De sexta a domingo a Unidade Hospitalar de Santa Terezinha Abre as portas, mas não tem nenhum médico para atender ao público. Daí toda demanda é enviada para o Hospital Regional de Afogados da Ingazeira.
Notícias que chegam de Santa Terezinha dão conta de que a Prefeitura atrasou o pagamento dos profissionais médicos e eles não querem mais atender nos finais de semana.
Após a divulgação de que o Nordeste recebeu apenas 3% dos novos benefícios do Bolsa Família enquanto o Sul e Sudeste responderam por 75%, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) decidiu dar entrada em um requerimento de convocação do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para prestar esclarecimentos ao Plenário da Câmara Federal. “É mais uma […]
Após a divulgação de que o Nordeste recebeu apenas 3% dos novos benefícios do Bolsa Família enquanto o Sul e Sudeste responderam por 75%, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) decidiu dar entrada em um requerimento de convocação do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para prestar esclarecimentos ao Plenário da Câmara Federal.
“É mais uma medida do governo que discrimina o Nordeste. É inadmissível que a região que mais precisa do programa seja a menos atendida”, critica Danilo Cabral.
Presidente das Frentes Parlamentares em Defesa do Nordeste e do Sistema Único de Assistência Social, o deputado ressalta que o Nordeste concentra o maior número de pessoas necessitadas e ainda desassistidas pelo programa. São 939,6 mil famílias em situação de extrema pobreza sem acesso ao Bolsa Família. Essas informações foram divulgadas em reportagem do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (5), como base em dados do Ministério da Cidadania.
Segundo a reportagem, em janeiro, houve a inclusão de 100 mil famílias no programa de distribuição de renda. Desse total, 45,7 mil foram do Sudeste; 29,3 mil do Sul; 15 mil do Centro-Oeste; 6,6 mil do Norte. O Nordeste recebeu 3 mil novos beneficiários.
“Estamos alertando para os cortes nos recursos das políticas sociais do governo desde o seu início – aliás, é um problema que ocorre deste a gestão do ex-presidente Michel Temer. Temos lutado pela recomposição do orçamento da área social, mas o governo tem caminhado na contramão”, critica Danilo Cabral. Ele cita que há restrições orçamentárias, além do Bolsa Família, no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nas ações da assistência social.
O Nordeste encerrou dezembro com 6,7 milhões pessoas cadastradas no Bolsa Família. Esse número representa 400 mil famílias a menos atendidas pelo programa em maio de 2018, que registrou um “pico” de cadastrados. Em Pernambuco, o Bolsa Família tinha em maio 1,2 milhão de famílias cadastradas. Em dezembro, eram 1,127 milhão de famílias cadastradas – 70 mil a menos, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social.
“Denunciamos a fila de espera para o cadastro do Bolsa Família em janeiro. No mês seguinte, acionamos a Procuradoria-Geral da República para adotar providências e, agora, percebemos que o problema pode ser ainda mais grave, com o governo privilegiando algumas regiões em detrimento de outras, afirma Danilo Cabral.
O pedido de convocação será apresentado no Plenário da Câmara. É prerrogativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia, pautar a matéria para ser analisada pelos deputados.
Segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, Pernambuco já vive uma epidemia de influenza, a H3N2, dentro da pandemia da covid-19. Representantes de 150 municípios, dentre eles prefeitos e prefeitas de todas as regiões do Estado, estiveram reunidos nesta sexta-feira (07/01), em assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), com a presença do governador […]
Segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, Pernambuco já vive uma epidemia de influenza, a H3N2, dentro da pandemia da covid-19.
Representantes de 150 municípios, dentre eles prefeitos e prefeitas de todas as regiões do Estado, estiveram reunidos nesta sexta-feira (07/01), em assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), com a presença do governador Paulo Câmara e do secretário de Saúde André Longo. Os gestores discutiram o atual cenário epidemiológico do Estado, provocado pelo surto de Influenza, H3N2, e as perspectivas sobre a variante ômicron.
Após a abertura da reunião pelo presidente da Amupe, José Patriota, o governador Paulo Câmara iniciou sua fala com a palavra “diálogo”. O chefe do executivo estadual destacou a importância do planejamento entre municípios e o governo do estado para combater os efeitos da nova gripe e da nova variante. O secretário estadual de Saúde, André Longo, explicou aos gestores municipais os atuais dados sanitários em Pernambuco.
