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E a Coordenação da Civil? Com quem fica?

Por Nill Júnior

A saída de Mário Viana para a área da comunicação institucional abre uma janela e uma pergunta: a de quem vai ocupar a Gerência de Articulação Regional da Casa Civil no Pajeú.

A Casa Civil, comandada por Túlio Vilaça,  tem feito uma movimentação de readequação política, inclusive em outras secrtarias,  como fez recentemente na Gerência Regional de Educação do Pajeú, na VI Geres em Arcoverde e em outras cidades.

Semana passada, o líder da oposição em Afogados, Danilo Simões, mais o advogado Edson Henrique, cobraram na Rádio Pajeú atenção da Casa Civil e saíram das funções de assessores especiais,  como forma de protesto. Alegaram falta de suporte e espaço.

Pelo perfil e atividade de ambos, é difícil dizer se teriam tempo para aceitar a função vaga, dada a exigência da função,  que cobra maior tempo e atuação que a de assessores especiais.

Mas é certo dizer que a indicação poderá ou deverá  passar por eles, para acomodar o que estavam cobrando do Estado.

Caso sim, o governo estará matando dois coelhos com uma cajadada só.

Outras Notícias

PT confirma indicação de Alckmin para vice de Lula

O diretório nacional do PT aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para a vaga de vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aliança para disputa da eleição presidencial de outubro foi anunciada na semana passada, mas precisava ser analisada formalmente pela executiva […]

O diretório nacional do PT aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para a vaga de vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aliança para disputa da eleição presidencial de outubro foi anunciada na semana passada, mas precisava ser analisada formalmente pela executiva do partido.

Apesar da aprovação, os partidos devem oficializar a pré-candidatura da chapa somente em maio.

Na mesma reunião, o PT também aprovou a federação com o PCdoB e o PV. A decisão foi tomada no mês passado pelas legendas, mas também precisava da decisão formal do diretório nacional.

A lei que criou as federações partidárias foi aprovada em agosto do ano passado no Congresso. Com a norma, os partidos que se unirem em uma federação, antes das eleições, devem permanecer juntos por no mínimo quatro anos, período dos mandatos, tendo estatuto conjunto e comportamento coerente de sua bancada.

Em geral, a medida é utilizada por pequenos partidos que buscam fugir das cláusulas de barreira e usam o modelo de federação antes de eventual fusão ou incorporação definitiva.

Em 2006, Lula e Alckmin disputaram o segundo turno da eleição presidencial e o ex-presidente foi reeleito para um segundo mandato.

Novo estouramento registrado na Adutora do Pajeú

Pouco mais de dez dias depois de registro feito aqui no blog, um novo estouramento de grandes proporções na Adutora do Pajeú foi registrado. Esta manhã, leitores do blog relataram o problema entre Afogados da Ingazeira e Carnaíba, próximo ao sítio do advogado Clóvis Lira. Com o episódio, haverá uma pausa no fornecimento para cidades […]

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa

Pouco mais de dez dias depois de registro feito aqui no blog, um novo estouramento de grandes proporções na Adutora do Pajeú foi registrado. Esta manhã, leitores do blog relataram o problema entre Afogados da Ingazeira e Carnaíba, próximo ao sítio do advogado Clóvis Lira.

Com o episódio, haverá uma pausa no fornecimento para cidades da região que dependem da adutora para abastecimento a partir de Afogados da Ingazeira. Pode também interferir nos testes finais para que a água chegue a cidades como Iguaracy e Ingazeira.

Dia 3, o odontólogo afogadense Bruno Senhor  registrou  na PE 320, próximo ao município de Flores um grande estouramento.  O paredão de água  formado era enorme.

A Compesa foi comunicada via WhattsApp, ao chefe de Distribuição, Washington Jordão.

Tinta para governar

Por Magno Martins O ex-governador biônico Moura Cavalcanti (75-79) comandou Pernambuco com mão de ferro. Era extremamente autoritário, embora tenha passado à história com uma grande virtude: governou com a preocupação no futuro, gerando quadros, como Gustavo Krause, Joaquim Francisco, José Jorge, Luiz Otávio Cavalcanti, dentre outros. Exercia o poder em sua plenitude. Governava sem […]

Por Magno Martins

O ex-governador biônico Moura Cavalcanti (75-79) comandou Pernambuco com mão de ferro. Era extremamente autoritário, embora tenha passado à história com uma grande virtude: governou com a preocupação no futuro, gerando quadros, como Gustavo Krause, Joaquim Francisco, José Jorge, Luiz Otávio Cavalcanti, dentre outros.

Exercia o poder em sua plenitude. Governava sem ser governado. Por isso, foi ministro da Agricultura e governador do Amapá. Para exibir o poder da sua autoridade, seu carro era seguido de batedores, seja num simples deslocamento de sua casa até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Entre os que começaram pelas suas mãos, o seu preferido era Joaquim Francisco, que exercia a função de oficial gabinete em sua gestão. A Joaquim, Moura ensinou a ser duro, enfrentar de peito aberto os adversários e nunca abrir mão da sua autoridade.

