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Êxodo rural aumenta em Afogados da Ingazeira, mostra Censo 2022

Por André Luis

Informações foram passadas pelo coordenador de área do IBGE, Júnior Queiroz durante entrevista à Pajeú.

Por André Luis

O fenômeno do êxodo rural, caracterizado pela saída das pessoas do campo para habitar as cidades, tem se tornado uma preocupação crescente em Afogados da Ingazeira. Localidades como Tabira, São José do Egito, Itapetim, Santa Terezinha e Tuparetama ainda possuem um potencial rural significativo, contando com uma força de trabalho expressiva que, porém, tem migrado para sedes das cidades.

As informações foram passadas pelo coordenador de área do IBGE, Júnior Queiroz, durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, na última sexta-feira (30).

Segundo Júnior, o tema foi debatido durante a reunião de encerramento do Censo 2022, que contou com a presença de representantes da gestão municipal, incluindo o prefeito Sandrinho Palmeira, além de diversos órgãos importantes, como o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), entre outros.

Júnior informou que o Censo 2022 apontou uma queda na população em Afogados da Ingazeira, que encerrou com pouco mais de 7 mil habitantes na zona rural. Esse fato é facilmente perceptível, já que o crescimento acelerado da cidade, impulsionado pela expansão urbana, tem atraído cada vez mais pessoas do campo em busca de melhores oportunidades. 

Esse movimento de êxodo rural gera preocupação, uma vez que afeta a produção agrícola e pecuária da região. Agricultores têm abandonado o trabalho no campo em busca de outras atividades econômicas mais lucrativas, o que impacta diretamente o setor e reflete no Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios.

Júnior informou que embora a economia tenha melhorado e o PIB per capita tenha aumentado em Afogados da Ingazeira, é necessário que o poder público ofereça total assistência à população rural, garantindo condições adequadas de trabalho e incentivando a produção agrícola.

De acordo com dados do Censo, a população rural de Afogados da Ingazeira teve uma queda de mais de 10% entre 2010 e o último levantamento, passando de 9.200 habitantes para pouco mais de 7.200. 

“O desafio agora é encontrar soluções que valorizem o trabalho no campo e incentivem o desenvolvimento sustentável dessas regiões, buscando alternativas para reverter o êxodo rural e fortalecer a economia local”, destacou Júnior.

Outras Notícias

Tabira: Justiça Eleitoral multa em R$ 50 mil Nicinha de Dinca por veiculação de propaganda falsa

Em decisão proferida nesta terça-feira (1º), a Justiça Eleitoral da 50ª Zona de Tabira condenou a candidata Maria Claudenice Pereira de Melo Cristóvão, Nicinha de Dinca, e a coligação “Juntos Para o Trabalho Continuar” ao pagamento de uma multa de R$ 50 mil. A sentença resulta de uma representação movida pelo candidato à prefeitura, Flávio […]

Em decisão proferida nesta terça-feira (1º), a Justiça Eleitoral da 50ª Zona de Tabira condenou a candidata Maria Claudenice Pereira de Melo Cristóvão, Nicinha de Dinca, e a coligação “Juntos Para o Trabalho Continuar” ao pagamento de uma multa de R$ 50 mil. A sentença resulta de uma representação movida pelo candidato à prefeitura, Flávio Marques, que denunciou a veiculação de propaganda eleitoral com conteúdo falso.

A propaganda, exibida durante a campanha eleitoral, acusava Marques de ser “ficha suja”, uma condição que o tornaria inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Contudo, o juiz eleitoral João Paulo dos Santos Lima concluiu que a acusação não possui respaldo legal, já que Flávio Marques não tem condenações que o caracterizem como inelegível.

A sentença destacou que a liberdade de expressão, embora um direito constitucional, não pode ser usada para disseminar informações inverídicas que comprometam a integridade do processo eleitoral.

A defesa de Nicinha de Dinca e da coligação contra-argumentou baseada no direito à liberdade de expressão, mas a Justiça considerou que o uso do “ficha suja” não se enquadra como crítica política legítima, mas sim como uma tentativa de desinformação.

