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Eles querem dar a maior votação proporcional a Bolsonaro em PE

Por Nill Júnior
Josivan, Wesley (com o filho de óculos escuro), Diego e Renato: reprodução local do mesmo argumento que devem levar Bolsonaro ao segundo turno contra Haddad, pela tendência atual das pesquisas

Grupo que defende o candidato em  Afogados da Ingazeira reproduz as suas mesmas convicções, do combate ao “pensamento comunista” e demonização das esquerdas à defesa do período militar e contra o que chamam de crise moral. O blog ouviu suas posições

Não tente demovê-los das convicções e ideias que os mantém militantes e ativos nas redes sociais em defesa do candidato Jair Bolsonaro (PSL). O blog ouviu Renato Rabelo, 27 anos,  Assistente de Trânsito, Diego Pires, 35 anos, bancário, Wesley Almeida, 39 anos,  bancário e Josivan Veras, 30 anos, Motorista. Eles são coordenadores da campanha de Jair Bolsonaro em Afogados da Ingazeira, no Pajeú. Apenas o Policial Civil Júlio César não esteve na conversa por questão de agenda.

O grupo é tido como um dos mais organizados pro Bolsonaro no interior. Com base na carreata do último sábado, nas ruas da cidade, com 243 carros e 130 motos registrados, ganharam fôlego pra dizer que acreditam que a cidade dará a eles a melhor votação proporcional do candidato do PSL no Pajeú e quem sabe no Estado. “Estamos estimando algo pouco acima de 20%” disse Wesley, reconhecendo que não há hoje como enfrentar um candidato da esquerda em Pernambuco. “Tem muito voto velado, inclusive por conta da perseguição”, diz Renato.

Sobre o movimento do sábado, destacam que houve importante participação feminina. “Fora de Afogados as mulheres que o apoiam não tem coragem de vestir a camisa”, diz Diego.

Perguntados sobre o Movimento Mulheres contra Bolsonaro, previsto para o próximo sábado, garantem que não parte da coordenação nenhuma orientação de ofensa nas redes contra o movimento. Mas questionam. “Elas votam com alguém, mas não fazem campanha pelo candidato delas. Fazem campanha contra nosso candidato”.

Wesley disse que o grupo não prega violência ou ataques a quem pensa diferente. “Se todo mundo se respeita, acontece o que aconteceu sábado. Tínhamos o direito e autorização para circular naquele dia. Mas o governador veio a Afogados. E quando terminávamos o evento cruzamos com a militância deles e não houve nada. Uma planta da Rio Branco não foi arrancada”, disse.

No estado, registre-se , o índice na última pesquisa Ibope chegou a 17%. Registre-se, o maior desafio do candidato é vencer a rejeição, que gira entre 41% e 43% a depender do instituto. Wesley acredita que ela pode cair. “Essa rejeição oscila pra baixo a cada pesquisa. A de Haddad sobe. E temos maior aceitação entre negros e mulheres”, diz Almeida. O quarteto lembra principalmente a última pesquisa BTG Pactual que lhe aferiu 33%. Ibope dá 28% e Datafolha, 26%.

As bandeiras e frases são em suma as mesmas reproduzidas no plano nacional, com fundamentação própria. “Não defendemos violência. Defendemos o direito à legítima defesa”. “A principal crise que a gente quer atacar é a crise moral, é a corrupção”. “A esquerda quer pregar que o bandido é vítima, o policial é bandido, a criança tem que mandar na casa, tudo isso é uma inversão de valores promovida por eles”. “Há um projeto socialista, marxista que diz: vamos segregar para conquistar, dividir para conquistar”.

Mais: “Bolsonaro não quer uma igualdade socialista com todos passando fome lá embaixo. Quer que todo mundo evolua e cresça”. “Não há perseguição a minorias. Isso de fato não está nele”. “Um candidato faz edições um vídeo, descontextualiza o que houve (com Maria do Rosário) e pergunta: esse é o homem que você quer como presidente do Brasil? Se eu bato no seu calcanhar de Aquiles um belo dia você pode reagir”. “Ele não é contra a cota racial. É a favor da cota social” . “A esquerda está estimulado agora o ativismo pedófilo”.

“Jair Messias Bolsonaro quer garantir que esse menino aqui comigo, meu filho, cinco anos, não chegue em casa com a cartilha ensinando orientação sexual”, diz Wesley. O menino inclusive faz o sinal da campanha, simulando uma arma, como o resto do grupo. A argumentação é de que é alusão ao direito à legítima defesa.  Wesley, aliás, confessa apenas um pecado de morte: “votei em Luiz Inácio na primeira eleição”, diz, garantindo ter se decepcionado e arrependido.