Segundo Longo, Pernambuco já vive uma epidemia de influenza, a H3N2, dentro da pandemia da covid-19. “Hoje, percebemos uma maior circulação de H3N2 do que de covid-19. É bem possível que, daqui um curto tempo, a variante omicron seja a cepa predominante em Pernambuco, segundo um estudo da Fiocruz Pernambuco que vamos receber hoje. Desde já, estamos em um movimento contínuo de abertura de leitos em todas as macrorregiões e contamos com os municípios para traçar ações de combate em parceria, queremos o envolvimento de todos os gestores”, disse o secretário.
André Longo voltou a recomendar o uso de máscara, testagem da população e pediu que os municípios reforçassem a busca ativa para vacinar as pessoas com mais de 60 anos com a dose de reforço. “São as pessoas mais vulneráveis à ômicron. São mais de 500 mil pernambucanos que ainda não tomaram a dose de reforço. Precisamos fortalecer esse processo de vacinação para reduzir os impactos da nova variante aqui em Pernambuco”, argumentou.
O procurador Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) Paulo Augusto, colocou o Ministério à disposição dos municípios pernambucanos para coibir práticas negacionistas no tocante à pandemia, como discursos contra o uso de máscaras e que colocam em xeque a eficiência da vacinação em massa, necessária para o controle da pandemia. O procurador também recomendou aos municípios a atualização do Plano de Contingenciamento da covid-19.
Na oportunidade, os gestores municipais demonstraram preocupação com a situação atual, provocada principalmente pelo vírus da Influenza, que levou o governo do Estado a convocar mais uma reunião para a próxima segunda-feira (10/01). Para o governador Paulo Câmara, essa preocupação é legítima. “Os prefeitos acompanham o dia a dia, estão na ponta. Nessa reunião de segunda-feira, nós precisamos ter medidas a serem aplicadas a partir de janeiro. Temos o movimento atual mais forte da influenza, que deve ter um ciclo menor, mas também estamos observando o avanço da variante ômicron”, frisou.
Segundo o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, a Associação estará de prontidão junto aos municípios para dar o devido subsídio a cada situação. “Algumas cidades já começam a relatar falta de insumos básicos, como a dipirona. Mas o governador Paulo Câmara já anunciou que o Estado estará junto às prefeituras para amenizar os impactos provocados por este surto de Influenza que estamos vivenciando”, completou Patriota.
O Campus do IFPE em Afogados da Ingazeira lançou a edição 2021 do Manual do Estudante para Aulas Remotas. O material foi elaborado pela Direção de Ensino e Gestão Pedagógica do Campus, baseado nas diretrizes institucionais e está sendo encaminhado aos/as estudantes novatos/as e veteranos/as. O documento traz um passo a passo para o acesso […]
O Campus do IFPE em Afogados da Ingazeira lançou a edição 2021 do Manual do Estudante para Aulas Remotas.
O material foi elaborado pela Direção de Ensino e Gestão Pedagógica do Campus, baseado nas diretrizes institucionais e está sendo encaminhado aos/as estudantes novatos/as e veteranos/as.
O documento traz um passo a passo para o acesso às salas de aula do Google Classroom e reúne ainda sugestões de ferramentas, aplicativos, programas e sites interativos para a nova realidade de distanciamento social imposta pela pandemia.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de seu representante titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Camaragibe, bem como dos promotores designados para atuar no presente caso pelo Grupo de Atuação Conjunta Especial (GACE) Controle Externo ofereceram denúncia contra Fábio Roberto Rufino da Silva, Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, João Thiago Aureliano […]
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de seu representante titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Camaragibe, bem como dos promotores designados para atuar no presente caso pelo Grupo de Atuação Conjunta Especial (GACE) Controle Externo ofereceram denúncia contra Fábio Roberto Rufino da Silva, Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, João Thiago Aureliano Pedrosa Soares, Paulo Henrique Ferreira Dias, Leilane Barbosa Albuquerque, Emanuel de Souza Rocha Júnior, Dorival Alves Cabral Filho, Fábio Júnior de Oliveira Borba, Diego Galdino Gomes, Janecleia Izabel Barbosa da Silva, Eduardo de Araújo Silva e Cesar Augusto da Silva Roseno, pelos homicídios de Amerson Juliano da Silva, Agata Ayanne da Silva e Apuynã Lucas da Silva.
