúde financeira de estado é o resultado primário (diferença entre receitas e despesas, sem levar em conta os juros das dívidas). A piora nas contas dos estados e do DF no primeiro semestre do ano mostra que sobrou menos dinheiro ou faltou mais para a maioria dos estados brasileiros este ano.