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Tinta para governar

Por Nill Júnior

Por Magno Martins

O ex-governador biônico Moura Cavalcanti (75-79) comandou Pernambuco com mão de ferro. Era extremamente autoritário, embora tenha passado à história com uma grande virtude: governou com a preocupação no futuro, gerando quadros, como Gustavo Krause, Joaquim Francisco, José Jorge, Luiz Otávio Cavalcanti, dentre outros.

Exercia o poder em sua plenitude. Governava sem ser governado. Por isso, foi ministro da Agricultura e governador do Amapá. Para exibir o poder da sua autoridade, seu carro era seguido de batedores, seja num simples deslocamento de sua casa até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Entre os que começaram pelas suas mãos, o seu preferido era Joaquim Francisco, que exercia a função de oficial gabinete em sua gestão. A Joaquim, Moura ensinou a ser duro, enfrentar de peito aberto os adversários e nunca abrir mão da sua autoridade.

O tempo passou e Moura viu Joaquim ascender na vida pública a prefeito do Recife e governador. O aconselhava a distância, não gostava de ser visto ou passar a ideia de que mandava no sobrinho.

Mas Moura perdeu a paciência com Joaquim quando este, no início da sua gestão, em 1991, deu muito poder ao secretário de Governo, Roberto Viana. Eu, como secretário de Imprensa, sou testemunha disso.

Famoso pavio curto, Moura Cavalcanti não deu um só telefonema a Joaquim para reclamar do seu dissabor por saber que ele não usava a tinta do poder como deveria. Então aprontou uma boa: deu de presente de aniversário ao sobrinho governador uma caixa de caneta Bic.

Joaquim fez que não entendeu o inusitado presente e ligou para o tio e disse: “Obrigado pela lembrança do meu aniversário, mas por que uma caixa de caneta de presente? “

Na ponta da língua, Moura tascou: “Porque está faltando tinta no seu tinteiro para governar sem deixar ninguém governar em seu lugar”.

Fica a lição para muitos governantes.

Outras Notícias

Nill Júnior Podcast: precisamos qualificar cada vez mais nossas Câmaras

O caso dos vereadores Eriberto do Sacolão e João Taxista, de Arcoverde, que atacaram o diretor da ARCOTRANS, Vladimir Cavalcanti, por instalar câmeras de vídeomonitoramento e assim reduzir crimes de trânsito na PE 270, é prova da falta de qualificação e formação de parte dos nossos legisladores. Ou seja, o esforço de cumprir a lei […]

O caso dos vereadores Eriberto do Sacolão e João Taxista, de Arcoverde, que atacaram o diretor da ARCOTRANS, Vladimir Cavalcanti, por instalar câmeras de vídeomonitoramento e assim reduzir crimes de trânsito na PE 270, é prova da falta de qualificação e formação de parte dos nossos legisladores.

Ou seja, o esforço de cumprir a lei e salvar vidas vale menos que a prática da ilegalidade.

Importante embrar aos vereadores defensores da ilegalidade que cinto, cadeirinha, capacete, air bag, proibição de menores em motos, dirigir e não consumir álcool,  são medidas que nasceram a partir de estudos para salvar vidas. Punir com multas desavisados serve não necessariamente para arrecadar, mas para intimidar as práticas ilegais, que acabam lotando hospitais com politraumatizados.

Em Serra Talhada, vira e mexe aparece parlamentar pra criticar o trabalho da STTRANS com o mesmo argumento. O órgão inclusive se inspirou no trabalho de Arcoverde, referência para o estado.

Ouça as impressões desse jornalista sobre o tema no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana, regional e do cotidiano. o episódio foi ao ar no Sertão Notícias,  da Cultura FM.

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Waldemar Borges apresenta balanço da Comissão de Justiça

O deputado Waldemar Borges apresentou, na Reunião Plenária desta quinta (27), um balanço dos trabalhos da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça no primeiro semestre de 2019. Presidente do colegiado, ele ressaltou que, além de analisar a constitucionalidade e averiguar a legalidade e juridicidade de todas as proposições, o grupo vem cumprindo um papel de […]

Foto: Roberto Pereira Jr.

