Ex-desembargador eleitoral não acredita na realização de eleições este ano
Por André Luis
“É impossível a Justiça Eleitoral administrar esse caos!”
Caro Nill Júnior,
Um ou dois anos atrás, teve início a tramitação no Congresso do texto que propunha prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores para coincidir todos os mandatos até 2022.
Mas os Deputados Federais e Estaduais que pretendiam ser candidatos esse ano a prefeito, principalmente nas capitais, não aceitaram.
Dessa vez é diferente. É impossível a Justiça Eleitoral administrar esse caos! Inclusive os gastos aumentariam extraordinariamente. No momento o TSE está precisando de R$ 1 bilhão para comprar urnas novas. De onde viria esse dinheiro?
Claro que o Congresso pode aprovar a emenda e prorrogação com prazos diferentes da proposta do Deputado Sebastião Oliveira, muito boa, apesar da necessidade de ajustes na redação.
Estamos em estado de guerra! Tudo pode ser mudado, inclusive as leis e a constituição. Mas é certo dizer que dado o momento, não haverá eleições este ano.
Roberto Morais
Ex-desembargador eleitoral e Advogado Eleitoralista
O programa A Tarde é Sua desta segunda (13), com os comunicadores Alyson Nascimento e Micheli Martins, conversou com o padre Luis Marques Ferreira. Símbolo das lutas sociais da Diocese de Afogados da Ingazeira, ele comentou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionadas ao papa Papa Leão XIV. Durante a entrevista, o religioso […]
O programa A Tarde é Sua desta segunda (13), com os comunicadores Alyson Nascimento e Micheli Martins, conversou com o padre Luis Marques Ferreira.
Símbolo das lutas sociais da Diocese de Afogados da Ingazeira, ele comentou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionadas ao papa Papa Leão XIV.
Durante a entrevista, o religioso criticou as falas e destacou que o posicionamento do papa tem sido em defesa da paz e do diálogo entre as nações. Segundo ele, a mensagem cristã reforça a necessidade de entendimento e construção de uma convivência pacífica, especialmente em tempos de conflitos internacionais.
O padre também ressaltou que a Igreja Católica mantém uma postura contrária à guerra e ao uso de armas nucleares, defendendo caminhos de diálogo para a construção de uma paz duradoura.
“Nada surpreende quando vem da boca desse homem que está no posto tão importante de uma potência poderosa. O imperialismo norte-americano se mostrou sempre muito eficaz em fazer o que não se deve, praticando desordem e fazendo mal à humanidade. Só as pessoas que não têm consciência é que elogiam esse presidente”.
93% deles são de pequenos produtores, e o valor não passa de R$ 15 mil Quase 1 milhão de contratos de crédito foram contemplados com a decisão do governo federal de prorrogar por um ano a execução das dívidas dos produtores da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) por causa da seca. Essa […]
93% deles são de pequenos produtores, e o valor não passa de R$ 15 mil
Quase 1 milhão de contratos de crédito foram contemplados com a decisão do governo federal de prorrogar por um ano a execução das dívidas dos produtores da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) por causa da seca. Essa região compreende todos os estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, totalizando 1.989 municípios. O alongamento do prazo para pagamento favorece principalmente os pequenos agricultores com dívidas de até R$ 15 mil.
A medida, oficializada pela Medida Provisória 707, de 30 de dezembro de 2015, foi tomada com base em estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que vinha recebendo reivindicações do setor. Milhares de agricultores perderam sua capacidade de pagamento devido a sucessivas quedas de produção provocadas pela forte estiagem que atingiu a Região Nordeste nos últimos quatro anos.
De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, somente no Banco do Nordeste, 950 mil contratos de crédito – totalizando R$ 12,1 bilhões – estão irregulares, mas não poderão ser executados devido à prorrogação da Lei 12.844. O número total de operações regidas pela lei nesse banco é de 1,07 milhão, com estoque de R$ 14,5 bilhões. O Banco do Nordeste é a principal instituição de tomada de financiamento na região. A quantidade de contratos em outros bancos não é expressiva.
Na linha de crédito de até R$ 100 mil, 93% dos contratos contemplados são de até R$ 15 mil, o que evidencia que os maiores beneficiados com a prorrogação são os pequenos produtores do semiárido. O número representa 56% do estoque total dessa linha.
Segundo o secretário de Política Agrícola, André Nassar, os produtores que não liquidaram suas dívidas até 31 de dezembro de 2015 não poderão ser executados pelo banco ao longo deste ano. Isso, avalia, garantirá fôlego para que possam recuperar sua capacidade de pagamento.
“Nem os bancos nem o governo querem que os produtores sejam executados. Queremos solucionar o problema porque os agricultores estão inadimplentes devido à incapacidade de pagamento causada pela queda da produção”, diz o secretário. “Se o produtor acaba sendo executado, ele é alijado, tem que dar todas as suas garantias para pagar a dívida e acaba deixando de ser produtor.”
