Destaque, Notícias

Coluna do domingão: o delírio expansionista de Trump

Por André Luis

O delírio expansionista de Trump: o mundo na ante-sala da barbárie

Por André Luis – Editor executivo do blog

O mundo assiste, atônito e em transe, ao que pode ser o capítulo final da diplomacia como a conhecemos. Donald Trump não é mais apenas um político isolacionista com tiques autoritários; ele se transformou em uma ameaça existencial à soberania das nações e à própria sobrevivência da espécie. Ao avançar sobre a Venezuela, cobiçar a Groenlândia e tratar o Canadá como um anexo imobiliário, Trump não está apenas “fazendo a América grande novamente” — ele está pavimentando o caminho para a Terceira Guerra Mundial.

A invasão da Venezuela e o sequestro de suas reservas de petróleo sob o pretexto de “combate ao crime” é o maior ato de pirataria estatal do século XXI. É um recado direto ao Brasil e ao Sul Global: para o trumpismo, a soberania é um detalhe irrelevante diante da ganância energética. Se hoje ele atropela Caracas pelo óleo, o que impedirá que amanhã ele decida “administrar” a Amazônia brasileira ou o nosso Pré-sal em nome da “segurança hemisférica”?

As sandices não param na Venezuela. A obsessão pela Groenlândia e a retórica de anexação do Canadá mostram um líder que rompeu com a realidade. Ao ignorar as fronteiras de aliados históricos da OTAN, Trump estica a corda com a Europa e a Rússia a um ponto de ruptura sem volta. O mundo não é um tabuleiro de Monopoly, mas na mente de um narcisista com acesso a códigos nucleares, a diferença entre um negócio imobiliário e um bombardeio estratégico parece ter desaparecido.

Para o Brasil, o impacto é devastador. Além da desestabilização econômica regional, que joga o câmbio e os mercados em um abismo de incertezas, sofremos a pressão de uma nova “Guerra Fria” — desta vez muito mais quente e imprevisível. A economia brasileira, que busca o equilíbrio e o desenvolvimento sustentável, é refém de um protecionismo agressivo que usa tarifas e canhões como argumentos de venda.

O que estamos vendo é a morte do direito internacional. Se o mundo não frear Trump agora, o próximo som que ouviremos não será o de um martelo de leilão, mas o de uma explosão global.

Não se enganem: o fascismo de mercado de Trump é o combustível perfeito para um conflito em escala mundial. Ao desrespeitar tratados e humilhar nações soberanas, ele empurra potências nucleares rivais para um canto onde a única resposta é a retaliação.

Defender a democracia brasileira e a soberania do nosso povo hoje significa, necessariamente, denunciar o banditismo geopolítico que emana da Casa Branca. O silêncio diante dessas atrocidades não é neutralidade; é cumplicidade com o caos. Se a comunidade internacional não reagir com dureza extrema, a história não será escrita pelos vencedores — porque, em uma terceira guerra mundial provocada por delírios expansionistas, não sobrará ninguém para segurar a caneta.

Vassalagem explícita

Seguindo o roteiro do irmão e do pai, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não economizou na retórica golpista. Ao comemorar o sequestro de Nicolás Maduro por forças americanas, o senador sinalizou que o Brasil deveria ser o próximo alvo. Em suas redes, Flávio associou o atual governo brasileiro ao “tráfico internacional” e ao “terrorismo”, fornecendo a narrativa exata que Trump utiliza para justificar intervenções militares sob o pretexto de “segurança hemisférica”.

O cavalo de troia legislativo

O perigo reside também nas letras miúdas das leis. O PL 1283/2025, que tem Nikolas Ferreira como uma de suas figuras centrais na articulação, busca classificar organizações criminosas brasileiras como “grupos terroristas”. Na prática, isso cria o tapete vermelho jurídico para que Trump ordene operações militares em solo brasileiro — como bombardeios ou incursões em comunidades — sem passar pelo Congresso Nacional, sob a desculpa de “ajuda no combate ao crime”.

Crime de lesa-pátria

A resposta institucional começou a se desenhar. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira por apologia ao crime de golpe de Estado. “Ambos fizeram um juramento pelo país, mas propõem que os Estados Unidos ataquem a nossa soberania”, afirmou a parlamentar. O uso de cargos públicos para incitar invasões estrangeiras pode levar à cassação e prisão dos envolvidos.