O deputado Waldemar Borges apresentou, na Reunião Plenária desta quinta (27), um balanço dos trabalhos da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça no primeiro semestre de 2019.

Presidente do colegiado, ele ressaltou que, além de analisar a constitucionalidade e averiguar a legalidade e juridicidade de todas as proposições, o grupo vem cumprindo um papel de grande importância que é o de ser um primeiro espaço de aprofundamento das questões que são levantadas na Assembleia Legislativa.

“A Comissão tem sido de fato uma instância privilegiada, na qual temos a oportunidade de debater propostas que dizem respeito à produção desta Casa e aos interesses dos pernambucanos”, ressaltou.

Das 357 proposições apresentadas nas 21 reuniões realizadas, 121 projetos foram votados, sendo 116 aprovados e 5 rejeitados. No período, ainda houve audiências públicas para lançamento do Manual Jurídico Feminista e discussões sobre resíduos plásticos e competência de deputados legislarem sobre matéria financeira.

“Fechamos o semestre de maneira muito positiva, tanto do ponto de vista quantitativo como no que diz respeito à qualidade dos debates”, avaliou.

O deputado ainda agradeceu aos membros titulares e suplentes da comissão. “Todos mantiveram um debate de altíssimo nível, defendendo seus pontos de vista de maneira democrática e visando os melhores interesses dos pernambucanos. Mesmo quando havia choque de posições, as discussões sempre se deram num plano muito elevado”, concluiu.

Governo lança programa que prevê mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados nos aeroportos

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (15), em Brasília, o programa Investe + Aeroportos, que, junto com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), vai garantir mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados nos terminais brasileiros nos próximos anos. Do total, R$ 5,5 bilhões virão do FNAC e R$ 4,5 bilhões do novo […]

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (15), em Brasília, o programa Investe + Aeroportos, que, junto com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), vai garantir mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados nos terminais brasileiros nos próximos anos. Do total, R$ 5,5 bilhões virão do FNAC e R$ 4,5 bilhões do novo programa, que tem como objetivo transformar os aeroportos concedidos em polos de negócios integrados às economias locais.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a proposta é ampliar o papel dos aeroportos para além da aviação, atraindo empreendimentos como shoppings, centros logísticos, hospitais, escolas e hotéis. 

“Queremos que os aeroportos sejam não apenas portas de entrada para passageiros e cargas, mas também motores de geração de emprego, renda e oportunidades para a população, atraindo novos negócios e fortalecendo a economia local”, afirmou.

A iniciativa já resultou na aprovação de 19 empreendimentos entre 2023 e 2025, somando R$ 4,5 bilhões em investimentos em áreas como centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e terminais VIP. Para o CEO da ABR Aeroportos do Brasil, Fábio Rogério Carvalho, a medida reforça a importância do setor privado. 

“Todos os 13 concessionários estão aqui, representando 59 aeroportos que concentram 93% dos passageiros e 99% da carga do país. Cada iniciativa que amplia a previsibilidade e a segurança jurídica significa mais investimentos, mais empregos e mais desenvolvimento econômico para o Brasil”, destacou.

Menino de 10 anos cria museu sobre Luiz Gonzaga no interior do Ceará

Do Uol Após uma visita ao museu de Luiz Gonzaga na cidade natal do artista, em Exu (PE), em 2013, o cearense Pedro Lucas Feitosa, 10, decidiu criar seu próprio espaço dedicado ao “Rei do Baião”. Assim surgiu, no município de Crato (CE), em pleno sertão do Cariri, o Museu do Luiz Gonzaga, onde o menino […]

581195-940x600-1Do Uol

Após uma visita ao museu de Luiz Gonzaga na cidade natal do artista, em Exu (PE), em 2013, o cearense Pedro Lucas Feitosa, 10, decidiu criar seu próprio espaço dedicado ao “Rei do Baião”. Assim surgiu, no município de Crato (CE), em pleno sertão do Cariri, o Museu do Luiz Gonzaga, onde o menino reuniu peças que remetem à vida do cantor.

O museu fica na sala da casa da bisavó de Pedro, já falecida. Fã de Gonzagão desde que tinha cinco anos, o garoto conta que, quando teve a ideia de abrir o espaço, já foi logo levando os objetos para o local sem consultar os pais. “Eu sou assim mesmo, nem falo com as pessoas antes de fazer”, brinca.

