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Dilma diz que Marina mente ao acusar governo de retrocesso na área ambiental

Por Nill Júnior

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do O Globo

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou que sua adversária do PSB na corrida presidencial, Marina Silva, mente ao afirmar que a política ambiental de seu governo representa um retrocesso e que o desmatamento na Amazônia aumentou desde 2010. Os indicadores não só melhoraram, garantiu a presidente, como os dados brasileiros, na comparação internacional, “são excepcionais”, defendeu Dilma, logo após discursar à plenária das Nações Unidas durante a Cúpula do Clima.

Marina fez a crítica no último domingo, durante evento de campanha em Manaus. Na ocasião, a candidata do PSB afirmou que as medidas adotadas por Dilma “nos fazem andar para trás”, que criação de unidades de conservação travou e que o desmatamento da Amazônia “voltou a crescer após quase dez anos de redução”.

A presidente afirmou que o Brasil avançou sistematicamente na redução do desmatamento nos 12 anos de administração petista, com a área desmatada na Amazônia Legal recuando 79% desde 2003, de 25.396 km2 para 5.891 km2 no ano passado. Entre 2010 e 2013, disse ela, foram registradas a quatro menores taxas de desmatamento da História do país.

Dilma destacou ainda que o Brasil tomou a decisão voluntária, na Cúpula de Copenhague, em 2009, de cortar entre 36% e 39% as emissões de dióxido de carbono até 2020 e já deixou de lançar na atmosfera anualmente 650 milhões de toneladas de gases desde 2010.

“Eu quero saber onde está o retrocesso. Porque quem definiu 36% a 39% voluntariamente, quem reduziu 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, foi o meu governo e o governo do presidente Lula. E não foi na época dela que fizemos isso. Ela deu a contribuição dela. Agora, o que eu acho interessantíssimo é que os dados dela (ministra de janeiro de 2003 a maio de 2008) não são nada excepcionais. Ela estava também combatendo, ela estava na labuta. Mas os nossos (dados), eu quero dizer, em termos internacionais, são excepcionais. Nos compare com qualquer outro país do mundo e me diz quem teve este tipo de conduta”, desafiou Dilma.

Provocada se era possível desvincular os resultado do governo Lula da gestão de Marina à frente do Meio Ambiente, Dilma afirmou que “não é possível” e que a adversária tem crédito nas conquistas ambientais brasileiras. Salientou apenas que ela própria participou de decisões importantes do governo Lula – como a criação do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal (PPCDAm), de 2004 – e que as críticas de Marina contra seu governo são injustas.

“Sem dúvida, ninguém está tirando isso (o crédito da Marina). O que estou dizendo é que nós, ao contrário, caímos (a taxa de desmatamento). Se ela está dizendo que não está caindo, ela está mentindo. Nós caímos, tanto no governo Lula em relação ao FHC quanto no meu caiu em relação ao governo Lula. Ninguém pode ficar estacionado. E o próximo terá que cair”.

Mas Dilma alfinetou Marina, ao ser perguntada se considerava ter feito mais do que Marina na questão do desmatamento.

“Se você falar em termos absolutos, sem dúvida que sim. Agora, ela (Marina) estava numa trajetória, eu estou em outra”, disse a presidente.

Outras Notícias

Teresa Leitão substitui Jaques Wagner na liderança do governo Lula no Senado

A senadora Teresa Leitão anunciou nesta terça-feira que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a liderança do governo no Senado Federal. Ela substitui Jaques Wagner, que deixou a liderança após operação o envolvendo no caso Master. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar agradeceu a confiança e afirmou que […]

A senadora Teresa Leitão anunciou nesta terça-feira que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a liderança do governo no Senado Federal. Ela substitui Jaques Wagner, que deixou a liderança após operação o envolvendo no caso Master.

Em publicação nas redes sociais, a parlamentar agradeceu a confiança e afirmou que exercerá a função com foco no diálogo, disciplina e articulação política.

Segundo Teresa, a missão será fortalecer a relação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, em especial com os líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A senadora também destacou que pretende contribuir para a construção de consensos em torno de pautas prioritárias do governo federal, entre elas o debate sobre o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do país.

Teresa Leitão afirmou ainda que sua atuação “buscará fortalecer políticas públicas voltadas à justiça social e à melhoria da qualidade de vida da população brasileira”.

Em Flores, definida chapa de Marconi Santana com Cícero de Moisés

Em Flores, o PSB homologa hoje o nome de Marconi Santana candidato a prefeito. A chapa oposicionista, formada por uma frente de 6 (seis) partidos: PDT, PSDB, PMDB,PV,PSD e PTC, enfrentará o mandato republicano, da prefeita e candidata a reeleição, Soraya Morioka (PR). Encabeçando a chapa oposicionista, Santana puxou do distrito de Fátima, Cícero de Moisés, […]

cíceroEm Flores, o PSB homologa hoje o nome de Marconi Santana candidato a prefeito.