Sobre valores morais, o blog perguntou se esse é papel do Estado, como por exemplo, deixar quem é gay deixar de sê-lo ou tutelar a família. “Em Santa Terezinha, o líder do movimento Pró Bolsonaro é homossexual”, diz, afirmando não haver busca por tutelar a sexualidade. Em outro momento, chama Jean Willis de “desclassificado”. Quando questionados se Bolsonaro é, como acusam movimentos sociais racista, dizem que há exposição demais de um e lembram a frase de Ciro Gomes contra  um representante do MBL chamado de “Capitão do Mato”.

Renato reproduz a mesma leitura pregada por Bolsonaro de que não houve Ditadura Militar e relativiza o número de vítimas em comparação com outros países. “Houve um regime, não uma ditadura. Você não vê ditadura com sucessão presidencial. Ditaduras não entregam o poder. Não vejo como ditadura e sim como regime. Haviam ditaduras comunistas que eram muito agressivas com seu próprio povo. Você sabe qual é a contagem de mortos daqui do regime brasileiro? Foram de 300 a 400 pessoas. A Ditadura cubana matou 130 mil, a ditadura chinesa teve 60 milhões, na União Soviética, 30 milhões”.

E recorre ao discurso de que também foram mortos militares. “Carlos Marighella tinha um manual de Guerrilha sobre como torturar um militar”. Diego citou a frase de Mourão, candidato a  vice para Miriam Leitão. “Meus heróis não morreram de overdose”.

Perguntados se apoiam outros nomes, os representantes dizem que não. “A gente tá defendendo Jair Bolsonaro, mas isso não é um movimento político, é um movimento cívico. A gente tá atacando uma crise moral e uma inversão de valores. E vimos em Bolsonaro um símbolo pra isso. Pras outras funções, como não temos um candidato como ele, a gente tá deixando livre”, diz Renato.

Questionados se votariam em outro nome da chamada centro direita se Bolsonaro não fosse pro segundo turno, garantem que optariam por não votar em ninguém.  “Quem disse que Alckimin é de centro direita? É de centro esquerda!”, diz um. “Bolsonaro pra gente é o único que tem peito pra enfrentar todas essas mazelas”.

Outras Notícias

Sob efeitos do El Niño, aumentam queixas de alunos sobre falta de climatização e até água em escolas estaduais

No comentário desta sexta-feira (30/10) para o Jornal Itapuama, o jornalista Nill Júnior destaca o aumento das reclamações de estudantes da rede estadual de ensino diante das altas temperaturas provocadas pelos efeitos do El Niño. Os alunos relatam problemas graves como falta de água e falhas na climatização das salas de aula. Entre as situações […]

No comentário desta sexta-feira (30/10) para o Jornal Itapuama, o jornalista Nill Júnior destaca o aumento das reclamações de estudantes da rede estadual de ensino diante das altas temperaturas provocadas pelos efeitos do El Niño. Os alunos relatam problemas graves como falta de água e falhas na climatização das salas de aula.

Entre as situações citadas, estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Senador Vitorino Freire emitiram uma nota convocando a comunidade escolar para uma mobilização entre os dias 4 e 6 de novembro, denunciando o mau funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado e as condições de ensino. Queixas semelhantes sobre infraestrutura e calor extremo também foram registradas na EREM Monsenhor Antônio de Pádua Santos e na Escola Rosete Bezerra, no Sertão do Pajeú.

A cobrança se direciona às Gerências Regionais de Educação (GRE) para a adoção de medidas urgentes. O comentário reforça ainda a promessa do governo de Pernambuco sobre a climatização e melhoria da estrutura das escolas estaduais, destacando o impacto direto do problema na saúde dos estudantes e na qualidade do aprendizado.

Influenciador digital eleito deputado estadual em PE tem prisão preventiva decretada por suspeita de extorsão

A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do influenciador digital Emerson Freitas, eleito deputado estadual nas eleições deste ano pelo MDB. Ele é suspeito de envolvimento em um caso de extorsão. A decisão foi tomada pela 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e consta em um mandado de […]

A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do influenciador digital Emerson Freitas, eleito deputado estadual nas eleições deste ano pelo MDB. Ele é suspeito de envolvimento em um caso de extorsão. A decisão foi tomada pela 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e consta em um mandado de prisão expedido nesta quinta-feira (29).

