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Época revela caminho da propina da JBS para políticos

Por Nill Júnior
Do Congresso em Foco

Reportagem de capa da revista Época deste fim de semana diz ter tido acesso a provas sobre uma série de repasses do Grupo JBS (propina, caixa dois etc), por anos, a “centenas de políticos brasileiros”. Segundo a publicação, com menção “a documentos que expõem a compra sistemática” de nomes como o presidente Michel Temer (PMDB) e os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além de senadores como Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serrá (PSDB-SP) e ex-ministros como Guido Mantega e Antonio Palocci; apenas Temer recebeu R$ 22 milhões de maneira ilícita.

Intitulada “As provas da JBS”, a reportagem de capa remete a outra, como este site mostrou em 17 de junho, em que a mesma revista estampa como carro-chefe da edição uma entrevista exclusiva com Joesley Batista, dono da JBS. Um dos delatores da Operação Lava Jato e outros esquemas de corrupção, o empresário fala sobre sua relação com o poder nos últimos anos e diz que o peemedebista chefia “maior e mais perigosa” organização criminosa do Brasil. A delação premiada de Joesley, seu irmão Wesley e executivos da empresa resultou na denúncia de corrupção passiva contra Temer, cuja continuidade no Supremo Tribunal Federal (STF) está para ser votada por deputados a partir da próxima quarta-feira (2).

Na edição deste fim de semana, Época incia sua reportagem principal com o relato de episódio em que um dos operadores dos pagamentos de dinheiro ilícito para políticos hesita, mas efetua o repasse de R$ 1 milhão para Temer. O titubeio do funcionário da JBS, às voltas com a missão de entregar a encomenda ilícita, decorreu da desconfiança despertada na “figura inclemente de João Batista Lima Filho, o coronel faz-tudo de Temer”.

“Demilton de Castro e Florisvaldo de Oliveira estavam suando. No estacionamento da JBS em São Paulo, eles tentavam, sem sucesso, enfiar uma volumosa caixa de papelão num limitado porta-malas de Corolla. Plena segunda-feira e aquele sufoco logo cedo. Manobra para cá, manobra para lá, e nada de a caixa encaixar. Até que, num movimento feliz, ela deslizou. Eles conseguiram. Estavam prontos para desempenhar a tarefa a que Florisvaldo fora designado. E que ele tanto temia. Dez dias antes, Florisvaldo despencava até uma rua na Vila Madalena, também em São Paulo, para fazer uma espécie de ‘reconhecimento do local’ onde teria de entregar R$ 1 milhão em espécie.

Seu chefe, o lobista Ricardo Saud, havia encarregado Florisvaldo do delivery de propina para o então vice-presidente da República, Michel Temer. O funcionário, leal prestador de serviço e carregador de mala, não queria dar bola fora. Foi dar uma olhada em quem receberia a bufunfa. Ao subir as escadas do prediozinho de fachada espelhada, deu de frente com a figura inclemente de João Batista Lima Filho, o coronel faz-tudo de Temer. ‘Como é que você me aparece aqui sem o dinheiro?’, intimou o coronel. ‘Veio fazer reconhecimento de que, rapaz?’ Florisvaldo tremeu”, descreve a introdução do texto assinado pelo editor-chefe da revista, Diego Escosteguy.

A capa da revista já dá uma boa ideia do que o conteúdo da reportagem especial reserva. Cita, além dos R$ 22 milhões para Temer, “as notas frias da campanha presidencial de José Serra”; “os depósitos de US$ 1 milhão numa conta secreta indicada por Palocci”; “os extratos nos EUA da propina de Lula e Dilma no BNDES”; “os pagamentos de dinheiro vivo para ministros, parlamentares e o presidente do Senado”. Ainda segundo a matéria, um dos repasses clandestinos a Temer foi efetuado em dinheiro vivo em 1º de setembro de 2014, mês anterior à votação que o reelegeria, na chapa com Dilma, vice-presidente da República.

“A JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista, maior empresa do país, viria a gastar, ou investir, quase R$ 600 milhões naquela campanha. R$ 433 milhões em doações oficiais, R$ 145 milhões entre pagamentos a empresas indicadas por políticos e dinheiro vivo – tudo isso já com a Lava Jato na rua. […] Ou seja, havia uma relação de troca entre o dinheiro que  saía da empresa e o que o político fazia por ela – mesmo que essa troca, em alguns momentos, não fosse verbalizada, por tão corriqueira e natural num quadro de corrupção sistêmica. Havia, em muitos casos, uma relação de troca criminosa, que se tipifica como corrupção”, continua a reportagem, acrescentando que o Grupo JBS reuniu e se prepara para entregar às autoridades da Java Jato “formidável conjunto” de provas.