Além disso, o juiz ressaltou que os representados descumpriram uma decisão liminar que já havia determinado a suspensão da propaganda, reforçando a aplicação da multa de R$ 50 mil como forma de assegurar o respeito às decisões judiciais e a lisura do processo eleitoral.

A sentença também impõe uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da ordem judicial de suspensão da propaganda, reforçando a gravidade da infração e o comprometimento com a igualdade entre os candidatos. Leia abaixo a íntegra da Representação.

Vale a pena assistir: “A política no interior”, por Whindersson Nunes

É possível que muitos leitores do blog não conheçam, mas Whindersson Nunes é um youtuber, humorista e cantor e compositor, que ficou famoso no YouTube. Atualmente Whindersson Nunes é maior youtuber do Brasil,  dono do segundo maior canal do YouTube. A fama de Whindersson cresceu bastante este ano, já são mais de 3 milhões de […]

É possível que muitos leitores do blog não conheçam, mas Whindersson Nunes é um youtuber, humorista e cantor e compositor, que ficou famoso no YouTube. Atualmente Whindersson Nunes é maior youtuber do Brasil,  dono do segundo maior canal do YouTube.

A fama de Whindersson cresceu bastante este ano, já são mais de 3 milhões de seguidores no Instagram. O clipe mais visto do canal dele é “Qual a Senha do Wi-Fi”, uma paródia da música “Hello” da Adele.

Whindersson é de família nordestina, natural do Piauí, ele conquistou milhões de fãs. Neste vídeo, ele, de forma descontraída, conta como é a política no interior. Vale a pena assistir. Chama a atenção a excelente definição do “contador de carro de carreata” e do “babão de comício”.

Em Aparecida, arcebispo de Brasília é eleito novo presidente da CNBB

O arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, 55 anos, é o novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele foi eleito nesta segunda-feira (20) pelos religiosos que participam da Assembleia Nacional dos Bispos no Santuário Nacional de Aparecida  no interior de São Paulo. Dom Sérgio vai substituir Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de […]

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O arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, 55 anos, é o novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele foi eleito nesta segunda-feira (20) pelos religiosos que participam da Assembleia Nacional dos Bispos no Santuário Nacional de Aparecida  no interior de São Paulo.

Dom Sérgio vai substituir Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida, que ocupou o cargo por quatro anos. A função do presidente da entidade é definir os rumos da Igreja Católica no país.

Para ser eleito, Dom Sérgio foi o mais votado entre os 450 bispos – ele recebeu 215 votos para ocupar o posto, superando os 196 que correspondem aos dois terços necessários para a eleição. Praticamente todos os bispos da Conferência podiam ser votados, exceto os 140 eméritos.

Dom Damasceno poderia ser reeleito, mas já havia dito publicamente que declinava ao cargo.

Dom Sérgio vai ocupar a presidência da CNBB por 4 anos, podendo ser reeleito. Ele assume o posto nesta sexta-feira (24) em um período em que a igreja quer atrair novos fiéis no Brasil, além de conter a evasão – o número de católicos vem caindo nos últimos anos.

Trajetória: O arcebispo de Brasília e novo presidente da CNBB nasceu em Dobrada, no estado de São Paulo, em 1959. Foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II em 2001, como auxiliar de Fortaleza (CE) e sua ordenação episcopal foi realizada em agosto do mesmo ano, na Catedral de São Carlos (SP).

Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou arcebispo coadjutor da arquidiocese de Teresina (PI). Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília. Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”. (G1)

Um ministério enxuto, mas estratégico para Armando Monteiro

Do Diário de Pernambuco O senador Armando Monteiro Neto (PTB) tem passado as manhãs, tardes e noites debruçado em projetos e prestação de contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o qual estará à frente a partir de 2015. Ele está definindo a equipe, estudando as prioridades e entraves para começar o ano […]

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Do Diário de Pernambuco

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) tem passado as manhãs, tardes e noites debruçado em projetos e prestação de contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o qual estará à frente a partir de 2015. Ele está definindo a equipe, estudando as prioridades e entraves para começar o ano azeitado. O motivo é simples: O ministério que Armando comandará é conhecido muito mais pela articulação do que pela liberação de recursos. A previsão de investimentos da pasta é enxuta para o próximo ano, chegando a cerca de R$ 90 mil, segundo o projeto de Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso Nacional. Ligado ao seu ministério, contudo, o maior responsável pelo desembolso de recursos é o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que só este ano liberou R$ 146 bilhões.