O documento identifica Emerson Jhuan Pereira do Nascimento. Na internet, ele é conhecido como Emerson Freitas, e costuma fazer reportagens sobre crimes e segurança pública. Nas eleições deste ano, ele obteve 49.254 votos e foi o segundo deputado mais votado do MDB, que elegeu dois parlamentares.

A ordem judicial indica o artigo 158 do Código Penal, que trata do crime de extorsão, e foi assinada pelo magistrado Abérides Nicéas de Albuquerque Filho.

A decretação da prisão consta na decisão em que a Justiça aceita uma denúncia do Ministério Público contra Emerson Freitas e contra Rizelly da Silva Santos. No trecho reproduzido no mandado, porém, a prisão preventiva é decretada expressamente contra Emerson.

O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para obter outras informações sobre o caso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

A defesa de Emerson Freitas afirmou que não iria se pronunciar sobre o mandado de prisão. O g1 também tentou, mas não conseguiu contato com a defesa de Rizelly da Silva Santos, também citada na denúncia.

A decisão prevê que a necessidade de manutenção da prisão cautelar seja reavaliada em 90 dias, conforme determina a legislação. A decisão não detalha a participação dos dois envolvidos no esquema de extorsão.

Procurado, o diretório estadual do MDB afirmou que tomou conhecimento do mandado de prisão por meio da imprensa e que “acompanhará o caso e aguardará os esclarecimentos das autoridades competentes, reafirmando seu respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência”.

Democratas exploram abrigo de Trump a Flávio Bolsonaro às vesperas de eleição

O governo de Donald Trump está sob forte pressão e críticas de parlamentares do Partido Democrata e da imprensa internacional após autorizar a entrada e a concessão de vistos para o senador brasileiro Flávio Bolsonaro e sua família. O episódio ocorreu logo após Flávio ser derrotado nas eleições presidenciais brasileiras e desobedecer a uma ordem […]

O governo de Donald Trump está sob forte pressão e críticas de parlamentares do Partido Democrata e da imprensa internacional após autorizar a entrada e a concessão de vistos para o senador brasileiro Flávio Bolsonaro e sua família.

O episódio ocorreu logo após Flávio ser derrotado nas eleições presidenciais brasileiras e desobedecer a uma ordem judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes no âmbito de investigações criminais.

Parlamentares democratas criticaram duramente o uso de recursos e canais oficiais para facilitar a saída de Flávio do Brasil e seu acolhimento nos EUA.

Na terça-feira, 3 de novembro, até 200 milhões de eleitores registrados poderão ir às urnas nos Estados Unidos para votar em todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 33 senadores, 36 dos 50 governadores, além de integrantes de legislaturas estaduais e locais. As pesquisas indicam que Donald Trump e o Partido Republicano têm grandes chances de sofrer uma derrota acachapante, perdendo o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, do Senado. E a questão Flávio virou um ativo de seus opositores.

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados (ala democrata) ironizou o fato de a gestão Trump impor severas restrições a refugiados de nações em guerra (como Sudão e Haiti), enquanto “estende o tapete vermelho” para um político sob investigação criminal.

O deputado Joaquin Castro (Texas) afirmou publicamente que uma derrota eleitoral não justifica proteção internacional. Ele exigiu que a Casa Branca dê explicações ao Congresso sobre o papel do governo americano em ajudar o brasileiro a fugir das autoridades de seu país.

O congressista Morgan McGarvey apontou o que chamou de um padrão de privilégios de Trump, afirmando ironicamente que o presidente não aceita criminosos entrando no país, “a menos que sejam tão corruptos quanto ele”. Outros membros, como o candidato Isaiah Martin, classificaram Flávio como “imigrante ilegal criminoso” e repudiaram o fato de os contribuintes americanos pagarem pela segurança de sua família.

Grandes jornais revelaram detalhes sobre a operação que levou Flávio aos EUA, ampliando as críticas ao governo de Washington:

De acordo com reportagens do The New York Times, o jato particular que transportou Flávio da Argentina para Miami foi providenciado por Jason Miller, conselheiro de comunicação e estrategista próximo a Donald Trump. O secretário de Estado, Marco Rubio, também é apontado como peça central na facilitação dos vistos de urgência.

