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Datafolha: Confiança nas urnas eletrônicas cresce e atinge 82% dos brasileiros

Por André Luis

Taxa favorável ao atual sistema estava em 69% em 2020, segundo instituto; Bolsonaro lidera ataques às urnas

Subiu a confiança da população nas urnas eletrônicas usadas nas eleições no país, segundo o Datafolha. A reportagem é de Felipe Bächtold/Folha de S. Paulo.

Pesquisa realizada pelo instituto entre terça (22) e quarta-feira (23) aponta que 82% dos entrevistados disseram que confiam no sistema eletrônico de votação, ante 17% que afirmam que não confiam.

No levantamento anterior, feito em dezembro de 2020, pouco depois das eleições municipais daquele ano, a taxa de confiança era de 69%, ante 29% de céticos do sistema.

O Datafolha ouviu nesta rodada 2.556 pessoas em 181 municípios de todo o país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O grupo dos que apoiam as urnas eletrônicas é dividido entre os que confiam muito (47%) e confiam um pouco (35%). Também nesse subitem há uma alta em relação a 2020: os que confiavam muito eram só 33% naquela ocasião.

O instituto também perguntou aos entrevistados agora se seria melhor o país voltar ao sistema de voto em papel, que vigorava até os anos 1990.

Disseram que é melhor o Brasil continuar com urnas eletrônicas 77%, e 20% defenderam a volta ao papel. No fim de 2020, o placar estava em 73% a 23%.

O apoio ao atual sistema é alto mesmo entre os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), principal crítico das urnas eletrônicas.

A taxa de confiança no segmento da população restrito a eleitores de Bolsonaro é de 70%.

O presidente tem dito, sem apresentar nenhuma evidência, que venceu o pleito de 2018 no primeiro turno e que houve fraude na ocasião.

Desde o levantamento anterior do Datafolha, em 2020, ele trouxe o assunto para o topo de sua agenda de prioridades, no que foi seguido por seus apoiadores.

A militância do presidente contra as urnas eletrônicas chegou ao ponto de ele promover uma live de mais de duas horas, em julho passado, exclusivamente para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema.

Na ocasião, acompanhado de um militar da reserva identificado como “analista de inteligência”, ele exibiu teorias que circulavam há anos pela internet e que já tinham sido desmentidas anteriormente.

A iniciativa de promover a live levou o presidente a se tornar investigado também no chamado inquérito das fake news, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Também naquela época, sob pressão do bolsonarismo, a Câmara dos Deputados apreciou proposta para instituir o voto impresso. O projeto foi ao plenário em 10 de agosto e recebeu votos favoráveis de 229 dos 513 deputados, quantidade insuficiente para a aprovação.

Ainda assim, o assunto se manteve nas discussões políticas e foi uma das principais pautas dos atos de raiz golpista promovidos pelo presidente e por seus apoiadores no Sete de Setembro.

O debate só arrefeceu quando o próprio Bolsonaro, pressionado por aliados e desgastado pelos atritos com o Supremo, baixou o tom.

“Passamos a acreditar no voto eletrônico”, disse ele, em novembro.

Na ocasião, o presidente citou a participação das Forças Armadas em comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a segurança e transparência do sistema. A iniciativa de indicar um militar para o grupo foi do ministro Luís Roberto Barroso, então presidente da corte eleitoral e um dos principais alvos de Bolsonaro.

Apesar do recuo no discurso, o presidente continuou fazendo ataques às urnas. Em live de fim de ano, disse, novamente sem apresentar provas, que no pleito de 2018, quanto o eleitor apertava o seu número de candidato à época, aparecia na tela a imagem do ex-presidente Lula (PT), que nem mais concorria.

Neste ano, afirmou que os militares da comissão no TSE apontaram falhas no sistema —mas eles apenas haviam pedido informações e esclarecimentos.

No meio político, há receio de que Bolsonaro ou seus apoiadores usem a suposta falta de confiabilidade do sistema de votação eletrônico como pretexto para não reconhecer eventual derrota eleitoral em outubro.

