Ex-mulher denuncia agressões e ameaças de morte feitas pelo secretário de Justiça de PE
Por André Luis
A economista aposentada Maria Eduarda Marques de Carvalho denunciou agressões sofridas durante o relacionamento que manteve por 25 anos com Pedro Eurico. Ele pediu afastamento do cargo de Secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco logo após a entrevista dada pela ex-mulher, nesta terça-feira (7).
Agressões físicas e psicológicas e ameaças de morte marcaram o tempo juntos, assim como pedidos de desculpas, afirmou a mulher, que registrou dez boletins de ocorrência ao longo dos anos, o último em novembro (veja vídeo clicando aqui).
“Ele batia, dava murro, dava chute. A vida inteira. Ele sempre me bateu”, declarou.
Pedro Eurico de Barros e Silva atua há anos na política do estado. Foi eleito vereador do Recife em 1984 e deputado estadual entre 1986 e 2006, sendo presidente da Assembleia Legislativa no biênio 1995-1996. No segundo governo Miguel Arraes (1987 a 1990), comandou a Secretaria de Habitação.
Assumiu a Secretaria Estadual da Criança e da Juventude em 2012 e, em 2015, foi para a pasta de Justiça e Direitos Humanos, até pedir afastamento nesta terça. Desde 2019, Pedro Eurico é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária.
Procurado pela TV Globo, o secretário preferiu não gravar entrevista e disse, em nota, que as “denúncias improcedentes de agressão datam de mais de 10 anos e muitas destas foram retiradas pela suposta vítima”.
Maria Eduarda afirmou que, apesar de ter tentado se separar, acabava retomando o relacionamento, mas que agora resolveu falar com a imprensa “por medo de morrer”.
“Eu não tinha mais condições de continuar vivendo do jeito que eu estava vivendo, sendo ameaçada, sendo perseguida. Então, eu achei que estava muito próxima da morte. Por conta disso, eu resolvi falar para que não apareça depois apenas a notícia: ela morreu. Eu gostaria apenas de viver. Muita vontade de viver ainda”, declarou.
Segundo a mulher, Pedro Eurico vinha fazendo mais ameaças nos últimos tempos, com insinuações sobre o que poderia fazer com ela.
“[Ele] me acordava de madrugada dizendo que eu saísse de casa naquela hora porque ele tinha acabado de sonhar que me matava. Outro dia, ele dizia que ia acontecer um acidente, ia aparecer um acidente e ninguém ia desconfiar que era ele que tinha mandado fazer alguma coisa”, afirmou. Leia a íntegra da reportagem de Mônica Silveira, da TV Globo clicando aqui.
Corporativismo mata Mesmo com a ineficácia de medicamentos usados no chamado ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19, o Conselho Federal de Medicina não vai rever o aval dado aos médicos para a utilização dos fármacos. O parecer de abril do ano passado dá autonomia aos médicos brasileiros para prescreverem os remédios. Os ‘kits covids incluem cloroquina, […]
Mesmo com a ineficácia de medicamentos usados no chamado ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19, o Conselho Federal de Medicina não vai rever o aval dado aos médicos para a utilização dos fármacos.
O parecer de abril do ano passado dá autonomia aos médicos brasileiros para prescreverem os remédios. Os ‘kits covids incluem cloroquina, azitromicina e ivermectina.
O uso desse tipo de tratamento foi desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para variar, o corporativismo do CRM e dos conselhos estaduais só pioram o cenário de uma pandemia descontrolada e ajudam a matar.
Essa semana, cinco pacientes morreram, incluindo um bebê prematuro, depois que a médica Michelle Chechter ministrar nebulização de cloroquina na maternidade Instituto da Mulher Dona Lindu, de Manaus. E não vai acontecer nada com a profissional, muito menos com os outros que pregam ou usam o tratamento. No máximo perder um dos vínculos, nada que atrapalhe seu padrão de vida. Vivêssemos em um país que tratasse a questão com seriedade, já teriam perdido seus registros e estariam impedidos de clinicar. Em casos tão graves, deveriam responder criminalmente.
Lá no ano passado, o periódico científico The Lancet publicou divulgou estudo que acompanhou 100 mil pacientes em todo o mundo e que apontou não apenas a ineficácia da cloroquina para combater a Covid-19, mas também o risco de ataque cardíaco nos pacientes, com aumento da mortalidade. A Organização Mundial de Saúde decidiu suspender os testes com o remédio e não mais o recomenda.
Mas no Brasil a guerra política e ideológica nos coloca até entre os que defendem (que seriam de direita) e o questionam (esquerda). Salvar vidas não deveria ter rótulo ideológico. Mas Bolsonaro já disse que “quem é de direita usa cloroquina e quem é de esquerda, tubaína”. Viramos chacota na boca do primeiro-ministro francês, Jean Castex, ao anunciar que o governo iria suspender os voos entre os dois países pelo uso do medicamento. É só mais um componente que nos coloca na liderança do número de mortes no mundo atualmente.