A Reação das Forças Armadas Brasileiras

O Alto Comando militar brasileiro tem demonstrado profunda preocupação com a fragilidade da aliança com os EUA. Analistas de defesa apontam que o Brasil enfrenta um “risco existencial” e que a vulnerabilidade militar se tornou crítica diante de uma superpotência agressiva. O governo Lula respondeu atualizando a Estratégia Nacional de Defesa (Decreto nº 12.725/2025) para reforçar a necessidade de dissuasão e repelir ameaças externas à soberania.

Dobradinha à vista

O cenário político de Afogados da Ingazeira começa a se movimentar com a confirmação de uma aliança estratégica no partido Novo para o pleito de 2026. Em conversa com a nossa redação, Junior Santiago confirmou que está “fechado” com o policial militar Nelsinho para uma dobradinha que visa cadeiras na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara Federal.

A estratégia da farda e do bastidor

Nelsinho, que atua como policial militar, aparece como o nome de “100% de certeza” para disputar uma vaga de deputado federal. Devido às restrições da sua função ativa na PM, sua pré-campanha tem sido cautelosa, focando em temas como segurança e empreendedorismo para evitar sanções disciplinares. No entanto, o entusiasmo nos bastidores é grande. “Fui recepcionado bem pelo Novo, o pessoal teve um interesse real”, afirmou Nelsinho em conversa com a Coluna.

Já Júnior Santiago, nome conhecido na política local e que já disputou eleições anteriores pelo partido, deve assumir a pré-candidatura a deputado estadual. Santiago admite que a decisão partiu de um pedido do próprio Nelsinho para fortalecer a chapa. “É um pedido dele. A minha candidatura é 90% de certeza, mas o foco total é viabilizar o nome do Nelsinho para Federal”, revelou Junior a Coluna.

De olho em 2028

A articulação, contudo, vai além de 2026. Santiago deixou claro que o objetivo principal é “pavimentar o espaço” para o pleito municipal de 2028. A entrada de um militar na política partidária direta é vista pelo grupo como uma forma de angariar força eleitoral.

Saia justa

O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) deve enfrentar um teste de equilíbrio diplomático no próximo dia 16, durante a entrega das 902 casas do Residencial Vanete Almeida. Aliado histórico da prefeita Márcia Conrado (PT) e, agora, integrante da base da governadora Raquel Lyra (PSD), Monteiro se vê no centro de um embate direto. Enquanto Márcia credita a ele e ao presidente Lula o sucesso da obra, a presença da governadora no evento impõe ao deputado o desafio de não desagradar nem sua principal base local, nem sua nova aliada no Palácio do Campo das Princesas.

Guerra de narrativas

Em uma postagem incisiva nas redes sociais, a prefeita Márcia Conrado já deu o tom do palanque: a obra é fruto do governo federal e de sua gestão. Ao afirmar que “os poderosos podem até arrancar algumas rosas, mas nunca vão impedir a chegada da primavera”, Márcia envia um recado direto à Raquel Lyra e ao seu ex-padrinho político, Luciano Duque (Solidariedade). A estratégia petista é clara: isolar a influência da governadora e do parlamentar, colando a entrega das chaves exclusivamente à figura de Lula e ao trabalho de Fernando Monteiro.

O terceiro elemento

A presença confirmada de Luciano Duque ao lado de Raquel Lyra no evento de entrega das casas adiciona combustível à crise política em Serra Talhada. Duque, que rompeu com sua afilhada política Márcia Conrado, usará a proximidade com o governo do estado para reafirmar seu protagonismo na região. Para a prefeita Márcia, que também rompeu com Raquel, o evento será um campo de batalha simbólico, onde cada aperto de mão e cada citação no microfone serão contabilizados para a acirrada disputa política local.


Frase da semana

“O preço da democracia e da liberdade é uma eterna vigilância”.

Do presidente do STF, ministro Edson Fachin, durante discurso em evento realizado na última quinta-feira (8). O evento “8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, marcando os três anos dos ataques que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Outras Notícias

Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República. Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na […]

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República.

Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na quinta-feira (8), Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula. Em comparação com àquela publicada na última terça-feira (13), houve novamente uma aproximação entre os candidatos. Na ocasião, Flávio aparecia com 51% enquanto Lula pontuava 49%, variando dentro da margem de erro, de 1,8 ponto percentual, para o resultado atual de empate em 50%.

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.

Fisioterapeuta vítima de atropelamento luta pela vida em Arcoverde

Da Itapuama FM A família de Júlio César Cândido Freire, de 25 anos, divulgou nas redes sociais um pedido de orações pelo restabelecimento da saúde do fisioterapeuta. O jovem segue internado em estado grave após ter sido vítima de um atropelamento na Avenida José Bonifácio, no bairro São Cristóvão, em Arcoverde na noite desta quinta-feira […]

Da Itapuama FM

A família de Júlio César Cândido Freire, de 25 anos, divulgou nas redes sociais um pedido de orações pelo restabelecimento da saúde do fisioterapeuta.