“Assim que a delação da JBS veio a público, em maio, a força irrefreável das provas contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, provas de crimes em andamento, assim como a crise política que se instalou imediatamente, escamoteou o poder igualmente destrutivo dos crimes pretéritos cometidos por executivos da JBS – e por centenas, talvez milhares, de políticos. As provas apresentadas foram largamente ignoradas. Como os delatores haviam fechado o acordo poucas semanas antes, a empresa ainda não tinha levantado tudo o que poderia e deveria, em termos de evidências para corroborar os crimes descritos nos anexos da colaboração. Agora, a um mês do prazo estipulado para entregar à Procuradoria-Geral da República todas as evidências necessárias, os delatores e a JBS já dispõem de um novo e formidável conjunto de documentos”, informa a publicação.

Leia a íntegra da reportagem de Época

Outras Notícias

Coluna do Domingão: direita já descartou Flávio

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1. A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou […]

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1.

A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou vencedor quem teve mais votos.

Antes, a carta já era chamada de “com teor golpista” e Flávio,  de “fugitivo”.

O Estadão publicou um editorial com o título “um golpista em Miami, um democrata em SP”. Outra frase explorada pelo The Guardian ridicularizou: “A carta de Flávio não vale a tinta deste jornal, mas não há como ignorar o constrangimento”.

Não existe almoço grátis. Como parte da imprensa hegemônica tem interesses muito evidentes e servem a setores como o mercado,  as grandes empresas,  os grandes empresários e suas apostas,  a ideia é ignorar Flávio para projetar um novo líder,  com o favorito Tarcísio de Freitas. Já entenderam que com os Bolsonaros, não dá mais.  À exceção de 2018, com Lula preso, não tem mais chances.

Outra leitura é do último ciclo Lula. A esquerda ainda não tem um nome competitivo. Assim, a equação é ignorar Flávio Bolsonaro,  projetar Tarcísio de Freitas e apostar no enfraquecimento do lulismo em 2030. É uma espécie de “passa rápido,  podemos aguentar”.

Certeza é de que para essa turma,  Flávio já foi descartado.

Tristeza

Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.

Modus operandi

Como em todos os episódios similares, o vídeo publicado por Gil Amaral,  a Gil da Padaria,  de Custódia,  recomendando não contratar petistas, a primeira reação foi tentar retirar o vídeo. Depois,  bem depois, fazer uma nota afirmando que “não foi bem assim” e pedindo desculpas.

Críticas à concessão 

O Deputado Federal Pedro Campos,  do PSB,  criticou a prorrogação da concessão dos serviços de água e esgoto pelo governo Raquel Lyra às empresas vencedoras. “O preço da privatização da COMPESA chegou! As empresas ainda não estão prontas para assumir os serviços e, como sempre, quem corre o risco de pagar essa conta duas vezes é o povo pernambucano!” – diz. Ele diz que a tarifa de água será aumentada em mais de 10% e a tabela de serviços, em mais de 600%.

Público x privado 

Pedro diz ainda que as empresas Aqua Pernambuco e Vita Sertão estariam exigindo que os trabalhadores do Estado sirvam à estrutura privada que já vai começar a cobrar as novas tarifas. A proposta,  diz,  foi apresentada no Conselho de Administração da Compesa. Outra denúncia é a de que a parte que ficou pública terá prejuízo de R$ 3 bi.

Uma coisa é uma coisa

A primeira dama de Tuparetama,  Roseane Gomes,  tem todo o direito de ser bolsonarista. O complicado é,  na defesa de sua posição,  usar uma fake news para descredibilizar o processo eleitoral. Importante lembrar, não há registros de questionamentos ao sistema quando seu marido,  o prefeito Diógenes Patriota,  foi eleito a dois anos.

O meme veio pronto

O vereador Luiz Abel, de Sertânia,  tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação,  foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia,  a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE,  bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.

Criador e criatura

Em Belo Jardim,  a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado,  coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve  70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.

Racha a vista?

Em Venturosa,  ao que tudo indica,  pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório,  o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.

Reunião

A ASSERPE,  Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro,  com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais,  CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.

Frase da semana:

“Eu devo essa eleição ao povo brasileiro”.

Do presidente reeleito,  Luiz Inácio Lula da Silva,  acrescentando que essa eleição “foi o povo que ganhou, foi a juventude que ganhou, foram as mulheres que ganharam, foram as pessoas idosas que foram votar”.