O tempo passou e Moura viu Joaquim ascender na vida pública a prefeito do Recife e governador. O aconselhava a distância, não gostava de ser visto ou passar a ideia de que mandava no sobrinho.

Mas Moura perdeu a paciência com Joaquim quando este, no início da sua gestão, em 1991, deu muito poder ao secretário de Governo, Roberto Viana. Eu, como secretário de Imprensa, sou testemunha disso.

Famoso pavio curto, Moura Cavalcanti não deu um só telefonema a Joaquim para reclamar do seu dissabor por saber que ele não usava a tinta do poder como deveria. Então aprontou uma boa: deu de presente de aniversário ao sobrinho governador uma caixa de caneta Bic.

Joaquim fez que não entendeu o inusitado presente e ligou para o tio e disse: “Obrigado pela lembrança do meu aniversário, mas por que uma caixa de caneta de presente? “

Na ponta da língua, Moura tascou: “Porque está faltando tinta no seu tinteiro para governar sem deixar ninguém governar em seu lugar”.

Fica a lição para muitos governantes.

Prefeitura de Monteiro desfaz erro e leva show de egipciense para praça pública

Depois de ter sua peça cancelada por uma mescla de confusão e desrespeito da Secretaria de Cultura de Monteiro, na Paraíba, o artista eipciensese conversou com a prefeita Anna Lorena, que só tomou conhecimento da história através da repercussão do caso. Vi Araújo vai se apresentar na Praça de Alimentação da cidade dia 7 de […]

Depois de ter sua peça cancelada por uma mescla de confusão e desrespeito da Secretaria de Cultura de Monteiro, na Paraíba, o artista eipciensese conversou com a prefeita Anna Lorena, que só tomou conhecimento da história através da repercussão do caso.

Vi Araújo vai se apresentar na Praça de Alimentação da cidade dia 7 de abril, com o  show de humor “Ví Araújo e a lucidez de Bíu Doido”, com todo o apoio e incentivo da prefeitura de Monteiro.

“A chefe do executivo municipal não havia tomado ciência da situação até a divulgação do incidente por meio da imprensa. Ela e assessores  tiveram sensibilidade e profissionalismo para tratar o assunto”, disse.

“Reiteramos o nosso compromisso com o público, com os patrocinadores e com a arte. Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos que se mobilizaram, nos ajudaram e continuam torcendo para o sucesso do espetáculo”, pontuou Diógenes Freire, Produtor Cultural da Peça.

Vi Araújo é ator, comediante, diretor e produtor de filmes. Participou de filmes ao lado de Zé do Caixão. Também produziu e foi o ator principal do filme ”Biu Doido, um louco em estado de lucidez”.

Reconstituição da morte de Marielle dura 5h, tem rajadas de tiros e isolamento

Do UOL A reconstituição dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, foi concluída por volta das 4h15 desta sexta-feira (11), mais de cinco horas após o seu início, por volta de 23h do dia anterior. Os dois foram mortos a tiros no dia 14 de março quando voltavam de […]

Lonas foram colocadas na rua do crime para garantir o sigilo dos trabalhos. Foto: Paula Bianchi/UOL

Do UOL

A reconstituição dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, foi concluída por volta das 4h15 desta sexta-feira (11), mais de cinco horas após o seu início, por volta de 23h do dia anterior.

Os dois foram mortos a tiros no dia 14 de março quando voltavam de carro de uma reunião política no centro do Rio. O ataque vem sendo tratado como crime político e está recebendo grande atenção da cúpula da intervenção federal no estado.

Houve seis disparos de arma de fogo durante a reconstituição. Eles ocorreram entre 2h50 e 4h. A polícia alternou tiros sequenciais e rajadas de disparos de diferentes tipos de armas automáticas. O trabalho pretendia tentar confirmar a hipótese da polícia de que os assassinos usaram uma submetralhadora HK MP5, de fabricante alemã.

Outro objetivo era tentar checar o grau de habilidade do assassino, pois uma das hipóteses da polícia é que o ataque foi realizado por pessoas treinadas.

Toda a reprodução simulada do crime foi realizada com a participação de quatro testemunhas – entre elas uma assessora de Marielle que estava no carro e sobreviveu ao ataque e pessoas que estavam próximas ao local do ataque.

Segundo o delegado Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios, a reconstituição tinha como objetivo reproduzir as condições exatas do assassinato. “Não contamos com imagens do momento em que o crime ocorreu. Em investigações com esse problema, a reprodução simulada é imprescindível”, afirmou.

“É preciso buscar a percepção auditiva [das testemunhas] e com ela levantarmos qual o armamento empregado. Se há perícia ou não do atirador para o manuseio dessa arma e qual é o disparo realizado, se esse disparo é em rajada, se o disparo é intermitente, enfim, perguntas muito importantes para a continuidade das investigações”, disse Lages.