E o barco da ignorância segue matando. Enquanto os bons médicos, aparentemente a maioria, estão no limite da exaustão salvando vidas, o protecionismo dos conselhos deixam os menos preparados e afetados pela ideologia recorrendo a tratamentos não recomendados pela ciência como no caso de Manaus. E vão usar o lava mãos do CFM para continuar assim.
Certa vez, um médico do Sertão foi acusado de reiteradas vezes prescrever medicamentos para seus pacientes com uma grafia tão ruim que a Rádio Pajeú resolveu denunciá-lo ao CRM. Tudo provado, documentado, atestado. Pacientes atendidos por ele chegaram a tomar a medicação errada porque o farmacêutico confundiu, tão ruim era a letra. O Conselho criou caminhos para, ao contrário do que a ética indicava, não puní-lo.
Primeiro, afirmando que a denúncia não deveria partir do veículo de comunicação e sim de pessoa física. Pois o jornalista que escreve esta Coluna fez pessoalmente a denúncia, com áudios de pessoas lesadas, prints e registros das receitas. Depois de dois anos, saiu a resposta. O CRM não determinou, apenas recomendou a melhoria da grafia. E arquivou a denúncia.
Por fim, aos médicos que buscam salvar vidas alinhados à ciência, nosso muito obrigado. Assim como tudo hoje em questão, a história saberá reconhecer e julgar.
No bolso de quem
O vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, reclamou da relação de gastos entre a suaccidade e Afogados da Ingazeira. “Se um paciente tiver Covid em Afogados, vai pro Hospital Regional. Aqui, os custos são assumidos pela prefeitura”. Ele diz que o município discute maior suporte do estado.
Sem EPIs
Um leitor da Coluna denuncia que a usina de asfalto de Tabira depois de três meses parada, finalmente começou a tapar buracos em frente ao hospital. Mas flagrou equipes de short, sandálias, roupas inadequadas, sem luvas ou EPI. Uma vergonha.
Não adianta
O Deputado Sebastião Oliveira disse que não adianta querer peitar a imprensa, diante do fato de que sua absolvição na PF e TCU no caso da BR 101 não teve o mesmo destaque do início das investigações nos grandes veículos. “É uma luta inglória”, disse.
Amigos para sempre
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, disse que o episódio do “entra não entra” na adoção de medidas mais duras com Márcia Conrado, de Serra Talhada, foi superado. “Temos temas importantes a tratar pela região “. Disse já ter dialogado com a gestora depois do imbróglio. Melhor assim.
E agora?
A se levar em conta os primeiros dados, as medidas restritivas por cinco dias nos treze municípios de Pajeú e Moxotó reduziram o número de casos de Covid-19. Os dados mais detalhados devem ser divulgados esta semana. Vai ter político principalmente entre quem não aderiu torcendo o nariz pra comentar.
Próximas furadas
Dos prefeitos ainda não vacinados no Pajeú, devem levar a primeira agulhada por ordem Sávio Torres (64 anos), Djalma da Padaria (61 anos), Luciano Bonfim (58 anos) Zeinha Torres, Irlando Parabólicas e Marconi Santana (54 anos), Adelmo Moura e Delson Lustosa (53 anos). Joelson (50 anos), Sandrinho Palmeira (42 anos) e Márcia Conrado (35 anos) estão no rabo da gata.
Memória
O ex-prefeito Luciano Duque fez uma homenagem ao pai de Márcia Conrado, Isivaldo Conrado, na sua rede social. Lembrou que ainda como vice conversava com o então vereador sobre política. “Pude ver esse mesmo retrato sob seu olhar orgulhoso”, mostrando foto da gestora ainda mais jovem. Isivaldo foi covardemente assassinado em 09 de maio de 2011, há quase dez anos. A mãe de Márcia e viúva de Isivaldo, Alice Conrado, é vereadora.
Frase da semana: “é uma batalha política, mas também pessoal, para limpar o nome da minha família”.
Do ex-presidente Lula em encontro após o STF decidir por anular suas condenações na Lava Jato. Para uns, sincero, para outros, ator vitimizado.
A Compesa informa que foi identificado um vazamento de grande porte na Adutora do Pajeú, próximo ao município de Flores, no final da manhã deste domingo (18). Equipes estão em campo para realizar os reparos necessários e a previsão é de que o serviço seja concluído a partir das 18h desta segunda (19). Enquanto isso, […]
A Compesa informa que foi identificado um vazamento de grande porte na Adutora do Pajeú, próximo ao município de Flores, no final da manhã deste domingo (18).
Equipes estão em campo para realizar os reparos necessários e a previsão é de que o serviço seja concluído a partir das 18h desta segunda (19).
Enquanto isso, o fornecimento de água está suspenso temporariamente nos municípios de Quixaba e Carnaíba e o abastecimento será retomado assim que o serviço for concluído.
