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Em discurso atrapalhado, Bolsonaro confirma existência de minuta golpista

Por André Luis

Silas Malafaia atacou STF e disse que ex-presidente é vítima de perseguição política 

No cenário político brasileiro, as manifestações assumem um papel significativo na expressão das vozes e demandas da sociedade. Neste domingo (25), a Avenida Paulista foi palco de mais um desses eventos, porém, com contornos que levantam sérias preocupações quanto aos rumos da democracia no país.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, ao discursar durante a manifestação que convocou em seu apoio, protagonizou um momento conturbado ao confirmar a existência da minuta golpista recentemente encontrada durante uma investigação da Polícia Federal. Seu discurso, marcado por hesitações e contradições, não apenas ratificou a existência do documento, mas também trouxe à tona tentativas confusas de negá-lo.

A afirmação de Bolsonaro de que um Estado de Sítio, como previsto na minuta, não seria um golpe se fosse referendado pelo Congresso revela uma interpretação distorcida e perigosa dos princípios democráticos. Negar uma conspiração que está sendo provada pela própria Polícia Federal coloca em xeque a integridade e a transparência do ex-presidente e sua relação com as instituições democráticas do país.

Além disso, a presença e o discurso do pastor Silas Malafaia, que precedeu Bolsonaro, adicionam mais uma camada de preocupação ao evento. Ao atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), tentar pregar que o ex-presidente é vítima de perseguição política e deixar claro que o objetivo da manifestação era pressionar o judiciário para não prender Bolsonaro, Malafaia revela uma tentativa descarada de interferência no sistema judiciário, buscando proteger um indivíduo investigado por possíveis crimes.

A manifestação deste domingo na Avenida Paulista não pode ser vista apenas como mais um ato político. Ela traz consigo ingredientes preocupantes: investigados mobilizando pessoas contra a justiça, líderes religiosos incitando ataques às instituições democráticas e uma narrativa de negação dos fatos que mina a confiança na verdade e na transparência.

Diante desse quadro, é essencial que a sociedade brasileira mantenha-se vigilante e atenta aos desdobramentos desses eventos, exigindo o respeito irrestrito às instituições democráticas e o combate incansável contra qualquer tentativa de subverter o Estado de Direito em prol de interesses individuais ou de grupos.

Outras Notícias

No Rádio, Lula diz que quer voltar à PB para “inaugurar” eixo norte da Transposição

Ex-presidente lembrou conversa com Bispo de Afogados sobre questão hídrica e falou sobre 2018. “tô fazendo musculação pra me preparar” Em entrevista à Rádio Arapuan, retransmitida para uma rede de emissoras, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou a viagem recente a Monteiro e disse desejar estar de novo no Estado para “inauguração popular” […]

Lula, em reprodução de imagem da entrevista que concedeu de seu gabinete.

Ex-presidente lembrou conversa com Bispo de Afogados sobre questão hídrica e falou sobre 2018. “tô fazendo musculação pra me preparar”

Em entrevista à Rádio Arapuan, retransmitida para uma rede de emissoras, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou a viagem recente a Monteiro e disse desejar estar de novo no Estado para “inauguração popular” do eixo norte da Transposição. “Fiquei que depois de Monteiro a água tenha chegado a Campina Grande. Espero que o governador Coutinho, mais o pessoal do PT, da Igreja, do PSB, do movimento social faça a mesma coisa quando chegar no eixo Norte do Estado da Paraíba”.

Lula fez defesa da Transposição e falou dos desafios enfrentados para destravar a obra. Fez referência às medidas adotadas antes da chegada da água e citou uma conversa que teve com o então Bispo Diocesano Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho.

“Enquanto não fizemos a transposição começamos o programa das cisternas que começou com a Igreja. Lembro de um debate que fazia em Afogados da ingazeira com o Bispo. Nós inauguramos com a então Presidenta Dilma quase um milhão e 400 mil cisternas para diminuir o sofrimento do povo nordestino”, disse. Lula acrescentou que o problema não termina com  a chegada da água da Transposição. “É preciso discutir a administração da água, quem vai utilizar. Não podemos esquecer os pequenos produtores rurais. Ainda há um longo debate”.

O ex-presidente ainda falou sobre vários temas. Sobre a gestão do presidente Temer, disse que o Brasil “não merecia estar passando o que está passado hoje”. E que Deus escreve certo por linhas tortas. “Derrubaram a Dilma e o Temer está na situação que está”.

Lula ainda brincou sobre as eleições de 2018. “Ainda me considero novo. Só tenho 71 anos, tô fazendo ginástica duas hora por dia, ando sete quilômetros, corro, faço musculação , tô me preparando”.  Ele voltou a enfatizar que não acredita em condenação na Lava Jato.

