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Em Irajaí, prefeito inaugura o Centro de Convivência Diógenes Arruda Câmara

Por Nill Júnior

Na manhã desta sexta feira, o prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, juntamente com o Presidente da Câmara, Chico Torres, além de vereadores, inauguraram o Centro de Convivência Diógenes Arruda Câmara, no prédio da antiga estação do distrito.

Participaram ainda os vereadores Neguinho de Irajaí, Fábio Torres, Lequinho, Jorge Soldado e Tenente, nomes da equipe de governo e populares de Irajaí.

A obra foi responsabilidade do Arquiteto restaurador Ronaldo Câmara. “Fez um lindo trabalho que muito vai servir à população de Irajaí”, disse Zeinha Torres em sua rede social.

O homenageado foi  deputado federal por São Paulo em 1947 pelo Partido Social Progressista (PSP), o que permitiu escapar da cassação de mandatos após o cancelamento do registro do PCB. Foi também diretor da Problemas, revista mensal de cultura política do partido.

É uma referência histórica mundial do PCdoB, Partido Comunista do Brasil. Vítima da ditadura,  foi preso em 1968 e torturado no DOPS e CENIMAR.

Foi liberado em 21 de março de 1972. Exilou-se no Chile presidido por Salvador Allende, na Argentina em 1973 e depois na França em 1974. A casa dele em Paris era ponto de encontro de exilados brasileiros. Entre 1978 e 1979, atuou na organização da 7ª Conferência Nacional do partido, realizada fora do Brasil.

Com a Lei da anistia, retornou à pátria em outubro de 1979, porém faleceu logo em seguida, em 25 de novembro do mesmo ano, durante a recepção a João Amazonas, vindo do exterior para o aeroporto de Congonhas, em SP. Ainda no automóvel que o levaria ao ato político em homenagem ao dirigente histórico do PCdoB, Diógenes Arruda Câmara começou a passar mal e faleceu.

Outras Notícias

Carlos Veras encaminha à sanção reconhecimento de Dom Hélder como Herói da Pátria

O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) anunciou que encaminhou à sanção presidencial o Projeto de Lei nº 3.716/2023, que inscreve o nome de Dom Hélder Pessoa Câmara no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O parlamentar, que exerce a função de 1º Secretário da Câmara dos Deputados, destacou a importância do reconhecimento a um […]

O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) anunciou que encaminhou à sanção presidencial o Projeto de Lei nº 3.716/2023, que inscreve o nome de Dom Hélder Pessoa Câmara no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

O parlamentar, que exerce a função de 1º Secretário da Câmara dos Deputados, destacou a importância do reconhecimento a um dos maiores símbolos da luta por justiça social no Brasil.

“Dom Hélder foi e continua sendo um farol de esperança, coragem e compromisso com os mais pobres. Sua trajetória marcou profundamente a história do Brasil e segue inspirando gerações na luta por justiça e dignidade”, afirmou Veras.

Com a sanção, o nome do arcebispo emérito de Olinda e Recife passará a figurar no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, espaço dedicado a homenagear personalidades que contribuíram de forma decisiva para o país.

Dom Hélder Câmara (1909–1999) foi reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa dos direitos humanos e pela postura firme contra a ditadura militar. Conhecido como o “Dom da Paz”, tornou-se uma das vozes mais influentes da Igreja Católica na América Latina, defendendo causas sociais e a opção preferencial pelos pobres.

Segundo Carlos Veras, o registro de Dom Hélder entre os heróis nacionais é “uma celebração à fé como instrumento de transformação social e à força do povo nordestino”.

Pacheco lê requerimento para criação da CPMI dos atos de 8 de janeiro

O presidente Rodrigo Pacheco leu na sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira (26) o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os ataques às sedes dos três Poderes ocorridos em 8 de janeiro deste ano. O requerimento foi enviado à publicação. Pacheco solicitou às lideranças partidárias que indiquem os nomes […]

O presidente Rodrigo Pacheco leu na sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira (26) o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os ataques às sedes dos três Poderes ocorridos em 8 de janeiro deste ano.

O requerimento foi enviado à publicação. Pacheco solicitou às lideranças partidárias que indiquem os nomes dos membros para integrarem a CPMI.

O colegiado do Congresso, proposto por parlamentares de oposição, será formado por 16 deputados e 16 senadores titulares e terá duração de até seis meses. Durante os atos golpistas, bolsonaristas radicais invadiram os prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) e destruíram móveis, equipamentos de trabalho e vidraças, além de danificar diversas obras de arte.

