Estudo aponta que erros no Minha Casa, Minha Vida aumentam custos a longo prazo
Por Nill Júnior
Um estudo feito pelo Instituto Escolhas, divulgado nesta terça-feira (22), aponta que, após dez anos do lançamento do Minha Casa Minha Vida, o programa registra recordes de construção, mas repete os erros de concepção. É o caso, por exemplo, de empreendimentos distantes dos centros urbanos, com baixa oferta de emprego e longe dos serviços públicos.
Segundo o diretor do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão, foi gasto muito dinheiro com a construção desses empreendimentos. O principal ponto, que era dar condições dignas aos brasileiros, ficou em segundo plano. “Não se mudou esta dinâmica, ou seja, de deixar as pessoas afastadas dos grandes centros, onde existe o emprego, onde existe a infraestrutura, como água, saneamento, melhores condições de saúde e de educação, transformando a vida dessas pessoas, que precisam se deslocar diariamente de onde moram para onde trabalham e estudam, em um verdadeiro inferno; porque a gente sabe como são as condições de transporte, as filas dos hospitais, o desemprego.”
De acordo com ele, a economia que o poder público faz a curto prazo, ao construir habitação popular em áreas distantes e sem infraestrutura, provoca custos ainda maiores. “A crítica principal é que o programa, ao olhar só o preço do terreno, que é a decisão imediata que justifica levar as pessoas para longe, nas grandes cidades do Brasil, acaba sendo paga no dia-a-dia pelo sofrimento das famílias brasileiras. Portanto, a gente desperdiçou uma oportunidade, de usando o recurso público da sociedade brasileira, de fazer tudo diferente e melhor.”
Criado em 2009 pelo governo federal, o programa de habitação popular oferece condições de financiamento mais atrativas para as famílias de baixa renda. O intuito é facilitar o acesso à habitação, tanto em áreas urbanas como rurais. As faixas de financiamento e taxas de juros sobre as parcelas variam conforme a renda familiar e atendem famílias com renda de até R$ 7 mil.
Investigação foi dividida em 4: PT, PP, PMDB na Câmara e no Senado. Com fatiamento, total de políticos investigados passa de 39 para 66. Do G1 O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou hoje a divisão em quatro inquéritos da maior e principal investigação da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura […]
Investigação foi dividida em 4: PT, PP, PMDB na Câmara e no Senado.
Com fatiamento, total de políticos investigados passa de 39 para 66.
Do G1
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou hoje a divisão em quatro inquéritos da maior e principal investigação da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura se existiu uma organização criminosa, com a participação de políticos e empresários, para fraudar a Petrobras.
Com a decisão, tomada após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a ser alvo de um desses inquéritos, o que vai apurar a atuação do PT no esquema investigado. Outros políticos que também serão investigado são o deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O chamado “inquérito-mãe” da Lava Jato tinha oficialmente 39 investigados – a maioria do PP.
Agora, serão 66 investigados: o inquérito sobre o PP terá 30 investigados; o do PT, 12 investigados, entre eles o ex-presidente Lula; o do PMDB no Senado, nove; e o do PMDB na Câmara, 15.
Isso porque, apesar de ser um esquema amplo na Petrobras, as investigações apontam para existência de subesquemas na estatal, na qual cada partido dominava uma diretoria e atuava em desvios nos contratos de cada uma delas.
As investigações apontam que o PP atuava para desviar valores da Diretoria de Abastecimento. A partir daí, havia pagamento de propina a políticos do partido. Já o PT atuava nos contratos da Diretoria de Serviços, enquanto o PMDB tinha como foco desviar recursos da Diretoria Internacional, segundo as investigações.
Pedido de fatiamento – Ao pedir o fatiamento da maior e principal investigação da Operação Lava Jato, Janot afirmou que os partidos PP, PT e PMDB se organizaram internamente para cometer crimes contra a administração pública, Por isso, justificou o procurador, a apuração deve ser dividida para “melhor otimização do esforço investigativo”.
Para Janot, o pedido de divisão não muda o fato de que existiu “uma teia criminosa única” na estatal.