Saiba mais
A prorrogação da Lei 12.844 suspende por um ano o encaminhamento das operações de crédito rural para inscrição em dívida ativa e para cobrança judicial dos produtores. A medida provisória não representa perdão de débitos, mas ampliação do prazo para quitação, que venceria em 31 de dezembro de 2015.
Estão contempladas todas as operações de crédito (custeio, investimento e comercialização) de até R$ 100 mil contratadas até 31 de dezembro de 2006 na área da Sudene. Também estão incluídos os contratos de até R$ 200 mil com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE e FNO), fechados até 31 de dezembro de 2006.
A Justiça Eleitoral realizou, nesta terça-feira (17), a diplomação dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos nos municípios de Santa Terezinha, Brejinho e Itapetim, que integram a mesma zona eleitoral. A cerimônia foi conduzida pelo juiz eleitoral da comarca e aconteceu na Câmara de Vereadores de Itapetim. Todas as prestações de contas julgadas até o momento […]
A Justiça Eleitoral realizou, nesta terça-feira (17), a diplomação dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos nos municípios de Santa Terezinha, Brejinho e Itapetim, que integram a mesma zona eleitoral.
A cerimônia foi conduzida pelo juiz eleitoral da comarca e aconteceu na Câmara de Vereadores de Itapetim. Todas as prestações de contas julgadas até o momento foram aprovadas, garantindo a legalidade e transparência do processo eleitoral.
Em Itapetim, a prefeita eleita Aline Karina e o vice-prefeito Chico de Laura, ambos do PSB, foram diplomados após vencerem as eleições com 62,12% dos votos, o equivalente a 6.111 votos. Também receberam seus diplomas os nove vereadores eleitos. A solenidade contou com a presença do atual prefeito, Adelmo Moura, e do presidente da Câmara, Júnior de Diógenes, que prestigiaram o evento.
Vereadores diplomados em Itapetim:
Carlos Nunes – 694 votos
Cleúbia Enfermeira – 661 votos
Junio Moreira – 587 votos
Delegado Antônio – 559 votos
Niedson de Jordânia – 543 votos
Edilene Lopes – 539 votos
Alexandre de Cícero Eieco – 502 votos
Romão de Piedade – 476 votos
Mário José – 386 votos
Em Santa Terezinha, o prefeito Delson Lustosa e o vice-prefeito Dadá de Adeval foram diplomados para o mandato 2025-2028. Na ocasião, os nove vereadores eleitos também receberam seus diplomas.
Vereadores diplomados em Santa Terezinha:
Helder de Viana – 806 votos
Nôdo de Gregório – 625 votos
Dra. Valéria – 595 votos
Thales de Nôdo – 500 votos
Manoel Grampão – 490 votos
André de Afonsim – 403 votos
João Lucas – 345 votos
Júnior de Branco – 340 votos
Djacin Cabelin – 262 votos (eleito por média)
Já em Brejinho, o prefeito reeleito Gilson Bento e o vice-prefeito Naldo de Valdin, com expressivos 4.589 votos (72,2%), foram diplomados ao lado dos vereadores eleitos.
Vereadores diplomados em Brejinho:
Rossinei – 694 votos
Zan – 639 votos
Galeguinho do Milhão – 450 votos
Felipe de Naldo de Valdin – 441 votos
Tony de Zerivam – 410 votos
Ronaldo Delfino – 373 votos
Bizu Grampão – 373 votos
Lan de Zé Birro – 344 votos
Francisco de Vera – 323 votos (Erivan das Granjas obteve mais votos, mas sua coligação teve menos votos que a do Republicanos)
A diplomação é a etapa final do processo eleitoral, habilitando os eleitos a tomarem posse em janeiro de 2025. Com informações de Marcello Patriota.
Nos eventos sociais do fim de semana, destaque para o III Exponoivas, em comemoração aos 22 anos da Liplig Noivas, casa especializada em vestidos de noivas na cidade. Pela primeira vez o evento aconteceu na Praça Arruda Câmara e contou com empresas que atuam no setor. Para que se tenha uma ideia, o casamento tornou-se um mercado […]
Nos eventos sociais do fim de semana, destaque para o III Exponoivas, em comemoração aos 22 anos da Liplig Noivas, casa especializada em vestidos de noivas na cidade.
Pela primeira vez o evento aconteceu na Praça Arruda Câmara e contou com empresas que atuam no setor. Para que se tenha uma ideia, o casamento tornou-se um mercado promissor, que envolve 20 a 30 serviços distintos.
Dentre as empresas parceiras, WN Empreendimentos, Gráfica Asa Branca, Art’s Bolo Cris e Mô, Ana Lucia Buffet, Socorro Santos Cabeleireira, D’brindes, Studio ISO, Petrônio Filmagens, Júnior e Emanuel e Quarteto Cerimonial, Requinte Cerimonial, Floricultura Plafam, Salão Ellus e Centro Estético Carla Elionara.