Entre as próximas etapas estão a indicação dos integrantes pelos líderes partidários e a instalação da comissão, para que as reuniões possam acontecer. Os trabalhos de CPIs podem durar 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias – isto é, a comissão pode durar até seis meses.

Partidos da base aliada do governo e da oposição poderão fazer indicações, conforme o tamanho dos blocos. A disputa geralmente se dá em torno da presidência da CPI e da relatoria. Os nomes ainda deverão ser definidos. A CPI pode aprovar a quebra de sigilos de investigados e pedir, ao final dos trabalhos, o indiciamento desses investigados.

Governistas rejeitam emenda de Humberto e incluem menores no Sistema Único de Segurança Pública

Com a justificativa de acelerar a tramitação de um projeto para dar uma resposta à sociedade numa área sensível, a base governista conseguiu aprovar, sem alterações, nessa quarta-feira (16), a proposta de criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O texto incluiu no Susp o sistema socioeducativo, voltado à ressocialização de crianças e adolescentes, […]

Foto: Roberto Stuckert Filho

Com a justificativa de acelerar a tramitação de um projeto para dar uma resposta à sociedade numa área sensível, a base governista conseguiu aprovar, sem alterações, nessa quarta-feira (16), a proposta de criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O texto incluiu no Susp o sistema socioeducativo, voltado à ressocialização de crianças e adolescentes, medida que foi criticada pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Aprovada no mesmo dia pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado, algo incomum para uma proposta dessa natureza, a matéria seguiu para sanção presidencial. Os senadores chegaram a votar emenda proposta por Humberto que previa a retirada do sistema socioeducativo do Susp. Porém, a sugestão foi rejeitada pelos governistas.

Segundo Humberto, a criação do Susp é fundamental para integrar as ações de prefeituras, governos estaduais e governo federal e sociedade civil, mas o sistema dirigido para menores deveria ser tratado à parte. Ele explica que é um erro incluir os agentes socioeducativos no Susp, já que eles são regidos atualmente pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

Para o senador, os princípios e regras gerais aplicados a jovens infratores estão consagrados no Estatuto da Criança e do Adolescente, sob o enfoque diferenciado dos direitos humanos. “Precisamos estabelecer a diferença crucial do que é o sistema socioeducativo e o que é o sistema de segurança pública. A questão dos menores infratores não deveria ser tratada no âmbito do sistema de segurança pública, mas ligada ao Ministério dos Direitos Humanos ou até da Educação”, comentou.

O parlamentar acredita que é necessário criar condições para os jovens terem perspectivas de futuro, com ações que visem algo além de punição. “Hoje, o país está matando nossos menores de idade e não os está recuperando”, ressaltou.

O líder da Oposição também avalia que é impossível enfrentar o problema da violência, das condições de segurança pública, se a sociedade civil não for incorporada no debate. “Isso para que a gente não reproduza preconceitos, como a ideia de que temos de armar as pessoas ou de responder violência com violência”, afirmou.

Humberto lembrou que o projeto, enviado ao Congresso em 2012 pela então presidenta Dilma Roussef, ficou anos parado na Câmara e só teve iniciada a sua tramitação no ano passado, quando o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) incluiu tal mudança no texto, como relator.

Para além de instituir o Susp, o projeto cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, prevista para durar dez anos, tendo como ponto de partida a atuação conjunta dos órgãos de segurança e defesa social da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, em articulação com a sociedade.

O projeto ainda prevê medidas de valorização dos profissionais de segurança; mecanismos de controle social com a participação popular; e o estímulo à articulação e ao compartilhamento de informações, bem como a integração dos órgãos de segurança e de inteligência.

“Enquanto a oposição faz campanha, governadora entrega obras”, diz Luciano Bonfim

Em entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú nesta sexta-feira (27), o prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim (PSD), falou abertamente sobre sua recente recuperação de uma cirurgia cardíaca que o afastou temporariamente da prefeitura. O gestor revelou que, embora o procedimento fosse considerado simples, enfrentou complicações metabólicas que o mantiveram 27 dias internados, sendo […]

Em entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú nesta sexta-feira (27), o prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim (PSD), falou abertamente sobre sua recente recuperação de uma cirurgia cardíaca que o afastou temporariamente da prefeitura.

O gestor revelou que, embora o procedimento fosse considerado simples, enfrentou complicações metabólicas que o mantiveram 27 dias internados, sendo 17 na UTI.