“Os elementos de informação que compõem o presente inquérito modularam um desenho de um grupo criminoso organizado único, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e outra em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes”, disse o procurador no pedido.
“Como destacado, alguns membros de determinadas agremiações organizaram-se internamente, valendo-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para cometimento de crimes contra a administração pública”, afirmou.
Janot considerou que o fatiamento vai racionalizar os trabalhos. “Com isso, poderá ser atribuída ordenação e organização das ações, melhor controle e percepção da realidade criminosa, melhor avaliação das hipóteses e racionalização dos meios a serem empregados durante os trabalhos.”
Lula – Com a decisão de Teori, Lula passa a ser investigado em dois inquéritos no STF, já que ele já era investigado por tentativa de obstrução à Justiça.
Além disso, o ex-presidente é réu na Justiça do Distrito Federal por tentativa de atrapalhar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e réu na Justiça do Paraná por suspeita de corrupção em razão da relação que mantinha com a construtora OAS.
Veja quem será investigado em cada um dos quatro novos inquéritos da Lava Jato:
Núcleo do PT (12 investigados)
– Antonio Palocci, ex-ministro
– Delcídio do Amaral (sem partido-MS), senador cassado
– Edinho Silva, ex-ministro e prefeito eleito de Araraquara (SP)
– Erenice Guerra, ex-ministra
– Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma
– Jaques Wagner, ex-governador da Bahia
– João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
– José Carlos Bumlai, pecuarista
– Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República
– Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula
– Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-ministro e ex-deputado
– Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras
Núcleo do PMDB da Câmara (15 investigados)
– Alexandre Santos (PMDB-RJ), ex-deputado federal
– Altineu Cortês (PMDB-RJ), deputado federal
– André Esteves, sócio do banco BTG Pactual
– André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara
– Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal
– Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), deputado federal
– Carlos Willian (PTC-MG), ex-deputado federal
– Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado e ex-presidente da Câmara
– Fernando Soares, conhecido como “Fernando Baiano”, lobista
– Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
– Lúcio Bolonha Funaro, doleiro
– João Magalhães (PMDB-MG), deputado estadual
– Manoel Júnior (PMDB-PB), deputado federal
– Nelson Bounier (PMDB-RJ), ex-deputado federal e prefeito de Nova Iguaçu (RJ)
– Solange Almeida, ex-deputada e prefeita de Rio Bonito (RJ)
Núcleo do PP (30 investigados)
– Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deputado federal e ex-ministro
– Aline Correa (PP-SP), ex-deputada federal
– Arthur Lira (PP-AL), deputado federal
– Benedito Lira (PP-AL), senador
– Carlos Magnos Ramos (PP-RO), ex-deputado federal
– Ciro Nogueira (PP-PI), senador
– Dilceu Sperafico (PP-PR), deputado federal
– Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal
– Gladson Cameli (PP-AC), senador
– Jerônimo Goergen (PP-RS), deputado federal
– João Pizzolatti (PP-SC), ex-deputado federal
– João Leão (PP-BA), vice-governador da Bahia
– José Linhares (PP-CE), ex-deputado federal
– José Otávio Germano (PP-RS), deputado federal
– Lázaro Botelho (PP-TO), deputado federal
– Luis Carlos Heinze (PP-RS), deputado federal
– Luiz Fernando Faria (PP-MG), deputado federal
– Nelson Meurer (PP-PR), deputado federal
– Renato Molling (PP-RS), deputado federal
– Roberto Balestra (PP-GO), deputado federal
– Roberto Britto (PP-BA), deputado federal
– Simão Sessim (PP-RJ), deputado federal
– Vilson Covatti (PP-RS), ex-deputado federal
– Waldir Maranhão (PP-MA), deputado federal
– Luiz Argolo (SD-BA), ex-deputado federal (era filiado ao PP)
– Pedro Correa (PP-PE), ex-deputado federal
– Mário Negromonte (PP-BA), ex-deputado federal e conselheiro do TCE-BA
– Missionário José Olímpio (DEM-SP), deputado federal (era filiado ao PP)
Márcia Conrado manteve estratégia de se ausentar dos últimos encontros Em 13 de novembro de 2020 Foi reconhecidamente de melhor nível e organização o “Último Debate”, apresentado pela Cultura FM na noite desta quinta (12) com candidatos à prefeitura de Serra Talhada. O encontro reuniu três dos quatro candidatos à Capital do Xaxado, Marquinhos Dantas […]
Márcia Conrado manteve estratégia de se ausentar dos últimos encontros
Em 13 de novembro de 2020
Foi reconhecidamente de melhor nível e organização o “Último Debate”, apresentado pela Cultura FM na noite desta quinta (12) com candidatos à prefeitura de Serra Talhada. O encontro reuniu três dos quatro candidatos à Capital do Xaxado, Marquinhos Dantas (PRTB), Socorro de Carlos Evandro (Avante) e Victor Oliveira (PR).