O temor é de uma repetição da situação vivida nos Estados Unidos entre 2020 e 2021, quando eleitores do então presidente Donald Trump, derrotado na votação, causaram tumultos e invadiram o Congresso em protesto.

No ano passado, Bolsonaro chegou a ameaçar a não realização da eleição.

Como era de se esperar, a taxa de confiança nas urnas eletrônicas avança entre quem não declara voto em Bolsonaro no Datafolha. Quando os entrevistados são apenas eleitores do ex-presidente Lula, 89% dizem confiar nas urnas eletrônicas —na população em geral são 82%.

Entre os eleitores do presidente, a porcentagem que defende a volta do voto em papel pula para 40% —são 20% na totalidade do levantamento.

Considerando apenas quem afirma que votará no ex-juiz Sergio Moro (Podemos), 86% preferem que o país continue usando urnas eletrônicas. O apoio ao atual sistema é maior entre jovens de 16 a 24 anos —87%— do que entre idosos de 60 anos ou mais —77%.

No recorte regional, a confiança é maior no Nordeste (86%) do que no Sudeste (79%). Na faixa da população com renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos, o índice recua para 78%.

Outras Notícias

DataTrends: Zeca sai na frente na disputa pela Prefeitura de Arcoverde

Levantamento do Instituto DataTrends divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Blog de Edmar Lyra aponta o ex-prefeito Zeca Cavalcanti liderando com folga a corrida eleitoral pela Prefeitura de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Segundo a pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº PE-05437/2024, se as eleições fossem hoje Zeca venceria a ex-prefeita Madalena Brito […]

Levantamento do Instituto DataTrends divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Blog de Edmar Lyra aponta o ex-prefeito Zeca Cavalcanti liderando com folga a corrida eleitoral pela Prefeitura de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

Segundo a pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº PE-05437/2024, se as eleições fossem hoje Zeca venceria a ex-prefeita Madalena Brito e o atual prefeito Wellington Maciel. A margem de erro é de 4,88% e o intervalo de confiança de 95%.

O cenário estimulado mostra Zeca liderando a disputa com 51%, Madalena Brito em segundo lugar com 22% e Wellington Maciel em terceiro com 15%. Brancos e nulos são 10% e aqueles que não sabem ou não quiseram responder são 2%.

Na disputa direta com a ex-prefeita Madalena Brito, Zeca aparece com 28 pontos de vantagem: 53% x 25%. A diferença é ainda maior quando a disputa é entre Zeca e o prefeito Wellington Maciel, são 48 pontos. Zeca tem 63% e Wellington 15%. Já num confronto direto entre Madalena Brito e Wellington Maciel, Madalena venceria com 36% x 17%.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO: O DataTrends avaliou também a gestão do prefeito E pré-candidato a reeleição, Wellington Maciel. O governo é aprovado por 25% e desaprovado por 69% da população. O percentual que não soube ou não quis responder é de 6%.

Estimulada
Zeca Cavalcanti 51%
Madalena Brito 22%
Wellington Maciel 15%
Branco/Nulo 10%
Não Sabe/Não Respondeu 2%

Cenário 02
Zeca Cavalcanti 53%
Madalena Brito 25%
Branco/Nulo 18%
Não Sabe/Não Respondeu 4%

Cenário 03
Zeca Cavalcanti 63%
Wellington Maciel 15%
Branco/Nulo 18%
Não Sabe/Não Respondeu 4%

Cenário 04
Madalena Brito 36%
Wellington Maciel 17%
Branco/Nulo 42%
Não Sabe/Não Respondeu 5%

Boulos critica voto útil

Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência, criticou, hoje, em entrevista ao G1 e CBN, o “voto útil” e disse que “o momento de se juntar e derrotar o atraso é no segundo turno”. Ele defendeu, no primeiro turno, o voto no projeto que o eleitor acredita. “Tem gente que efetivamente está com medo, que […]

Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência, criticou, hoje, em entrevista ao G1 e CBN, o “voto útil” e disse que “o momento de se juntar e derrotar o atraso é no segundo turno”. Ele defendeu, no primeiro turno, o voto no projeto que o eleitor acredita.