Alepe debate inclusão na Educação

Os desafios da Educação para a inclusão de crianças e jovens será o tema da audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A reunião será às 10h30, no auditório Sérgio Guerra. “Iremos reunir representantes do poder público e, principalmente, da sociedade civil, como as mães de crianças e jovens com Síndrome […]

Os desafios da Educação para a inclusão de crianças e jovens será o tema da audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A reunião será às 10h30, no auditório Sérgio Guerra.

“Iremos reunir representantes do poder público e, principalmente, da sociedade civil, como as mães de crianças e jovens com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA), para debatermos essa questão tão importante que é a inclusão”, afirmou o deputado Romário Dias, presidente do colegiado. A audiência foi solicitada pela deputada Clarissa Tércio, que também integra a Comissão.

Estarão presentes na reunião representantes da Secretaria Estadual de Educação, do Conselho Estadual de Educação e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Da sociedade civil, irão participar as entidades Fazendo Acontecer, Super Mães, Down +, Mães Solidárias, Grupo de Crianças e Jovens com Down e TEA, entre outros.

Tracking da Atlas indica Lula 7 pontos à frente de Flávio no 2º turno

Levantamento diário após vazamento de áudios indica Lula com 49,1% contra 42,6% de Flávio e mudança no cenário da disputa Da CNN Brasil Trackings realizados pelo Instituto Atlas, que funcionam como levantamentos diários, indicam que, após o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula […]

Levantamento diário após vazamento de áudios indica Lula com 49,1% contra 42,6% de Flávio e mudança no cenário da disputa

Da CNN Brasil

Trackings realizados pelo Instituto Atlas, que funcionam como levantamentos diários, indicam que, após o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem de sete pontos percentuais na simulação de segundo turno, revertendo um cenário anterior de empate técnico.

Os dados obtidos pela CNN, atualizados às 11h desta sexta-feira, mostram Lula com 49,1% das intenções de voto, contra 42,6% do senador Flávio Bolsonaro.

Quando projetados em votos válidos, segundo fontes ligadas ao instituto, o cenário é de 54% para o petista e 46% para o senador.

O levantamento também aponta que os demais pré-candidatos da direita, Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não registraram mudanças significativas em relação ao cenário anterior. Ambos apresentaram leve alta no primeiro turno, mas recuo no segundo.

A leitura inicial dos pesquisadores é de que o impacto do episódio atingiu principalmente o eleitor indeciso de perfil moderado e de centro.

 

Fernando Monteiro participa de debates sobre projetos de saneamento em congresso da Abes

A convite da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) participou, nesta segunda-feira (18), em Natal, de debate com sócios e presidentes das 27 seções da ABES no Brasil, além dos principais líderes do setor. Autor do projeto para um novo marco regulatório do saneamento, que tramita […]

A convite da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) participou, nesta segunda-feira (18), em Natal, de debate com sócios e presidentes das 27 seções da ABES no Brasil, além dos principais líderes do setor.

Autor do projeto para um novo marco regulatório do saneamento, que tramita no Congresso Nacional paralelamente à proposta já aprovada no Senado, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Fernando Monteiro disse que não briga pela “paternidade” da lei, mas pelo futuro das gerações. “Não quero ser o “pai” do projeto, mas quero que nossos filhos tenham sempre condições de ter água e saneamento de qualidade em casa”, afirmou. “Estou aqui para aprender com quem realmente entende de saneamento no Brasil”, disse o deputado.

O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, também esteve no debate, conduzido pelo presidente nacional da ABES, Roberval Tavares de Souza. O evento é parte da programação do 30° Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que também recebeu, nesta terça-feira (18), o governador Paulo Câmara para falar da experiência da parceria público-privada no saneamento de Pernambuco.

Deputados pernambucanos entre justificativas e objetividade na votação

A bancada pernambucana se dividiu entre os que buscaram justificar os votos contra e a favor da denúncia da PGR em relação ao presidente Temer e os chamados objetivos, que sem mais delongas, se limitaram a dizer sim ou não. O resultado final foi de 13 votos contra a investigação e 11 favoráveis com uma […]

A bancada pernambucana se dividiu entre os que buscaram justificar os votos contra e a favor da denúncia da PGR em relação ao presidente Temer e os chamados objetivos, que sem mais delongas, se limitaram a dizer sim ou não.

O resultado final foi de 13 votos contra a investigação e 11 favoráveis com uma abstenção.

Votaram a favor do relatório que pede que  Temer não seja investigado Adalberto Cavalcanti, Augusto Coutinho, Bruno Araújo, Eduardo da Fonte, Fernando Filho, Fernando Monteiro, Jorge Corte Real, Luciano Bivar, Marinaldo Rosendo, Mendonça Filho, Ricardo Teobaldo, Sebastião Oliveira e Zeca Cavalcanti.