A candidata Márcia Conrado, do PT, manteve a mesma estratégia dos debates promovidos pelo Farol de Notícias e Vilabela FM e não compareceu, alegando motivos de agenda. Foi alvo dos três adversários pela ausência.
O momento mais curioso foi quando o candidato Marquinhos Dantas a chamou de “Márcia Corrida”. Nem o assessor de Victor Oliveira segurou-se e soltou uma gargalhada na plateia.
Apesar do episódio, a maior parte do Debate da Cultura teve bom nível dos candidatos. A emissora lançou a estratégia de convidar representantes de 30 instituições para acompanhar o encontro e ainda promoveu blocos com perguntas de representantes da CDL (Everaldo Melo), Sindicom (Chico Mourato) e CDI (Pedro Lira).
Pela imprensa, Guilherme Azevedo pelo Portal Nayn Neto, Juliana Lima pela Serra FM e Padre Josenildo Nunes (Rádio Pajeú) fizeram perguntas aos candidatos. Com isso o debate ficou mais propositivo e com menor margem para ataques que marcaram outros encontros.
Dentre os temas, Socorro prometeu ações para combate à criminalidade em Serra Talhada que dependam do município e defendeu o legado de Carlos Evandro. Marquinhos Dantas falou de políticas públicas para melhorar a infraestrutura do turismo na cidade e Victor Oliveira defendeu maior aplicação de recursos na saúde em detrimento dos atuais gastos com publicidade. Também disse ser a continuidade política de Inocêncio Oliveira.
O clima se manteve bem até o último bloco quando Victor atacou Carlos Evandro por não ser ficha limpa e ser obrigado a devolver R$ 300 mil por condenações. Ainda voltou a fazer referência ao “escândalo do bode e do peixe”. Socorro rebateu dizendo ser inverdade a condenação, que Carlos não disputou por questões clínicas e que Victor “era um menino que nem assumiu, já tinha várias condenações “.
Na última fala, sem dar detalhes, o candidato Victor ainda disse ter sido ameaçado.
O debate teve coordenação de Alysson Lima, produção e apresentação de Nill Júnior, Tony Alencar, Orlando Santos, Lailson Silva, Ranilson Clebson e Marina Ferraz. A assessoria jurídica foi do advogado Stefferson Nogueira.
A prefeita de Itapetim, Aline Karina, teve agenda movimentada no fim de semana. No sábado (22), a gestora iniciou o dia em uma reunião de alinhamento com os motoristas do transporte escolar da zona rural. O objetivo do encontro foi acertar os últimos detalhes para o início das aulas da rede municipal, que começaram nesta […]
A prefeita de Itapetim, Aline Karina, teve agenda movimentada no fim de semana.
No sábado (22), a gestora iniciou o dia em uma reunião de alinhamento com os motoristas do transporte escolar da zona rural. O objetivo do encontro foi acertar os últimos detalhes para o início das aulas da rede municipal, que começaram nesta segunda-feira (24). A prefeita destacou a importância da segurança e do bom atendimento aos estudantes.
À tarde, Aline esteve ao lado do prefeito Adelmo em uma reunião da Associação do Sítio Santo Antônio de Lima, onde aconteceu a eleição da nova diretoria da entidade. Em seguida, participou de outro encontro, dessa vez na Associação do Sítio Riacho Verde, onde a Prefeitura deu apoio para a aquisição de um birô e novas cadeiras, garantindo mais conforto e comodidade aos associados.