“Tem gente que efetivamente está com medo, que olha o [Jair] Bolsonaro [candidato do PSL] crescendo, esse cara que só fala atrocidades. […] Isso pode levar a uma ideia de não votar no projeto que acredita mais em nome de combater esse retrocesso tremendo que representa o Bolsonaro. Mas, agora, é sempre preciso lembrar o seguinte: a eleição é em dois turnos. […] O campo democrático estará no segundo turno”, disse.

Questionado sobre o baixo desempenho nas pesquisas eleitorais, Boulos disse que a sua candidatura é diferente e não se mede com intenções de votos. “Se mede também pela elevação da consciência política. Eleição não pode ser vale-tudo, eleição tem que significar colocar grandes princípios e grandes temas em debate.” Na última pesquisa divulgada, do Datafolha, Boulos estava com 1% das intenções de voto.

MPF quer reforma da sentença que negou remédio de alto custo para criança com doença rara em PE

Parecer emitido pelo órgão defende que a União e o Estado de Pernambuco devem fornecer o medicamento Zolgensma a um paciente com atrofia muscular espinhal (AME) Com o objetivo de assegurar o direito à vida e à saúde, o Ministério Público Federal (MPF) requer a reforma da sentença, proferida pela 35ª Vara Federal de Pernambuco, […]

Parecer emitido pelo órgão defende que a União e o Estado de Pernambuco devem fornecer o medicamento Zolgensma a um paciente com atrofia muscular espinhal (AME)

Com o objetivo de assegurar o direito à vida e à saúde, o Ministério Público Federal (MPF) requer a reforma da sentença, proferida pela 35ª Vara Federal de Pernambuco, que negou o fornecimento do remédio Zolgensma a uma criança com atrofia muscular espinhal (AME), tipo 1, doença genética rara que leva ao déficit da força global do organismo. 

Por meio de parecer enviado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o procurador regional da República Fernando José Araújo Ferreira defende que a União e o Estado de Pernambuco devem garantir o tratamento ao paciente com o referido medicamento, que é de alto custo e a família não tem como arcar com a sua compra.

A Justiça Federal na 1ª instância negou o fornecimento do Zolgensma alegando já existir outro medicamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a doença, o Spinraza. 

Porém, a neuropediatra da criança e o perito judicial convocado para analisar o caso destacam que o Spinraza não é um substituto terapêutico do Zolgensma e que o remédio ofertado pelo SUS não vem sendo eficaz para o caso do paciente. 

Os médicos afirmam que há evidências científicas de estabilização da doença e melhor resposta em musculatura respiratória e digestória com o remédio pleiteado e perspectiva de assegurar uma vida normal ou quase normal à criança.

De dose única, o Zolgensma tem o custo aproximado de R$ 10 milhões. O valor do Spinraza fica em torno de R$ 1 milhão por ano e deve ser aplicado por toda a vida do paciente, o que representaria um impacto maior aos cofres públicos a longo prazo. 

“Levando em consideração a idade do autor, os riscos associados à terapia com nusinersena (denominação genérica do Spinraza), o alto custo de uma terapia de baixa eficácia por toda a vida e a melhor resposta em pacientes com menos de dois anos de idade, há indicação fundamentada de urgência do uso do mencionado tratamento”, frisa um dos médicos no laudo.

No parecer, o procurador regional da República ressalta que foram apresentados no processo todos os critérios determinados pelo Superior Tribunal de Justiça para o fornecimento do medicamento fora da rede de cobertura do SUS. 

Dentre eles, a comprovação, por meio de laudo do médico que acompanha o paciente, da necessidade do medicamento, assim como da ineficácia dos remédios fornecidos pelo SUS; incapacidade financeira de arcar com o tratamento e registro na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) do fármaco solicitado. 

“À vista do que foi apresentado no processo, não há dúvidas de que a sentença deve ser reformada”, destaca Fernando Ferreira.