Houve exposição de estandes temáticos, palestras, cursos, oficinas e o tradicional desfile oferecido pela Liplig Noivas. O renomado fotógrafo Fernando Siqueira realizou uma palestra para profissionais da área e para noivas.
Um dos pontos altos foi o casamento ao vivo. O casal sorteado, Jaciele Rodrigues da Silva Alves e Rodrigo Alves teve direito a o pré-wedding, cerimônia religiosa e recepção para os convidados, com fotos assinadas por Fernando Siqueira. O Padre Gilvan Bezerra formalizou a união.
Houve também a tradicional exposição de vestidos de noiva assinados por Eurides Mendes.
Segundo a organização, o evento foi um grande sucesso. Muita gente ligada ao seguimento aproveitou pra fazer bons negócios. Foi oportunidade também de mostrar que no interior também há muitos profissionais de qualidade na área.
Outros profissionais que trabalham com serviços relacionados a casamentos também expuseram seus trabalhos no evento.
Edson Silva* “Muitas vezes até os organizadores verificavam que os manifestantes não sabiam bem o nome do grande homem a festejar. Era uma lástima! Uma vergonha! Acontecia em certas ocasiões que um grupo gritava — Viva o doutor Clarindo! — o outro exclamava: — Viva o doutor Carlindo — e um terceiro expectorava — Viva […]
“Muitas vezes até os organizadores verificavam que os manifestantes não sabiam bem o nome do grande homem a festejar. Era uma lástima! Uma vergonha! Acontecia em certas ocasiões que um grupo gritava — Viva o doutor Clarindo! — o outro exclamava: — Viva o doutor Carlindo — e um terceiro expectorava — Viva o doutor Arlindo! — quando o verdadeiro nome do doutor era — Gracindo!
Para obviar tais inconvenientes, houve alguém que teve a idéia de “canalizar, de disciplinar” o entusiasmo do povo bruzundanguense, entusiasmo tão necessário às manifestações que lá há constantemente, e tão indispensáveis são ao fabrico de grandes homens que dirijam os destinos da grande e formosa República dos Estados Unidos da Bruzundanga” (BARRETO, Lima. A organização do entusiasmo. In: Os bruzundangas. Rio de Janeiro, 1923, p.55).
Eis as reflexões de Afonso Henriques Lima Barreto, negro (na época chamado de “mestiço”), carioca nascido em 13/05/1881. Neto de negros escravizados era filho de pais negros e pobres: um tipógrafo e uma professora. Órfão da mãe, teve que abandonar os estudos na faculdade de Engenharia para trabalhar e sustentar três irmãos mais novos, pois o pai alcoólatra teve os problemas mentais agravados.
Vivendo no contexto político conturbado dos primeiros anos da República quando ocorreram muitas disputas pelo poder, em textos publicados em jornais e revistas Lima Barreto fez uma crítica contundente e satírica das elites políticas e econômicas da época. Seu livro mais conhecido é Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), a história de um velho aposentado lutando para salvar o Brasil.
Por denunciar as injustiças sociais, a pobreza, a miséria e os preconceitos inclusive raciais, usando uma linguagem dura e crua em cônicas, contos e romances foi perseguido e seus escritos não foram aceitos. Lima Barreto viveu como os poucos recursos de um emprego público e foi duas vezes preterido em uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Internado no Hospício Nacional por duas vezes, tornou-se alcoólatra, com a saúde deteriorada morreu em 1922 de ataque cardíaco, pobre e esquecido. Suas obras só foram reconhecidas postumamente.
O trecho acima é do livro Os bruzundangas (1923), uma coletânea de crônicas onde Lima Barreto tratando de uma país imaginário a “República dos Estados Unidos da Bruzundanga”, satirizou o Brasil em sua organização social e política. As disputas das elites políticas pelo poder se arrastam na História do Brasil. Algumas situações são bastantes ilustrativas. Em 14 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca dormiu monarquista e no dia seguinte foi avisar ao Imperador D. Pedro II que a República tinha sido proclamada.
O que dizer do jornalista republicano Aristides Lobo quando no “Diário Popular” do Rio de Janeiro, escreveu “O povo assistiu àquilo bestializado”, sobre a reação popular com as mobilizações de tropas no dia 15/11/1889 ao pensarem ser uma parada militar?!
O que dizer de Antônio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro, em 1897 se declarando defensor da Monarquia, diante do poderoso latifundiário na região de Canudos/BA o Barão de Jeremoabo, um monarquista que rapidamente tornara-se republicano?!
Quais as lições da História para o momento em que vivemos?!
*Professor Titular de História da UFPE. Doutor em História Social pela UNICAMP. É professor de História no Centro de Educação/Col. de Aplicação-UFPE/Campi Recife. Leciona no PROFHISTÓRIA/UFPE e no Programa de Pós-Graduação em História/UFCG (Campina Grande-PB).
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