À noite, a chefe do executivo municipal esteve no Bloco Tarja Preta, que conta com total apoio da Prefeitura. O bloco é o esquenta para o Carnaverso 2025, que promete agitar Itapetim nos dias 1º e 2 de março. Na sequência, a prefeita acompanhou a posse do Padre Antônio Rogério na Paróquia São Judas Tadeu, em São José do Egito. Padre Rogério é filho de Itapetim.
Neste domingo (23), pela manhã, Aline se reuniu com os motoristas lotados na Secretaria de Gestão de Frotas, discutindo o planejamento com os profissionais que desempenham trabalho no transporte da população.
A Secretaria estadual de Saúde de Pernambuco desconsiderou a possibilidade de caso de ebola em Caruaru, no Agreste. Na manhã desta terça-feira (11), um homem deu entrada na Policlínica do Vassoural sentindo dores no corpo e febre. De acordo com o gestor da IV Gerência Regional de Saúde (Geres), Djair de Lima, o descarte ocorreu […]
A Secretaria estadual de Saúde de Pernambuco desconsiderou a possibilidade de caso de ebola em Caruaru, no Agreste. Na manhã desta terça-feira (11), um homem deu entrada na Policlínica do Vassoural sentindo dores no corpo e febre. De acordo com o gestor da IV Gerência Regional de Saúde (Geres), Djair de Lima, o descarte ocorreu “não por exames laboratoriais, mas devido aos critérios do protocolo clínico do Ministério da Saúde”, explica.
Ainda segundo ele, o paciente “veio de uma região onde não há registros de ebola e também não teria tido nenhum contato com pessoas infectadas”. O gestor também explicou ao G1 que o homem fez um exame que apontou resultado negativo para malária, uma das hipóteses.
“O exame foi feito por um biomédico sanitarista da IV Geres. Pretendemos transferir o paciente ainda hoje para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, que é referência em Infectologia. Lá ele deve realizar outros exames para identificar o tipo de doença”, diz.
O irmão do pequeno Omran, cuja foto com a cabeça ensanguentada e coberta de poeira deu a volta ao mundo, não resistiu aos ferimentos e faleceu, neste sábado (20) – anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). “Ali, de 10 anos, sucumbiu aos ferimentos neste sábado. Ele havia sido gravemente ferido no mesmo bombardeio […]
O irmão do pequeno Omran, cuja foto com a cabeça ensanguentada e coberta de poeira deu a volta ao mundo, não resistiu aos ferimentos e faleceu, neste sábado (20) – anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
“Ali, de 10 anos, sucumbiu aos ferimentos neste sábado. Ele havia sido gravemente ferido no mesmo bombardeio sofrido por Omran, em 17 de agosto, em Aleppo”, afirmou a ONG.
O Aleppo Media Center, um centro de jornalistas militantes, confirmou o óbito e postou o vídeo de um médico que atendeu a Ali e constatou seu falecimento. A imagem de Omran, um pequeno morador de Aleppo de 4 anos, ferido em um bombardeio aéreo, foi compartilhada por milhões de internautas e ocupou as primeiras páginas dos jornais do mundo todo.
Segundo Washington, representa o “verdadeiro rosto da guerra” na Síria, que deixou mais de 290.000 mortos desde março de 2011. Aleppo, no norte da Síria, é palco de intensos bombardeios e combates entre as tropas do regime de Bashar al-Assad e os rebeldes.
Ao menos 330 civis perderam a vida em Aleppo desde 31 de julho passado, quando os rebeldes lançaram uma ofensiva de grande envergadura para romper o cerco imposto pelo regime aos bairros do leste da cidade.
As crianças são as que mais sofrem com o conflito sírio. Segundo relatório recente da UNICEF, um terço das crianças na Síria só conheceram a guerra, crescendo em meio “à violência e ao medo”. No total, o conflito afeta 8,4 milhões de menores sírios, mais de 80% da população infantil do país, na Síria ou no exílio, segundo a UNICEF.
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