Defesa de Flávio Bolsonaro pede afastamento de Moraes de inquérito e quer André Mendonça como relator

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Os advogados também solicitaram que o caso seja transferido ao ministro André Mendonça. Segundo reportagem […]

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Os advogados também solicitaram que o caso seja transferido ao ministro André Mendonça.

Segundo reportagem da jornalista Carolina Linhares, publicada pela Folha de S.Paulo neste domingo (1º), os pedidos foram apresentados na sexta-feira (30) ao presidente do STF, Edson Fachin. A defesa protocolou três petições, que também incluem a solicitação de revogação das medidas cautelares impostas ao senador.

A investigação apura a suspeita de que Flávio e Willer mantinham uma sociedade indireta utilizada para lavagem de dinheiro, inclusive por meio de uma empresa de apostas.

Um dos principais argumentos da defesa para solicitar o afastamento de Moraes envolve supostas conexões entre o ministro, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e empresas relacionadas ao advogado Willer Tomaz e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

De acordo com a Folha, a Polícia Federal identificou uma viagem realizada em janeiro de 2025 por Flávio, sua esposa, duas filhas e Willer, em uma aeronave pertencente à empresa Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A.

A sociedade tinha participação de Willer Tomaz e de outras empresas, incluindo a Prime You, da qual Vorcaro foi sócio. Reportagens citadas pela defesa apontam que Moraes e sua esposa também utilizaram a mesma aeronave em viagens realizadas em 2025.

Os advogados argumentam que essas circunstâncias poderiam comprometer a imparcialidade do ministro, uma vez que a investigação poderá alcançar operações financeiras relacionadas a empresas com as quais ele e sua esposa teriam mantido vínculos.

A defesa solicita o reconhecimento do impedimento de Moraes ou, alternativamente, de sua suspeição. As alegações, entretanto, ainda dependem de análise judicial e não representam comprovação de irregularidade por parte do magistrado.

Outro argumento apresentado pelos advogados diz respeito à distribuição do inquérito. Segundo a defesa, a investigação deveria estar sob responsabilidade de André Mendonça porque parte das informações utilizadas na apuração teria origem em procedimentos relacionados às fraudes no INSS, dos quais o ministro já é relator.

Os representantes de Flávio sustentam que a conexão entre as investigações justificaria a redistribuição do processo, conforme as regras do STF.

A defesa também questiona a rapidez com que Moraes determinou medidas cautelares contra o senador após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.

Na ocasião, o ministro autorizou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, determinou a entrega de seu passaporte italiano e proibiu o contato entre o parlamentar e Willer Tomaz.

Os advogados pedem a revogação dessas restrições, argumentando que as decisões devem ser reexaminadas caso seja reconhecido o impedimento ou a suspeição de Moraes.

Flávio não entregou os documentos exigidos e deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina, seguindo posteriormente para os Estados Unidos.

Até a publicação da reportagem, não havia decisão divulgada pelo Supremo sobre os pedidos apresentados pela defesa. Alexandre de Moraes permanece responsável pelo inquérito.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Suplente de Flávio Bolsonaro se solidariza com fuga e descarta assumir vaga no Senado

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal. Marinho atribuiu a […]

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal.

Marinho atribuiu a saída de Flávio ao que considera uma perseguição contra o parlamentar. “Eu compreendo as razões dele para ter deixado o país diante das circunstâncias que ele está vivendo aqui, dessa perseguição que ele está vivendo aqui. Quero fazer um gesto de carinho para ele”, declarou.

Apesar da manifestação de apoio, o empresário afirmou que não pretende se movimentar politicamente para ocupar o mandato. Segundo a reportagem, Marinho não tem expectativa de assumir a vaga, mesmo diante da ausência de Flávio Bolsonaro do território brasileiro.

A saída do senador para os Estados Unidos ocorreu após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A mudança de país, entretanto, não provoca automaticamente a perda do mandato parlamentar.

Pelas regras do Senado, a perda do cargo por faltas depende do não comparecimento a um terço das sessões, ressalvadas as hipóteses previstas na Constituição. O senador também pode solicitar licença por até 120 dias, sem que isso implique necessariamente sua substituição.

Uma eventual cassação por quebra de decoro parlamentar exigiria a abertura de procedimento específico e deliberação do Senado. Para a perda do mandato nessa hipótese, são necessários pelo menos 41 votos, equivalentes à maioria absoluta dos 81 senadores.

