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Em entrevista ao NETV, Armando Monteiro diz que pretende aumentar o efetivo do estado em 5 mil policiais

Por Nill Júnior

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do G1 Pernambuco

O candidato do PTB ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro, foi o segundo a ser entrevistado pelo NETV 1ª Edição, na série que conversou ao vivo com os dois principais pretendentes a chefe do Executivo estadual. A entrevista com Monteiro ocorreu em Olinda, no final da manhã desta terça-feira (16). Na área de segurança, o petebista afirmou que, se eleito, pretende aumentar o efetivo do estado em 5 mil policiais; na área da educação, disse que quer implementar no primeiro ano de governo um aumento salarial de 20% para os professores.

No início da entrevista, Armando Monteiro afirmou que na área de segurança pública vai monitorar todas as modalidades de crime, e não só os índices de homicídio, numa crítica ao programa Pacto Pela Vida. “A primeira providência será aumentar o efetivo em 5 mil policiais. Vamos preencher uma lacuna grave. Em 60 municípios, as delegacias não funcionam no final de semana. Nós vamos preencher essa lacuna, redistribuir os efetivos”.

Na área de saúde, Monteiro afirmou que a meta do seu plano de governo é ter 100% de cobertura médica nos postos de saúde em todo o estado. “Para isso, temos que fazer um esforço para contratar mais médicos. E vamos criar centros de diagnóstico em imagem em todas as UPAs especializadas, em todo o interior, para reduzir o tempo de espera por exames, para que se possa fazer o tratamento de maneira mais tempestiva”. Outro setor que deve receber cuidados especiais é a cardiologia.

“As emergências cardiológicas estão concentradas quase todas no Recife. Temos que descentralizar e investir em algumas unidades hospitalares voltadas para o tratamento cardiológico”. Sobre o problema da demora para a realização de cirurgias eletivas, o candidato afirmou que sua proposta é realizar terceiros turnos nos hospitais existentes, ao invés de construir mais unidades.

Na área de educação, Monteiro afirmou que a atenção do estado também seria para o ensino fundamental de base, através de suporte técnico pedagógico para os municípios. Mas o ponto de destaque foi o aumento salarial prometido para os professores. “O aumento de salário tem que ser feito, porque a defasagem é muito acentuada. Dentro das possibilidades orçamentárias do Estado, eu imagino poder implementar 20% no primeiro ano e aí, evidentemente, fazer ajustes nos anos subsequentes. Garanto que darei tratamento prioritário à valorização do magistério”, finalizou.

Na quarta-feira (17), o NETV vai exibir as entrevistas gravadas com os outros quatro candidatos: Jair Pedro (PSTU), Miguel Anacleto (PCB), Pantaleão (PCO) e Zé Gomes (PSOL). Na segunda (15), o entrevistado foi Paulo Câmara (PSB). A ordem das entrevistas foi decidida por sorteio com a presença dos representantes dos partidos.

Outras Notícias

Flávio Marques celebra a chegada de mais um filho

Lucca Feitosa Marques, filho do pré-candidato à prefeito de Tabira e advogado, Flávio Marques (PT), nasceu de parto cesário, às 07h39 desta segunda-feira, 10, com 39 semanas, pesando 3,646 quilos e medindo 50 centímetros. A também advogada Ítala Jamábia Feitosa Santos, 29 anos, e o bebê passam bem. O parto foi assistido pelo pré-candidato e […]

Lucca Feitosa Marques, filho do pré-candidato à prefeito de Tabira e advogado, Flávio Marques (PT), nasceu de parto cesário, às 07h39 desta segunda-feira, 10, com 39 semanas, pesando 3,646 quilos e medindo 50 centímetros.

A também advogada Ítala Jamábia Feitosa Santos, 29 anos, e o bebê passam bem. O parto foi assistido pelo pré-candidato e familiares próximos. As filhas Larah e Lara também estiveram na maternidade para conhecer o irmãozinho.

Marques se emocionou e fez foto com o filho e sua esposa que foi publicada nas redes sociais com a seguinte mensagem:”Bem-vindo, Lucca!”

Esta manhã, recebemos com muita alegria o pequeno Lucca, um menino forte e saudável, que chegou cercado de carinho e amor. Seu nome significa “iluminado”, “luminoso” ou “portador da luz”.