A chapa oposicionista, formada por uma frente de 6 (seis) partidos: PDT, PSDB, PMDB,PV,PSD e PTC, enfrentará o mandato republicano, da prefeita e candidata a reeleição, Soraya Morioka (PR).

Encabeçando a chapa oposicionista, Santana puxou do distrito de Fátima, Cícero de Moisés, do mesmo partido, pra vice. Cícero é uma forte liderança no distrito. Sua presença é tida como estratégica para o grupo.

Comissão da Câmara aprova texto-base da PEC do teto de gastos

Deputados ainda precisam analisar sugestões de alteração ao texto original. Houve ao menos 3 tumultos e manifestantes foram retirados da comissão. Do G1 Em uma sessão marcada por tumultos ao longo do dia, a comissão especial na Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos […]

Antes de fazer votação no painel eletrônico, deputados da comissão especial haviam aprovado a PEC do teto de gastos em votação simbólica (Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados)
Antes de fazer votação no painel eletrônico, deputados da comissão especial haviam aprovado a PEC do teto de gastos em votação simbólica (Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados)

Deputados ainda precisam analisar sugestões de alteração ao texto original.
Houve ao menos 3 tumultos e manifestantes foram retirados da comissão.

Do G1

Em uma sessão marcada por tumultos ao longo do dia, a comissão especial na Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos aprovou, nesta quinta-feira (6), por 23 votos a favor e 7 contra, o texto-base do parecer do relator, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Inicialmente, a votação foi simbólica, mas, como houve pedido de verificação, passou para o painel eletrônico.

Para concluir a votação, contudo, os deputados ainda vão analisar oito sugestões que podem alterar trechos do relatório.

Desde que foi apresentado pela equipe econômica do governo, ainda no primeiro semestre, o projeto enfrenta resistências por parte de setores da sociedade. Partidos que fazem oposição ao presidente Michel Temer, por exemplo, argumentam que, se aprovada, a proposta representará o “congelamento” dos investimentos sociais, como nas áreas de saúde e educação.

Pela proposta, que ainda precisa passar nos plenários da Câmara e do Senado antes de virar lei, os gastos da União só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. O projeto estabelece que esse cálculo valerá pelos próximos 20 anos, mas, a partir do décimo ano, o Palácio do Planalto poderá apresentar outra base.

Em 2017, contudo haverá exceção para as áreas de saúde e educação, que somente passarão a obedecer o limite a partir de 2018, segundo o governo. Atualmente, a Constituição especifica um percentual mínimo da arrecadação da União que deve ser destinado para esses setores.

Argumentos – Ao longo da sessão, os deputados aproveitaram para apresentar seus pontos de vista. Para o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), a imposição de um teto de gastos para saúde e educação fará com que o Brasil fique um “país mais desigual”. Na sessão, ele ressaltou não ser contrário ao controle de despesas, desde que os gastos sociais não tenham limitação.

“Essa PEC congela os gastos sociais. Nada contra que cortemos os gatos e enfrentemos o déficit, mas que comecemos pelos nossos benefícios. (…) Vamos começar dando o exemplo.  Vamos limitar os nossos gastos, não os gastos com saúde pública”, afirmou, acrescentando que, se não fosse isso, a PEC seria aprovada “com larga vantagem”.

Também contrário à PEC, o deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou que a proposta é a “PEC da perversidade”. Na mesma linha, a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), presidente nacional do partido, engrossou o coro: “Vai ter luta!”.

Favorável à PEC, Silvio Torres (PSDB-SP), por sua vez, argumentou que o país vive uma “situação caótica” e que, para ele, irá piorar caso não haja um teto para os gastos. “É hora de olharmos para a realidade que o Brasil está vivendo”, disse.

Em seguida, o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) ponderou que a balança das receitas e dos gastos está “desequilibrada”. “Quem paga a conta não aguenta mais. Temos que ter limites”, destacou.

Tramitação – Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC só passará a valer após ser aprovada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado e receber no mínimo 308 votos de deputados e 49 de senadores.

Com o objetivo de garantir esse apoio, o governo intensificou nas últimas semanas uma maratona de encontros, jantares e cafés da manhã entre integrantes da equipe econômica com parlamentares.

Um dos resultados desses encontros foi o anúncio por cinco partidos da base aliada (PMDB, PSDB, PSD, PR e PP) do chamado “fechamento de questão” em torno da proposta. Na prática, isso significa que, se algum deputado desses partidos votar de forma diferente da orientação da sigla, poderá ser punido pela legenda.

Opinião: mesmo dia, duas funções e uma versão que não fecha colocam presidente da Câmara de Arcoverde no centro de uma crise

A denúncia de acúmulo ilegal do exercício da advocacia e da presidência da Câmara por Luciano Pacheco têm gerado uma disputa de versões. Mas governistas em contato com o blog afirmam que os fatos não são complexos. São diretos. “E é justamente por isso que a explicação não aparece”. No dia 28 de abril de […]

A denúncia de acúmulo ilegal do exercício da advocacia e da presidência da Câmara por Luciano Pacheco têm gerado uma disputa de versões. Mas governistas em contato com o blog afirmam que os fatos não são complexos. São diretos. “E é justamente por isso que a explicação não aparece”.