Conforme a Veja, Flávio Bolsonaro continua identificado como senador em atividade no sistema oficial da Casa e deve permanecer recebendo o salário parlamentar de aproximadamente R$ 46,3 mil mensais, enquanto não houver alteração em sua situação funcional.

A relação de Paulo Marinho com a família Bolsonaro passou por diferentes momentos. Em 2018, o empresário cedeu sua residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para funcionar como comitê eleitoral de Jair Bolsonaro.

Posteriormente, houve um rompimento político. Nas eleições de 2022, Marinho declarou apoio a Lula, mas voltou a se aproximar da família Bolsonaro em 2024.

Nas eleições deste ano, seu filho, André Marinho (Novo), disputou o Governo do Rio de Janeiro e declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Paulo Marinho tem 74 anos e acumula atuação nos setores financeiro, naval e de comunicação.

Fonte: Veja
Foto: Reprodução

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“Escutem o que eu vou dizer: nenhum programa social será extinto nesse país”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato. A manifestação ocorreu após uma […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato.

A manifestação ocorreu após uma semana em que o presidente enfrentou dificuldades na voz e reduziu suas aparições públicas. Segundo Lula, nesse período, informações falsas sobre o futuro dos programas sociais voltaram a circular nas redes sociais.

“A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais”, declarou.

Em seguida, o presidente assegurou que não pretende extinguir benefícios existentes e apresentou a possibilidade de ampliar as políticas de assistência à população.

“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles programas que já estão”, afirmou.

As declarações ocorrem após a circulação de publicações falsas sobre supostos cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. Na última terça-feira (27), o governo federal já havia divulgado um comunicado esclarecendo que os dois programas continuam em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. As alegações também foram desmentidas por agências de checagem.

Lula também reafirmou os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. “Tudo aquilo que foi prometido na campanha, pode ficar certo que vai acontecer”, disse.

Na gravação, o presidente comentou sua recuperação vocal e informou que está melhor. Ele afirmou que passou a semana realizando cuidados para recuperar a voz e que pretende retomar suas atividades públicas.

O presidente aproveitou a mensagem para agradecer aos eleitores que participaram da eleição presidencial e aos apoiadores que se mobilizaram durante a campanha.

Lula disse ainda que deseja voltar a percorrer os estados brasileiros para agradecer pessoalmente à população pelo resultado eleitoral.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo em que Lula rebate as informações falsas, fala sobre os programas sociais e agradece aos eleitores.

 

Foto: Reprodução

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Marília Arraes pode deixar o PDT caso federação com o PSB seja aprovada

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas. A informação foi publicada inicialmente […]

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas.

A informação foi publicada inicialmente pelo Blog do Augusto César, que ouviu uma fonte próxima à senadora eleita. De acordo com o relato, Marília espera que o PDT considere outras alternativas de composição partidária, sem estabelecer uma federação com o PSB.

Entre as possibilidades mencionadas estão entendimentos com o PSDB, Avante e partidos que integram a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD. As alternativas ainda dependem de negociações entre as direções das legendas.

A resistência de Marília está relacionada às divergências políticas com o PSB em Pernambuco, especialmente com João Campos. Apesar de terem integrado a mesma chapa nas eleições de 2026, quando Marília foi eleita senadora e João acabou derrotado na disputa pelo Governo do Estado, as diferenças entre os grupos não teriam sido superadas.

Segundo a publicação, aliados da senadora avaliam que uma federação poderia ampliar a influência do PSB sobre as decisões partidárias e reduzir a autonomia política de Marília em futuras disputas eleitorais.

A posição da parlamentar também conta com o apoio do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, integrante do PDT. Embora tenha defendido anteriormente uma aproximação com o PSB, Wolney votou contra a proposta durante reunião da direção nacional da legenda, realizada na terça-feira (27).

Na ocasião, o PDT aprovou uma resolução autorizando sua Executiva Nacional a avançar nas negociações sobre federação, fusão ou incorporação com outras legendas. A preferência por uma composição com o PSB foi sinalizada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, mas a união ainda não foi formalizada.

As negociações devem avançar até janeiro de 2027. Para produzir efeitos na próxima legislatura, uma eventual federação precisará ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do início dos trabalhos do novo Congresso, em fevereiro.

Marília foi eleita senadora por Pernambuco com 2.325.127 votos e assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027. Caso decida mudar de partido depois da posse, não estará automaticamente sujeita à perda do mandato por infidelidade partidária, regra que não se aplica aos cargos eleitos pelo sistema majoritário.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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