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Em ato em Brasília, ex-juiz Sergio Moro se filia ao Podemos

Por André Luis

g1

O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro formalizou nesta quarta-feira (10) a filiação dele ao Podemos. A entrada de Moro na política partidária aconteceu em evento realizado em Brasília.

O ingresso de Moro no partido se dá a pouco menos de um ano das eleições de 2022. O ex-juiz ainda não anunciou qual cargo vai disputar na eleição no ano que vem, mas o evento do partido o anunciou como “futuro presidente da República”.

Moro ganhou notoriedade nacional como juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba durante a Operação Lava Jato, que investigou um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos envolvendo a Petrobras.

Ele deixou a magistratura após aceitar convite do presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. Ele deixou a pasta no ano passado após acusar Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal.

Em discurso, Moro tratou de diversos temas, entre eles meio ambiente, economia e segurança pública. Falou que “queremos juntos construir o Brasil do futuro” e que uma das prioridades de seu projeto será acabar com a pobreza.

O ex-juiz também fez um pronunciamento voltado ao combate à corrupção e disse que entrou na política para fazer correções “de dentro para fora”. Moro defendeu o fim do foro privilegiado e a retomada da prisão após a condenação em segunda instância.

“Eu sonhava que o sistema político iria se corrigir após a Lava Jato, que a corrupção seria coisa do passado e que o interesse da população seria colocado em primeiro lugar. Isso não aconteceu”, disse Moro.

“Embora tenha muita gente boa na política, nós não vemos grandes avanços. Após um ano fora, eu resolvi voltar. Não podia ficar quieto, sem dizer o que penso, sem tentar, mais uma vez, com vocês, ajudar o Brasil. Então, resolvi fazer do jeito que me restava, entrando na política, corrigindo isso de dentro para fora”, afirmou.

Sem citar nomes, Moro lembrou de escândalos de corrupção, entre eles o do “mensalão”, que atingiu o PT, e o das “rachadinhas”, que envolve a família do presidente Jair Bolsonaro.

“Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”, afirmou.

Moro também disse que o projeto político dele “não é agressivo”.

“Nossas únicas armas serão a verdade, a ciência e a justiça. Trataremos a todos com caridade e sem malícia. Respeitaremos aqueles que gostam e aqueles que não gostam de nós. O Brasil é de todos os brasileiros e nosso caminho jamais será o da mentira, das verdades alternativas ou de fomentar divisões ou agressões de brasileiro contra brasileiro”, afirmou.

Ex-ministro de Bolsonaro, Moro explicou que decidiu entrar no governo em 2019 por ter “esperança de dias melhores” e que se sentia “no dever de ajudar”. Ele afirmou que queria combater a corrupção, mas que não encontrou o apoio do governo.

“Quando vi meu trabalho boicotado e quando foi quebrada a promessa de que o governo combateria a corrupção, sem proteger quem quer que seja, continuar como ministro seria apenas uma farsa. Nunca renunciarei aos meus princípios e ao compromisso com o povo brasileiro. Nenhum cargo vale a sua alma”, disse.

Outras Notícias

“In Fux we trust”

O Ministro Luiz Fux foi o único a votar contra as medidas cautelares em relação a Jair Bolsonaro. Nenhuma surpresa: já tinha sido poupado do cancelamento de visto em seu passaporte justamente por ser aliado do ex-presidente, com Nunes Marques e André Mendonça integrando o “núcleo bolsonarista” no STF. Na operação vaza jato, que provou […]

O Ministro Luiz Fux foi o único a votar contra as medidas cautelares em relação a Jair Bolsonaro. Nenhuma surpresa: já tinha sido poupado do cancelamento de visto em seu passaporte justamente por ser aliado do ex-presidente, com Nunes Marques e André Mendonça integrando o “núcleo bolsonarista” no STF.

Na operação vaza jato, que provou um conluio para gerar condenações e inclusive impedir Lula de disputar as eleições de 2018, desvendando conversas dos procuradores no Telegram, o ministro Luiz Fux foi citado mais de uma vez por Deltan Dallagnol e demais procuradores da operação Lava Jato.