Segundo dados do Portal da Transparência, os gastos diretos do MDIC este ano foram de R$ 944,6 milhões, incluindo aquisição e contratação de obras, bem como compras governamentais, diárias, entre outros. É um volume bem menor, por exemplo, do que o Ministério da Saúde e do Ciência e Tecnologia, comandados, respectivamente, por Humberto Costa e Eduardo Campos no primeiro governo Lula. Saúde gastou R$ 27 bilhões este ano, enquanto Ciência e Tecnologia, R$ 7,1 bilhões. Mas é nessa dificuldade que Armando espera se destacar e fortalecer o nome para ter peso na disputa municipal de 2016 e na eleição de 2018, esta última bem mais longe. O cargo que ele ocupa o terceiro de maior importância da equipe econômica, uma perna do setor produtivo brasileiro.

Como futuro ministro, Armando também terá assento no Conselho do BNDES, que aconselha o presidente do banco nas linhas gerais de suas ações. É uma posição bem estratégica. Para se ter ideia, os desembolsos de financiamentos a projetos de Pernambuco somaram somaram R$ 15 bilhões desde 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o dobro do valor da privatização da Celpe, em valores atualizados. De janeiro a outubro de 2014, a instituição desembolsou R$ 3,8 bilhões em benefício de projetos do estado.

A diferença no papel exercido por Humberto Costa e Eduardo Campos no governo Lula, é que Armando, agora, terá um papel decisivo nas estratégias econômicas do país. Além do BNDES, estão vinculados à pasta a Superintendência da Zona Franca de Manaus, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Também estão vinculadas a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil).

O desafio de Armando é de alto risco, porque caberá a ele definir a política da indústria, do comércio e dos serviços, áreas que impactam diretamente nos empregos dos brasileiros. Ele vai assumir o cargo num país em crise, precisando aumentar as exportações e importações brasileiras, que terminaram em queda de 5,7% e 3,9% respectivamente, em relação a 2013. Vai ter pouco tempo para fazer micropolítica, se quiser se cacifar para um cargo eletivo nos próximos anos.

Brasil passa a marca de 100 mil mortes por Covid-19

Quatro meses e meio após observar China e Europa com assombro e receber a covid-19 praticamente no aeroporto, o Brasil imprime uma das mais desoladoras manchas em sua história: 100 mil mortos pelo novo coronavírus, marca atingida neste sábado (8). Segundo o consórcio de veículos que acompanha a contagem, são exatamente 100.240 pessoas que perderam a […]

Quatro meses e meio após observar China e Europa com assombro e receber a covid-19 praticamente no aeroporto, o Brasil imprime uma das mais desoladoras manchas em sua história: 100 mil mortos pelo novo coronavírus, marca atingida neste sábado (8).

Segundo o consórcio de veículos que acompanha a contagem, são exatamente 100.240 pessoas que perderam a vida.

Nunca antes, em nosso país, tantas pessoas morreram pelo mesmo motivo em tão pouco tempo. Há apenas uma palavra para nomear o que vivemos: tragédia.

Em quatro meses, o país vivenciou o equivalente a 413 boates Kiss – que vitimou 242 jovens – ou a 33 atentados das Torres Gêmeas de Nova York, quando morreram quase 3 mil pessoas.

Cem mil pessoas faleceram sozinhas na cama de um hospital ou em casa.

Eram pais e avós que criaram famílias, filhos, profissionais da saúde que salvaram vidas e agentes da segurança que protegiam a sociedade. Era como se mais que a população de Serra Talhada e Iguaracy fosse dizimada.