G1 O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) é alvo de uma operação do Ministério Público (MPDFT), deflagrada na manhã de hoje, que investiga o suposto pagamento de propina na contratação de leitos para a rede pública de saúde do Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços da capital. Na […]
O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) é alvo de uma operação do Ministério Público (MPDFT), deflagrada na manhã de hoje, que investiga o suposto pagamento de propina na contratação de leitos para a rede pública de saúde do Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços da capital. Na casa do ex-governador, a polícia apreendeu uma arma que estaria sem registro. Por conta disso, Agnelo foi conduzido para delegacia.
Durante a operação, os policiais também apreenderam uma mala com dinheiro em endereço ligado à Adriana Aparecida Zanini, vice-presidente do Instituto Brasília Para o Bem-Estar do Servidor Público (IBESP). Nas imagens é possível ver que havia notas em real e dólar (veja foto acima).
A apuração apontou ainda que os valores pagos teriam sido transferidos para o instituto coordenado por Zanini (saiba mais abaixo). A quantia apreendida não havia sido divulgada até última atualização desta reportagem.
De acordo com o MPDFT, o político e o ex-secretário de saúde do DF, Rafael Barbosa – nos cargos públicos entre 2010 e 2014 – receberam indevidamente R$ 462 mil, valor que corresponde a 10% dos R$ 4,6 milhões referentes ao contrato.
O advogado de Rafael Barbosa, Kleber Lacerda, disse à reportagem que que “não teve acesso à decisão que autorizou a busca e apreensão” e que “tão logo seja analisada a decisão, utilizará dos recursos legais para defesa”.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que não vai se manifestar sobre o caso, “por se tratar de fatos ocorridos em gestões passadas”. A apuração é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, com apoio da Polícia Civil. A força-tarefa foi batizada de “Alto Escalão” e é um desdobramento da Operação Checkout, de 2018, que já apurava esquema ilícito em contratos da Secretaria de Saúde.
Todos os ativos e inativos já receberam. O prefeito de Ouro Velho-PB, Augusto Valadares, informou através de nota ao blog, que através da Secretaria de Finanças, já liberou os pagamentos dos servidores públicos do município esta semana. “Os funcionários inativos (aposentados e pensionistas), os ativos e de todas as Secretarias estão todos pagos”, informou a […]
O prefeito de Ouro Velho-PB, Augusto Valadares, informou através de nota ao blog, que através da Secretaria de Finanças, já liberou os pagamentos dos servidores públicos do município esta semana.
“Os funcionários inativos (aposentados e pensionistas), os ativos e de todas as Secretarias estão todos pagos”, informou a nota.
Caso tramita dentro de investigação das fake news e foi aberto por ordem de Alexandre de Moraes Painel/Folha de S. Paulo O presidente Jair Bolsonaro recebeu uma intimação da Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito sobre o vazamento de dados de uma investigação sobre um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral em […]
Caso tramita dentro de investigação das fake news e foi aberto por ordem de Alexandre de Moraes
Painel/Folha de S. Paulo
O presidente Jair Bolsonaro recebeu uma intimação da Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito sobre o vazamento de dados de uma investigação sobre um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral em 2018.
Bolsonaro utilizou o conteúdo do inquérito em uma entrevista em 4 de agosto para atacar sem provas a segurança das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
A apuração foi solicitada pelo TSE ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que entendeu que o caso se relacionava com o inquérito das fake news e determinou investigação.
Após ouvir o delegado responsável pelo inquérito, afastado por decisão de Moraes, e o deputado Filipe Barros (PSL-PR), que teve acesso ao material, a delegada Denisse Ribeiro decidiu intimar o presidente para prestar depoimento.
Essa será a segunda vez que Bolsonaro é chamado pela PF. A primeira foi no inquérito que apura a suspeita de interferência no órgão, acusação feita pelo ex-ministro Sergio Moro.
Como mostrou o Painel, além da responsabilidade pela divulgação dos documentos, a PF apura como o deputado soube da existência do caso sigiloso em andamento na superintendência do Distrito Federal.
Em depoimento à PF, Barros afirmou que soube da apuração por meio de uma denúncia que chegou à comissão do voto impresso, cujo projeto debatido era relatado pelo parlamentar.
Ele também disse que a investigação divulgada por ele e por Bolsonaro não estava sob sigilo.
A entrevista em que Bolsonaro e Barros divulgaram as informações sigilosas foi cinco dias depois da live de 29 de julho em que o presidente havia levantado suspeitas sobre a segurança das urnas.
Assim como a live, a entrevista entrou na mira do TSE, que pediu a abertura de inquérito a Moraes e deu início a um dos momentos mais tensos da relação entre o Palácio do Planalto e o STF.
A tensão teve como auge a manifestação de 7 de setembro em que Bolsonaro atacou diretamente Moraes.
Dias depois, o ex-presidente Michel Temer intermediou uma conversa entre Moraes e o presidente e as coisas ficaram mais calmas a partir dali.
A trégua se mantinha desde então, mas nas últimas semanas Bolsonaro voltou a fazer críticas ao STF, em aceno à sua base mais radical.
Você precisa fazer login para comentar.