Em 22 de abril de 2016 Deltan Dallagnol relatou uma conversa que teve com o ministro Fux em que frisa: “Reservado, é claro”. Dallagnol comemora, afirmando que “os sinais” de Fux “foram ótimos” e que o ministro teria lhe dito que a operação podia contar com ele para o que precisasse. “Só faltou, como bom carioca, chamar-me pra ir à casa dele, rs”, brincou Dallagnol, que segundo The Intercept, compartilhou a conversa com procuradores e com Moro, que respondeu “Excelente” e, em inglês, completou: “In Fux we trust” (em Fux nós confiamos).

Mesmo após reveladas as mensagens de Moro com os procuradores de Curitiba que resultariam na derrocada da operação, Fux seguiu defendendo a Lava Jato. Em junho de 2022, quando era presidente do STF, o ministro disse que a anulação das condenações foi fruto da análise de questões formais.

A guinada no comportamento de Fux ficou nítida no fim de março, durante o julgamento da fatia da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra oito acusados de tramarem um golpe – Jair Bolsonaro incluído.

O ministro foi o único a votar a favor do argumento da defesa dos réus de que o caso deveria ser julgado na primeira instância, e não no STF. E, uma vez fixado o foro no Supremo, defendeu que o processo migrasse para o plenário. Foi derrotado pelos outros quatro ministros que compõem a Primeira Turma.

Ainda que represente uma posição minoritária no STF sobre os processos do golpe, a expectativa é que os votos de Fux continuem fixando um contraponto às discussões. Segundo integrantes da corte ouvidos em caráter reservado, até aqui os colegas não se queixaram dos votos proferidos por Fux nos processos sobre a trama golpista.

Agora, votando para “preservar seu passaporte”, Fux se coloca ao lado dos que estão sendo questionados por minimizar a trama golpista e a tentativa de intromissão americana na nossa democracia e soberania, com taxação e toda sorte de medidas para criar uma pressão por não punir Bolsonaro. Fux se revela a cada ato.

Humberto despista movimento para vice do PSB

Por Houldine Nascimento – Blog do Magno Em uma reunião virtual realizada hoje, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores aprovou uma resolução que, entre outros pontos, referenda o nome do senador Humberto Costa (PT) para disputar o Governo de Pernambuco. Foram 35 votos favoráveis, nove contrários e cinco abstenções. Ao ser perguntado pelo Blog sobre a […]

Por Houldine Nascimento – Blog do Magno

Em uma reunião virtual realizada hoje, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores aprovou uma resolução que, entre outros pontos, referenda o nome do senador Humberto Costa (PT) para disputar o Governo de Pernambuco. Foram 35 votos favoráveis, nove contrários e cinco abstenções.

Ao ser perguntado pelo Blog sobre a decisão, o parlamentar disse que “é apenas uma colaboração para a discussão na Frente Popular”. “Esperamos que seja levado em consideração pela Frente como um todo. O processo ainda está aberto porque o governador Paulo Câmara está fazendo suas consultas. Consideramos que é ele quem vai encaminhar o processo”, continuou.

Aliado do governador Paulo Câmara (PSB), Humberto Costa negou que a finalidade deste movimento seria a de designar um vice para a chapa encabeçada pelo PSB ao Governo: “Quem vai indicar o nome para compor a chapa, se o PT não tiver candidatura ao Governo, vai ser o partido. Não sou dono do partido. Essa discussão vai ter que ser travada com todas as correntes políticas dentro do PT. Isso é uma queimação que estão querendo fazer.”

Questionado sobre a situação da deputada federal Marília Arraes (PT), que ainda trabalha com a possibilidade de se lançar ao Governo, Humberto foi cuidadoso. “Marília é um nome forte, de peso. Tem feito um bom mandato parlamentar. Se ela for candidata a qualquer coisa, terá sem dúvida uma votação expressiva”, disse.

COMPESA incentiva doação na conta de água para projetos sociais

A Compesa inicia  uma nova fase da parceria com entidades organizadas  da sociedade civil para captar recursos financeiros para a execução de projetos sociais  em Pernambuco. Captação é feita por meio de doações mensais dos clientes da Compesa, que variam de R$ 1,00 a R$ 10,00, nas faturas de água. O lançamento da nova campanha […]

Fundação Terra, do Padre Ayrton Freire, é uma das beneficiadas

A Compesa inicia  uma nova fase da parceria com entidades organizadas  da sociedade civil para captar recursos financeiros para a execução de projetos sociais  em Pernambuco.