No dia 28 de abril de 2025, o presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Rodrigues Pacheco, surgiu em registros oficiais atuando como advogado em processo na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A certidão aponta presença em cartório, solicitação de acesso a mídias e contato com material do processo. “É documento. É registro. Não é interpretação”.

No mesmo dia, ele também participou de sessão da Câmara de Arcoverde. “Ainda que de forma remota, estava no exercício do cargo público. Dois papéis no mesmo dia. Sem explicação clara”.

A tentativa de reduzir o caso a um episódio isolado não se sustenta quando se olha a sequência, segundo que o acusa. No dia 29, há novo registro de acesso a provas. No dia 30, ele aparece atuando em plenário do Tribunal do Júri na defesa de um acusado .

“Não é um ato. É uma sequência. E quando a pressão local aumentou, com cobrança interna e ameaça de desdobramentos políticos mais graves, veio uma carta. Nela, Luciano nega ter exercido a advocacia naquele contexto, desafiando os fatos e a inteligência e a memória dos pares”.

É aí que o problema explode, de  acordo com os denunciantes. Porque a carta diz uma coisa. Os documentos mostram outra. “Não há zona cinzenta quando existe registro formal de presença, de solicitação e de atuação. Não há espaço para narrativa quando os próprios autos descrevem o que aconteceu. A versão tenta apagar o fato. O fato continua registrado”.

Para a acusação, a crise deixa de ser jurídica e vira uma questão de credibilidade. Porque quando um agente público apresenta uma explicação que não acompanha os documentos, o que entra em jogo não é só a legalidade. É a confiança.

E o ponto mais sensível continua sem resposta. Como, no mesmo dia, ele conseguiu atuar como advogado em outro estado e exercer o comando do Legislativo municipal.

“Não é detalhe. É o centro de tudo. Ignorar isso não resolve. Negar não apaga. E repetir uma versão que não se sustenta diante dos registros só amplia o desgaste. Os documentos estão postos. Os fatos também. A explicação, não!” Veja documentos apresentados ao blog:

 

Em nota, Prefeitura de Carnaíba nega ter barrado Carreta da Mulher e diz que não foi comunicada

Gestão afirma que o serviço havia sido solicitado ao Governo do Estado em setembro de 2025. Neste domingo (30), a Prefeitura de Carnaíba divulgou uma nota oficial para negar que tenha tentado impedir a instalação e o funcionamento da Carreta da Mulher no município. A manifestação ocorre após o candidato a deputado estadual Marconi Santana […]

Gestão afirma que o serviço havia sido solicitado ao Governo do Estado em setembro de 2025.

Neste domingo (30), a Prefeitura de Carnaíba divulgou uma nota oficial para negar que tenha tentado impedir a instalação e o funcionamento da Carreta da Mulher no município.

A manifestação ocorre após o candidato a deputado estadual Marconi Santana (PSD) acusar a gestão do prefeito Berg Gomes (PSB) de enviar fiscais e a Guarda Municipal para barrar a estrutura. Segundo Marconi, a Polícia Militar teria sido chamada para garantir a permanência do equipamento.

Na nota, a Prefeitura afirma que solicitou a Carreta da Mulher ao Governo de Pernambuco em setembro de 2025, com o objetivo de ampliar a oferta de serviços de saúde destinados às mulheres do município.

De acordo com a gestão, a unidade móvel chegou a Carnaíba na noite desse sábado (29), sem comunicação prévia sobre a data, o local de instalação ou a organização dos atendimentos.

A Prefeitura também informou que não houve articulação para definir o espaço adequado e as condições necessárias ao funcionamento da estrutura. A carreta teria sido instalada em uma praça pública sem autorização municipal e com interferências na mobilidade, o que motivou o acompanhamento da Guarda Municipal.

“A Prefeitura esclarece, sobretudo, que em nenhum momento se recusou a receber a Carreta da Mulher ou buscou impedir a realização dos atendimentos. Ao contrário: trata-se de um serviço solicitado pelo próprio município há quase um ano”, diz a nota.

Antes do posicionamento oficial, o ex-prefeito de Carnaíba e candidato a deputado federal Anchieta Patriota (PSB) também declarou que a gestão não havia sido comunicada. Para ele, o problema poderia ter sido evitado com uma notificação prévia.

A Prefeitura sustenta que o questionamento se restringe à forma como a carreta chegou e foi instalada. Segundo a nota, a articulação antecipada permitiria organizar o espaço, oferecer suporte, divulgar os serviços e orientar as mulheres interessadas nos atendimentos.

A gestão também rejeitou a transformação do episódio em uma disputa eleitoral e afirmou que receberá o equipamento para que os serviços sejam oferecidos à população de Carnaíba.

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Foto: Divulgação

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