Marília Arraes participa de ato político no STR de Sirinhaém 

Nesta quinta-feira (4), a candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD), junto com o candidato ao Senado, André de Paula (PSD), participaram de ato político no Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Sirinhaém. O ato sacramentou o apoio da prefeita Camila Machado (PP), a chapa de Marília. O ex-prefeito da cidade, quadro histórico […]

Nesta quinta-feira (4), a candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD), junto com o candidato ao Senado, André de Paula (PSD), participaram de ato político no Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Sirinhaém.

O ato sacramentou o apoio da prefeita Camila Machado (PP), a chapa de Marília. O ex-prefeito da cidade, quadro histórico do PSB e conhecido por sua proximidade com Miguel Arraes, Alberto Machado, também declarou apoio à Marília.

“Foi a esperança por um futuro melhor para Pernambuco que me fez tomar a decisão de estar ao lado de Marília, que será a primeira mulher governadora do nosso estado”, afirmou Camila.

A prefeita ainda explicou a sua saída da Frente Popular. “Minha saída da Frente Popular, que deixou de ser popular tem uma razão muito concreta. Muitos que estão lá olham o poder apenas pelo poder. Nós, ao contrário, olhamos o poder como um instrumento de mudança para o povo.”

Para Marília, que na tarde da quinta-feira visitou também a cidade de Barreiros, a ida ao sindicato foi emocionante. “Estar aqui no sindicato é de uma emoção gigante. Lembra as minhas raízes e formação como pessoa. É impossível não lembrar de Miguel Arraes quando vejo essas pessoas com tanta esperança no olhar. Eu agradeço muito o apoio que estamos recebendo de Camila, minha amiga, e primeira mulher prefeita de Sirinhaém.”

Em seu discurso, André de Paula fez questão de ressaltar a força do legado de Miguel Arraes. “Foi um líder imbatível, assim como vejo Marília sendo. Marília, hoje, é a esperança do povo pernambucano.”

O ex-prefeito da cidade, Alberto Machado, seguiu a sua fala pelo mesmo caminho. “Hoje é um momento importante para nosso município. É um dia fundamental para a mudança de Pernambuco. Aqui nesse sindicato, onde sempre lutamos ao lado de Miguel Arraes, nos unimos para seguir a luta  ao lado de Marília.”

Também estiveram no evento os vereadores Leonardo Ximenes, Rinalva Enfermeira, Cabelinho, Jairo e Bruno de Dedeu; o presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Deoclécio Lira, o vereador de Ipojuca, Gilmar Costa, a vereadora do Recife, Aline Mariano, e dezenas de outras lideranças da região.

Farmácias de Serra Talhada não respeitam decreto municipal, diz site

Segundo reportagem do Farol de Notícias, a maioria das farmácias localizadas no Centro de Serra Talhada estão desrespeitando o Decreto Municipal 3.187, de 8 de junho de 2020. O decreto traz um conjunto de medidas que obriga comerciantes, de um modo geral, tornar a convivência dentro do comércio mais rígida, para evitar a proliferação do […]

Segundo reportagem do Farol de Notícias, a maioria das farmácias localizadas no Centro de Serra Talhada estão desrespeitando o Decreto Municipal 3.187, de 8 de junho de 2020.

O decreto traz um conjunto de medidas que obriga comerciantes, de um modo geral, tornar a convivência dentro do comércio mais rígida, para evitar a proliferação do novo coronavírus no chamado ‘novo normal’.

Em seu Artigo 5º, o decreto determina que as farmácias e empresas de Serra Talhada, com mais de 20 funcionários, devem fazer uso de termômetros infravermelhos ou instrumentos correlatos, para medir a temperatura dos clientes, antes de entrar no local.

Ainda segundo o decreto, caso a temperatura seja igual ou maior que 37,8º, o cliente deve ser impedido de entrar, e o fato comunicado, de imediato, para a Ouvidoria de Saúde (3831-6646/9-96325751).

Na quarta-feira (10) a reportagem do Farol visitou cinco farmácias do Centro, em busca de medicamentos, e não foi abordada por nenhum dos balconistas quanto a aferição da temperatura.