“Perdi sete quilos e meio, mas graças a Deus estou totalmente recuperado”, afirmou. Durante sua ausência, Bonfim manteve contato com a vice-governadora Priscila Krause para coordenar a resposta às fortes chuvas que causaram R$ 650 mil em prejuízos ao município, com a Defesa Civil do Estado enviando máquinas para ajudar na recuperação.

Sobre as obras em andamento, o prefeito destacou a importância da licitação para o recapeamento da Estrada do Brocotó, que deve ocorrer até o final de julho, conforme compromisso assumido pela governadora Raquel Lyra. Ele lembrou que a via foi originalmente construída em seu primeiro mandato, em 2001, e agora passa por renovação. Bonfim também anunciou a instalação de uma fonte luminosa no Açude João Barbosa Citônio, no valor de R$ 350 mil, que será inaugurada em 19 de julho, além de uma obra de R$ 1,2 milhão para revitalizar a orla do açude, viabilizada através de emenda do deputado Valdemar Oliveira.

No campo político, o prefeito avaliou que a disputa entre Raquel Lyra e João Campos em 2026 será acirrada. “Não acredito em vitória fácil para nenhum dos lados. Raquel tem trabalhado muito, mas o PSB é forte”, ponderou. 

Bonfim também destacou a parceria com a governadora. “Raquel Lyra tem sido uma parceira fundamental para Triunfo. Cumpriu todas as promessas, desde a licitação da Estrada do Brocotó até os investimentos no nosso Festival de Inverno. Enquanto muitos falam em campanha, ela entrega obras e resultados concretos para nossa região”

Ele ressaltou que, embora tenha parte de sua base aliada ao PSB em Triunfo, seu grupo permanece leal ao PSD. Sobre a sucessão municipal em 2028, Bonfim evitou especular nomes, afirmando que é cedo para discussões, mas garantiu que seu grupo tem alternativas qualificadas.

Bonfim também abordou os desafios de conciliar crescimento urbano com a preservação do patrimônio histórico de Triunfo. Ele explicou que o plano diretor do município restringe construções no centro a um único pavimento e que a Fundarpe realizará uma semana de debates sobre preservação do casario colonial, principal atrativo turístico da cidade. 

“Embargamos qualquer obra irregular. Não podemos perder nossa identidade”, afirmou. Quanto ao abastecimento de água, o prefeito reconheceu que a Adutora do Pajeú melhorou significativamente a situação, mas destacou que bairros periféricos como o Nova Baixa Verde, que ainda necessita de investimentos em rede de distribuição. No distrito de Canaã, ele citou a recente entrega de uma creche para 180 crianças e a pavimentação de diversas ruas como exemplos da atenção dada à localidade.

Líderes de rebelião em Manaus vão para presídios federais, diz ministro

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (2), em Manaus, que os líderes das facções que comandaram os ataques que deixaram 56 mortos no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) serão transferidos para presídios federais assim que forem identificados. “Tem uma força-tarefa trabalhando para que, num rápido espaço de […]

Corpos de presos mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim
Corpos de presos mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (2), em Manaus, que os líderes das facções que comandaram os ataques que deixaram 56 mortos no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) serão transferidos para presídios federais assim que forem identificados.

“Tem uma força-tarefa trabalhando para que, num rápido espaço de tempo e dentro da lei, possamos apresentar ao Ministério da Justiça o nome dos presos que têm que sair daqui e serem transferidos para presídios de segurança máxima. E que possamos fazer o trabalho que precisamos fazer dentro das penitenciárias”, disse.

O ministro informou ainda que o governo federal liberou na semana passada, e o governo do Amazonas já tem em caixa, R$ 45 milhões para a criação de 5.830 novas vagas no sistema penitenciário do Estado e para aquisição de equipamentos de infraestrutura, armamento e scaners de revista pessoal.

A entrevista foi concedida no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) e contou também com a participação do governador do Amazonas, José Melo (Pros).

No domingo (1º), uma rebelião que, segundo o governo do Amazonas, é resultado de uma guerra entre as facções Família do Norte e PCC (Primeiro Comando da Capital) por disputa por espaço no tráfico de entorpecentes no Estado, terminou com a morte de 56 presos e fuga de outros 184, dos quais, 136 ainda estariam foragidos. Uma segunda rebelião terminou com a morte de outros quatro presos, totalizando 60 mortes. O massacre é o maior em um presídio brasileiro desde o ocorrido no Carandiru.

O ministro e o governador disseram que, por ora, não será necessário o envio de tropas da Força Nacional para Manaus. O caso tem repercussão internacional.