Hoje é um dia muito especial para nossa família. Eu, Jamábia, Larah, Lara e o pequeno Lucca, que já dorme serenamente, queremos compartilhar essa felicidade com vocês e agradecer por todo o carinho recebido.”

Serra: MPPE recomenda à prefeito e Câmara que cumpram a legislação acerca da publicidade em período eleitoral

Visando inibir o abuso de autoridade na publicidade oficial durante todo o ano eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 71ª Zona Eleitoral em Pernambuco, emitiu recomendação para que o prefeito e presidente da Câmara de Serra Talhada não descumpram as disposições legais referentes aos princípios da publicidade e impessoalidade. De […]

Visando inibir o abuso de autoridade na publicidade oficial durante todo o ano eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 71ª Zona Eleitoral em Pernambuco, emitiu recomendação para que o prefeito e presidente da Câmara de Serra Talhada não descumpram as disposições legais referentes aos princípios da publicidade e impessoalidade.

De acordo com o documento, o princípio constitucional da publicidade (artigo 37, caput, c/c § 1º) impõe aos governantes o dever de transparência quanto à atuação administrativa e tal diretriz evidencia que “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

Assim, o MPPE recomendou ao prefeito e ao presidente da Câmara que se abstenha de comportamento positivo ou omissivo, no exercício do cargo ou em função dele, que implique em descumprimento efetivo e/ou conivência com o desrespeito às disposições legais acima especificadas, bem como expedição de ofício circular a todos os agentes públicos do ente municipal e aos parlamentares da Casa Legislativa, com o fim de dar-lhes ciência da proibição legal do uso de bens públicos em ano eleitoral a favor de partidos políticos, coligações e candidatos. 

Além disso, a Recomendação deverá ser disponibilizada no site do município, da Câmara Municipal e enviada para todos os órgãos municipais.

Foi dado o prazo de dez dias úteis para que fossem enviados elementos probatórios referentes à comprovação do cumprimento ou não do que foi recomendado. 

Em caso de descumprimento, serão abertos os devidos procedimentos investigatórios voltados para a colheita dos elementos de prova e o consequente ajuizamento de representação por conduta vedada ou ação de investigação judicial voltada para apurar o abuso de poder político.

TCE-PE e Polícia Federal discutem parceria para otimizar fiscalização

O presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco – TCE-PE, conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, recebeu, na última quarta-feira (15), o superintendente regional da Polícia Federal de Pernambuco, delegado Daniel Granjeiro, que estava acompanhado da chefe da delegacia de inteligência do órgão, Nathaly Mendonça.   Foi uma visita protocolar e de apresentação, uma vez que […]

O presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco – TCE-PE, conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, recebeu, na última quarta-feira (15), o superintendente regional da Polícia Federal de Pernambuco, delegado Daniel Granjeiro, que estava acompanhado da chefe da delegacia de inteligência do órgão, Nathaly Mendonça.  

Foi uma visita protocolar e de apresentação, uma vez que o superintendente assumiu o cargo em junho passado e esteve pela primeira vez no TCE.

Um dos assuntos tratados durante o encontro foi a estruturação de mecanismos de cooperação entre os dois órgãos por meio de um acordo de cooperação, que está em preparação. Os dois dirigentes também falaram da importância de aprofundar a parceria e a troca de experiências entre PF e TCE com vistas a otimizar as fiscalizações. 

“A cooperação vai envolver a troca de experiências nas áreas de inteligência e fiscalização, especialmente sobre licitações, contratos, desenvolvimento de meios de prova e disponibilização de relatórios de auditoria e julgamentos do TCE à Polícia Federal”, explicou o conselheiro Dirceu Rodolfo.

Daniel Granjeiro e Dirceu Rodolfo discutiram também a necessidade de preservação das instituições. “Falamos sobre a importância de preservar as instituições diante dos ataques irresponsáveis que elas têm sofrido contra a sua integridade, prejudicando a população que é a maior beneficiária do trabalho que vem sendo realizado”, disse o conselheiro Dirceu Rodolfo.

Dirceu Rodolfo afirmou que pretende, em breve, visitar também a Polícia Federal para estreitamento das relações profissionais entre os servidores dos dois órgãos, tendo em vista que as parcerias têm demonstrado importante rebatimento em frutos institucionais.