A denúncia relata que os acusados, na madrugada do dia 15 de setembro de 2023, agindo em conjunção de esforços e com unidade de desígnios, mataram as vítimas a tiros, por motivo torpe de vingança, em uma emboscada, o que não deu a elas chance de defesa.
Um dia antes, durante abordagem realizada por guarnição da Polícia Militar de Pernambuco, no bairro de Tabatinga, em Camaragibe, ocorreu um confronto entre os policiais e Alex da Silva Barbosa, conhecido como Alex Samurai. Na troca de tiros, ficaram feridos e morreram dois PMs. A partir daí, diversos policiais se deslocaram até Tabatinga, sob o comando, instrução e monitoramento de oficiais da Polícia Militar, onde iniciaram uma caçada a Alex e a parentes deste, com claro intuito homicida, em vingança pela morte dos colegas.
As três vítimas da madrugada do dia 15 de setembro de 2023 são irmãos de Alex, citados na denúncia. Os PMs também arrebataram de suas respectivas residências e mataram Maria José Pereira da Silva e Maria Nathália Campelo do Nascimento, respectivamente mãe e esposa de Alex, sendo este duplo homicídio objeto de outro inquérito.
O texto da denúncia ainda conta como se deu o planejamento dos assassinatos e a ação de conclusão deles.
Foto: Dida Sampaio/Estadão Por André Luis – Jornalista do blog O Congresso Nacional, cada vez mais alheio às reais necessidades do povo brasileiro, ensaia nesta semana mais um capítulo de descolamento completo da realidade: a possível aprovação do Projeto de Lei Complementar 177/2023, que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais. Isso […]
O Congresso Nacional, cada vez mais alheio às reais necessidades do povo brasileiro, ensaia nesta semana mais um capítulo de descolamento completo da realidade: a possível aprovação do Projeto de Lei Complementar 177/2023, que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais. Isso mesmo — em plena crise fiscal, com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para pagar o básico, o Legislativo quer aumentar a própria estrutura. É o retrato fiel do pior Congresso da história republicana.
A justificativa apresentada beira o cinismo: o crescimento populacional de alguns estados exigiria um “ajuste proporcional” das cadeiras. Mas, ao invés de corrigir distorções com responsabilidade — redistribuindo as vagas já existentes — a escolha foi por inflar a máquina pública. Nenhum estado perderá representantes; ao contrário, nove ganharão. Traduzindo: mais deputados, mais assessores, mais verba de gabinete, mais auxílio, mais aposentadoria especial. Mais custo para o povo.
Tudo isso sob a desculpa de que a Constituição impõe critérios proporcionais de representação. Mas a própria Carta também estabelece um mínimo e um máximo de cadeiras por estado. O problema não está na Constituição — está na má-fé de quem legisla em benefício próprio.
Enquanto isso, o Brasil real agoniza. A saúde pública está sucateada. A educação básica é um desafio diário para professores e estudantes. O saneamento básico ainda não chegou para milhões de brasileiros. A fome ainda é realidade para muitas famílias. Mas a prioridade do Congresso é garantir mais cadeiras para a próxima legislatura — em vez de diminuir custos, aumentar eficiência ou, ao menos, respeitar a inteligência do eleitor.
Os deputados articulam nos bastidores para aprovar o projeto em regime de urgência antes do prazo final imposto pelo STF, que determinou a revisão da proporcionalidade com base no último Censo. O STF, aliás, apenas cumpriu seu papel. Quem não cumpre o seu é o Legislativo, que distorce a decisão para ampliar privilégios.
O Brasil não precisa de mais deputados. Precisa de deputados melhores — e, preferencialmente, menos. Precisa de parlamentares conectados com a vida das pessoas, e não com os próprios gabinetes refrigerados. Este Congresso, infelizmente, é o mais fisiológico, improdutivo e desconectado dos últimos tempos. Trabalha por emendas, cargos e influência — não pelo bem comum.
O povo brasileiro já entendeu isso. Falta agora a classe política entender que sua crise não é de representação demográfica. É de representação moral. E que o aumento que o país clama hoje não é no número de deputados, mas no número de compromissos reais com a justiça social, a responsabilidade fiscal e a ética pública. Coisa rara de se ver nos corredores de Brasília.
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