Os testes com munição e armamento podem embasar provas em um processo judicial posterior.

A fim de preservar as testemunhas, a polícia “envelopou” com lonas pretas todo o perímetro do crime, ocorrido no centro da capital fluminense, a cerca de 700 metros da prefeitura.

Sacos de areia foram colocados no local do crime, no bairro do Estácio –o intuito foi criar barreiras de proteção, já que a reconstituição teve tiros reais para simular os assassinatos.

Preparação

Por volta das 19h de quinta-feira, militares do Exército passaram cordas de um lado a outro da rua João Paulo I. Um carro semelhante ao que Marielle e Anderson estavam chegou ao local pouco tempo depois, cercado por policiais e militares. O isolamento das áreas no entorno do local do assassinato começou às 20h. Após o término dos trabalhos, a área foi liberada.

Os trechos interditados foram a rua Joaquim Palhares, entre as ruas Haddock Lobo e Ulysses Guimarães; a rua João Paulo I, entre a avenida Paulo de Frontin e a rua Joaquim Palhares; e a rua Estácio de Sá, entre as ruas Hélio Beltrão e Joaquim Palhares.

Delegado não comenta vazamentos

Lages evitou comentar as suspeitas sobre o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Curicica, apontados por uma testemunha como mandantes do crime, segundo o jornal “O Globo”. Tanto o político como o ex-policial negam as acusações.

“Independentemente de qualquer reportagem da imprensa, a delegacia continuará cumprindo o protocolo de não divulgar nenhuma informação. O sigilo é fundamental para esta investigação”, declarou o delegado.

Ontem, porém, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou que os homens apontados pela testemunha, cuja identidade tem sido mantida em sigilo, são investigados pela polícia e demais autoridades envolvidas na resolução do caso.

O delator também revelou, segundo o jornal carioca, que um policial lotado no 16º BPM (Olaria) e um ex-policial do 22º BPM (Maré) estariam no carro usado na morte de Marielle. Procurada, a PM informou não ter sido “comunicada sobre o envolvimento de policiais militares no caso em questão”.

Para que serve a reconstituição?

Trata-se de uma forma de obter provas técnicas para se chegar à autoria dos assassinatos, segundo o delegado Orlando Zaccone, que atualmente está licenciado. “Talvez a linha de investigação esteja voltada para a apreensão da arma, ou seja, a investigação chegaria no autor por meio da arma”, opina.

Testemunhas que prestaram depoimento à Divisão de Homicídios participam –caso da assessora, além de pessoas que se encontravam na rua no momento do crime.

“Tem que ser feito com a presença dela [assessora de Marielle] para averiguar a posição do carro, o momento dos disparos, o quanto o carro andou depois dos disparos. Ela vai dar informações que podem esclarecer dúvidas”, analisa Zaccone.

De acordo com o delegado, hipóteses são aferidas a partir do conjunto de evidências do inquérito e dos relatos das testemunhas. Daí o uso de munição e armamento real para efetuar esses testes.

O direcionamento, no entanto, vai ser dado pelos delegados que presidem o inquérito. “Há uma série de perguntas que podem ser feitas: foram as cápsulas achadas no chão que atingiram Marielle? Esse tipo de armamento poderia ter feito os disparos da forma que foi feito? E assim por diante”, explica.

Além da apuração sobre a arma usada no crime, a versão de testemunhas também será averiguada.

“Muito provavelmente a polícia teve acesso a testemunhos que parecem plausíveis ao longo do período que decorreu do crime e quer testar uma ou mais versões”, analisa Hélio Buchmüller, presidente da Academia Brasileira de Ciências Forenses (ABCF).

Segundo ele, a perícia vai verificar se tudo o que foi coletado até então é possível. “Uma testemunha diz que viu e ouviu aquilo; a perícia vai verificar se é possível de acordo com as condições: horário, iluminação, distância. É um processo complexo que requer experiência”, relata.

Na avaliação dele, o fato de a reconstituição ocorrer quase dois meses após os assassinatos não deve prejudicar as investigações. “Ainda que seja quase dois meses depois, é melhor fazer do que não fazer. É um processo muito interessante para verificação de versões”, finaliza.

Carro de Marielle foi perseguido; 13 tiros foram disparados

O carro de Marielle foi perseguido por um Cobalt prata após deixar um evento no centro da cidade. Na rua Joaquim Palhares, o veículo onde estava a parlamentar foi fechado, e um homem que estava no banco de trás do automóvel perseguidor fez os disparos, de acordo com relatos colhidos pelo jornal “O Globo”. Uma testemunha disse que viu o braço do atirador para fora do carro e declarou que ele era negro.

Ao menos 13 tiros foram disparados, quatro dos quais atingiram a cabeça de Marielle e dois, as costas de Anderson.

Cápsulas de projéteis de calibre 9 mm foram deixadas para trás pelos assassinos, algumas delas do lote UZZ 18, extraviado da Polícia Federal.

Tanto as placas quanto o próprio carro foram clonados pelos executores do crime.