A desconfiança na energia nuclear

Por Heitor Scalambrini* A desaceleração dos negócios nucleares nas últimas duas décadas tem relação direta com a diminuição da competitividade econômica do setor, do perigo incomensurável que representa para a vida no planeta a liberação de material radioativo das usinas nucleares, e o problema ainda não resolvido de armazenamento dos resíduos produzidos (lixo atômico), altamente […]

Por Heitor Scalambrini*

A desaceleração dos negócios nucleares nas últimas duas décadas tem relação direta com a diminuição da competitividade econômica do setor, do perigo incomensurável que representa para a vida no planeta a liberação de material radioativo das usinas nucleares, e o problema ainda não resolvido de armazenamento dos resíduos produzidos (lixo atômico), altamente tóxicos, e cuja radioatividade perdura por milhares de anos.

Estas são algumas das desvantagens de se adotar uma tecnologia no mínimo polêmica, e desnecessária ao país para produzir energia elétrica.

O pós-Fukushima levou países pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como a Itália, Bélgica, Suíça e Alemanha, a paralisar e mesmo descomissionar dezenas de usinas nucleares que funcionavam em seus territórios. Contrariamente a esta rejeição, governantes de países nada democráticos como China, Rússia e Índia ainda insistem em apoiar a geração nucleoelétrica.

Quando uma tragédia nuclear acontece, as consequências vão para muito além das pessoas. Toda a biodiversidade local é prejudicada diretamente. Pessoas que nem mesmo moram perto do local do desastre podem ser afetadas. Alguns trágicos eventos aconteceram nas últimas 3 décadas. O de Three Mile Island-USA, Chernobyl– Ucrânia e Fukushima-Japão. Este último provocou o deslocamento de mais de 120.000 pessoas que tiveram que abandonar suas casas e deixar suas cidades.

Tais tragédias tiveram ampla repercussão mundial. Todavia, acidentes menores, mas não menos graves, acontecem com certa frequência, e não são divulgados. O mais recente evento foi o vazamento de 1,5 milhão de litros de água radioativa de uma usina nuclear na cidade de Monticello, estado de Minnesota-USA. Mesmo ocorrido em 22 de novembro de 2022, somente 5 meses depois foi comunicado à opinião pública. Sem contar o alerta dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica-AIEA em 15 de março de 2023, sobre o desaparecimento na Líbia, de 2,5 toneladas de urânio natural concentrado, também conhecido como yellow cake.

Para reagir e contrapor as preocupações da sociedade quanto à guarda de material radioativo, sua proliferação, e aspectos relacionados à segurança da geração nuclear; uma nova estratégia foi montada pelos defensores da tecnologia, e de seus negócios bilionários.

Um novo modelo de reator mais compacto e com potência inferior (<300 MW) aos tradicionais, estão sendo oferecidos pela indústria nuclear, podendo serem totalmente construídos em uma fábrica e levado ao local de funcionamento. Vários modelos estão em desenvolvimento utilizando distintas rotas tecnológicas. Contudo os problemas que ocorrem nos grandes reatores persistem.

Os Small Modular Reactors (SMRs) ou Pequenos Reatores Modulares em inglês, é a nova tática adotada pelos negócios nucleares, que assim esperam disseminar tais unidades por todo o planeta. Nota-se que o termo nuclear foi omitido, no que deveria ser chamado de Small Modular Nuclear Reactors (SMNRs), ou Pequenos Reatores Nucleares Modulares. A omissão da palavra nuclear é uma tentativa de evitar a rejeição, a repulsa da grande maioria da população mundial, que associa o nuclear com morte, guerra, destruição, desgraça, bomba atômica.

 No Brasil um lobby poderoso reunido na Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares- ABDAN, agrega os apoiadores das usinas nucleares, propondo promover o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia nuclear no Brasil. Em sintonia, e representando interesses das grandes multinacionais do ramo, com interesses em fazer negócios, esta Associação tem obtido “avanços(?)” junto aos poucos que decidem a política energética brasileira. Por exemplo, conseguiram no governo do ex-ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque (o mesmo investigado por entrar ilegalmente no país com joias milionárias não declaradas, destinadas ao ex-presidente), a inclusão no Plano Nacional de Energia-2050 a instalação de 8 GW a 10 GW a partir da nucleoeletricidade.