No acervo, Pedro não tem nada que efetivamente tenha pertencido a Luiz Gonzaga. Seu critério é encontrar objetos antigos, que façam parte da cultura da região ou que remetam à obra do cantor, como sanfonas, máquinas de costura, máquinas de escrever e folhetos de cordel.

Seu amor por Gonzagão começou em uma festa de sua escola, no dia de São João. O menino chegou cantarolando músicas do artista, embora nem soubesse a autoria. Então, uma tia percebeu seu interesse e deu a ele uma coletânea de músicas de Luiz Gonzaga. Pedro conta que sua canção preferida é “Numa Sala de Reboco”. “Ela tem uma coisa que me contagia”, diz.

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ACERVO – O primeiro objeto do museu foi uma máquina de costura, e desde então, o acervo vem crescendo por meio de doações. Pedro lembra que o projeto ficou conhecido pelas pessoas da região depois de ser anunciado durante uma festa da igreja local. “O pessoal aqui da comunidade sabe do museu e vem falar comigo para doar coisas”, diz.

O garoto também consegue doações pela internet, onde divulga sua história por meio de uma página no Facebook. Ele explica que, para que as peças sejam aceitas, elas devem ser antigas e remeter à região nordestina.

A rotina do menino é toda dedicada ao museu. Quando os visitantes chegam, ele faz a função de guia e explica a história das peças e do ídolo Luiz Gonzaga. Enquanto está na escola, no período da manhã, o pai assume a tarefa. “Mas o meu pai não sabe explicar tão bem”, revela.

Cuidar do museu é um dos passatempos prediletos. “Às vezes eu deixo de ir na escola para ficar no museu, mas minha professora briga”, conta o garoto, que está no sexto ano do ensino fundamental. Para organizar o espaço, ele também tem a ajuda do primo Kaio Emerson, 8.

Seu objeto preferido é uma sanfona quebrada, que ele espera substituir por uma nova algum dia. “Essa sanfona foi doação, é só de brincar. Mas é a peça de que eu gosto mais”, afirma.

Assim como Luiz Gonzaga, Pedro toca triângulo e também quer aprender a tocar sanfona. Com o sucesso do museu, ele diz que tem planos para expandir o espaço. “Hoje o museu é só na sala de casa, mas vamos tentar aumentar”, conta.

APAE Serra Talhada lança campanha solidária “Seja Um APAExonado”

Por Juliana Lima A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Serra Talhada – APAE está lançando sua nova campanha solidária “Seja Um APAExonado – Doar é Um Ato de Amor”. O lançamento oficial foi realizado nesta sexta-feira (15), pelo presidente da associação, Silberto Fortunato, durante o Programa Serra FM Notícias, na Rádio Serra […]

Por Juliana Lima

A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Serra Talhada – APAE está lançando sua nova campanha solidária “Seja Um APAExonado – Doar é Um Ato de Amor”. O lançamento oficial foi realizado nesta sexta-feira (15), pelo presidente da associação, Silberto Fortunato, durante o Programa Serra FM Notícias, na Rádio Serra FM.

A nova campanha tem o objetivo de convidar a sociedade a participar dos projetos desenvolvidos pela associação, seja através de doações ou voluntariado. Atualmente a APAE atende 150 usuários no serviço de educação e 60 no serviço de saúde e cultura.  Crianças, adolescentes e adultos especiais participam de atividades educativas, esportivas e de lazer, além de acompanhamento de saúde, com profissionais especializados nas áreas de psicopedagogia, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

As pessoas e/ou empresas interessadas em contribuir com a causa podem tornar-se sócias ou apadrinhar uma criança atendida pela associação, que também convida profissionais das áreas de saúde e educação para unirem-se à causa e contribuir com sua aptidão e amor.

As doações para a APAE podem ser feitas através de contas bancárias ou entrega em mãos a portador. Mais informações: (87) 3831 2887.

Banco do Brasil

Agência: 0246-1

Conta Corrente: 26263-3

Caixa Econômica

Agência: 0914-8

Conta Corrente: 2021-8