Captação é feita por meio de doações mensais dos clientes da Compesa, que variam de R$ 1,00 a R$ 10,00, nas faturas de água.

O lançamento da nova campanha do projeto, que agora recebe o nome de Campanha Conta Comigo, será amanhã, às  09h, no  Centro Administrativo Eduardo Campos ( nova sede da Compesa), no bairro de Santo Amaro.

O evento contará com a participação dos representantes do Hospital do Câncer, Movimento Pró-Criança e Fundação Terra, as entidades atualmente beneficiadas com o projeto.

MPPE emite nota de repúdio a atos de terrorismo em Brasília

Por André Luis Em nota assinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Marcos Antônio Matos de Carvalho, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), emitiu nota de repúdio aos ataques terroristas realizados por extremistas de direita apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não aceitam os resultados das eleições de 2022. De maneira orquestrada e premeditada, os criminosos invadiram […]

Por André Luis

Em nota assinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Marcos Antônio Matos de Carvalho, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), emitiu nota de repúdio aos ataques terroristas realizados por extremistas de direita apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não aceitam os resultados das eleições de 2022.

De maneira orquestrada e premeditada, os criminosos invadiram as sedes dos Três Poderes da República (Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF), neste domingo (8) promovendo destruição e caos. 

Na nota, o MPPE lembra que é um defensor da ordem jurídica e do regime democrático. Também repudia veementemente os atos criminosos e renova o compromisso de cumprir seu “mister constitucional”. Leia abaixo a íntegra da nota:

O Ministério Público de Pernambuco, na condição de defensor da ordem jurídica e do regime democrático, nos termos do artigo 127 da Constituição Federal de 1988, repudia veementemente os atos criminosos ocorridos neste domingo, nas sedes dos Poderes da República, no Distrito Federal.

As cenas de vandalismo demonstram a não aceitação do resultado de eleição ocorrida dentro da lei e de forma democrática, fiscalizada pelo Ministério Público Eleitoral.

Diante de tais fatos, o MPPE renova o compromisso de cumprir seu mister constitucional, estando certo de que as instituições da República adotarão as medidas necessárias para identificar e punir os responsáveis pelos atos antidemocráticos.

Marcos Antônio Matos de Carvalho – Procurador-Geral de Justiça

Em diplomação, Wellington da LW promete levar experiência privada para gestão pública

Além dele, Delegado Israel e vereadores eleitos tomaram posse Em solenidade online, o prefeito eleito do município de Arcoverde Wellington da LW e seu vice, Delegado Israel Rubis foram diplomados ontem pela manhã. O líder do MDB local participou da solenidade  direto da sua residência, com a presença de alguns correligionários. Entre eles, a prefeita […]

Além dele, Delegado Israel e vereadores eleitos tomaram posse

Em solenidade online, o prefeito eleito do município de Arcoverde Wellington da LW e seu vice, Delegado Israel Rubis foram diplomados ontem pela manhã.

O líder do MDB local participou da solenidade  direto da sua residência, com a presença de alguns correligionários. Entre eles, a prefeita Madalena Britto e o atual vice prefeito Wellington Araújo .

Wellington agradeceu aos 17.832 arcoverdenses que o elegeram e estendeu os agradecimentos à família, esposa, correligionários e militância.

Em sua fala, reforçou o compromisso de trabalhar por um novo modelo de política onde irá unir a sua experiência na iniciativa privada com os moldes da gestão pública.

“Aos cidadãos arcoverdenses, quero reforçar aqui o compromisso assumido de fazer uma gestão séria, comprometida com a geração de emprego e renda, justiça social e com o zelo pelo bem público. Trabalharei incansávelmente pra honrar a missão de servir por igual à toda a população, sem qualquer distinção, inclusive de cores ou posição partidária”, destacou o prefeito diplomado.

Wellington também reconheceu e chamou de “grande trabalho e dedicação” o exercício de dois mandatos  da prefeita Madalena nos últimos oito anos.

Na mesma solenidade foram diplomados os vereadores eleitos no pleito de 2020.

Foram eles Luciano Pacheco (MDB), Zirleide Monteiro (PTB), Siqueirinha (PSB), Everaldo Lira (PTB), Célia (PSB), João Taxista (PSB), Luiza Margarida (PSB), Sargento Brito (PTC), João Marcos (MDB) e Rodrigo Roa (Avante).