Decisões sobre um tema tão polêmico e com grande repercussão para as gerações presentes e futuras mereceriam discussões, debates mais amplos e aprofundados com a sociedade. Esta discussão passa necessariamente em decidir que tipo de sociedade queremos. Se desejamos uma sociedade democrática, com justiça ambiental, defensora da paz; ou um país nuclearizado, inclusive possuindo artefatos nucleares, como a bomba tupiniquim, que certamente poderá ser viabilizada com novas instalações nucleares.

O que se espera em sociedades democráticas é que as divergências devam ser tratadas pelo debate, discussões, disponibilização de informações, participação popular. Todavia o terreno desta disputa é muito desigual, pois o poder econômico dos lobistas é muito grande, o que acaba contribuindo para uma assimetria no processo da disputa, na divulgação das propostas, e das discussões sobre as consequências sociais, econômicas, ambientais e tecnológicas, do uso da tecnologia nuclear para produção de energia elétrica.

Todavia decisões monocráticas de um colegiado, o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, tem instituído uma política energética contrária aos interesses da maioria da população. A principal característica deste colegiado, é a falta de representatividade da sociedade organizada, além de um grande déficit de transparência. A sociedade civil não participa das decisões tomadas.

O Ministério de Minas e Energia- MME, também responsável pela política energética sofre há anos, um processo de captura pelo mercado. Utilizado como “moeda de troca” pelos vários governos, não passa de um ministério de 2º escalão, subserviente a grupos que defendem somente seus interesses particulares, e/ou de grandes empresas. Do ponto de vista técnico foi completamente esvaziado.

Outra instituição, com grandes poderes decisórios, é a Agência Nacional de Energia Elétrica-ANEEL. É comum que membros desta agência reguladora tenham seus diretores envolvidos em polêmicas, denúncias gerando grande desconfiança junto à sociedade. O escândalo mais recente, é de um ex-diretor escolhido pelo novo governo secretário executivo do MME, o número dois do ministério, envolvido em vários casos obscuros e ainda não explicados, enquanto era diretor da ANEEL (https://piaui.folha.uol.com.br/cheiro-de-enxofre/).

Existe um clamor da sociedade brasileira de participação social, de uma maior transparência nas políticas públicas. E porque não na área energética? Neste caso é fundamental a criação de espaços democráticos igualitários, de interlocução, de participação cidadã, na formulação e tomada de decisão. Ações no sentido de promover o engajamento da sociedade, para defender seus interesses junto ao Estado brasileiro, fortalecem e garantem nossa democracia.

*Heitor Scalambrini Costa é doutor em Energética – Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Bolsonaro manda simpatizante esquecer Bivar e o PSL

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira para um apoiador esquecer o PSL , partido ao qual é filiado. Bolsonaro ainda disse que o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), está “queimado para caramba”. O diálogo ocorreu na saída do Palácio da Alvorada, com um homem que se apresentou como pré-candidato pelo PSL no Recife. Bolsonaro, então, comentou no ouvido dele: “Esquece […]

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira para um apoiador esquecer o PSL , partido ao qual é filiado. Bolsonaro ainda disse que o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), está “queimado para caramba”. O diálogo ocorreu na saída do Palácio da Alvorada, com um homem que se apresentou como pré-candidato pelo PSL no Recife.

Bolsonaro, então, comentou no ouvido dele: “Esquece o PSL. Tá ok? Esquece…”

Apesar do comentário, o apoiador insiste e grava um vídeo ao lado de Bolsonaro, citando Luciano Bivar:” Eu, Bolsonaro e Bivar, juntos por um novo Recife”.

A fala de Bolsonaro foi captada em um vídeo do canal do Youtube “Cafezinho com Pimenta”, que tem transmitido diariamente a interação de Bolsonaro com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. A equipe de Bolsonaro também costuma gravar a fala, mas nem sempre divulga o vídeo.

O presidente, então, pede para o vídeo não ser divulgado. Bivar é investigado pela Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco por suspeitas de caixa dois em sua campanha a deputado federal.

“Cara, não divulga isso, não. O cara está queimado pra caramba lá. Vai queimar o meu filme. Esquece esse cara, esquece o partido”. Depois, o jovem grava outro vídeo, agora sem citar Bivar: “Viva o Recife, eu e Bolsonaro”.