Votaram contra o relatório e a favor da investigação André de Paula, Betinho Gomes, Daniel Coelho, Danilo Cabral, Gonzaga Patriota, Jarbas Vasconcelos, Luciana Santos, Pastor Eurico, Sílvio Costa, Tadeu Alencar e Wolney Queiroz. João Fernando Coutinho foi o único ausente.

 Veja uma transcrição do que disse cada Deputado.

Adalberto Cavalcanti (PTB) : “meu voto é de acordo com meu partido, o PTB. Eu voto sim”.

André de Paula (PSD): “não”.

Augusto Coutinho (Solidariedade):  “acompanho o voto do relator do PSDB, eu voto sim”.

Betinho Gomes (PSDB): “todos nós queremos recuperação econômica e geração de emprego, mas isso não é motivo para se impedir as investigações. (Uso) a mesma régua que utilizei para votar o caso do Deputado Eduardo Cunha e de Dilma. Portanto, meu voto é não ao relatório”.

Bruno Araújo (PSDB) : “há quase um ano eu disse nesse plenário sim ao futuro. Hoje eu digo sim ao país”.

Daniel Coelho (PSDB):  “a lei e a ética não tem partido. Corrupção não se compara, se combate. Votei aqui pra afastar Dilma, pra afastar Cunha e hoje para que Temer seja investigado”.

Danilo Cabral (PSB): “em respeito ao povo Brasileiro e em especial ao povo de Pernambuco, que entende que ninguém está acima da lei, que a justiça deve ser igual para todos, que os fatos denunciados são graves e devem ser apurados, eu voto não, em respeito a Pernambuco e à decisão do meu partido, o PSB”.

Eduardo da Fonte (PP) : “sim”.

Fernando Filho (PSB): “meu voto é sim”.

Fernando Monteiro (PP): “meu voto é sim”.

Gonzaga Patriota (PSB): “Gonzaga Patriota votou contra o teto, contra a reforma trabalhista, vai votar contra a previdenciária, e em nome de 90% do povo brasileiro eu voto sim à investigação e não ao relatório”.

Jarbas Vasconcelos (PMDB):  “voto não”.

João Fernando Coutinho (PSB): ausente

Jorge Corte Real (PTB): “o que esse país precisa é de estabilidade política para que se faça as reformas estruturais, passando para um desenvolvimento sustentável. Para isso, meu voto é sim”.

Luciana Santos(PCdoB) : “Lenine tem uma canção que diz que nos maus tempos de lida eu envergo mais não quebro. Por isso que aqui, apesar da ofensiva do governo e dos acordos indecorosos e espúrios para ter  maioria massiva, a votação tá sendo apertada. Por isso que a batalha a gente pode perder hoje, mas a guerra vamos ganhar. Eu voto não, fora Temer e firme na luta”.

Luciano Bivar (PSL): “pela responsabilidade social de todos aqueles que empregam no país em benefício da classe trabalhadora e agenda reformista que o governo tá empenhado, não poderia deixar de votar sim”.

Marinaldo Rosendo (PSB): “meu voto é sim ao relatório”.

Mendonça Filho (DEM):  “voto sim”.

Pastor Eurico (PHS): “quem não deve não teme. Sou contra o relatório e voto pela investigação”.

Ricardo Teobaldo (Podemos): “voto sim”.

Sebastião Oliveira (PR): “eu não votei pelo afastamento da Dilma nem vou votar pelo afastamento de Temer. Eu voto sim pelo relatório, pela estabilidade do país, e pelos investimentos vultosos que começam a acontecer em Pernambuco e na minha Serra Talhada”.

Silvio Costa (PTB) : “tá provado que muita gente aqui mentiu mais uma vez para o povo. Nós somos 513 deputados. Se os 214 não tivessem marcado presença eles só tinham chegado a 299 votos. Essa votação não estava ocorrendo. Então tem muita gente jogando pra plateia, fazendo jogo do governo. Neguinho deu não aqui pra ajudar o governo. Eu vou votar não porque eu quero combater”.

Tadeu Alencar (PSB):  “nós precisamos reconquistar a confiança da sociedade. E só vamos consegui-lo se viermos ao encontro do desejo da grande maioria do povo brasileiro que quer ver essa investigação do processo penal instaurada no Supremo e esse julgamento ser feito com toda isenção. Por isso em nome da moralidade pública e da decência da vida pública, em nome da decisão do meu partido , em respeito a Pernambuco e ao Brasil eu voto não”.

Wolney Queiroz (PDT):  “coerente com o que o Estado de Pernambuco espera de mim, eu voto não ao relatório, voto contra a reforma trabalhista, voto contra a reforma previdenciária. Fora Temer! Diretas já!”

Zeca Cavalcanti (PTB) : “pela estabilidade econômica do nosso país, pela geração de emprego e se tiver de ser investigado, que o presidente se investigue após o mandato. Meu voto é sim”.