Meios como o The New York Times e o Le Figaro destacaram que o abrigo concedido pelos EUA pode congelar e agravar significativamente as relações diplomáticas bilaterais entre a gestão de Trump e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Resposta de Trump

Embora Donald Trump tenha criticado publicamente a eleição brasileira, classificando-a como “estranha” e “terrível”, e afirmado que aprova a permanência de Flávio por considerar sua família de “boas pessoas”, ele adotou um tom de recuo estratégico em seguida. Após Flávio publicar uma carta com tom golpista se autodeclarando o “verdadeiro presidente eleito”, Trump declarou formalmente a jornalistas que “não vai se envolver” nos assuntos internos e que não assumiu uma posição direta no pleito brasileiro, indicando que manterá o caso em segundo plano para não contaminar a política doméstica americana.

Embaixada dos EUA contraria Trump e valida vitória ‘definitiva’ de Lula em relatório oficial

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou como “definitiva” e “surpreendente” a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições brasileiras. A avaliação consta de um relatório diplomático enviado na segunda-feira, 26, a órgãos do governo americano, incluindo o Departamento de Estado, segundo informações […]

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou como “definitiva” e “surpreendente” a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições brasileiras. A avaliação consta de um relatório diplomático enviado na segunda-feira, 26, a órgãos do governo americano, incluindo o Departamento de Estado, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.

Intitulado “Eleições no Brasil: Lula é eleito em resultado surpreendente, mas definitivo; Flávio Bolsonaro considera resultado impossível de aceitar”, o documento afirma que a votação transcorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de problemas logísticos registrados em algumas regiões do país. O relatório também destaca que observadores internacionais não manifestaram dúvidas sobre o resultado e que a ampliação do horário de votação não teve impacto significativo na diferença entre os candidatos.

A avaliação da representação diplomática contrasta com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro nesta quinta-feira, 29. Embora tenha afirmado que pretende conversar com Lula, o republicano classificou a eleição como uma “vergonha” e evitou responder se reconhece o petista como vencedor legítimo da disputa.

Segundo o documento diplomático, Lula venceu Flávio Bolsonaro por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos. O relatório registra que o segundo turno foi marcado por dificuldades de acesso a locais de votação e interrupções no transporte público em áreas do Nordeste e do Sul.

As campanhas dos dois candidatos teriam solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ampliação do horário de votação diante dos problemas. A medida foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu a votação em duas horas além do encerramento previsto para as 17h.

A decisão provocou confusão em algumas seções eleitorais, que não teriam recebido a determinação a tempo. Ainda assim, o relatório ressalta que, segundo dados do TSE, apenas 34 mil votos foram registrados depois das 17h, incluindo eleitores que já estavam nas filas no horário previsto para o encerramento. O total corresponde a aproximadamente 0,03% dos votos, volume insuficiente para modificar a diferença entre os candidatos.

O documento também atribui ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a avaliação de que a extensão do horário não teve influência significativa sobre o resultado. A representação americana relata que observadores internacionais consideraram a decisão mal administrada, mas avaliaram que o processo eleitoral ocorreu de forma organizada.

As missões da Organização dos Estados Americanos (OEA), conforme o relatório, afirmaram não ter “nenhuma dúvida sobre os resultados”, embora tenham apontado problemas na comunicação interna entre os responsáveis pela organização da votação.

Eleições 2026: 27 partidos reconheceram vitória de Lula nas urnas

Vinte e sete partidos políticos, incluindo o PL, divulgaram manifestações em que reconhecem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. O petista conquistou a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro, que deixou o país após o resultado. Após desembarcar nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta com teor […]

Vinte e sete partidos políticos, incluindo o PL, divulgaram manifestações em que reconhecem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. O petista conquistou a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro, que deixou o país após o resultado.

Após desembarcar nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta com teor golpista, na qual afirmou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o “verdadeiro presidente do Brasil”, o “presidente eleito”.

Segundo levantamento feito a partir de notas oficiais, assessorias e publicações das legendas e de seus dirigentes, 27 partidos reconheceram a vitória do petista; o partido Novo questionou as instituições e afirmou que o país “não é uma democracia”; e uma não se manifestou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou a regularidade do processo eleitoral e reconheceu a vitória do presidente Lula ainda no domingo (25), após a totalização dos votos.

Depois da divulgação da carta de Flávio, questionando o resultado nas urnas, o presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”.

Entre as siglas que reconheceram a vitória estão o PL — partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro —, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, PSOL, Podemos, Avante, Democrata, Democracia Cristã (DC), UP e PSTU.