O jovem segue internado em estado grave após ter sido vítima de um atropelamento na Avenida José Bonifácio, no bairro São Cristóvão, em Arcoverde na noite desta quinta-feira (15/10).

Após o acidente, Júlio César recebeu os primeiros atendimentos no local e foi levado para o Hospital Regional de Arcoverde, onde precisou ser intubado devido a fraturas e ao traumatismo sofrido. Agora, segundo informações apuradas pela nossa reportagem nas redes sociais, ele aguarda para passar por uma cirurgia.

A mobilização das redes sociais busca reunir apoio e mensagens de solidariedade enquanto o profissional de saúde segue sob cuidados médicos intensivos.

O acidente

Júlio foi atropelado na avenida José Bonifácio, no Bairro São Cristóvão, na altura do número 644, em um trecho conhecido pelo volume de sinistros.

Ele foi socorrido e está na Sala Vermelha do Hospital Ruy de Barros Correia.

“O homem subiu em cima do calçamento”, disse um Internauta. O outro referiu-se ao trecho como Avenida da Morte.

O motorista que causou o acidente teria ameaçado deixar o local. Ele ainda não foi identificado.

https://www.instagram.com/reel/Deh9aHNvOj4/?rpxt=MTYwdGg2ODZ4bnkyNQ==

Lula: “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”

Lula criticou na entrevista à Renata Lo Prete, na Rede Globo, o fato de a taxa básica de juros, a Selic, ainda estar em patamares elevados. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central. O presidente foi questionado sobre declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que disse considerar ultrapassado o […]

Lula criticou na entrevista à Renata Lo Prete, na Rede Globo, o fato de a taxa básica de juros, a Selic, ainda estar em patamares elevados. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central.

O presidente foi questionado sobre declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que disse considerar ultrapassado o modelo econômico baseado no consumo – defendido por Lula.

“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia ficar crescendo. Eu estou com 80 anos de idade, eu vivo isso há 50 anos, essa briga. Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. Toda vez. E eu não quero que o povo pobre pague”, disse Lula.

Lula defendeu a tese de que “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza” para justificar políticas focadas no estímulo à microeconomia, ao consumo popular e ao crédito.

Sobre a relação entre a dívida brasileira e o Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou em seu governo e superou os 80%, o petista afirmou estar preocupado.

“Eu sei que se a gente perder o controle do nosso orçamento, a coisa quebra”.

“Eu tenho certeza absoluta de que o país está no rumo certo. Eu tenho certeza de que a aprovação [do fim] da escala 6×1, de que a política que nós fizemos para os MEIs, de que essa coisa que eu estou pensando em fazer, de dar transporte gratuito para as pessoas no final de semana, já que vai ter dois dias de descanso… é uma coisa maravilhosa para as pessoas”.

Flávio critica Datafolha e diz estar “bem a frente de Lula”

Do Metrópoles O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (15/10), durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o resultado da nova rodada da pesquisa Datafolha. O senador afirmou que a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é maior que a apontada no levantamento. A transmissão de Flávio foi […]

Do Metrópoles

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (15/10), durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o resultado da nova rodada da pesquisa Datafolha. O senador afirmou que a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é maior que a apontada no levantamento.

A transmissão de Flávio foi feita ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP).

“Se a gente está na frente no Datafolha, pode ter certeza que é muito mais na frente mesmo, com as promessas vazias e mentirosas que Lula está fazendo”, declarou Flávio.

Conforme a pesquisa, Flávio tem 51% dos votos válidos contra 49% de Lula. Nos votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, o placar é de 47% a 45%.

O instituto ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.

A margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, a disputa apertou. Flávio tinha 52% dos votos válidos e Lula, 48%. Agora, a distância caiu de quatro para dois pontos.

Datafolha: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos no 2º turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico. Em 8 de outubro,  a uma semana, a vantagem era de 52% a 48%, tendo portanto caído […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico.

Em 8 de outubro,  a uma semana, a vantagem era de 52% a 48%, tendo portanto caído 2%.

Os votos válidos desconsideram as intenções de voto em branco, nulo e as respostas dos eleitores indecisos. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições.

No levantamento estimulado, que considera todos os entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%.

A diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Portanto, os números não permitem afirmar que um dos concorrentes esteja à frente do outro fora da margem de erro.

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 15 de outubro.

O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o dia 25 de outubro.

Fonte: Datafolha/Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr