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Deputados rebatem Bolsonaro e pedem recursos para combater incêndios

Por André Luis

Foto: Divulgação

Deputados que participaram de missão oficial da Câmara ao Pantanal apresentaram nesta terça-feira (22), no Plenário, relatos sobre a situação das queimadas e da seca no estado. 

Eles ainda criticaram o discurso do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter culpado povos indígenas pelas queimadas e pelo desmatamento no Pantanal e na Amazônia.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) disse que nunca viu uma seca tão grande e uma situação tão grave no Pantanal. Ela relatou que apenas 172 pessoas estão oficialmente combatendo os incêndios, entre bombeiros e voluntários. “Eles não dão conta de apagar o fogo no Pantanal. Precisamos de mais recursos”, alertou.

Os deputados e senadores que participaram da missão conversaram com fazendeiros, povos originários do Pantanal, quilombolas e donos de pousada. “Como mato-grossense estou indignada com presidente Bolsonaro. O povo do Pantanal está na defesa do Pantanal. Se alguém colocou fogo, não foram os caboclos e índios.”, completou.

A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que é indígena, acusou o presidente de irresponsável e leviano por culpar os povos indígenas pelos incêndios. “Dados científicos do Inpe e outras instituições mostram que as áreas indígenas são as mais protegidas. As queimadas ocorrem em áreas invadidas e griladas. Os indígenas conservam a biodiversidade e a natureza pelos meios tradicionais de gestão ambiental.”

Também presente na missão oficial, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) propôs a aprovação de projeto com medidas econômicas para promover o desenvolvimento sustentável e garantir a preservação na Amazônia e no Pantanal. Ele defendeu o impeachment de Bolsonaro. “Não dá para salvar a Amazônia e o Pantanal com este governo.”

*Com informações da Agência Câmara

Outras Notícias

PE confirma 20 casos de microcefalia em uma semana. Outros 19 foram descartados

Do Casa Saudável O Estado de Pernambuco já registra 1.306 bebês com suspeita de microcefalia (dados de 1º de agosto de 2015 a 16 de janeiro de 2016). Desse total, 506 (38,7%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para essa malformação congênita (perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros). Ao todo, 123 casos […]

De 1º de agosto de 2015 até o dia 16 de janeiro de 2016, 1.306 casos de microcefalia foram notificados em Pernambuco (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)
De 1º de agosto de 2015 até o dia 16 de janeiro de 2016, 1.306 casos de microcefalia foram notificados em Pernambuco (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Do Casa Saudável

O Estado de Pernambuco já registra 1.306 bebês com suspeita de microcefalia (dados de 1º de agosto de 2015 a 16 de janeiro de 2016). Desse total, 506 (38,7%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para essa malformação congênita (perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros). Ao todo, 123 casos foram confirmados com a microcefalia (20 casos a mais do que na semana anterior, com dados até 9/1/16) e 106 foram descartados (19 a mais do que na semana anterior, com dados até 9/1/16), levando em consideração o resultado dos exames de imagem dos bebês.

Os dados estão no boletim epidemiológico apresentado na tarde desta terça-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Também já estão registrados cinco casos de bebês natimortos e quatro que vieram a óbito logo após o nascimento. A SES destaca que nenhum dos casos teve microcefalia como causa básica de morte. Os óbitos foram de residentes dos municípios de Recife (2), Ipojuca (3), São Lourenço (1), Bodocó (1), Bom Jardim (1) e Petrolina (1).

GestantesDesde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 2 de dezembro de 2015 a 16 de janeiro de 2016, 69 municípios do Estado notificaram 584 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, seis mulheres apresentam confirmação de microcefalia intraútero.

A SES reforça que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que elas são casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.

Serra Talhada divulga atrações da festa de 174 anos de emancipação política  

A Prefeitura de Serra Talhada anunciou, nesta terça-feira (29), a programação oficial da festa de 174 anos de emancipação política do município. A celebração acontecerá na próxima segunda-feira, 5 de maio, na Lagoa Maria Timóteo, com shows de Raí Saia Rodada, Luan Estilizado e Zezo, prometendo atrair milhares de pessoas à Capital do Xaxado.   Além […]

A Prefeitura de Serra Talhada anunciou, nesta terça-feira (29), a programação oficial da festa de 174 anos de emancipação política do município. A celebração acontecerá na próxima segunda-feira, 5 de maio, na Lagoa Maria Timóteo, com shows de Raí Saia Rodada, Luan Estilizado e Zezo, prometendo atrair milhares de pessoas à Capital do Xaxado.  

Além de ser um evento cultural, a festa também representa um impulso para a economia local. O comércio, o setor de serviços e, especialmente, a rede hoteleira se preparam para receber visitantes de diversas regiões, com expectativa de aquecimento nas vendas, geração de empregos temporários e fortalecimento do turismo regional.  

No dia seguinte, 6 de maio, será a vez da comunidade evangélica celebrar a data na tradicional festa gospel, que este ano acontece na Estação do Forró. O momento de fé e louvor será comandado pelo renomado cantor Anderson Freire, reunindo fiéis em uma noite especial voltada à espiritualidade e à união.  

“Nós temos um compromisso com a valorização da nossa cultura e com o fortalecimento das manifestações que representam a identidade do nosso povo. Celebrar os 174 anos de Serra Talhada é também reconhecer a força da nossa história, do nosso turismo e das nossas tradições, cuidando para que todos os públicos se sintam incluídos”, destacou a prefeita Márcia Conrado.

Grupo Globo divulga diretrizes sobre o uso de redes sociais por jornalistas

O Grupo Globo divulgou neste domingo (1) uma série de diretrizes sobre como os jornalistas de seus diversos veículos devem usar as redes sociais. Em carta, o presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, explica que o objetivo é que os jornalistas “evitem tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem […]

O Grupo Globo divulgou neste domingo (1) uma série de diretrizes sobre como os jornalistas de seus diversos veículos devem usar as redes sociais. Em carta, o presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, explica que o objetivo é que os jornalistas “evitem tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção”.

Essas recomendações foram incorporadas aos Princípios editoriais do grupo, publicados originalmente em 2011 e agora atualizados (veja a íntegra dos Princípios Editoriais).

Nos últimos meses, em vários episódios, jornalistas da Globo e Globonews publicaram posições pessoais nas redes sociais e foram notícia por conta da emissora para a qual prestam serviços. Casos como os envolvendo Chico Pinheiro e Leylaine Newbarth. Leia trechos da carta de João Roberto Marinho:

“As redes sociais podem ser usadas para manipular grupos, disseminar boatos e mentiras com fins antidemocráticos e permitir que a intimidade das pessoas seja clandestinamente conhecida. Com a consciência desses defeitos, porém, seus usuários se tornam cada vez mais capazes de produzir anticorpos para esses males. Na balança entre o bem e o mal, nós acreditamos que o lado bom das redes sociais supera o lado mau, embora seja necessário ainda muito estudo e atenção para combater os malefícios. Somos, enfim, entusiastas do potencial positivo das redes sociais.

Nós, jornalistas, como todos os cidadãos, podemos fazer parte delas seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Podemos compartilhar impressões, sentimentos, fatos do nosso dia a dia, assim como utilizá-las para fazer fontes, garimpar notícias, descobrir tendências. Não é novidade para nenhum de nós, no entanto, que o jornalismo traz bônus e ônus.

O bônus é o prazer de exercer uma atividade fascinante cujo objetivo último é informar o público, para que possa escolher melhor como quer viver, como fazer livremente escolhas, uma atividade que nós, sem modéstia, consideramos absolutamente nobre. O ônus é justamente aquele que nos impomos para poder fazer um bom jornalismo: em resumo, tentar ao máximo nos despir de tudo aquilo que possa pôr em dúvida a nossa isenção.

Sei que não é preciso, mas dou aqui um ou dois exemplos. Todos os jornalistas que cobrem economia (e aqueles que compõem a chefia da redação), por exemplo, se privam da liberdade de aplicar em papéis de empresas específicas para que jamais levantem a suspeita no público de que determinada notícia sobre esta ou aquela empresa tem por trás um interesse pessoal. Um jornalista de cultura que seja parente de algum artista se considerará impedido de cobrir as atividades dele. Nós conhecemos bem as nossas restrições, aliás descritas em nossos princípios editoriais que o Grupo Globo publicou em 6 de agosto de 2011. E nada disso nos perturba ou incomoda porque temos a consciência de que o propósito é permitir que façamos um bom jornalismo e que sejamos reconhecidos por isso.

As redes sociais nos impõem também algumas restrições. Diferentemente das outras pessoas, sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada. Já no lançamento dos princípios editoriais, previmos isso quando estabelecemos o seguinte: “A participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: (…) 3- os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.”

Desde então, porém, o uso de redes sociais se universalizou de tal forma que é necessário detalhar melhor como nós jornalistas devemos utilizá-las de modo a não ferir, de maneira alguma, aquele que é um pilar da nossa profissão: a isenção. É por essa razão que estamos acrescentando uma seção aos nossos Princípios Editoriais sobre o uso das redes sociais.

Essas recomendações sobre como devemos nos comportar nas redes não têm nada de idiossincrático ou exclusivo. Na verdade, estão rigorosamente em linha com o que praticam os mais prestigiados veículos jornalísticos do mundo, como The New York Times e BBC, para citar apenas dois de dezenas de exemplos.

Coronavírus: Arcoverde chega a três casos suspeitos

Nova suspeita foi divulgada em boletim na tarde desta quarta-feira. Em boletim divulgado na tarde desta quarta-feira (01.04), a Secretaria de Saúde de Arcoverde informou que foi registrado mais um casos suspeito do novo coronavírus no município. Trata-se de um homem de 59 anos, que já está em isolamento no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. […]

Nova suspeita foi divulgada em boletim na tarde desta quarta-feira.

Em boletim divulgado na tarde desta quarta-feira (01.04), a Secretaria de Saúde de Arcoverde informou que foi registrado mais um casos suspeito do novo coronavírus no município.

Trata-se de um homem de 59 anos, que já está em isolamento no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru.

Agora, Arcoverde conta com três casos e aguarda o resultado do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco – Lacen/PE.

O número de casos e mortes do Covid-19 cresce a cada dia no Brasil. É preciso respeitar as medidas restritivas de circulação. No mundo inteiro tem sido assim, quem demorou a adotar o isolamento, viu a mortalidade disparar.

Ficar em casa é salvar vidas, apenas saia se for extremamente necessário. Siga as orientações das autoridades sanitárias. Faça sua parte.

Para dúvidas, denúncias ou sugestões ligue para o Disk Coronavírus do município: 0800-281-55-89 e 3821-0082.

Projeto susta calote do governo no SUAS, diz Danilo Cabral

O deputado Danilo Cabral (PSB) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos de portaria nº 2.362/19, do Ministério da Cidadania, que trata sobre a adequação e repasses dos recursos do Sistema Único de Assistência Social. A medida do governo federal modifica completamente os procedimentos adotados no âmbito do SUAS para monitoramento da […]

Foto: Liderança do PSB na Câmara/ Divulgação.

O deputado Danilo Cabral (PSB) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos de portaria nº 2.362/19, do Ministério da Cidadania, que trata sobre a adequação e repasses dos recursos do Sistema Único de Assistência Social.

A medida do governo federal modifica completamente os procedimentos adotados no âmbito do SUAS para monitoramento da execução financeira e orçamentária realizada pelo Fundo Nacional de Assistência Social (Fnas).

Segundo o parlamentar, o governo esvazia a lógica de pactuação federativa para as definições relacionadas ao cofinanciamento do sistema e promove o calote sobre os recursos não repassados nos anos anteriores.

Em 2018, consta um débito de R$ 1,4 bilhão, que somado às necessidades para o funcionamento do sistema em 2019, da ordem de R$ 2,5 bilhões, totalizam uma demanda equivalente a R$ 3,9 bilhões. Considerando a execução de 2019, persiste um passivo de aproximadamente R$ 2 bilhões.

“São graves as implicações para a sustentabilidade do SUAS, sobretudo por comprometer a saúde financeira dos municípios que expandiram sua rede e assumiram compromissos, baseados nos recursos previstos”, afirmou Danilo Cabral, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa do SUAS.

Ele ressalta que as instâncias de pactuação entre os entes federados, constituem elemento estruturante de controle social e avaliação das políticas desenvolvidas pelo SUAS. “A exclusão da representação dos municípios dos processos decisórios e regulatórios, representa uma verdadeira ruptura do pacto federativo no âmbito da assistência social”, critica.

O deputado acrescenta que o enfraquecimento do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) como espaço prioritário para definição os critérios de partilha.

A proposta de Danilo Cabral atende a uma demanda dos prefeitos pernambucanos que, durante reunião da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), antes do carnaval, cobraram os repasses da União para a assistência social. Pernambuco tem um passivo de R$ 50 milhões para receber de 2019.